ELE LIGA PRO NÚMERO DEPOIS DA ESCOLA.

Voz: Alô, Suppam County Hospital, aqui é a enfermeira Beckam.

Ele: Ah, eu devo ter ligado no número errado, estou procurando por uma amiga.

Voz: Qual é o nome dela?

(o garoto dá as informações)

Voz: Sim, esse é o número certo. Ela é uma de nossas pacientes.

Ele: É mesmo? O que aconteceu? Ela está bem?

Voz: O quarto dela é o número 646, no prédio A, suíte 3.

Ele: O QUE ACONTECEU?

Voz: Por favor, venha aqui e veja o senhor mesmo, obrigada.

Ele: Espera! Não!

(o telefone já tinha sido desligado)

O GAROTO FOI PARA O HOSPITAL. A GAROTA ESTAVA DEITADA NA CAMA DO QUARTO. ELA PARECIA FRACA.

Ele: Meu Deus, você está bem?

Ela: (silêncio)

Ele: Amor, fala comigo!

Ela: Eu.. eu tenho câncer. Estou em suporte de vida.

Ele: (começa a chorar)

Ela: Eles vão desligar tudo hoje à noite.

Ele: Por que?!

Ela: Eu queria te contar, mas eu não podia.

Ele: Por que não?

Ela: Eu não queria te machucar.

Ele: Você nunca poderia me machucar.

Ela: Eu só queria ver se você sentia o mesmo que eu sinto por você

Ele: ?

Ela: Eu te amo mais que qualquer coisa. Eu te daria o mundo em uma batida de coração. Eu me atiraria em frente a uma bala para te salvar. Eu morreria por você.

Ele: …

Ela: Não fique triste, eu sempre vou te amar, estando aqui ou não.

Ele: Então por que você terminou comigo?

Enfermeira: Ei, jovem, o tempo de visita já acabou.

O GAROTO SAI, AS MÁQUINAS DE SUPORTE DE VIDA FORAM DESLIGADAS. ELA MORREU.

Mas o que o garoto não sabia é que a garota só fez aquelas perguntas à ele para poder ouvir ele dizer aquelas coisas uma última vez, e ela só terminou com ele porque ela só tinha mais três semanas de vida e pensou que assim causaria menos dor à ele, dando um tempo para ele esquecê-la antes dela morrer.

NO PRÓXIMO DIA: O garoto foi encontrado morto com uma arma em sua mão, e com um pequeno papel na outra, escrito: Eu disse à ela que levaria um tiro por ela, assim como ela disse que morreria por mim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!