Notas iniciais
Espero que gostem.

- Podemos ir na Montanha Russa, Bakura? Podemos? — Marik pediu animadamente agarrando o braço do albino.

Bakura suspirou fingindo tédio, mas estava na casa que era o contrário. Eles decidiram passar um dia longe das preocupações. Ele tinha passado a noite toda lendo aquele livro que Ryuji emprestou e assistindo aos filmes de terror que Marik tinha. Tinha sido uma das melhores noites que teve em tempos, só o incomodava o fato de não poder beber, mas fora a isso estava tudo bem.

- Acabamos de sair de uma, Marik... — Bakura gemeu sem se importar com as pessoas a sua volta o olhando.

- Não posso fazer nada se você grita feito uma menininha! — Bakura fez careta e mostrou a língua fingindo aborrecimento, Marik fez beicinho — Por favor...

Bakura suspirou vencido, colocou a mão no bolso para pegar o dinheiro — Só porque é você então. — ele avisa com desdém.

- Uau! Assim me sinto especial. — disse lisonjeado levando a mão ao peito e sorrindo. Bakura corou e abaixou o olhar — É raro ir a passeios sozinho? — perguntou se aproximando da fila.

Bakura pensou por um instante — Acho que sim. Mas eu não me importo, afinal, você esta aqui e você não custa nada. — ele desviou de uma tentativa de soco do loiro e riu ao perceber que tinha conseguido alguns olhares confusos, mas nem se importou.

- Seria engraçado se eu atravessasse o carrinho no meio do passeio? — ele perguntou pensativo. Bakura acenou e sorriu timidamente.

Ele imaginou Marik caindo do carrinho no ponto mais alto da Montanha Russa, mordeu o lábio para não rir — Seria engraçado, mas você não pode controlar isso.

- Verdade. Mas seria legal. — disse sorrindo. Bakura sorriu e se sentou na frente, o loiro se sentou ao lado dele e riu quando o albino desceu o equipamento de segurança — Vou tentar relaxar... — ele se inclinou para trás cruzando os braços atrás da cabeça e ergueu os pés.

Bakura riu, o loiro olhou para trás para ver as outras pessoas, tentou pensar em algo divertido para fazer, mas não veio nada a mente. Parou por um momento tentando se lembrar se já estivera em uma Montanha Russa antes.

Ele olhou para o albino pensando no que tinha acontecido na noite anterior quando suas mãos se tocaram. Ele tinha sentido algo mais do que apenas duas mãos se tocando e se perguntou se Bakura tinha sentido o mesmo que ele e foi estranho, normalmente eles não poderia se tocar.

- Aqui vamos nós! — Bakura disse rindo e Marik se preparou quando o carrinho começou a se mover.

-X-X-X-

Bakura cambaleou ao se afastar do brinquedo se apoiando em algo sólido e evitando os olhos violetas que estavam marejados por Marik estar rindo.

- Você assiste filmes de terror, mas não aguenta uma Montanha Russa um pouquinho maior? — Marik disse entre risos.

Bakura rosnou levando a mão ao estômago que roncava de fome, ele não tinha tomado café da manhã para evitar de vomitar. Olhou para o loiro que ainda gargalhava — Isso se chama adrenalina. — retrucou se recompondo.

Marik cruzou os braços e sorriu divertido — É uma forma chique de dizer medo?

- Calado! Vou comer algo. — albino bufou.

Marik fez careta. Ainda não sabia se conseguia comer algo, estava receoso, não sabia se a comida iria passar direto por ele — Ainda assim você grita como uma menina. — disse debochado. Bakura tentou empurra-lo, mas falhou tropeçando em algo. Marik riu — Corrida ate a barraca de sorvete! — e saiu correndo entre a multidão.

Bakura gemeu e correu atrás do egípcio esbarrando nas pessoas, ele odiava quando Marik saia correndo. Encontrou o loiro encostado em uma barraca de sorvete com sorriso triunfante, o albino ofegava, jogou os cabelos para trás tentando arruma-los.

- Ganhei! — Marik disse e mostrou a língua zombando. O outro levantou uma sobrancelha e se controlou para não mostrar a língua como resposta, ou fazer algum comentário, simplesmente foi ate a barraca — Chocolate! — disse pulando freneticamente ao lado de Bakura.

Bakura olhou para ele com uma sobrancelha erguida — Um cone duplo de chocolate. — ele pediu ao vendedor.

Marik parou de pular e fez cara seria — Ok. Você ficou louco. Sabe que não vai conseguir acabar com ele e eu não posso comer. — disse o encarando. Bakura deu de ombros e pegou o sorvete do vendedor. Se afastaram e ele começou a devorar o sorvete, o loiro o olhava com inveja — Esta bom? — perguntou num tom amargurado. O albino acenou com a cabeça e observou a expressão do egípcio — Eu me pergunto se... — Marik se aproximou de Bakura e tentou lamber o sorvete.

O albino o observava curioso — Você pode provar?

- Na verdade não, mas sinto o sabor. Eu acho... — ele inclinou a cabeça para o lado pensativo.

Os olhos de Bakura se arregalaram — Vem Marik! — ele disse e saiu correndo a procura de um lugar menos movimentado.

O loiro o seguia sem entender nada, quando o albino parou em um canto meio escondido do parque ele cruzou os braços e franziu a testa — O que foi?

Bakura sorriu e levantou o sorvete — Quero tentar algo... — Marik permaneceu indiferente, o albino respirou fundo e levou um dedo ao sorvete, depois ergueu para Marik.

O loiro ergue uma sobrancelha — Estou vendo, seu dedo esta melado de sorvete.

- Você tocou minha mão ontem, certo? — Marik assente — Então, talvez você possa... Você sabe o que eu quero dizer... — mordeu o canto do lábio, não tinha pensando nas conseqüências, mas já era tarde para voltar atrás agora — "Droga! Por que eu tenho que fazer as coisas sem pensar?"

Marik se aproximou e pegou a mão pálida com delicadeza, sentiu um tremor quando tocou ele — "O que estou fazendo?" — ele pensava olhando para Bakura um pouco hesitante. Ele levou o dedo do albino aos lábios e lambeu o sorvete. Sorriu sentindo a substância gelada descer pela garganta. Bakura o olhou curioso e ele passou a língua nos lábios para recolher os restos do sorvete.

O albino engoliu em seco com essa visão — E... E então? — perguntou meio incerto.

- Hmm... — sorriu — Delicioso! — Bakura riu, quando estava prestes a puxar o dedo para trás Marik o levou novamente aos lábios.

Tudo que ele podia fazer era observar o egípcio lamber o resto do sorvete em seu dedo, ele estremeceu quando sentiu a língua fria do loiro em contato com sua pele, chegava a ser mais gelada do que o sorvete, mas nada que o incomodasse, era ate agradável...?

Marik terminou de lamber o sorvete e levantou os olhos lavandas de encontro com os castanhos e corou levemente — Hm... Bakura?

- O que foi? — perguntou lambendo o sorvete.

- O que é exatamente uma descarga de adrenalina? — ergueu uma sobrancelha.

Bakura explicou o que era uma descarga de adrenalina enquanto fazia o mesmo processo para o loiro poder saborear o sorvete. Marik tinha certeza que sentia essa descarga cada vez que ele tocava o albino e o pior foi lamber o sorvete pela primeira vez.

Ele olhou para o rapaz de pele pálida que também mantinha um semblante pensativo, praguejava mentalmente por fantasmas não poderem ler pensamentos. Balançou a cabeça pra afastar o pensamento, ele não tinha certeza se queria saber o que o albino pensava, mordeu o lábio — "E se ele estiver arrependido de ter concordado em me ajudar?"

Tudo o que Bakura conseguia pensar era em Marik. A maneira com que ele pensava e agia o encantavam, tudo nele era intrigante de uma forma boa. Ele passou a mão em seus cabelos Bakura suspirou e terminou o sorvete — Pronto, Marik?

- Hm? — ele olhou para o albino confuso despertando de seus devaneios.

- Pronto para continuar? — Bakura disse corando violentamente quando os olhos lavandas encontraram os seus. O loiro concordou e correu para a multidão, o albino suspirou e foi atrás dele, não tinha ideia de onde ir.

Marik parou no meio do caminho se virou para Bakura, que estava ofegando atrás de si e sorriu — Onde vamos, Kura? — perguntou com um sorriso maroto cruzando os braços. Bakura fez careta, essa era a forma que seu irmão lhe chamava, somente Ryou lhe chamava dessa maneira, Marik riu e Bakura retribuiu sorrindo — Sabe, Bakura...?

O albino o olhou curioso — Hm? — esperou o outro dizer algo, o loiro parecia um tanto quanto nervoso.

- Acho que eu... — parou ao ouvir alguém correndo em direção a eles.

- Bakura! — o loiro baixou o olhar em decepção. Bakura rosnou e xingou mentalmente quem o chamou, Marik parecia querer falar algo importante. Ele se vira e para sua surpresa era Yugi, Yami e os outros que corriam ate ele com várias coisas que ganharam ou compraram no parque, ele forçou um meio sorriso.

- Há quanto tempo. — ele disse apático. Olhou rapidamente para trás e viu Marik olhando para o outro lado suspirando.

- Nós não nos vimos desde que você se mudou. — Yugi disse avançando para um abraço, mas com muito jogo de cintura ele desviou sem ficar muito na cara.

- Err... Tenho umas coisas pra fazer... — ele disse olhando para cada um deles pensando em uma desculpa.

- E o apartamento? — Honda perguntou comendo pipoca.

Bakura sorriu — É incrível! É muito bom mesmo... — disse sorrindo serenamente olhando de canto para Marik, que estava afastado.

- E quem é a pessoa especial? — Yami perguntou piscando um olho. Bakura piscou algumas vezes sem entender.

- Anzu nos contou. Então, quem é essa pessoa de sorte? — Jou perguntou dando um leve empurrão no albino.

- E onde ela esta? — Yugi perguntou olhando para os lados.

Bakura ficou atordoado, como Anzu pode interpretar dessa forma? Ele olhou para Marik pedindo ajuda, mas ele estava vendo as pessoas na Montanha Russa rindo, o albino sentiu seu coração acelerar ao ver o loiro rindo — Bem... Anzu entendeu errado.

- Não precisa mentir, Bakura. Você esta misterioso, é óbvio que tem alguém por trás disso. — Honda disse sorrindo.

Bakura mordeu o lábio pensando em algo — Ok. Vocês me pegaram... — disse rindo falsamente, os outros se entre olharam curiosos e se aproximaram — Ele é...

- Ele? — Yami disse surpreso. Bakura o olhou e balançou a cabeça confirmando — Só achei que você... Você sabe o que quero dizer...

O albino concordou sorrindo — De qualquer forma, ele esta fora da cidade. — ele disse esperando que mudassem de assunto.

- Bem, nos avise quando ele voltar, queremos conhece-lo. — Jou disse bebendo algo. Bakura sorriu nervosamente e olhou para Marik.

Yugi puxou Yami pelo braço e sussurrou algo. Yami assentiu e se voltou para Bakura — Bakura, temos uma surpresa pra você. — Bakura levantou uma sobrancelha e riu.

- Nós lembramos agora. — Yugi afirmou inocentemente, Bakura olhou para Marik e tentou fazer um gesto para que ele o seguisse, Jou olhou para ele com uma sobrancelha erguida e o albino sorriu timidamente. Ele se perguntava o que tinham planejado.

Honda tira um lenço do bolso e faz um gesto para que ele se virasse, Bakura grunhiu e fingiu irritação. Seu coração acelerou ao se lembrar que com o lenço nos olhos não poderia ver se Marik estava seguindo eles. Suspirou fundo tentando não se preocupar com o loiro, ele iria segui-los, pensou sorrindo — "Só espero que ele não estrague a surpresa..."

-X-X-X-

Depois de caminhar muito, Bakura foi autorizado a parar, o caminho tinha sido divertido embora ele estivesse desapontando por Marik não ter dito nada durante o trajeto, mas de alguma maneira ele sentia que Marik o seguia.

- Bem, chegamos? — Bakura perguntou impaciente cruzando os braços, pode ouvir risos nervosos dos outros e franziu a testa em preocupação — Pessoal?

- Err... Bakura... Por favor, não fique bravo. — uma voz que ele reconheceu como Yugi disse com certo nervosismo . A venda foi retirada, ele balançou a cabeça e abriu os olhos lentamente.

Olhou para os lados não reconhecendo o lugar, não se lembrava de ter estado lá antes, olhou novamente o lugar observando cada detalhe, ele estreitou os olhos e olhou para os outros os fuzilando — Isso é uma piada?

Yugi e Jou engoliram em seco — Olha... Bakura, nós estamos realmente muito preocupados com você, Ryou nos contou que você esta agindo de maneira muito estranha nos últimos dias e bem... — Yugi explicou.

- Pensamos que seria melhor pedir ajuda para um especialista para te ajudar, cara. — Honda disse recuando um pouco.

- Eu não sou louco! — ele esbravejou.

Os outros se entreolharam e Yami suspirou — Bakura, você tem um compromisso em poucos minutos, basta ir e ter um ok. — disse calmamente.

Bakura olhou para Yami, ele estava sendo o mais sensato possível, mas Bakura não queria ir ver um médico. Ele esta perfeitamente bem, mas ele não tinha escolha — Tudo bem, eu vou mas apenas para provar que estou completamente bem! — ele disse bufando, pegou o cartão das mãos de Yami e seguiu pelo corredor.

- Vamos encontra-lo aqui daqui uma hora! — Yugi diz acenando, Bakura fez um movimento com a mão para mostrar que entendeu o recado.

- Eu me sinto ignorado... — Marik disse fingindo tédio.

Bakura parou de andar e olhou para o loiro que se afastou lentamente, o albino rosnou — Você poderia ter me avisado!

Marik encolheu os ombros e olhou para o chão — Desculpe... Eu pensei que estavam te trazendo para ver alguém ou algo assim... Eu não fazia ideia... — ele disse num tom infeliz e irritado ao mesmo tempo.

O albino grunhiu e socou a parede mais próxima, o egípcio assistia sem saber o qeu fazer ou dizer — Eu não acredito que eles fizeram isso comigo! — ele parou ao sentir uma mão gelada em seu ombro, suspirou fundo se acalmando um pouco.

- Bakura... Vai ficar tudo bem. Confie em mim. — o loiro disse suavemente, de uma forma estranha, o albino encontrou conforto na voz de Marik, como se tudo estivesse indo bem. Ele olhou para Marik e sorriu.

- Olha quem esta mudando. Um tempo atrás você não estaria tentando me animar. — Bakura sussurrou, Marik sorriu timidamente e o albino sentiu seu coração acelerar — Mas... O que você queria me dizer antes? — ele olhou nos olhos lavandas.

O loiro ficou um pouco desconfortável e pensou em algo rápido — Você sabe... Eu nunca te agradeci... Por me ajudar... Então... Obrigado. — ele disse corando e desviando o olhar do albino.

Bakura corou e deu um meio sorriso — Não é nada... Eu é que deveria lhe agradecer.

Marik piscou surpreso tentando entender e seu rosto ficou corado — Por quê?

- Você acabou... — o albino começou — Eu não sei, mas obrigado. — ele sorriu corando novamente.

O egípcio riu — Parece ate que nunca mais vamos nos ver. — disse fazendo careta. Bakura bufou tentando sorrir, mas uma sensação estranha no estômago o deixou preocupado. Era como se ele estivesse com medo que isso acontecesse.

Suspirou fundo criando coragem, Marik colocou a mão no ombro dele e sorriu, ele empurrou a porta. Se encontrou em uma sala simples com uma mesa no canto e um homem sentando atrás dela. Bakura pigarreou tentando chamar a atenção.

- Ah, você deve ser Bakura. Sente-se. — o médico disse indicando a cadeira a frente.

Bakura sorriu amargamente e se sentou, olhou de canto para Marik que se sentou na mesa, suspirou fundo e baixou o olhar para seu colo.

- Sou o Dr. Peterson. Se quiser iniciar. — Bakura piscou algumas vezes, suspirou e balançou a cabeça lentamente. Ele não queria estar ali. O médico deu uma risada — Não se preocupe, isso acontece muito. Vamos começar por... Seus amigos. Eles me disseram que você esta agindo de forma estranha ultimamente.

O albino desviou o olhar para Marik por um segundo e depois voltou para o seu colo. O Dr. Peterson olhou rapidamente para a direção do loiro, que mostrou a língua para ele, e depois para Bakura — Você diria que esta agindo de forma estranha?

- Não. — ele respondeu olhando para o médico.

- Interessante. Eles me disseram que você anda agindo de maneira suspeita, misterioso. — o médico ergueu uma sobrancelha.

- Não. Não é exatamente assim... — Bakura murmura olhando para Marik, que lhe sorriu gentilmente, ele era a única coisas reconfortante na sala.

- Bakura, pela forma que você esta agindo, me parece que você esta tendo uma experiência espiritual. Isso não é da minha área, mas posso ajudar um pouco. — o médico disse sorrindo.

O rapaz de pele pálida mordeu o lábio sem desviar o olhar dos olhos lavandas. Marik deu um pequeno aceno de cabeça e Bakura suspirou — Por onde começar? — ele disse sorrindo e olhando de canto para Marik, que sorria também. Seria bom para o albino desabafar com alguém sobre isso.

O médico sorriu — Ele esta sentado sobre a mesa. Eu... Não sei se ele pode sentir, mas ele se sentou nos clips de papel. — ele riu quando Marik se levantou e olhou onde estava sentando, haviam vários clips.

Dr. Peterson escreveu algo e sorriu novamente. Fazer Bakura se abrir tinha sido mais fácil do que tinha imaginado. O albino contou sobre Marik, se sentia mais leve por dividir isso com alguém, mas sempre verificava com o loiro se estava tudo bem em falar. O egípcio parecia feliz também, sabia que era difícil para o albino ficar guardando isso tudo. Bakura se sentia bem, gostava de ver Marik sorrindo.

Marik se levanta e se senta no colo de Bakura, este não protesta, e apoiar um braço no ombro dele — Vejo que ele se móvel. — diz o médico olhando para onde Marik estava anteriormente

Bakura levantou uma sobrancelha — Como você sabe?

- Seus olhos se concentraram em um lugar diferente. — o médico encolhe os ombros e anota mais alguma coisa. Bakura tenta ver o que ele tanto escrevia, mas não consegue.

Marik se levanta para ver o que era, depois se volta para Bakura — Ele acha que você precisa de ajuda urgente. — ele olha para o médico e Bakura também o faz.

- Você acha que sou louco. — afirmou cruzando os braços. Marik faz o mesmo como se estivesse apoiando Bakura, apesar do médico não poder vê-lo.

O Dr. Peterson levanta uma sobrancelha — Bem, eu não colocaria dessa maneira, mas diria que você precisa de ajuda. — disse tentando parecer o mais convincente possível.

- Eu não sou louco, eu sei disso! — protestou. Ele olhou para Marik que afirmou com um aceno. O loiro se sentiu mal por ser a causa de Bakura estar sendo visto como louco.

O médico pigarreou se levantando — Só vou falar com alguém, fique aqui. — e saiu da sala fechando a porta atrás de si.

Bakura rosnou com raiva — Eu não acredito nisso! — ele resmungou, se virou ao ouvir risos e encontrou Marik sentando na cadeira do médico e parecia estar usando óculos.

- Olha para mim. Eu sou um cara estranho que vai dizer se você esta bem. — o loiro fazia caretas engraçadas.

O albino não pode conter a risada, mas ficou serio ao ver Marik tirar os óculos e morder o lábio, Bakura sentiu corar achando a cena sedutora — Marik, para com isso. Vamos sair daqui, aquele cara deve achar que somos idiotas! — ele levantou uma sobrancelha ao ver o loiro girar com a cadeira. Suspirou e se voltou para a porta — Marik.

O loiro se levantou — Estou indo, Kura. — disse divertidamente.

- Você acabou de me chamar de Kura novamente? — ele perguntou abrindo a porta.

Marik corou — Desculpe... — murmurou. Bakura riu e balançou a cabeça indicando que não se importava.

Olhou em volta para confirmar que o médico não estava voltando. Marik não se sentia bem naquele local, não sabia porque, mas não queria estar ali — Vamos andar um pouco? — disse Bakura.

Marik assentiu, ele não se importava desde que estivesse com Bakura. Os olhos castanhos olharam os lavandas tentando adivinhar o que Marik queria fazer — Vamos a lanchonete.

Bakura piscou algumas vezes, depois cruzou os braços e riu — Mesmo que você não possa comer? Tudo bem, parece uma boa ideia.

- Claro que é uma boa ideia, fui eu quem deu. — disse fingindo superioridade. Bakura revirou os olhos e riu.

-X-X-X-

- Esse café não é tão bom. — disse colocando o corpo na mesa. Ele franziu o nariz e Marik mostrou a língua.

- Pois fique com o chá. — disse com desdém fazendo careta.

Os dois riram e sorriram um para o outro, seus olhos se encontraram e ambos ficaram levemente corados — Nós vamos entrar em problemas. — Marik disse causalmente.

- Eu poderia, mas acho que eles não podem colocar camisas de força em um fantasma. — disse rindo.

- Haha! — Marik fingiu irritação, mas não conseguia esconder o sorriso. Depois disso houve um silêncio um pouco incomodo.

- Então, alguma mudança no estado do paciente Ishtar? — um médico pergunta para o outro enquanto passavam pela mesa deles. Marik congelou ao ouvir seu sobrenome e olhou para Bakura, que estava fingindo beber o café enquanto tentava ouvir a conversa.

- Nada. Ele não reage. — o outro médico disse. Bakura olhou para Marik e depois levantou da cadeira caminhando em direção aos médicos.

Ele não sabia o que iria dizer, mas estava determinado a descobrir mais sobre isso. Quando se aproximou dos dois médicos ambos o olharam na expectativa — Me desculpem, mas não pude deixar de ouvir sobre o Ishtar. — ele pode setir Marik atrás de si e lhe trouxe conforto.

- Marik Ishtar? Você é amigo dele? — um dos médicos perguntou com uma sobrancelha erguida.

Bakura pensou por um momento — "Se eu disser que sou amigo talvez não vão me dizer. Só tenho uma saida..." — pensava ele — Err... Nós... Temos um envolvimento... — ele disse quase como uma pergunta.

Os médicos se entreolharam — Se você vier comigo vou leva-lo ate ele. — um dos médicos se levantou.

Bakura acenou com a cabeça e o seguiu. Ele tentou evitar ao máximo o olhar do loiro, embora este tentava olha-lo nos olhos, só esperava que este nome não era tão comum e que isso ajudasse a saber mais sobre o egípcio.

Notas finais
Comentarios?