Um Fantasma Em Minha Casa - Thiefshipping
11 A Minha Razão
Notas iniciais
Marik Ishtar suspirou pegando na mão de sua sobrinha Sarah, a garota sorria e seus olhos azuis brilhavam. O loiro olhou para cima e sorriu de olhos fechados, ele adorava a sensação do sol tocando sua pele. Já fazia quase um mês desde que ele tinha despertado do coma, estava vivendo no apartamento de seu irmão ate o que inquilino deixasse seu apartamento. Seria estranho morar sozinho novamente depois de tudo.
No começo foi estranho para ele voltar a ver o mundo. Muitas vezes tinha o sentimento de déjà vu ao passar por alguns lugares que ele tinha certeza de nunca ter ido, como exemplo, o prédio de um escritório imobiliário. Tinha saído com a sobrinha ate um parque de diversão na outra semana e se sentiu mal, parecia que algo estava faltando.
Já tinha voltado ao trabalho, parece que tinham sumido com seu arquivo e Mana não parava de perguntar sobre um rapaz e ela parecia mais animada do que ele se lembrava.
- No que esta pensando, tio? — a garotinha pergunta sorrindo. Marik olhou para ela sorrindo.
- Em um monte de coisas. — ele responde balançando a cabeça suavemente. Sarah sorri e envolve seus pequenos braços na cintura de Marik.
- Senti sua falta... — ela diz o apertando mais. Marik retribui o abraço.
- Também senti sua falta princesinha... — a garota se afasta e olha para cima sorrindo — Agora vamos que sua mãe já deve estar nos esperando. — ele toca a ponta do nariz dela com um dedo e eles voltam a caminhar.
Durante o caminho Marik voltou a pensar nas coisas estranhas que tinham acontecido desde que ele despertou. Um grupo de adolescentes que ele nunca tinha visto antes sempre aparecia no museu para saber como ele estava. E também aparecia um garoto gótico de olhos grandes e verdes, o rapaz parecia o conhecer bem, mas não fazia ideia de como.
Na verdade o que mais o surpreendeu foi quando Mariku apresentou seu namorado, um rapaz de pele pálida, cabelos brancos e olhos grandes e castanhos, ele se chamava Ryou Touzoku. Ele perguntou a Marik se não se lembrava dele, loiro sempre negava ter visto ele antes, mas algo dizia que ele o conhecia de algum lugar, mas não dessa forma, era estranho para o loiro.
- Finalmente! — Ishizu diz sorrindo.
- Não se preocupe Isis. Eu sei me virar sozinho. — Marik responde caminhando ate a irmã. Eles tinham se entendido e Marik pediu perdão sobre como ele vinha agido como um idiota.
Sarah se soltou da mão do tio e correu ate a mãe para abraça-la. Marik olhou para cima, estavam em frete ao prédio onde morava, ele sorriu, se lembrando do lugar.
- Se precisar é só chamar. — Ishizu diz abraçando o loiro. Marik assentiu e se despediu da irmã e sobrinha. Suspirou fundo e entrou no prédio.
Sentiu-se estranho enquanto subia as escadas, sentiu um frio percorrer a espinha, mas ignorou. Quando chegou em seu apartamento ele parou de frente a porta e suspirou fechando os olhos. Colocou a mão na maçaneta e abriu a porta.
O apartamento estava do jeito que ele se lembrava, nada estava fora do lugar. Olhou ao redor da sala e observou que na estante haviam livros que não lhe pertenciam, provavelmente o inquilino tinha os esquecido, mais tarde os devolveria. Caminhou ate a janela e admirou a vista por uns minutos.
Suspirou parado em frente a porta de seu quarto, abriu a porta lentamente esperando ver que estava perfeito como o resto da casa estava, mas se depara com um rapaz pálido, cabelos brancos e olhos castanhos, se lembrou do namorado de Mariku.
- Eu... Não sabia que havia alguém aqui... — ele diz corando um pouco. O rapaz olhou para ele melancólico, Marik percebeu que os olhos dele estavam vermelhos, parecia ter chorado muito e sua expressão era cansada.
O rapaz pálido continuou a embalar suas coisas, Marik olhou atentamente e percebeu que eram roupas e teve a sensação de já ter visto alguém usar as mesmas peças — Você cuidou bem do apartamento — o rapaz concordou com um sorriso forçado.
- Eu tive ajuda... — ele disse. Marik examinava as unhas distraidamente e depois cruzou os braços.
- Bem... Acho que tenho que devolve-las. — o rapaz de cabelos brancos diz se aproximando com as chaves na mão, ele as estendeu para o loiro, que estendeu a mão para pega-las.
Marik engasgou e se sentiu tonto ao contato com a mão pálida. Fechou os olhos levando as mãos a cabeça e varias coisas passaram por sua mente.
Olhos profundos.
Um rosto pálido.
Um toque.
Uma voz.
Um nome...
Marik abriu os olhos e olhou para o rapaz a sua frente. Encontrou os olhos profundos, o rosto pálido. O homem o segurou pelo ombro. O toque.
- Você esta bem? — ele pergunta com preocupação na voz. A voz.
Marik estreita os olhos. Um nome — B-bakura... — ele disse num murmuro. Bakura sorriu e se aproximou mais do loiro — Não foi um sonho... — ele disse suavemente. Queria dizer muito mais, mas não conseguia, seu coração batia forte, respiração rápida.
Bakura segurou o queixo de Marik levantando o rosto moreno, se inclinou pressionando seus lábios contra os do loiro. Marik sentiu a língua de Bakura pedir passagem e ele afastou seus lábios, sentiu tantas coisas juntas. Agora ele se lembrava. Lembrava de tudo. Lembrava que desejava esse beijo a muito tempo. O loiro estremeceu quando a mão de Bakura o puxou pela cintura aproximando mais seus corpos, aquela sensação de calor era tão reconfortante. Marik passou os braços em volta do pescoço do albino aprofundando o beijo, ele não queria que acabasse.
O ar faltou para ambos e tiveram que quebrar o beijo, mas ainda se mantiveram próximos. O coração de ambos batia rápido, respiração descompassada, olhos se cruzaram e eles sorriram.
Bakura descansou sua testa contra a de Marik — Você se lembra de mim... — ele sussurrou, não podia acreditar nisso, quase um mês depois Marik estava ali, na sua frente, em seus braços.
- Sim. Me lembro de tudo. — o loiro egípcio disse sorrindo.
- O museu? O parque...? — Bakura dizia quando foi cortado.
- Tudo. O museu, o parque, a casa de Ryuji, o pôr-do-sol... — Marik riu timidamente olhando nos olhos do albino — Tudo...
Houve um breve silencio. Bakura levou a mão ao rosto bronzeado para acariciar a face de Marik. O loiro fechou os olhos apreciando o calor em seu rosto, agora ele podia sentir o toque de Bakura. Os lábios, a respiração.
- Eu te amo... — o loiro sussurra de olhos fechados. O albino sorri e se inclina novamente.
- Eu também te amo... — Bakura diz e beija Marik delicadamente.
Separaram-se novamente por falta do ar em seus pulmões. Marik se afasta um pouco e olha em volta com as mãos na cintura — Acho que vou ter que te ajudar a arrumar tudo isso. — Bakura franze a testa, mas não diz nada. O loiro volta a olhar para ele — Só porque você vai morar aqui não quer dizer que esse apartamento vai virar uma bagun...
- O que disse? — Bakura o interrompe com uma sobrancelha erguida. Marik pisca algumas vezes.
- Você não vai deixar esse apartamento bag... — o egípcio dizia apontando para a bagunça que Bakura tinha feito em seu quarto.
- Não. Antes disso. — Bakura o corta.
Marik pensa por um segundo e pisca surpreso — Você não estava pensando que eu ia deixar você ir assim tão facilmente, estava? — Bakura sorri e sente seu coração acelerar. Marik tinha acabado de dizer que eles iam morar juntos — Bakura?
O albino abraça Marik o erguendo — Te amo Marik... — diz rindo.
- Também te amo Bakura, mas agora me solta! — Marik se debatia tentando se soltar, mas não conseguia conter as risadas. Bakura rodava segurando Marik no alto. O loiro parou de tentar se soltar e começou a apreciar as mãos do albino em volta de seu corpo.
Eles desabaram na cama ainda rindo, Marik de frente para o teto e Bakura de lado olhando para ele. Quando as risadas cessaram o loiro virou a cabeça para olhar o rosto pálido.
- Agora temos que arrumar tudo isso. — o egípcio disse se sentando. Um sorriso malicioso cresce no rosto do albino e ele puxa Marik para se deitar novamente e fica sobre ele.
- Tenho outros planos para nos dois. — ele sussurra no ouvido do loiro, fazendo Marik estremecer com a respiração do albino.
- O que você... — Marik para quando percebe o que Bakura quer dizer, seus olhos crescem e ele tenta empurrar o albino de cima de si — Não. Nós temos que arrumar essa bagunça primeiro!
- As coisas podem esperar... — Bakura diz com malicia e se inclina para beijar o pescoço de Marik, que felizmente estava sem seus acessórios, exceto os brincos.
Marik solta um gemido baixo com a sensação dos lábios quentes e úmidos em sua pele, Bakura sorri contra o pescoço bronzeado e continua descendo os lábios pela pele macia.
- Bakura... — o loiro geme.
- Hm?
- Eu nunca fiz isso... — o loiro se contorce um pouco.
O albino faz uma pausa e se ergue olhando nos olhos ametista — Confia em mim. — Marik assente e puxa o albino para um beijo cheio de paixão.
As mãos ágeis do albino fazem o caminho pelas laterais do corpo moreno e encontram caminho por dentro das roupas de Marik. Ele sentia a pele quente o corpo bem definido. Ele desceu os lábios para o pescoço e sobe a camisa de Marik.
O loiro corria as mãos cabelos brancos e soltou um gemido alto quando sentiu a boca do albino em um dos seus mamilos e uma das mãos acariciando o outro. Bakura fazia a volta do mamilo do loiro e mordiscava, o loiro sentia um formigamento no seu baixo ventre que se espalhava para o resto do corpo.
- Bakura... — ele disse entre os gemidos. Respiração pesada, olhos cerrados. O albino puxou a camiseta de Marik e a jogou num canto qualquer — Você esta bagunçando mais o quarto.
Bakura revirou os olhos — Esquece a bagunça... Esquece o quarto... — ele sussurra desabotoando as calças do loiro. Ele sente Marik ficar tenso a baixo dele e olha nos olhos lavanda — Não vou fazer nada que você não queira. — diz olhando para o loiro. Marik sente seu coração acelerar e balança a cabeça concordando.
- Eu quero. — ele diz num fio de voz.
- Ok. — Bakura diz e da um singelo beijo em Marik — Eu te amo...
- Eu também te amo... — Marik sussurra e sorri.
O albino sorri e começa a deslizar as calças do loiro junto com a boxer e percebe que o membro do loiro já estava desperto. Marik sente seu rosto corar quando se vê nu na frente de Bakura.
- Você é lindo. — o loiro coloca as mãos no rosto. Bakura ri se inclinando sobre ele — Não precisa ficar com vergonha. — ele beija o alto da cabeça loira — Não estou mentindo.
- Bakura... Para... — o loiro geme — Assim eu fico com vergonha...
- Certo. Não vou elogiar mais. — ele ri beijando a ponta do nariz de Marik.
- E por que só eu estou sem roupa? — o loiro pergunta fazendo beicinho o albino rir mais — Isso não tem graça Bakura.
- Sim. É engraçado. — o albino ri e depois sorri malicioso — Que tal me ajudar?
O loiro sorri de volta e se senta. Ele se inclina e beija o albino nos lábios com delicadeza e começa a desabotoar a camisa azul de Bakura, ele desliza as mãos para os ombros pálidos e joga a camisa. Marik começa a beijar, mordiscar e chupar o pescoço do albino deixando varias marcas na pele branca, fazendo o outro abaixo dele gemer.
Bakura sentia seu sangue correr mais rápido em suas veias com o toque dos lábios macios sobre sua pele pálida. As mãos de Marik chegaram a calça do albino, ele desabotoou, mas na hora de retira-las parou mordendo o canto do lábio — Eu te ajudo. — Bakura sussurrou em seu ouvido e colocou as mãos sobre as mãos bronzeadas do loiro descendo sua calça.
Marik engoliu em seco quando viu o corpo pálido a sua frente totalmente nu. Bakura o beijou e o deitou novamente e se posicionou entre as penas do egípcio — Bakura... — ele diz olhando para o albino.
- Se você quiser parar... — Marik balançou a cabeça — Relaxa... — ele toma uma mão de Marik e a beija.
O loiro respira fundo fechando os olhos tentando relaxar. Ele queria isso, mas estava nervoso, sabia que Bakura não ia machuca-lo. Abre os olhos e assente para o albino. Bakura se inclina e beija o loiro enquanto começa a se empurrar contra o corpo abaixo do seu, ele segura os quadris de Marik para ajudar na penetração.
Marik morde o canto do lábio com força pra abafar um gemido de dor. O albino para quando já estava por completo dentro do loiro, se inclina e beija a testa de Marik — Relaxa...
Estava cada vez mais difícil respirar normalmente para o egípcio — Bakura... Dói... — ele geme dolorido.
- Eu sei... É só ate você se acostumar. — ele sussurra e entrelaça sua mão com a de Marik. O loiro deixa uma lagrima escorrer no canto do olho e Bakura a limpa com o polegar da mão livre.
Marik move o quadril e o albino entende o sinal e começa a se movimentar, ele sai quase que completamente de dentro do loiro em segui entra novamente, o loiro geme alto e agarra os ombros do albino deixando marcas vermelhas.
- Bakura... — ele geme afundando mais suas unhas na pele palida.
O albino se inclina para trás se sentando e puxa Marik com ele. O egípcio geme ao sentir a pressão abaixo de si aumentar. Bakura continua estocando, coloca as mãos nos quadris do loiro para ajuda-lo a se mover, logo a dor deu lugar ao prazer e Marik se movimentava no mesmo ritmo que Bakura. O loiro passou as pernas em volta do corpo pálido e abraço o albino aproximando mais ainda seus corpos.
- Mais... — o loiro gemeu e Bakura aumentou o ritmo. Seus gemidos enchiam o quarto. O suor escorria em suas costas e seus rostos, ambos os corações batiam acelerados e ofegavam. A visão de Marik ficou turva e ele sentia como se uma corrente elétrica passasse por todo seu corpo — Bakura eu...
- Juntos... — o albino gemeu estocando com mais força. Marik gritou quando chegou ao ápice. Bakura sentiu seu membro ser comprimido dentro do loiro e gemeu alto despejando seu sêmen.
Ambos caíram de volta na cama ofegando, o albino esperou sua respiração se estabilizar e saiu de dentro do loiro se jogando ao lado dele. Marik deslizou mais próximo do albino envolvendo seus braços em torno de Bakura.
- Te amo. — ele beijou o peito pálido.
Bakura retribuiu o abraço e o beijou no alto da cabeça — Também te amo...
Marik enterrou o rosto no peito do albino e fechou os olhos, ele imaginava que sentiria seu corpo todo dolorido mais tarde, mas isso não importava, o que importava era que ele tinha se lembrado de Bakura e agora podia sentir seu calor, seu toque.
O albino sorriu afagando os cabelos dourados de Marik, agora ele podia toca-lo e tê-lo em seus braços. Fechou os olhos se rendendo ao sono.
- Bakura... — Marik chamou num sussurro.
- Sim? — ele diz sem abrir os olhos.
- Temos que arrumar essa bagunça. — Marik se apóia em um cotovelo olhando para o albino que o olhava incrédulo.
- Marik, você esta falando serio? — ele ergue uma sobrancelha e o loiro acena com a cabeça sorrindo — Eu não acredito nisso... — Bakura geme passando as mãos no rosto — Você é impossível. — ele sorri olhando para o loiro.
- Não. Tudo é possível. — o loiro se inclina e beija o albino, ele quebra o beijo e olha nos olhos do albino — Você sabia que Ryou e Mariku estão juntos?
Bakura ri e assente. Marik era incrivelmente aleatório, o puxa para se deitar ao seu lado novamente — Eu te amo...
- Também te amo Bakura... Obrigado por ser minha razão de viver... — Bakura o envolve em seus braços e o beija apaixonadamente.
~Owari~
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