Um Erro Perfeito
37 Apenas um novo amigo
Notas iniciais
Bellatrix Pov
–Madame Lestrange – alguém me chamava batendo na porta.
–Sim –respondi abrindo a porta devagar.
–Lord Voldemort está lhe esperando no salão principal da mansão – um comensal veio me avisar que Tom me esperava. – o que ele quer – sussurrei guardando a foto em um bolso.
Escoltada por três comensais seguimos até o salão lá entrei sozinha e os comensais fecharam a porta.
– por que não fez o que mandei? — Tom pergunta virado de costas.
– Estava com uma indisposição, então deixei os comensais resolverem – respondo me curvando a ele.
– E desde quando você manda em alguém aqui, você serve a mim Bellatrix só a mim – Tom responde aparecendo na minha frente apertando meu rosto.
– sim milorde – sussurro
– agora vá, e encontre o tal matador – Tom diz novamente se virando.
– não – respondo friamente e vejo Tom se virar para mim com ódio no olhar.
– como ousa- ele diz tirando a varinha do bolso.
– Crucius –Tom conjura me fazendo cair ao chão de tanta dor.
– onde está sua devoção Bellatrix Lestrange – Tom berra aumentando ainda mais a dor que eu sentia.
– pare milorde vai acaba a matando – escutei Cissa gritar assim que abriu a porta.
– calada Narcisa – ele berra cessando o ataque, tento me levantar devagar por causa da dor que ainda me consumia.
Saiu caminhando devagar quando sinto algo faltando em meu bolso.
– o que isso? — Tom pergunta olhando para a foto.
Meu coração parou por segundos quando o vi com a foto.
– responda – ele grita novamente me atacando.
– É sua filha – respondo e vejo Tom mudar o semblante.
– Mais ela não está morta, você continua alimentando esse sentimento Bellatrix – Tom fala se aproximando de mim.
– você já me fazia ameaçar só de pensar que eu teria filhos, essa é a única lembrança que eu tinha dela – falo quase chorando e abaixo minha cabeça.
– tinha...Lacarnum Inflamare –Tom conjura e de forma imediata sinto cheiro de algo queimar, quando levanto a cabeça meu peito aperta ao ver a foto em chamas.
Não – grito correndo em direção a foto mas sou impedida por ele.
–crucius – Tom volta a me atacar mais dessa vez mais forte que lembro apenas antes de desmaiar dele dando ordens para Lucius ir atrás do tal matador.
Desconhecido Pov
Deixei-me muito a vista quando fui naquele bar, preciso ter mais cuidado com essas coisas, preciso mais que nunca acha essa pessoa, agora é questão de honra, se preciso for matarei quem entrar na minha frente. Me transfigurei em cão e sai correndo pela mata até Hogsmead assim que coloquei os pés na cidade sirenes soaram alto.
–Aurores são mais espertos que eu imaginava – sussurro antes de aparatar.
Entrei em um velho casarão, ali estava seguro por certo tempo, do andar de cima escutei alguém explodir a porta e passos rápidos vindo em minha direção.
– Bombarda –digo explodindo a entrada do quarto que ficou coberta por escombros, pulei a janela e corri para a mata, conjurei todos os feitiços de proteção que conhecia e me sentei perto de uma arvore.
–sabia que feitiços de proteção são inválidos para quem já esta no lugar que você está protegendo – escutei alguém dizer em seguida cerca de 10 homens de preto com mascaras saltaram das arvores.
– comensais – ri assim que reconheci as mascaras.
– então você é o tal matador – um dos comensais diz apontando a varinha.
– matei para me defender, então não ataquem e eu não matarei vocês – respondo voltando a me sentar.
– quanta ousadia e coragem – outro comensal que aparentava ser um lobisomem grunhiu em minha direção.
– senta garoto – ironizei dando a ideia que o chamava de cachorro.
– infame...diffindo – o cachorrinho me ataca e desvio tão fácil que chego a rir da cara dele.
Assim que viram vários comensais fugiram ficando apenas 3 inclusive o lobisomem.
– Avada Kedavra – um dos comensais conjura.
–protego maximá –me defendo causando ódio nos três.
– chega de brincadeira – digo erguendo a varinha.
–Everte Statum –digo fazendo o lobisomem voar longe.
Aparato voltando bem atrás do outro comensal.
–Rictusempra –conjuro jogando o comensal em uma arvore frondosa o matando.
–Agora somos apenas eu e você Lucius – digo retirando a mascara dele.
–como você me conhece? – Lucius pergunta se tremendo
– a elite do Lord Voldemort é conhecida, mais voltamos a nós você tem duas escolhas a primeira é me ajudar a descobrir onde essa pessoa está e eu te deixar fugir e a segunda é duelar comigo e acabar igual seu amigo – falo apontando para o outro comensal jogado na arvore.
– procure Alvo Dumbledore, ele pode te ajudar –Lucius diz quase de joelhos.
– espero que me leve a um bom caminho ou volto para acabar com você – digo passando minha varinha no rosto dele que tremia de medo.
Dumbledore Pov
A qualquer momento ele vira a mim, é questão de tempo.
– Alvo – escuto sua voz.
– veio mais rápido que eu imaginei criança – respondo degustando meu chá da tarde.
–não sou mas criança Alvo – ele diz tirando o capuz.
– perdoe a indelicadeza, mas vejo que te ensinaram bem afinal você veio até mim passando com certa facilidade pela segurança do castelo – digo virando para ele.
– o que quer? — pergunto curioso.
– Me informaram que só você sabe me dizer onde posso encontrar meu passado – ele diz batendo na mesa.
– quem lhe informou isso, está errado meu jovem, só você pode encontrar seu passado, mas peço-lhe que não mate mais ninguém ou serei eu obrigado a ir atrás de você e dar um fim nesse seu ciclo vicioso de mortes – digo forçando um não enfrentamento entre nós dois.
– prometi a mim mesmo matar todos que entrarem em minha frente –ele diz pegando na varinha.
–não seja apressado garoto, busque seu passado e quando encontrar terá pela frente uma batalha maior que uma comigo – respondo me sentando.
– Rum...quem é a garota grávida – ele pergunta apontando para a jovem Granger.
– Hermione Granger,por que?, interessado rapaz – pergunto e vejo um sorriso em seu rosto.
– não senhor – ele responde.
– professor Dumbledore..professor Dumbledore — escuto alguém gritar e o vejo aparatar.
– boa sorte – sussurro e ele me cumprimenta cordial com a cabeça e a pessoa que me gritava abre a porta e acerto ao imaginar que se tratava de Neville que se assusta ao ver a fumaça negra da aparatação.
– quem era? — ele pergunta
–apenas um novo amigo – respondo fechando a porta.
Desconhecido Pov
Essa visita não me levou a nada e mais um morte nas minhas costas quando tudo isso vai acabar.
Mais tenho que admitir o olhar daquela menina mexeu comigo, senti uma vontade estranha de proteger ela.
Hermione Pov
–acorda seu dorminhoco – digo puxando os lencois de Draco.
– o que foi – ele diz coçando os olhos.
– esqueceu que temos treino de duelo hoje – digo beijando seu rosto todo.
– mais nem que o Dumbledore manda-se eu não deixo você treinar duelo – Draco berra se levantando da cama.
– e por que não? — bufo olhando para ele.
– olha o tamanho da sua barriga, se alguém te machucar ou acontecer alguma coisa com a Agatha os aurores vão ter que parar as buscas pelo Voldemort e vierem me levar para Azkaban por que mato o desgraçado que fizer isso – Draco diz e não contenho o riso ao ver seu cuidado comigo.
– seu bobo, não vai acontecer nada comigo, você lembra do nosso primeiro duelo na aula do Snape, ninguém bate comigo – respondo o abraçando
– mesmo assim, eu sou seu namorado e pai da sua filha e não permito – Draco diz levantando a cabeça.
– grandes coisa- digo dando de ombros e o sinto me agarra e me jogar na cama e me beijar.
– É serio, tenho medo que algo aconteça com você, não duela por favor, por mim – Draco diz e novamente me perco naquele mar cinza que é seus olhos.
– tudo bem desisto, você ganhou – respondo lhe dando um selinho.
Espero Draco terminar de banhar e vamos até o campo de duelos e me sento em suas pernas vendo todos os duelos torcendo pela Grifinoria é obvio, estava quase chegando ao fim quando Dumbledore chegou e quando olhei ele piscou para mim e deu um sorriso.
– por que será que o Dumbledore fez aquilo – Draco pergunta.
– não tenho a menor ideia – respondo beijando Draco.
Estranho – sussurro para mim mesma vendo agora Dumbledore erguer a taça que segurava em minha direção, ri meio sem jeito. O que ele quer me dizer.
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