[Sam]

Acordei no meio da estrada nos braços da Joanne. De onde é que ela tinha aparecido? Ter-me-ia seguido desde que saimos de Burbank? Se sim, então sabia tudo o que tinha acontecido.

-Ainda bem que acordaste. Sentes-te bem? – disse-me docemente.

-Larga-me! – exclamei. Não queria ter sido tão indelicado mas na última vez que tinhamos falado quase que eu e o Dean nos tínhamos chateado.

-wow, calma! – apesar de eu ter sio rude, ela continuava calma.

Olhei para o lado e vi como o carro estava.

-oh, não, não, não! –disse enquanto me tentava levantar – O Dean vai-me matar!

-Agora o carro não é o mais importante. – disse-me ela com um sorriso doce. – Estás bem? Acho que o Dean se preocupa mais contigo do que com o carro.

-Achas?! Pensa outra vez. – respondi agora mais calmo.

-Agora já acreditas em mim?! Eu bem disse que queria ajudar. Ainda bem que vim atrás de vocês! Já soube do Dean, lamento.

-Então sabes que eu tenho que ir procura-lo. – ainda não tinha conseguido ficar totalmente em pé.

-Ei, tem calma, podes ter algum osso partido! Deixa-me levar-te a um hospital.

-Não, eu estou bem – mal falei reparei no demonio que ela tinha atirado a levantar-se. Peguei na faca – Joanne, baixa-te. – gritei e quando ele veio ao nosso encontro golpeei-lhe na garganta. Caiu morto no chao. Joanne ficou a olhar para mim.

-Obrigado Sam.

-É, é. Podes agradecer-me depois, agora vamos e sair daqui.

-Podemos ir no meu carro…

-E então o… — e apontei para o Impala. – não o posso deixar aqui!

-Ai isso e que podes! – não me mexi – Ok, ok! Eu chamo um reboque, satisfeito?

-Vais chamar um reboque com um morto ali, e outro jipe ali?! – perguntei

-Fogo, tu és sempre tão reclamão?! Vamos é embora! Eu ligo antes para um amigo meu caçador e ele trata disto. Vamos! – e puxou-me para o carro dela.

Dentro do carro, ela arrancou, e fomos pela estrada que não estava obstruida.

-Muito bem, para onde vamos?! – perguntou-me.

-Vamos atrás do Dean… — respondi. Era uma resposta muito óbvia.

-Uau, grande ideia génio. Por acaso sabes onde ele está?! – não respondi – Bem me pareceu. Onde estás a dormir?

-Desculpa?!

-O motel! Em que motel estás?! – perguntou-me impaciente.

-Ah! Isso, estou no Night’s Lights porque?

-Porque é para onde vamos.

[Dean]

-EI!!! Crowley, seu filho da mãe, anda já aqui! – estava furioso. Se aquela amostra de monstro tocasse num único cabelo que fosse do Sam era um monstro morto! – Crowley!!!

-Calma, cowboy. Não faças esforços, faz mal à cabeça! – disse sarcastcamente.

-Crowley, estou-te a avisar!

-Huuh, que medo! Dean, ainda não te apercebeste que não podes fazer nada contra mim? – enquanto Crowley falava, eu tentava tirar um canivete que trazia sempre comigo para me desamarrar. Tinha que sair dali e procurar o Sam.

-Onde é que está o Sam? – perguntei irritado.

-Ocupado – e riu-se levemente.

-Como assim ocupado?! – ele não me respondeu, ficou simplesmente a olhar-me — responde desgraçado!

-Ai Dean, até quase que me ofendes. – entretanto ouve-se um estoiro no piso superior – Licença, preciso de resolver uns assuntos. – e saiu.

-CROWLEY!!! – gritei já com uma dor extonteante.

Lá cima parecia que as coisas aqueciam. Quem estaria ali?! Seria Sam? Bem se era, já não era sem tempo, precisava de ajuda.

-Sam?! – gritei.

Não me responderam.

-Crowley?!

Também não me responderam. Muito bem se eu queria sair dali, aquele era o momento ideal. Com algum esforço, consegui abrir o canivete e cortar a corda. Levantei-me com algumas dificuldades. Ainda não mexia o braço esquero, porcaria! Saí por uma outra porta que estava ali e entrei num largo corredor, estava sem armas, por isso era melhor ninguém me ver. Vi uma porta que dizia “Saída”. Bem estava ali a minha salvação. Comecei a correr e passei por algumas portas, estava quase a chegar a saida quando ouvi murros a virem por trás de uma das portas. Aproximei-me. “Vai mas é embora” (pensei) mas a curiosidade era maior. Abri a porta e fiquei espantado.

-Joanne?!