[Sam]

Sabia que o Dean estava mal. A forma como ele me falou depois de lá ter voltado com a torta deu para reparar que estava com dores. Ainda não tinha percebido o porquê de ele ter provocado a Sophie, considerei aquilo como um mero ato de estupidez. Mas não podia fazer nada e não valia a pena ficar a noite toda acordado, por isso mal cheguei ao motel deitei-me na cama.

“Eram cerca de 3 da manha quando me ligaram.

-Estou? – Disse ainda meio ensonado.

-Sr. Mully? Daqui fala do hospital Centre Dr. Jay Jr.

-Sim?

Porque me estaria a ligar aquela hora da manhã? Estaria a passar-se alguma coisa?

-Lamento muito ter que lhe ligar para dizer isto mas seu irmão faleceu.

-Ah o que?!”

Acordei. Felizmente não tinha passado de um pesadelo. Olhei para o relógio e eram 5 e meia da manhã. Ainda podia dormir mais algum tempo antes de ir ter com o Dean no hospital. Iamos falar com o medico a falar do que tínhamos decidido acerca da cirurgia.

Às oito e meia entrei no carro e dirigi-me para o hospital. Ao chegar lá vi carros da polícia em todo o lado, e um ou outro jornalista entrevistava um médico que estava cá fora. Aproximei-me de uma enfermeira que estava cheia de sangue e em pleno estado de choque.

-Ei! – gritei por ela. Ela olhou assustada. – O que se passou aqui? – perguntei assustado

-… uma tragédia…-disse a chorar.

-Como assim uma tragédia?! – perguntei. Cada vez ficava mais preocupado. Ela não respondeu só olhou para mim com aquele olhar de “você não acreditaria se eu lhe dissesse”. – Ei, me responda! – gritei.

-Por favor! Eu não sou maluca! Não sou! Eu não posso dizer, os que falaram foram todos levados numa ambulância. Acham que estão maluquinhos.. mas não estão! Não estão! Nem eu! Acredite em mim, por favor!

-Eu acredito! Me conta o que viu, por muito estranho que pareça, eu vou acreditar em você. O que se passou?

-Ahh, foi a uma horas atrás… eu estava de serviço, até que a luzes começaram a falhar. Todos pensaram que seria uma falha qualquer no quadro elétrico que estava cá fora e então um dos seguranças foi lá fora. Ouvimos um grito, quase que gemido, e a luz foi abaixo. Começamos a ficar em pânico. As pessoas começaram a correr de um lado para o outro, e eu no meio daquela confusão fui arrastada até uma janela e vi…

-E viu o quê?! – aquela conversa estava-me a deixar muito aflito

-Nada, esqueça…

-Diga-me!!! Era o quê?!

-Uma nuvem… de fumo. Fumo negro! — Fiquei estarrecido. – Depois só me lembro de ver pessoas a serem mortas por outras e eu fugi para a cantina do hospital. Ao fugir para lá passei por um corredor e uma das portas estava aberta. Olhei para dentro e estavam a levar um dos pacientes com eles… Acredite em mim, eu não estou a ficar maluca, eu sei que não! – suplicou ela.

-…Voce falou num paciente que foi levado, sabe de que quarto era?!

-Não, estava escuro. Só reparei que era um paciente recente.

Tinham levado o Dean! Agradeci e fui para o carro, pelo caminho o meu corpo encheu-se de raiva. Aquele crowley! Quando eu o apanhasse ele iria desejar nunca ter nascido. Ótario!