Um Dia Eu Tive
7 Capítulo 7
À noite, uma chuva fina caia. Kill lia algum livro em seu quarto enquanto eu revisava alguns papeis.É incrível como o ser humano é patético, um simples sentimento e tudo é jogado pelos ares, deixamos trabalhos, família, pais... Kill estava morrendo, e eu não sabia o que faria depois disso.
O cansaço me dominava. Deixei os papeis de lado e me deitei na cama. Cobri meu corpo e logo cai no sono.
- Mark! – acordei com a voz chorosa.
- Kill? – perguntei o obvio. – O que houve?
- Uma barata Mark, uma barata na minha cama! – O estado dela era deplorável. Os braços estavam afastados do corpo, os olhos estavam arregalados e avermelhados. Eu nunca poderia imaginar que uma simples barata faria isto com ela.
- Vem deita na minha cama. – convidei com carinho, tentando passar conforto.
- Ela... — Kill falava com dificuldade, voltou a chorar. Tornava-se uma criança e o pior, uma criança machucada. Nunca fui bom com crianças, alias nunca me importei com os sentimentos delas. Na maioria das vezes, elas eram os centros das atenções, faziam birras, perguntavam sobre tudo e o pior, elas revelam segredos que não deveriam. Não sabia o que fazer para ajuda — lá. – Andou em mim! A barata andou em mim Mark.
- Céus! – Exclamei assustado.
- Eu estou com nojo – ela soluçava — de mim mesma!
Levantei correndo e a abracei, ela se debatia pedindo para eu soltá-la, coisa que não fiz tão rápido assim. Depois de um tempo, a soltei e sai do meu quarto. Voltei em seguida e a chamei. Ela me seguiu até o banheiro onde preparei a banheira.
- O que? – Ela estava confusa.
- Tome um banho, limpe bem a área onde ela passou, vista estas roupas limpas e depois vá para meu quarto. – Beijei a testa dela – como sempre fazia quando não sabia como confortá-la — e caminhei até a porta, acabei sendo impedido de sair pela voz dela.
- Você... – Manhosa, ela sabia como me conquistar com seus gestos simples e fofos. Seria isto uma pessoa meiga? -poderia me dar banho?
Acredite, controlar meu instinto foi mais fácil do que pensei.Procurei banhá-la com carinho, tentando retirar o choque de se ter um inseto em você. Os olhos dela eram tristes, carregavam uma espécie de tortura. Ensaboei o corpo dela e depois retirei com a água morna que sai do chuveirinho. Peguei a toalha a entreguei. Deixei que ela se secasse e colocasse as roupas, afinal vai saber até quando eu me controlaria.
Pense: sou homem, e sou fraco, ou melhor, minhas forças “acabam” mais rápido do que as forças femininas.
Entrei em meu quarto e me sentei na cama, esperava ela entrar, o que aconteceu logo.
- Sente-se melhor?
Ela confirmou com a cabeça enquanto ia até minha cama. Estava vestida com uma camiseta, extremamente, grande – na verdade a camiseta era minha, ela havia furtado de mim – e um shorts curto. Deitou-se e me desejou boa noite. Apaguei a luz do abajur ao meu lado, deixando o outro aceso, depois me deitei virado para as costas dela.
- Mah...- Me chamou com carinho, pedi que prosseguisse. – Acho que estou morrendo.
- Esqueça ok? – Aquilo ainda me desesperava. Ela virou o corpo para mim, observou meu rosto e fechou os olhos.
Fale com o autor