Um Dia Eu Tive
6 Capítulo 6
Notas iniciais
Só quero dizer que amei escrever este capitulo
Entrei no carro e assim que dei a partida meu celular tocou. Odeio este aparelho “maravilho” em que eu encho de musicas e passo uma grande parte do meu tempo livre com fone de ouvido, ficando assim, cada vez mais surdo.
- Alô. – Geralmente eu já vou direto para o “que”, mas como não conhecia o numero, fui formal.
- Como vai Markezinho? – A voz vinha com ironia, e o apelido denunciou quem era.
- O que deseja peste?
- Onde esta o respeito pelo namorado do seu melhor amigo?
- Ele era preconceituoso e saiu correndo. – Zombei – Fala o que você quer John.
- Falar sobre a Kill.
Ótimo, agora estou sendo parcialmente barrado por uma jovem moça. É, parcialmente, na verdade ela esta agarrada em mim enquanto é arrastada por eu mesmo.
Calma eu explico!
Assim que eu desliguei o telefone fui até o consultório do psicólogo gay. Apesar de não suportá-lo,não consegui resistir a tentação de saber o que acontece com a Kill ecomo ele queria conversar sobre ela...
Mas em fim, a mulher que esta sendo arrastada por mim, tentou me proibir de ver o John apenas pelo fato de que eu não tenho hora marcada. Horas, desde quando os brasileiros respeitam as regras?
Abri a porta sem nem ao menos bater antes, John conversava com um garoto esquisito que usava uma roupa de algum herói americano. Super normal, principalmente quando se aparenta ter dezesseis anos; eu mesmo só saia de casa vestido de Melocoton.
John sorriu de forma falsa, ou melhor, eu acho que é falsa. O garoto olhou para mim com raiva, a mulher arrastada pediu desculpa por não conseguir me impedir e logo saiu, o garoto sorriu, piscou para mim e depois saiu correndo e chorando.
Eu disse que ele era normal.
- Obrigado, estava a ponto de bater naquele cara. – John falou sorrindo.
- Diga logo o que deseja. – Falei irritado. Convenhamos, você também se irritaria se tivesse cara a cara com a pessoa que tentou matar a pessoa mais importante para você. O sorriso dele sumiu.
- Kill esta morrendo. – Meu olhar assustado era acompanhado pelo olhar sério dele. – E acho que será logo. – As mãos dele estavam apoiadas na mesa, dando apoio ao corpo escorado na mesma. O rosto dele estava virado para um quadro a direita dele, e apesar de odiá-lo, eu sabia que ele não estava mentindo.
- Desde quando? – Me sentei no sofá abraçando meus joelhos.
- Cerca de uma semana.
- Não sei o que fazer. – Afundei minha cabeça entre meus joelhos, abafando assim a minha voz.
- Sabíamos que aconteceria. – É verdade. O fato de Kill não ser uma humana lhe da pouco tempo de vida na Terra.
- O problema é que não afetará apenas a mim, John.
Carl perderia a pessoa que mais amava. Eu já estava me acostumando a perder as coisas de valor, mas ele...
- Já o alertei. – John falou com um estranho pesar. Acho que apenas eu sabia deste lado triste dele. Para todos ele mostrava uma face carinhosa e alegre, ajudava a todos com seus problemas, amorosos, familiares entre outros, mas comigo, apenas comigo, ele mostrava quem ele realmente é.
- Você é tão patético. – Zombei com minha voz pesada. Minha garganta doía e por isso ao falar machucava. Odeio ser homem, não posso chorar e segurar esta merda toda machuca demais.
- Eu sei. – Ele riu por um breve segundo.
- Transformou Kill em uma assassina, a matou e depois a ajuda. Conquista meu melhor amigo e depois o abandona.
- Eu sou horrível não?
- O pior é que não. – Mesmo sem olhá-lo eu sabia que ele me observava com carinho.
- Graças a você eu a conheci, vi meu melhor amigo se tornar um cara bem melhor do que era, e ainda mostrou a Kill que ela pode ser quem ela quiser. Eu odeio admitir, mas você pode ser até mesmo um anjo.
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