Um Dia Eu Tive
12 Capítulo 12
- Bom dia. – A voz tímida chamou a atenção dos dois seres presente na cozinha.
- Mamãe? – Observou com espanto. – Onde você achou esse vestido?
- Sara me ofertou de presente. – Com vergonha, olhava para a parede coberta de azulejos. Sara era uma velha amiga do casal. Diversas vezes tiveram as soluções de seus problemas, ao conversarem com a jovem.
- Como? — a criança mostrava-se curiosa. – Sara esta viajando.
- Ele ame deu mês passado – As bochechas ficaram mais vermelhas. – Mas como nós iremos sair hoje, eu decidi mudar um pouco. – Observou o marido, mas logo voltou o olhar para a parede.
Ele havia percebido o olhar da esposa.
- Lívia, minha querida, vá terminar de se arrumar.
- Sim papai. – A garota saiu de forma apressada a seu quarto. Ela sabia que quando seu pai pedia para ela ir “terminar de se arrumar” era conversa séria.
Só que a parte mais séria da conversa, ficaria para mais tarde.
- Cuidado. – Ele comentou.
- O que? – Observou o marido sem entender a fala.
- A primeira vez que me descontrolei – caminhou até a esposa. – Você usava um vestido tão leve quanto este. — A mulher sentiu uma descarga elétrica extremamente forte lhe percorrer o corpo. Os braços do marido envolveram sua cintura.
- Tudo bem, eu troco de roupa. – A voz era como se estivesse triste, mas na verdade era vergonha, muita vergonha.
- Pode me esperar aqui? – Soltou a esposa.
- Não irei fugiu.
- Ótimo, apenas tome seu café da manhã.
Obedecido. Sentou-se e começou a tomar a comida preparada por ele, mas sua mente tentava entender o pedido do marido e também, o motivo por ele não ter comentado sua aparência.
Aliás, porque andar de salto era tão difícil?
- Acho que você ficaria mais confortável com sapatilhas. – A voz masculina surgiu adocicando o ambiente.
- Obrigada.- Agradeceu por ele ter ido buscar algo mais confortável.
Os sapatos foram removidos e logo substituídos por outros. Enquanto seu marido trocava seus sapatos, continuava com o café, estava triste o suficiente para não comentar nada com o marido.
Era tão difícil perceber que ela também gostava de elogios?
Afinal, querendo ou não, ela também era uma mulher.
O cumulo veio ao sentir as mãos dele em seus cabelos.
- Não! – Reclamou. – Passei uma hora pra prender meu cabelo!
- Eu sei. – Encostou a cabeça no ombro feminino. – Mas acho que ficaria melhor se colocasse uma tiara e deixasse seu cabelo solto. – Sussurrava.
- Mas, eu achei que você ia gostar. – Murmurou. Sentia-se um lixo. Oras como poderia ser feminina se nunca se arrumava sozinha? Como conseguiria saber que a hora perdida arrumando aquela merda de cabelo não valeria de nada?
Sorriu, mesmo que sua esposa não pudesse ver. Conseguia compreender o sentimento posto naquele simples “rabo de cavalo”.
Qualquer mulher consegue prender o cabelo dessa forma, mas sua esposa não. Ela era rara, e isso a fazia especial.
Beijou a bochecha dela e foi chamar sua filha.
- Não vai arrumar meu cabelo? – Sussurrou ao ver que o marido retornara.
- Feito por você Kill, tudo está perfeito.
Naquela hora foi possível perceber que até a vida se rende ao amor.
E como não se render?
A perfeição é pequena demais, para quem um dia, teve um pouco de amor.
Notas finais
Acho que nunca tive tanta inspiração para escrever, quanto eu tive nesse capitulo em especial.
Em breve o ultimo capitulo...
Bua...
Ta acabando Ç.Ç
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