Um Destino Para Rin
47 Capítulo 47 - Em busca de Urasue
Notas iniciais
dai fiquei também muito decepcionada com o site Anime Spirit
onde tive minha FIC inteira apagada e minha conta banida devido a usuários invejosos ...quem acompanhava lá só um aviso
NUNCA MAIS PERDEREI MEU TEMPO NAQUELE ARREMEDO DE SITE !
Desculpem o desabafo ...
Então vamos a fic ... Sesshoumaru desesperado tentando encontrar um maneira de ter Rin novamente com ele :)
No Castelo do Oeste
Reinava agora um Senhor triste e ao mesmo tempo irracional
Seus servos o tratavam mal , e ele os tratava pior ainda , nada parecia funcionar sem Rin , sem os cuidados dela , sem o calor dela , sem amor , durante todos esses anos tinha se acostumado com sua presença , acostumado com seus cuidados , ela havia se tornado parte do lugar , agora ele percebia o erro que havia cometido , tinha subjugado quem mais amava , a tornando apenas parte da mobília , como uma cadeira confortável , para se sentar e relaxar quando precisa-se , uma cadeira sem vida e sentimentos , havia apenas tirado dela , e recebido muito sem dar nada em troca ......
Enquanto ela estava “abandonada “na aldeia , ele sabia que estava viva , que continuava a sorrir a respirar , tinha sempre perguntado por sua saúde , cuidado de seu bem estar , poderia ir lá e vê-la quando tivesse vontade ,mas agora era diferente , sabia que não podia estender as mãos e toca-la , chamar seu nome no meio da noite e ela viria lhe aquecer , não tinha mais seus sorrisos , seu cheiro , nem mais sentia sua harmoniosa presença , agora , somente agora estava dando o devido valor a ela , agora que a tinha perdido para a morte novamente...
“Ela se foi para sempre, e você é o único culpado “
Ele não sabia se era sua consciência ou se estava ficando louco, mas essa voz sempre repetia a mesma frase, como um fantasma lhe atormentando noite e dia ....
- Você ouviu isso bruxa ? — Perguntou ele levantando-se
- Não ouvi nada além de sua respiração — Respondeu ela sem tirar os olhos do livro , pois disso dependia sua vida.
Sesshoumaru estava obcecado por trazer a alma de Rin de volta do mundo dos mortos , mas ela era apenas uma feiticeira comum , não entendia esse tipo de magia , era muito complicado , então ele tinha arrumado milhares de livros para ela achar algum encantamento , e até o momento achara apenas uma citação , mas não sabia se iria funcionar , e a todo instante ele lhe ameaçava , podia ler em seus pensamentos que tipo de morte planejava para ela caso falhasse , maldita hora que aceitará sair de sua prisão nas montanhas , era melhor presa e viva do que morta .....
- Já conseguiu alguma coisa ? – Perguntou ele impaciente .
- Só algumas citações dos objetos que vamos precisar no ritual de invocação – Disse ela apressadamente.
- Que tipo de objetos! – Questionou impaciente, moveria céus e terra para trazer sua amada de volta a vida.
- Alguma roupa dela , terra da sepultura , restos mortais , não sei direito , coisas desse tipo – Disse ela vagamente.
- Vou lá buscar , espero que comecemos o ritual esta tarde – Respondeu saindo da biblioteca e batendo a porta.
Sesshoumaru seguiu rumo ao antigo quarto de Rin , entrou , o lugar ainda guardava o cheiro dela , alisou a colcha de cama , e ficou ali olhando para os objetos , como se sua dona fosse se materializar e aparecer com um sorriso para lhe saudar ...mas sabia que era uma ilusão , chegou até mesmo a escutar um riso feminino , chacoalhou a cabeça ...estava enlouquecendo , quase um mês sem a presença de Rin .......
Abriu o guarda roupas , as gavetas , revirou a penteadeira e a cômoda , sem nada encontrar , nem amenos um único quimono , nada !
Mas é claro , não estava encontrando nada , pois ela havia se mudado para o quarto no fim do corredor ...o quarto negro ...
Foi em direção a o lugar que mais odiava em todo o castelo , por culpa do demônio daquele quarto havia perdido Rin , pois se ela não tivesse escapado , estaria viva e contente a o seu lado , isso lhe garantira a bruxa Tsubaki...
Forçou a porta , chutou , fez de tudo para abri-la , os servos que passavam lhe olharam feio , ele sabia exatamente o que estavam pensando , agora longe de ter medo do quarto , alguns paravam em frente a porta para deixar rosas , rosas que misteriosamente sumiam , já não tinham medo do lugar , já não respeitavam seu senhor ....
Deu as costas a porta e já estava indo embora, quando a porta rangeu e abriu sozinha , em um convite muito claro para ele entrar ..
Ele entrou mas deixou a porta totalmente aberta, observou o lugar , lá estavam todos os objetos do toucador de Rin , pegou uma escova de cabelo , e um antigo quimono , o ultimo que a viu usar ..... Pera ai…. Se foi o último que a viu usar , e ela estava trancada na torre ...como o quimono estava no quarto ? , não conseguia entender , se havia quebrado a parede para fugir. Como havia entrado no quarto e trocado de roupa sem ninguém ver?
Essa estória estava muito mal contada , mas o estranho é que por mais que perguntasse e interrogasse sobre a noite da fuga , todos afirmavam a mesma coisa , não era Rin que viram fugir e sim um demônio ...
Vai ver estava confundindo a roupa , foi no guarda roupas e o encontrou totalmente vazio , mas um baú aos pés da cama lhe chamou a atenção , ele abriu , e lá encontrou mais meia dúzia de quimonos negros , e bem escondido entre eles , estavam 3 livros muito velhos e surrados abriu mas não entendeu absolutamente nada do que estava escrito neles , apenas observou as gravuras de demônios pintadas , e percebeu que várias páginas estavam manchadas com sangue , o que Rin fazia com esse tipo de coisa no quarto ? , não duvidava que fossem dela , os levaria até a bruxa .....
Quando se virou pronto para sair , viu algo vermelho caído quase debaixo da penteadeira , se abaixou e pegou o objeto , era uma rosa vermelha , uma rosa muito incomum , era enorme , enquanto a segurava pelo caule , um espinho fincou-se em seu dedo , um espinho que segundos atrás não existia , seu sangue manchou o caule de vermelho , e na mesma hora , a rosa começou a murchar e ficar negra , desfolhou e morreu em poucos segundos ...
“ Tudo que toca , você destrói , você contamina e corrompe , ela era essa rosa , e você a fez murchar e morrer “
“Ela se foi para sempre, e você é o único culpado “
Ele ouviu uma voz lhe acusar claramente , agora tinha certeza que não estava escutando coisas , era uma voz feminina ...
- Rin é você?- Perguntou angustiado .
Só obteve silencio como resposta, caminhou para a porta, mas esta bateu e fechou , impedindo-o de sair ....
- O que você quer demônio ! Já não obteve o bastante sacrificando Rin ? – Perguntou com ódio olhando as paredes escuras que pareciam se fechar sobre ele .
“ Quem sacrificou quem aqui ? , quem por orgulho sacrificou uma jovem e seu filho ...”
“Você”
“Você “
“Você”
Cantava a voz, repetia incessante ...
- O que quer ? Porque não some e me deixa em paz – Disse Sesshoumaru tapando os ouvidos , mas a voz parecia estar em sua cabeça ....
“Por sua culpa ela se foi .. E o levou junto, levou todo o mal, o mais antigo mal , que aqui era guardado “
“Quando a luz virar trevas , e a lua esconder o sol , ele renascera , e trará consigo toda a vingança , essa terra que tem orgulho se tingira de vermelho com o sangue dos seus “
- Rin morreu , o demônio morreu com ela – Disse ele desconfiado , podia estar falando com o próprio demônio .
“ O demônio não morre , ele apenas se transfere , ele voltara , e você pagará o preço de seu orgulho “
E novamente o silencio voltou a reinar no aposento sombrio ....
- Quem é você ? Me responda ! — Exigiu ele diante do silencio prolongado.
Silencio foi a resposta , a porta do quarto se abriu , convidando-o a se retirar ...
Ele foi para a biblioteca , com o quimono , a escova e os livros nas mãos , se perguntando quantos demônios aquele quarto abrigava ? O maldito ainda se atrevia a brincar com ele imitando a voz de Rin e lhe fazendo ameaças veladas ....
Levaria Tsubaki para exorcizar o local .... Afinal ela um dia fora uma sacerdotisa ....
-Veja se essa roupa serve para o ritual – Disse ele atirando o quimono para Tsubaki.
- Eu pedi uma roupa de Rin , e não uma roupa masculina antiga ! – Disse examinando o quimono, com certeza era masculino e chinês .
- Masculino? Não diga bobagens, Rin o estava usando – Respondeu ele friamente.
- Estranho , pois essa roupa é masculina , é um antigo quimono chinês , muito fino só era usado por nobres ricos , veja os dragões bordados , representam símbolo de poder e status – Explicou ela examinando a peça com cuidado.
- Como você pode saber tanto sobre isso ? – Perguntou desconfiado , não gostava daquela bruxa.
- Eu fiz um pacto Yokai há muito tempo, as lembranças do Yokai com quem fiz o pacto se misturaram as minhas, então sei muitas coisas , tenho muitas lembranças boas e más – Respondeu ela soltando a roupa.
- Sabe tanto que não consegue nem invocar uma simples alma , tome pegue , quero que me fale do que se tratam esses livros – Disse ele jogando os livros do lado dela.
Tsubaki pegou na mesma hora um deles e o folheou curiosa , soltando-o logo em seguida como se lhe queimasse as mãos.
- Onde os encontrou? – Perguntou ela nervosa.
- No quarto onde Rin dormia, porque? – Quis saber preocupado com o horror que viu no rosto da bruxa.
- Ela praticava bruxaria? demonologia? Porque esses livros são livros mandarins antigos, livros de invocar demônios , livros perigosos , só de ler uma página em voz alta , pode despertar o mal , até mesmo se você apenas ler uma passagem proibida, pode ficar na sua mente e lhe dominar lhe possuir a alma – Respondeu sombriamente o que uma simples humana fazia com um material desses.
- Duvido muito que Rin soubesse do que se tratava, ela não tinha conhecimentos em mandarim — Respondeu Sesshoumaru , mas der repente lembrou da praga que ela lhe lançou em mandarim queimando lhe o braço.
- Pode ter razão , pois apenas um demônio muito forte e antigo , pode dominar esse tipo de magia , um simples humano morreria só de ler um ritual desses , de ser possuído , de invocar o mal , sugiro que guarde-os onde encontrou , ou enterre bem fundo. – Disse Tsubaki empurrando os livros para longe, não queria nem toca-los
Sesshoumaru começou a desconfiar que realmente algo muito grave havia acontecido a Rin por ela entrar naquele quarto , lembrou do cadáver com cheiro de carniça , e em como ela havia ido com ele , como se o conhecesse ....
- Um demônio desses que me falou , pode se apossar de um cadáver e andar por ai livremente – Perguntou ele querendo esclarecer suas suspeitas.
- Em um cadáver ? Não , o corpo da vítima tem que estar vivo , ele se apossa do corpo , quebra a alma , só que como é um ser poderoso não pode ficar num recipiente fraco , o corpo acaba deteriorando e morrendo , ai ele escolhe outro recipiente – Explicou ela .
- Meu deus ! Todo esse tempo ela estava no quarto ! – Murmurou ele angustiado , com certeza Rin estivera sobre o domínio do mal.
- Do que está falando? – Perguntou Tsubaki, e antes que ele falasse começou a lhe investigar as memórias.
- O que foi bruxa? Porque essa cara? – Chacoalhou ele vendo que está estava pálida, vai ver ficar na forma velha a enfraquecesse.
- Eu li sua mente, eu vi tudo que viu ..... Me mostre o quarto negro – Pediu ela estarrecida.
- Leu minha mente! Lhe proíbo de tornar a fazer isso, mas como já ia lhe pedir para exorcizar o lugar , me acompanhe – Disse ele friamente saindo da biblioteca.
Quando chegaram a porta do quarto , encontraram está aberta .
- Meu deus , era real o que vi em sua memória, uma barreira de almas corrompidas , só um demônio é capaz de conjurar tal coisa — Disse Tsubaki olhando o teto do aposento.
Milhares de rostos distorcidos por sorrisos maldosos lhe devolviam um olhar sujo , ela estremeceu , a aura maligna era forte , mas não vinha apenas da barreira , vinha do baú aos pés da cama.
- Não foi um demônio que fez essa barreira , foi Rin – Explicou ele lembrando da cena , e Rin desmaiando em seguida.
- Não foi a humana realmente , foi o demônio agindo através dela – Respondeu ajoelhando-se e abrindo o baú .
- Foi ai que encontrei os livros – Respondeu ele .
Tsubaki fechou os olhos e usou seu poder bom , seu poder de sacerdotisa para tentar descobrir alguma coisa , entoou uma espécie de oração e deixou suas mãos planarem sobre o baú , uma luz verde azulada começou a envolve-la .
Sesshoumaru viu com horror Tsubaki ser erguida no ar e lançada para fora do quarto , foi lançada para a varanda , o impacto foi tão grande que quebrou as portas.
- O que aconteceu? – Perguntou ele erguendo-a pelos ombros sem nenhuma delicadeza .
- O demônio ... estava lacrado dentro do baú – Gemeu ela com um filete se sangue escorrendo da boca.
- Não diga bobagens , como pode um demônio estar lacrado em um baú velho ! – Disse debochadamente.
- Não no baú , mas em algum objeto tão velho quanto o demônio , demônios só podem ser lacrados em objetos antigos e sagrados , assim como a joia de quatro almas , dentro desse baú devia ter algo , mas já não está ali , mas era tão poderoso , que até agora sinto sua presença maligna , e seu poder esmagador , foi isso que me lançou no ar – Explicou ela.
Tsubaki viu a porta se reconstruir sozinha , e deu dois paços atrás .
- Magia do mal , magia forte de restauração , esse lugar está vivo ! – Disse s preocupada.
“Saia do meu quarto sua bruxa “ – Falou a voz feminina , muito semelhante a de Rin.
- Você escutou isso agora ? – Perguntou Sesshoumaru olhando a sua volta.
- Sim escutei – Respondeu ela.
- É um demônio , só pode ser o demônio , quero que o exorcize ou o lacre novamente ! – Ordenou Sesshoumaru.
- Isso não é um demônio , não sinto presença maligna , nada além da barreira e do baú , é só um espirito que está lacrado nesse quarto – Respondeu ela tirando alguns pergaminhos da capa.
Fez os mesmos movimentos que Miroke , queria libertar a alma , mas seus selos evaporaram no ar.
- Esse espirito , não quer , ou não pode ser libertado – Disse ela .
No instante em que iam sair do quarto o baú aos pés da cama se abriu e ficou batendo a tampa insistentemente.
- Me dê esses livros – Pediu a Sesshoumaru estendendo a mão.
- O que vai fazer com eles – Perguntou desconfiado , pois ela podia ter sido possuída por um demônio assim como Rin.
- Só vou coloca-los no lugar de onde não deviam ter sido tirados – Disse pegando os livros e se aproximando do baú .
O baú parou de bater e permaneceu aberto , ela colocou os livros dentro e se afastou , parando perto de Sesshoumaru na porta.
Eles viram a luz verde envolver o baú , que se fechou , a luz verde tomou a forma de um dragão e engoliu o baú que simplesmente desapareceu.
- O demônio está vivo e queria o que era seu — Respondeu ela.
Mal terminou de falar a frase a porta do quarto se fechou trancando-os ,uma aura maligna os envolveu completamente , era a barreira se fechando sobre eles.
- Droga ! — Disse Sesshoumaru sacando a tenseiga e atacando o inimigo invisível.
Atacou também a porta que se rompeu por um momento, empurrou a bruxa , e se jogou para fora do aposento maldito.
Tsubaki levantou e começou a rezar , os selos em sua volta flutuaram e grudaram na porta.
- O que está fazendo ? – Perguntou ele.
- Lacrando a porta – Respondeu ela tremula pelo esforço.
- Bobagem , duvido que consigamos entrar ai novamente , ela só abre quando quer – Respondeu ele com descaso.
- Não é para não deixar entrar , e sim para não deixar sair , não quero que nada que tenha nesse lugar saia – disse se benzendo e terminando a oração.
Sesshoumaru se aproximou da porta , mas foi repelido pela barreira de aura pura.
- Uma barreira sagrada? – Perguntou curioso , pois afinal ele ara uma bruxa.
- Sim , assim nada que tenha uma aura maligna pode entrar , ou seja nenhum Yokai vai poder entrar , e também nenhuma alma vai poder sair — Respondeu levantando-se.
- Mas acha que isso vai deter o demônio ? – Perguntou não botando fé nos poderes dela.
Ela se virou e o fitou com desdém lendo seus pensamentos.
- O que nos atacou não foi o demônio, foi a barreira , as almas malignas só obedecem seu mestre , o demônio está vivo e longe daqui , mas mesmo a distância consegue controlar seus servos – disse ela retornando para a biblioteca.
Sesshoumaru foi para o jardim refletir, lembrou que Rin , começou a agir estranhamente logo após a festa de aniversário de sua mãe , as roupas estranhas , o cabelo preso , os ataques , a aura maligna, dai um pensamento lhe ocorreu , na noite da festa , ela havia se escondido dele , em um lugar onde não a encontraria ....
Ele revirara o castelo de cima a baixo , interrogara os servos , e nada de Rin, o lugar que ela escolheu para se esconder , foi o quarto negro , vendo uma vítima em potencial , o demônio deve tê-la atraído de alguma forma , e com isso começado a usa-la ....
E tudo por sua culpa , por não deixa-la participar da festa , ele lembrava que ela havia passado semanas organizando tudo , e na noite da festa estava tão contente e sorridente , mas só até ser informada que não participaria pois era humana , “por acaso que me envergonhar com sua presença humana em frente aos convidados” ele lembrava bem de suas palavras ...
Sentado na mesma fonte que ela costuma sentar , colocou as mãos no rosto e chorou , por sua culpa , por culpa de seu orgulho , havia empurrado Rin direto para o demônio , havia tratando-a como uma qualquer , as coisas cruéis que havia dito a Yuma , em relação a seu relacionamento com Rin , “ São como animais de estimação “ , “são descartáveis “ , “Só servem para esquentar a cama” , “ Vamos esperar eles morrerem , ai então nos casamos” , ele não lembrava qual eram suas palavras e as da outra Yokai , mas lembrava exatamente de tudo de degradante e humilhante da conversa.
E Rin , está ouvira tudo , não era de estranhar que quisesse lhe deixar , que começasse a se vestir de negro , que lhe devolvesse todas as joias e apenas usasse uma corrente velha no pescoço...
Um cordão velho, uma joia antiga ... joia de quatro almas .... lacrado em algo antigo ...
Ele se pôs de pé em um pulo e foi rapidamente falar com a bruxa ...
- Bruxa ! O demônio poderia estar lacrado em uma joia ? – Perguntou interrompendo a leitura dela.
- Sim, desdê que essa joia seja antiga , ou seja criada com parte do demônio , porque ? – Perguntou sem desviar os olhos dos livros.
- Eu acho que Rin estava usando algo do tipo , mas não consigo lembrar como era , só lembro que era uma corrente velha .... – Disse nervoso.
- Quer descobrir ? posso ler sua mente , mas só aquilo que me deixar ver ... – Disse ela
- Tudo bem , tudo para descobrirmos algo a respeito do demônio e de Rin – Disse ele resignado.
- Feche seus olhos , e pense em Rin , nas ultimas vezes que a viu , na roupa que ela usava , pense , se concentre apenas nisso. – Pediu a bruxa começando a ler os pensamentos dele.
Ela , viu , as roupas , estranhas , cenas de Rin sendo violentada , as mãos esticadas , um pedido de ajuda saindo dos lábios dela, mas não para Sesshoumaru , o rosto da garota olhava para a penteadeira , sobre estas haviam pentes , perfumes e uma joia antiga , um dragão desenhado brilhava esverdeado dentro da moldura de ouro , mas a atenção foi desviada para a porta , e novamente para o rosto da garota .... cenas dela descendo as escadas , cenas dela , confrontando Sesshoumaru , protegendo outro Yokai , a luz verde envolvendo-a , o quimono abrindo e revelando novamente o medalhão , e dentro dele um dragão brilhava vermelho ..
Então chuva , lama , soldados , um penhasco , um quimono rosa rasgado , e um pedaço da cabeça dela.....
- Chega! disse apenas para pensar nela ! – Reclamou Tsubaki.
- Consegui o que queria? – Perguntou ele ainda pensando no escalpo , na dor e desespero.
- Sim consegui, o demônio estava no medalhão que a garota usava no pescoço , por incrível que pareça , ele a defendia de você , o demônio lhe dava poderes , ele não queria mal a moça , mas sim a você – Disse ela abismada encaixando tudo que já havia visto das memórias dele.
- A mim ?? Não diga bobagens, não diga que ele a defendia! Ele a matou .... – Disse com raiva.
- Não se engane , sabe muito bem porque ela morreu ...isso se morreu, pois se ele a estava defendendo, ela pode muito bem estar viva ! – Disse Tsubaki sem muita certeza do que estava dizendo.
- Explique-se ! – Pediu ele sentindo a esperança brotar em seu peito.
- Veja , o cadáver que raptou Rin de alguma forma foi obra do demônio , ele só queria tira-la do castelo , afasta-la de você , depois teve a lembrança do estupro...você a atacou e ela disse: “me ajude” , não era para você que ela pedia ajuda , e sim para ele , o colar estava encima da penteadeira , ela tentou alcança-lo , mas você achou que ela queria fugir que estava indo para a porta .... Sem o colar ela não tinha força , depois na biblioteca quando criou a barreira que devolveu seu golpe , ela usava o colar , o demônio a protegeu e orientou , te impedindo de toca-la — Explicou Tsubaki.
- Entendo – Disse ele lembrando do rosto distorcido de Rin quando lhe devolvera o golpe, não era ela ....era o demônio através dela.
- Eu vi algo interessante em suas lembranças, vi que um soldado lhe disse sobre uma luz no penhasco — Disse ela pensativa.
- Sim , eles foram atraídos por um tipo de explosão , uma luz verde ..algo do tipo , então descobriram a ponte caída e os restos dela...... – Murmurou Sesshoumaru triste.
- Quero que reúna esses soldados, preciso ver exatamente o que eles viram, isso é muito importante ! – Pediu ela.
- Vou fazer isso , me encontre no pátio em 15 minutos. – Respondeu ele saindo.
Sesshoumaru reuniu os mesmos soldados que fizeram a patrulha aquela noite.
Tsubaki passou de um por um revirando suas memórias, até que encontrou o que procurava.
Parou em frente ao soldado e lhe jogou uma espécie de pó , murmurou algumas palavras e lhe atirou pergaminhos sagrados , o soldado caiu no chão se contorcendo de dor.
- Liberte-se demônio – Gritou ela , lhe jogando um último pergaminho.
O soldado apenas desmaiou com a energia pura que o envolveu.
- O que foi isso ? – Perguntou Sesshoumaru detendo os outros soldados que estavam prestes a atacar Tsubaki.
- Achei que o demônio estivesse se escondendo nele , pois ele foi o primeiro a ver a luz e ir até o penhasco — explicou ela.
- Mas o demônio não estava no tal medalhão ? – Perguntou sem entender nada.
- Rin levava o medalhão no pescoço , na queda ele deve ter quebrado e libertado o demônio , a luz verde que viram , era a alma do demônio , se ele não está no soldado , só pode ter se apossado do corpo da garota – Disse Tsubaki impaciente.
- Então Rin pode estar viva ? – Perguntou ele cheio de esperanças , até os soldados a sua volta se calaram e começaram a prestar atenção na conversa.
- Não posso afirmar , mas tenho como descobrir isso ! Me de os restos do quimono que encontraram no penhasco , e o cabelo – Disse animada , agora teria como provar que era útil e manter a sua vida .
- O que pretende com isso – Quis saber um soldado entrando na conversa.
- Com esses pertences tenho como puxar a última memória de quem a estava usando , e assim saber se ela sobreviveu a queda –Respondeu a bruxa, se sentindo aliviada pelos soldados não quererem mais matá-la.
- Os restos ficaram com mestre Jakem ! Eu vou lá buscar ... _ Disse outro correndo em direção ao castelo.
- Vejo que ela era bastante querida por todos , vou buscar o que preciso para o ritual e já volto – Avisou Tsubaki , sumindo em meio aos servos curiosos que estavam se aglomerando no pátio.
Uma hora depois ela se encontrava ajoelhada , em frente a uma fogueira bem no meio do pátio , uma multidão de servos e soldados se reunia em torno , todos querendo ver os últimos momentos de Rin e saber se ela estava mesmo viva ....
- Pena não ter conseguido o cabelo , mas esse tecido com sangue vai ser muito melhor , o sangue revela mais – Explicou jogando o pano na fogueira .
Jogou mais 5 objetos de uso pessoal de Rin na fogueira, seguido de algumas ervas , e de um pó marrom , depois cortou sua própria mão e pôs sobre o fogo recitando.
“Fogo que tudo queima “
“Olhos que tudo veem “
“Faça ela através do sangue aparecer”
“ mostre última lembrança antes de desaparecer”
As chamas crepitaram e se levantaram mais altas , o fogo espalhou uma fumaça branca , então todos viram como num filme os últimos momentos se Rin.
Rin corria desesperada pela chuva , tropeçava caia , sempre correndo e olhando para traz....
Fugindo de seu perseguidor ...
Um raio a ponte velha iluminou , ela correu para ela
“Não quero dar a volta , tem uma ponte logo a frente , se passar por ela posso cortar caminho — Disse a moça aparentemente para a noite
“Vou conseguir me segurarei nas cordas .....”
Chuva , raios , desespero , todos no pátio gritaram quando a ponte se rompeu deixando a moça pendurada pelo braço.
“Eu vou conseguir ,tenho que conseguir pelo meu filho” – Disse ela novamente para o nada.
Viram com horror ela tentar escalar a ponte tombada, até que desistiu, banhada em sangue, parou de subir
-“ Por favor me ajude” – Pediu tocando o peito.
Todos no pátio recuaram, quando a fumaça branca sumiu e apareceu uma luz verde intensa.
- Calma , não é real é só uma projeção das memórias de Rin ! – Avisou Tsubaki , mas também recuou um pouco.
Todos prenderam a respiração , quando a luz deu lugar a um jovem e belo rapaz , tinha os olhos e cabelos negros , a pele pálida , suas roupas eram antigas , muito antigas , mas eram nobres , a armadura do jovem tinha um dragão verde , e na pata o dragão levava o símbolo de um clã , ele estendeu a mão enluvada para Rin , mas está se recusou a pegar.
- Não, eu não quero , meu bebe vai morrer – Falou ela aos prantos.
“Se eu não fizer , vocês dois irão morrer , você pode vir a ter outros filhos, vai haver futuro para nós dois lhe prometo “ Disse o jovem
No pátio só uma pergunta se repetia entre servos e soldados “Quem é ele? “
Sesshoumaru , olhou para a imagem do rapaz com ódio , como ele ousava dizer a Rin que teriam um futuro juntos .... Rosnou de raiva e ciúmes atrasados, mas aquele emblema não lhe era estranho, já o havia visto em algum lugar , algum documento antigo de seu pai ...não conseguia lembrar
- Ele é o demônio do medalhão – Respondeu Tsubaki fazendo todos se calarem
Viram Rin ceder e ser envolvida pela luz verde, mas no mesmo instante a ponte soltou e Rin bateu nas rochas , o rapaz foi tragado para o peito dela , onde o objeto que levava , explodiu
Clareando por alguns instantes a escuridão do penhasco, viram a ponte soltar , o corpo da jovem rolar , as pernas quebrarem , o sangue escorrer , quase podiam sentir toda a dor , então a agua se aproximando , as rochas no fundo do Rio muito perto , e então escuridão ....
Todos ficaram em silencio , haviam entendido , a garota realmente morrera , algumas servas saíram correndo chorando , pois saber era uma coisa ver era outra completamente diferente ...
Jakem que estava escondido atrás de uma serva , resolveu se pronunciar choroso.
- A menina Rin teve a morte mais cruel e dolorosa de todas , antes não tivesse visto . – Disse choroso olhando acusadoramente para Tsubaki.
- Bruxa , você mentiu , disse que Rin estava viva ! – Disse Sesshoumaru pegando-a pelo pescoço.
- Eu ...eu não disse isso ...Disse que talvez não estivesse morta ... eu não tenho culpa .. – Falou Tsubaki sendo esganada , já estava vendo tudo embaçado.
- Solte ela Sesshoumaru ! Levar Rin para a morte já não foi o suficiente ? Agora está querendo matar outra mulher humana .... – Gritou Jakem acusadoramente,
Logo outros soldados começaram a gritar “assassino de mulheres “ , ele bufou e soltou a bruxa.
- Obrigado – Sussurrou ela a Jakem.
- Não me agradeça, não fiz por você – Disse ele lhe dando um olhar de repulsa.
- Acho bom você conseguir traze-la de volta a vida! Ou perdera a sua – Ameaçou Sesshoumaru ainda bravo.
Tsubaki olhou a sua volta e reparou que existiam muitos soldados e servos no patio , todos contra as atitudes de Sesshoumaru , então resolveu falar a verdade , tinha certeza que não seria morta em meio a tantas testemunhas.
- Eu não posso fazer isso , não tenho conhecimento , nem poder o suficiente para trazer uma alma do vale dos mortos – Revelou ela
- Bruxa mentirosa ! – Acusou Sesshoumaru armando as garras.
Ela que estava tão confiante que não seria morta , mudou de ideia ao ler os pensamentos dos servos e soldados , “ Se ela não pode trazer Rin a vida é inútil “ , “ ela mentiu , Rin não vai voltar” , “ Não pode ressuscitar Rin , então que morra” , “ deixe que ele a mate , não é boa como Rin , é apenas uma bruxa” , “ é apenas uma velha bruxa , deixe que mate , não tinha muito a viver” ...eles não se importavam com ela , apenas com o fato de poder trazer Rin a vida .
- Espere ! Eu disse que eu não posso ! Mas sei quem pode ! Eu sei .... – Murmurou sentindo as garras se cravarem em seu rosto .
- Chega de mentiras ! – Rosnou ele.
- Urasue pode ...pode lhe devolver Rin ! – Disse ela.
- Quem é Urasue ? – Perguntou sem solta-la.
- A bruxa que ressuscitou Kikyou ! – Respondeu rapidamente.
- Ela esta morta ! não tente me enganar , Kikyou a matou ... – Rosnou ele apertando ainda mais o rosto enrugado dela.
- Seu corpo morreu , Mas seu espirito continua vivo , basta encontra-la , ela pode fazer qualquer coisa – Disse Tsubaki corajosamente , pois era está a verdade.
Ele a soltou, e a empurrou para longe .
- Vá buscar suas coisas bruxa, partiremos agora, se estiver mentindo vou lhe reservar a pior de todas as mortes, será bem lenta e dolorosa – Advertiu ele fitando-a com ódio.
Tsubaki correu para o castelo , juntou suas coisas , e saiu das terras do oeste , seguida por um relutante e revoltado Jakem , e um impaciente Sesshoumaru ....
E assim começa a extensa jornada em busca da bruxa Urasue ....
Notas finais
Quem ela vai encontrar ..onde vai estar ..muito legal ..estou amando escrever o cap 48 que vai dar inicio a uma fase mais feliz na vida dela
bjos
e obrigado a todos que comentam e acompanham ...assim chegarei até o 80 !
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