Um Destino Para Rin
45 Capítulo 45 - Tempestade :Tristeza e Lágrimas
Notas iniciais
Não precisam ficar preocupados e me perguntarem "vai desistir da fic " a resposta sempre sera não vou desistir ... se eu nunca mais atualizar ..saibam que só posso ter morrido ..pois nunca deixo nada sem fim :) amo escrever e amo minha fic ,,ela vai tomar um novo caminho a partir de hoje ....
Amo tanto que me superei nesse tem exatamente 7678 palavras ...aproveitem ...vou tentar postar outro assim que puder ...mas não posso prometer data ...bjos
Sesshoumaru seguiu o mais rápido que pode em direção as montanhas do norte em busca da bruxa Tsubaki.
Encontrou a casa bem no alto de uma montanha que era protegida por uma barreira , que não impedia ninguém de entrar , mas sim de sair, a casa estava escondida entre as arvores, estranhou o silencio a sua volta, não se ouvia nada, apenas o vento soprar, no mais tudo estava morto.
Não bateu a porta, simplesmente a escancarou e entrou, lá encontrou uma velha que aparentava mais de 80 anos humanos, ela estava sentada em frente ao fogão onde uma panela estava fervendo com um cheiro repugnante .....
- Então, fica para o jantar Sesshoumaru? – Perguntou ela com a voz rouca.
- Se sabe meu nome, sabe porque eu vim então – Respondeu ele calmamente, mas estava em guarda o lugar tinha uma aura maligna forte.
- Sim sei, precisa da ajuda dessa velha feiticeira, para se livrar de um problema, um Hanyou, melhor, precisa de meus conhecimentos para matar seu filho , sem danificar o recipiente – Respondeu Tsubaki visualizando Rin na mente de Sesshoumaru.
-Se sabe, prepare suas coisas pois devemos partir agora – Disse incomodado por ela se referir ao problema como seu filho.
Olhou bem a velha se levantar e se perguntou se o corpo dela resistiria a viagem em grande velocidade em sua esfera, já estava se arrependendo de vir ali, a velha fedia como algo morto.
- Tudo bem vou com você , mas antes quero a primeira parte de meu pagamento. – Disse pegando-lhe o braço.
Ele sentiu na hora o braço dormente , e antes que pudesse ter qualquer reação , ela o mordeu ele viu as presas afiadas rasgarem sua pele , e sentiu seu sangue sendo drenado em uma velocidade surpreendente , se fosse humano , estaria morto pela quantidade que ela bebeu, quando se deu por satisfeita recou dois passos , e ele viu a mudança nela, os cabelos brancos agora estavam pretos com mechas acinzentadas , tinha os olhos esverdeados , apesar da juventude e beleza , viu em seu olhar apenas o mal e a ambição .
- Obrigada pela refeição, apenas pássaros e pequenos yokais não são o suficiente para manter minhas forças, com seu sangue puro levarei mais de 100 anos para envelhecer novamente. – Disse Tsubaki acariciando a cabeça da serpente que se enroscava em seu corpo.
- Qual o seu preço? – Perguntou desconfiado, não lhe daria mais sangue.
- Eu estou sozinha aqui, isolada , preciso que quebre a barreira em torno da montanha e me liberte , depois veremos , não costumo cobrar muito, apenas o justo – Respondeu saindo pela porta rapidamente .
Respirou fundo e se esticou , coisa que não fazia a muito tempo por estar velha e cansada , finalmente estava jovem e em breve seria libertada da barreira.
Sesshoumaru criou a esfera de luz e esperou que a bruxa entrasse nela.
Tisubaki deu de ombros pegou sua sacola de ervas e o acompanhou , podia perfeitamente flutuar com seus poderes , mas aproveitaria a oportunidade de estar perto dele para ler seus pensamentos , que agora se encontravam em total conflito , imagens de uma bela moça humana se misturam com imagens de Inuyasha ( sim ela lembrava bem do namorado hanyou da nojenta Kikyou ) , e imagens de Inuithaisho e de outra humana , sim a mãe de inuyasha, depois voltava na bela moça e em um yokai lindo de olhos azuis e uma longa trança ambos andavam juntos por um campo sorriam, estremeceu sentiu vindo dele ciúmes , ódio , e logo a bela moça apareceu novamente só que dessa vez triste , magra , pálida , doente e gravida .
Seria o filho da moça fruto de uma traição com o Yokai de olhos azuis ?
Se concentrou e foi mais fundo nas lembranças dele , Rin ! Esse era o nome dela .....
Viu cenas entre eles , desdê que ela era uma garotinha , ele a reviveu com a espada , ela moça na beira de um rio totalmente nua , bem então ai que começou o envolvimento , avançou no tempo , e viu ambos felizes , ou quase , sentiu preconceito , ambição , e então lagrimas , tristeza infelicidade , a viu mudar dia a dia trancada , com fome , gravida dele , sendo violentada .....
Parou a visão nessa hora , não gostava de ver essas cenas , a faziam lembrar seu passado , sua aldeia a guerra , suas irmãs sendo violentadas e torturadas quase a morte , um destino pior que a morte , por sorte era muito jovem para o mesmo destino delas , lembrou de sua mãe chorando lhe entregando a um monge , que a levaria para o treinamento de sacerdotisa ......
Nesse dia havia jurado , ser a mais forte de todas as mulheres , ser imortal , ser invencível , ter o poder de nunca ser subjugada ou dominada , ter a joia de 4 almas e mudar o destino de qualquer pessoa , mas Kikyou a tola Kikyou que nunca havia sofrido , chorado ou sentido ódio , ganhou o poder de ser guardiã da joia , tudo porque seu coração era puro , e não consumido pelas maldades do mundo , como era o seu , viu no semblante da jovem tão sofrida sua própria determinação , sentiu um ódio imenso por ele , e também por ter se lembrado o que é ser humana e frágil.........
Sesshoumaru sentiu um arrepio gelado percorrer suas costas, e virou-se, viu o olhar avaliador da bruxa sobre si, este porem não revelava nada, mas ele sentia a hostilidade presente.
- No que está pensando bruxa? – Perguntou desconfiado.
- Na sua indecisão — Respondeu ela.
- Não tenho indecisão alguma. — Disse friamente.
- Tem sim , sua boca diz uma coisa ,mas eu coração está dividido , você não quer realmente matar seu filho , só quer se livrar da responsabilidade de ter gerado um Hanyou , se depois se virar contra mim , lembre-se que só fiz o que me pediu ...matei seu filho , melhor você o matou – Explicou ela vendo-o virar-se bruscamente dando a conversa por encerrada .
Tsubaki sorriu sarcástica, sentindo a agitação dele , e os pensamentos em um bebe , seu filho, a mente dele foi lotada de rostos de bebes humanos , depois do rosto de um bebe meio Yokai ao qual ele esteve a ponto de matar , ela o viu no passado revirando as cinzas de um feudo , sentiu a perturbação deste ao ver o corpo carbonizado do pai , depois só raiva , ele correu floresta a dentro seguindo um cheiro , cheiro este muito parecido com o seu só que misturado ao humano ele alcançou a humana Izaoy , tomou o bebe de seus braços , mas quando foi cravar suas garras nele , o pequeno abriu os olhos , olhos yokais, grandes olhos dourados e sorriu esticando a mão e agarrando uma mecha de seu cabelo , na mesma hora soltou o bebe de qualquer jeito , Izaoy consegui pegar antes que atingisse o chão , Sesshoumaru deu as costas e caminhou para a floresta se recriminando o porquê de não ter acabado com o hanyou .......
Então era isso , concluiu ela , ele tinha medo de se apagar ao bebe quando este nascesse , tinha medo de não conseguir se afastar dele , de não poder destruí-lo , queria se livrar da responsabilidade mas não da criança ......
Uma ideia e um desejo a muito adormecido despertou dentro dela , não permitiria que nada de ruim acontecesse a esse bebe .... Seu bebe ...sorriu ....
Quanto tempo havia tentado ter um filho? Não lembrava ao certo, mas foram anos, e mais anos , nos quais havia submetido seu corpo aos carinhos indesejados de lordes , generais , agricultores , e até mesmo de alguns monges e yokais , para no fim descobrir que o problema era nela , por causa do pacto yokai ou das inúmeras poções ingeridas , estava estéril , nunca poderia ter um filho ...então havia adotado crianças abandonadas , mas essas eram frágeis e logo adoeciam ou morriam , não serviam , então o desejo foi substituído por mais sede de poder e novas magias .....
Mas todos esses anos isolada sozinha pela barreira, frágil e velha e fez desejar pela presença de alguém com ela , se tivesse um filho para cuidar dela , ou conversar não sentiria esse vazio dentro de si e nem tanta solidão e ódio .....
Sim o bebe seria seu! nem que tivesse que lutar por ele, mas usaria sua inteligência para tê-lo pacificamente só tinha que manipular Sesshoumaru sem que este percebesse....
Um filho Hanyou não adoeceria ou morreria facilmente, seria forte e assim como ela viveria por séculos, e quando ficasse velha e frágil novamente, poderia se alimentar de seu sangue quase puro e voltar a ficar jovem, seriam uma bela equipe, ela e sua filha ou filho ...preferiria que fosse uma menina assim lhe ensinaria todos os truques de magia, sorriu diante da ideia .....
Agora começaria a semear a duvida ....
- Já pensou que a mulher de quem pretende tirar a criança pode vir a lhe odiar para sempre... — Disse ela sombriamente.
- Sim, e conto com você para fazer um feitiço que a faça esquecer de tudo – Respondeu sem se virar.
- Impossível o que me pede , com um choque tão grande quanto ter arrancado de suas entranhas um filho ela nunca, jamais esquecera , não importa a magia que eu faça ela nunca vai esquecer do filho ou parar de te odiar – Mentiu ela , claro que poderia fazer tal magia , mas não a faria.
-Então você me é inútil – Disse ele com raiva vendo seus planos se desfazendo.
- Não sou inútil, tenho um Plano que o livrara do hanyou e o fara ter o amor incondicional da jovem para sempre – Disse ela confiante torcendo para ele morder a isca .....
Sesshoumaru diminuiu a velocidade da esfera e refletiu por alguns minutos , desconfiava totalmente da bruxa , mas o que faria? Se se livrasse do hanyou perderia Rin para sempre , pois não poderia continuar como estava atualmente , com ela se negando a lhe falar a corresponder seu amor , Se a deixasse ter o filho nunca mais poderia erguer a cabeça perante os clãs seu orgulho viraria cinzas e seu vantajoso contrato de casamento poderia ser abalado .....
-Poderia fazer Rin esquecer tudo o que aconteceu desdê que chegou a o meu castelo ? – Perguntou interessado, poderia partir do começo e reconquistá-la novamente como se nada houvesse acontecido.
- Claro que posso! Posso fazer a mente dela voltar no tempo também posso preencher os pensamentos tristes que ela tenha de você com pensamentos felizes – Prometeu ela já saboreando a vitória.
- Então qual é seu plano?- Perguntou mais confiante , faria tudo para ter a verdadeira Rin novamente.
- Veja bem , vou entrar no castelo com você como a velha bruxa humana que contratou , você me deixara falar com ela sozinha , eu fingirei que fiquei com pena dela , inventarei uma estória triste sobre uma filha que perdi que se parecia muito com ela ...... Me farei de sua amiga , e a ajudarei a escapar do castelo com a promessa de cuidar dela ....- Ia explicando Tisubaki , mas foi interrompida.
- Ela vai querer ir para aldeia de Kaede , vai querer fugir de você , não é um bom plano e não vejo como isso a fara esquecer do bebe – Contrariou Sesshoumaru.
-Deixe-me terminar de falar! Eu a convencerei a me acompanhar até minha casa , passar a noite lá , enquanto dorme jogarei um feitiço que a fara acreditar que é minha filha ou neta , que seu marido morreu e ela que cuida de mim sua pobre vovozinha , para garantir que não sairá da montanha criarei uma barreira que a impeça de sair , comigo passara a gravidez inteira , terá seu bebe se sentindo feliz e segura , dormira com o pequeno nos braços , e quando acordar vai estar no castelo em seus braços como se nada houvesse se passado ...... – Prometeu ela .
- Mas como? Isso é realmente possível .....E o hanyou ? – Perguntou meio incrédulo com a facilidade do plano.
- Quando ela tiver o bebe, e adormecer feliz com ele nos braços na primeira noite , secarei seu leite , curarei seu corpo , e apagarei totalmente suas memórias , memórias felizes são fáceis de serem apagadas as tristes não , você vira busca-la nessa mesma noite – Explicou ela disfarçando o sorriso de vitória.
- E o hanyou ? — Perguntou ao mesmo tempo querendo saber e querendo não saber do destino de seu erro.
- A criança não sofrera , tenho um pó que a fara adormecer e nunca mais acordar , não vai sentir nada , e na mesma noite lhe darei um túmulo nas montanhas do norte, então partirei com sua generosa recompensa em ouro e joias – Disse ela esfregando as mãos fingindo se importar com o ouro.
Sesshoumaru sentiu-se mais aliviado, a bruxa gananciosa não sabia o quanto valia sua paz , daria todo o ouro do cofre se fosse necessário , der repente um pensamento o preocupou.
- E se ela voltar a engravidar? Pode dar alguma coisa definitiva que a impeça de ter outro .....?- Perguntou horrorizado de ter de passar por tudo novamente.
- Não se preocupe farei algo definitivo quando estiver realizando o parto dela –Prometeu Tsubaki.
O viu suspirar aliviado e retomar a velocidade , apesar de bruxa e um tanto quanto maligna, nunca havia feito mal para mulheres e crianças inocentes ou que não fossem inimigos, mas teria de fazer a essa garota, teria de dopa-la e lhe arrancar o útero na hora do parto , era arriscado mas sobreviveria , não poderia arriscar dela engravidar e Sesshoumaru vir lhe procurar e encontra a ela e a criança Hanyou .......
O QUE ELES NÃO ESPERAVAM ERA QUE A VITIMA JÁ NÃO ESTAVA MAIS LÁ ...
-Ela escapou? – Disse Sesshoumaru furioso olhando o estrago na parede onde ficava a minúscula janela.
-Sim senhor um demônio ...o demônio a levou ...era ela o demônio feio – Disse o guarda com medo de ser descoberto na sua mentira.
- Fale algo certo seu inútil! – Disse avançando para o guarda.
Jaken se colocou entre eles com medo que o guarda revela-se algo que não devia.
- Senhor Sesshoumaru que bom que voltou! Estamos preocupados, a menina Rin pode estar em perigo, tudo que sabemos é que um demônio horrível quebrou a torre de dentro para fora e Rin sumiu , não sabemos se ele a levou , ou se ela se transformou , foi tão rápido , fugiu em uma velocidade impressionante igualzinho aquele demônio que a levou aquela vez ....... Me perdoe eu não pude fazer nada ...nada ! eu fui culpado ... – Disse Jakem rapidamente agarrando a barra do quimono de seu senhor e fingindo que chorava.
- Maldição ! – Exclamou se soltando de Jakem e descendo as escadas em direção ao salão onde a bruxa havia ficado.
Jakem desceu correndo logo atrás.
Como podia ter esquecido completamente do demônio do quarto? Ele devia ter saído do quarto e se apossado do corpo de Rin !
Ou então era outro demônio fedorento enviado por um inimigo para sequestrar ......
Mas como ? A porta estava intacta o rombo na parede havia sido feito de dentro para fora , só podia Rin ter se transformado em um demônio horroroso ...estremeceu não queria nem pensar nessa possibilidade.
-Rin fugiu ! O demônio a ajudou – Disse para a bruxa.
- Demônio ? Mas que demônio? — Perguntou interessada
- Em um quarto desse castelo havia um demônio lacrado , Rin o libertou ele tomou seu corpo e a ajudou a escapar – Disse rapidamente , dando ordens para reunir os soldados.
- General reúna os soldados e vá procurar Rin na direção Sul , logo me reunirei a vocês – Disse ele ao novo general.
Tsubaki sentiu certo alivio vindo do sapinho verde e investigou sua mente , viu a imagem da moça pálida ao longe indo em direção a o norte , descobriu que todos do castelo participaram e ajudaram na sua fuga , não existia demônio algum apenas traidores.
- Porque a o Sul meu senhor ?– Questionou ela com a voz de velha , antes de chegarem ao castelo havia tomado a forma de uma velhinha “inofensiva” com intenção de enganar Rin.
- Porque a aldeia onde ela morava fica ao Sul – Explicou impaciente.
- Veja bem , se o demônio que a possuiu é esperto não deve ter ido para o primeiro lugar onde você a procuraria , e sim teria seguido seu rastro em direção ao norte, que seria o último lugar onde você pensaria em procurar – Inventou ela , não denunciaria os traidores , iria conquistar a simpatia deles para futuramente manipulá-los.
-Como pode ter tanta certeza? – Perguntou meio impressionado.
- Já Conheci muitos demônios, sei como eles agem e pensam – Respondeu evasiva, na verdade demônios eram imprevisíveis.
- General cumpra minhas ordens , mas antes reúna um grupo de soldados e os envie para o norte , a meu encontro.- Disse dispensando o general.
- Vejo que vai seguir meu conselho, muito sábio de sua parte.- Disse Tsubaki orgulhosa de suas artimanhas.
- Veremos , espero que esteja certa – Disse dando-lhe as costas e partindo.
Tsubaki sentiu a animosidade dos presentes se virar contra ela , principalmente do sapinho verde chamado Jakem ...
- Deveria era estar agradecido a mim, por não revelar que totós ajudaram na fuga da moça, principalmente você – Sussurrou ela se inclinando até ficar face a face com ele.
- Como ...como pode saber disso ? ... É uma calunia ...uma mentira – Resmungou ele se encolhendo de medo diante dos frios olhos verdes.
- Como eu sei? Posso ler sua mente, guarde meu segredo que guardo o seu — Disse se endireitando
- Você é uma bruxa má , veio matar o pequeno senhorzinho e fazer mal a menina Rin –Acusou Jakem aflito.
- Creia não vim fazer mal algum a moça e ao bebe , há muitos anos perdi um filho , não quero que essa jovem passe pelo mesmo – Mentiu ela fazendo cara de triste , precisava enganá-los também ou descobririam a verdade e dariam um jeito de alertar a moça.
- Mentira ! Disse a Sesshoumaru a direção em que ela fugiu – Acusou se aproximando dela , a raiva superou o medo por alguns instantes.
- Já viu a tempestade que está caindo? Acha que uma humana fraca , doente e gravida pode sobreviver lá fora sozinha e a noite? Vai ter muita sorte se ele a encontrar , mas com toda essa chuva pode ficar doente e morrer do pulmão , para tudo tem sua hora , eu vim aqui para ajudá-la e é o que estou fazendo – Disse Tsubaki sincera .
Estava realmente preocupada , não exatamente com a tal Rin , mas sim com a preciosa carga que levava , podia morrer soterrada na lama , num desabamento , um raio podia atingi-la , um Yokai podia devora-la , ou simplesmente podia apenas tropeçar e cair batendo a barriga então seu bebe morreria , andou impaciente de um lado pelo outro do salão , lendo os mesmos pensamentos na mente de Jakem que agora olhava pela janela rezando para Sesshoumaru encontrar Rin em segurança.
Se ela pudesse iria sair e ajudar nas buscas , mas não podia mostrar tanto interesse ou suspeitariam de seus planos.
Ryu acordou sobressaltado com o barulho da porta batendo , um vento forte a abriu fazendo entrar chuva e apagar as chamas do fogão , levantou , verificou que Rin ainda estava dormindo , seu rosto parecia mais descansado , olhou a lua que já estava quase sumindo já deviam ser por volta das 3:30 ou 4:00 da madrugada , quando foi fechar a porta uma corrente de ar lhe trouxe um cheiro familiar , cheiro de chuva, lama , e de Sesshoumaru , ele devia se encontrar a uma milha ou menos de distância.
Rapidamente fechou a porta e a travou com a cadeira , virou a mesa e protegeu a janela , foi para cama acordar Rin.
-Rin , Rin acorde – Disse chacoalhando-a suavemente pelos ombros
Ela acordou se espreguiçou só então abriu os olhos, olhou a sua volta e lembrou de onde estava : perdida mas em liberdade....
- Já é de manhã? – Perguntou sonolenta mas preocupada tinha de partir o quanto antes
-Não , falta pouco para amanhecer , mas ainda é madrugada, preciso que coloque essas roupas e se esconda no porão , senti o cheiro de Sesshoumaru – Disse ele pesarosamente.
No mesmo instante ela salta da cama ficando em pé, sem se preocupar em segurar o cobertor que desliza revelando seu corpo
- Maldito ! – Diz Ryu abismado com a visão completa.
Ver ela encolhida na cama nua era uma coisa , totalmente em pé era uma visão perturbadora , a pele quase transparente revelava as veias azuladas, podia contar todos os ossos de seu corpo , não havia percebido mas tinha manchas arroxeadas por toda a extensão das costas , nos nós dos dedos das mãos apareciam feridas mal cicatrizadas, ela parecia um cadáver ambulante.
- Viu o que ele me fez ...Por isso preciso fugir ...fugir e esquecer – Disse ela triste estendendo a mão para o quimono ainda molhado.
- Não , vista esse é mais quente e está seco –Disse lhe alcançando o quimono rosa que ela havia esquecido em sua antiga casa há muito tempo atrás.
- Obrigado , que bom que o guardou – Disse agradecida virando-lhe as costas para se vestir , estava incomodada com o olhar piedoso/horrorizado com que fitava seu corpo.
Ele continuou a olha-la , quando esta prendeu o cabelo em um coque ele percebeu uma enorme mancha arroxeada perto da nuca que descia pelo pescoço.
- O que foi isso em sua nuca ?– Perguntou preocupado.
-Sesshoumaru quem fez, quando sai do quarto em busca de comida, pois estava a dois dias sem comer , ele me golpeou pelas costas e desmaiei , quando acordei estava presa no quarto da torre mais alta , e continuei sem agua e sem comida – Disse ela com rancor.
- Como conseguiu escapar?– Perguntou incapaz de falar outra coisa.
- Jakem , sua avó , os guardas e funcionários do castelo me ajudaram , mas por favor isso é segredo , para quem perguntar eu fugi sozinha ajudada por um demônio , desse segredo depende a vida de todos – Disse ela tentando afastar a cadeira da porta para continuar a fuga.
Ryu acendeu uma vela , abriu o alçapão do porão subterrâneo , colocou todas as roupas e pertences de Rin lá , e fez sinal para ela entrar.
- Não seja teimosa , Sesshoumaru está perto , ainda está chovendo , não iria muito longe com toda essa lama e com seus pés machucados, ele a veria e alcançaria em questão de minutos , venha entre aqui , apagarei todas as velas e ficarei em silencio , caso ele venha bater aqui, você estará segura o porão é profundo bastante seguro e escondido , quando parar as buscas nessa região lhe ajudarei a escapar – Disse ele lhe afastando da porta e lhe empurrando para a escada do porão.
Rin queria protestar , queria fugir pela porta , queria escapar ou apenas sumir , mas se viu sem reação diante do medo de Sesshoumaru a encontrar.
- Vai ficar tudo bem, vou lhe proteger sempre – Disse Ryu olhando confiante para ela.
Ryu fechou o alçapão do porão e espalhou feno sobre ela , retirou a mesa da janela e a colocou estrategicamente em cima do alçapão , colocou a cadeira no lugar , escondeu a tigela de sopa de Rin deixando apenas a sua sobre a mesa , apagou as velas e deitou na cama ainda quente do corpo dela , tentou se acalmar para as batidas de seu coração diminuírem , estava cansado e o conforto da cama o fez cochilar por alguns minutos ...
Acordou sobressaltado novamente com o barulho da porta.
- Ryu o que está fazendo aqui ? – Perguntou Sesshoumaru invadindo o lugar .
- Essa é minha casa e não lhe devo satisfações, estou fora dos domínios do Oeste , você é o invasor aqui – Disse com uma calma que estava longe de sentir , por sorte havia cochilado e parecia o mais normal possível.
- Eu quero saber onde está Rin – Disse Sesshoumaru ignorando as palavras.
- Rin ? A última vez que a vi estava naquele quarto estranho cercada de sombras, o que aconteceu? Ela está bem ? – Disse levantando da cama e fingindo preocupação.
-Não sei , ela fugiu essa noite – Disse examinando tudo a sua volta , não havia sinais de Rin ali.
- Alguma coisa você fez de mal a ela para ter fugido em meio a uma tempestade – Acusou Ryu não conseguindo conter a fúria ao lembrar do ferimento na nuca de Rin.
- Apenas quero o bem dela , só quero livra-la de um problema – Disse distraído ainda a procura de evidencias.
-É um canalha , a engravidou e agora quer se livrar da responsabilidade , torturando Rin à beira da morte ! Eu queria tê-la encontrado assim a manteria segura e amada ao meu lado ! É o que vou fazer , vou sair e procurar também , caso a encontre vou levá-la o mais longe possível de você – Disse indignado vestindo a camisa e se encaminhando para a porta.
- Você não vai a lugar nenhum , Rin é minha responsabilidade , se chegar perto dela eu te mato – Disse bloqueando a saída e empurrando Ryu.
Ryu caiu de costas encima da mesa espatifando-a
- Você não me dá mais ordens! – Disse Ryu jogando a cadeira em Sesshoumaru .
E assim se iniciou uma discussão e um quebra — quebra violento.
Rin fechada no porão se desesperou achando que Sesshoumaru havia descoberto seu esconderijo.
Começou a sentir um pânico crescente, e se lembrou de um outro porão em que fora escondida, enquanto seus pais e irmãos morriam.
Pegou sua mochila e começou a rastejar para a parte mais funda do local, notou que a fraca luz da lua entrava pelas frestas do que parecia ser outro alçapão.
Se aproximou e empurrou com cuidado, notou que estava aberto, tentou colocar a mochila nas costas, mas essa lhe pareceu pesar chumbo, separou apenas o livro “dele” , abriu seu quimono e com a faixa do quimono molhado amarou o livro firmemente na cintura e tornou a fechar sua roupa , dessa forma o livro não lhe atrapalharia na fuga , e ficaria com as mãos livres.
Pegou uma velha caixa de madeira e a usou de escada , escancarou o alçapão e saiu correndo para a tempestade , olhou para traz e notou que a casa estava bem distante, agradeceu mentalmente a quem teve a ideia de fazer um porão subterrâneo tão extenso.
Correu , correu o mais rápido que pode , a certa altura enroscou o pé em uma raiz e caiu de barriga nas pedras e lama , por sorte o grosso livro amorteceu sua queda e protegeu seu bebe, levantou com dificuldade totalmente coberta de lama e continuou a correr.
“Cuidado ! Pare é um precipício! “– Gritou a voz alarmada
Rin parou no mesmo instante, por muito pouco não correu para a morte, mais alguns passos e teria caído, mas como estava escuro e chovendo não notou o perigo.
“Vamos voltar , você tem que dar a volta e contornar a fenda tem um caminho entre as árvores onde o riu é raso” – Aconselhou a voz que parecia conhecer o caminho
- Rio que rio? – Perguntou preocupada pois não estava vendo riu algum e se tivesse de atravessar um com toda essa chuva estaria perdida, pois não tinha forças para enfrentar a correnteza.
“Aquele riolá embaixo, vamos voltar, pegue o caminho da esquerda as arvores vão mantê-la segura” – Disse referindo-se a chuva e a Sesshoumaru
Desanimada olhou o caminho que teria de percorrer, mais barro e pedras, um trovão a fez tremer de medo , e logo um raio iluminou todo o penhasco , revelando um riu estreito mas com muita correnteza ao fundo do precipício , iluminou também uma ponte pênsil antiga que se balançava a favor do vento , no fim dela pode ver o outro lado do precipício , onde havia uma floresta , essa seria sua salvação , começou a caminhar para a ponte.
“vamos dar a volta agora “ – Ordenou a voz
- Não quero dar a volta , tem uma ponte logo a frente , se passar por ela posso cortar caminho — Disse ela decidida , e começou andar na ponte
“Não faça isso! Essa ponte é velha, está chovendo a madeira é escorregadia e ela está balançando muito, vamos voltar – Insistiu a voz
- Não , eu consigo passar vou me segurar nas cordas – Disse Rin com uma confiança que estava longe de sentir.
Ignorou os protestos da voz , que pedia para voltar , e seguiu andando com cuidado, pois realmente a madeira estava escorregadia , a certa altura quando pisou em uma tabua esta cedeu podre prendendo seu pé , fez um esforço grande , mas conseguiu libertar o pé , porém ficou sem o sapato , andar já era difícil com um sapato , de pé descalço era mais escorregadio ainda , quando alcançou o meio da ponte , notou que faltavam várias tabuas , teve de se segurar na corda e se equilibrar para passar.
Estava quase alcançando o final , quando a corda que prendia o começo se rompeu , o vento fez as cordas já apodrecidas baterem de encontro as pedras , e com um peso a mais sobre a ponte a corda cedeu , em desespero viu a ponte se inclinar de maneira perigosa fazendo-a quase desabar penhasco a baixo.
“ Corra Rin corra “ – Gritou a voz vendo a vida da moça em perigo.
Correu o mais rápido que pode na ponte inclinada , mas a sorte estava contra ela , com a movimentação a outra corda rompeu , fazendo a ponte se chocar violentamente contra as pedras , fechou os olhos prevendo a morte certa , mas tornou a abri-los ao sentir uma forte dor na perna , olhou para cima e tudo que pode ver foi que milagrosamente seus braços se enroscaram nas cordas impedindo-a de cair , sentiu em seu rosto a chuva misturada com sangue , seu braço estava ardendo de dor , havia feito um extenso corte que rasgou a carne quase do pulso ao ombro , tentou mexer a perna esquerda mas essa pendia inerte em um ângulo totalmente estranho.
“Você quebrou a perna e está perdendo muito sangue “Avisou a voz preocupada
- Eu vou conseguir ,tenho que conseguir pelo meu filho – Respondeu ela aos prantos de dor e desespero.
Com muita dificuldade soltou uma mão , e começou a escalar , logo soltou a outra , e tudo que a mantinha viva era um braço e uma perna , estava fazendo um esforço sobre humano para escalar arrastando os membros inertes .
- Por favor me ajude – Pediu ela a voz, pois não estava mais conseguindo se segurar.
“Vou te ajudar, mas como está fraca pode vir a perder o bebe” — Avisou a voz
Logo o medalhão esquentou e começou a brilhar verde e uma luz a envolveu , fazendo até mesmo a dor acabar.
- Não, eu não quero , meu bebe vai morrer – Disse sentindo um formigamento na barriga.
“Se eu não fizer , vocês dois irão morrer , você pode vir a ter outros filhos, vai haver futuro para nós dois lhe prometo “ Disse se materializando sobre ela e lhe estendendo a mão.
Rin não aceitou a mão estendida, mas mesmo assim sentiu-se flutuar, mas não soltou as cordas da ponte.
Quando estava quase cedendo e se soltando um raio incendiou e derrubou uma arvore a beira do precipício , a árvore acertou uma das estacas da ponte , fazendo mais um lado se soltar , Rin viu-se arremessada de encontro a uma rocha ponte aguda , sentiu as costelas quebradas e tossiu sangue , seu peito também doeu , o medalhão estava quebrado e pedaços dele se cravavam em sua carne.
“ Não , não , não pode ser , Rin não posso mais ....” Gritou a voz .
Ela viu seu espectro ser envolvido pela luz verde , logo foi tragado para o que restava do medalhão , este esquentou e terminou de romper em seu peito , liberando uma forte luz verde que iluminou por alguns instantes todo o precipício.
O chamou várias vezes, mas foi inútil, ele tinha partido também, sua única esperança estava destruída, e tudo era sua culpa , por não ter ouvido os conselhos e dado a volta pela floresta , ao invés de ter subido na maldita ponte, primeiro Yui , agora ele , e quem sabe até mesmo Ryu estivesse morto por sua causa ...
Sem esperanças viu a morte chegar , o único fio que mantinha sua vida suspensa se rompeu , fazendo a ponte juntamente com ela cair de encontro aos rochedos e escarpas ....
Sua outra perna quebrou, uma madeira da ponte cortou sua bochecha quase lhe atingindo o olho, continuou rolando , sentiu uma uma dor lancinante na cabeça , conseguiu levar a mão ao machucado e notou um buraco na onde faltava grande parte do cabelo , O rio e as rochas no fundo dele pareciam lhe chamar , pareciam cantar, como uma canção de ninar que lhe embalaria para o sono eterno , nada mais de sofrimentos e preocupações
“Vou morrer sem remorsos pois sei que fiz tudo que estava ao meu alcance para tentar salva-lo meu filho”
Esse foi seu último pensamento antes de desmaiar e cair para a morte certa.
Alguns soldados que patrulhavam a região em busca de Rin, haviam visto ao longe o precipício se iluminar com uma luz verde , e foram correndo investigar o que era , um deles foi ao encontro de seu senhor relatar o fato.
- Senhor Sesshoumaru, algo estranho aconteceu – Disse entrando abruptamente na casa de Ryu.
Sesshoumaru que tinha acabado de golpear Ryu , virou-se bravo para o soldado.
-O que está acontecendo? Encontraram Rin? -Perguntou soltando Ryu.
- Não senhor , mas a pouco , uma estranha luz verde com aura maligna iluminou todo o penhasco , foi muito estranho , ela brilhou muito e logo sumiu , alguns soldados já foram verificar... – Ia dizendo o soldado mas foi interrompido .
Sesshoumaru empurrou o soldado e saiu voando porta a fora em direção ao precipício “Luz verde com aura maligna” , só podia pensar em uma coisa o demônio e Rin , a luz verde com aura maligna era do demônio que estava usando Rin , e se ele estava no precipício Rin também estava pois esta era seu recipiente .......
Ryu levantou-se do chão e ficou mais aliviado por Sesshoumaru ter ido embora , admitia que não devia ter provocado sua fúria , mas estava certo que ele nem suspeitava que estava escondendo Rin no porão.
Fechou a porta e abriu o alçapão para tranquiliza-la , seu alivio durou pouco , notou que o alçapão de fuga estava aberto e que Rin havia sumido.
As palavras do soldado vieram –lhe na mente “penhasco e luz verde maligna”
Correu em direção ao penhasco rezando para que nada de mal houvesse acontecido.
Sesshoumaru acabava de chegar onde seus soldados estavam reunidos , não sentiu aura maligna e nem o cheiro ou presença de Rin.
Já ia se retirando quando viu que um soldado um yokai falcão estava pairando sobre uma rocha no meio do precipício onde haviam pedaços da antiga ponte enroscados nas rochas.
Quando este retornou junto dos outros trazia nas mãos um pedaço de seda rosa , que ele reconheceu de imediato como um dos presentes que havia dado a Rin , seu coração gelou, empurrou os outros soldados e tomou o farrapo de suas mãos , o belo quimono estava em pedaços estava manchado com sangue de Rin, no mesmo instante largou o pano e se preparou para pular no penhasco em busca dela.
- Senhor também achei isso preso em outra rocha – Disse o soldado sério, pondo-se em sua frente e lhe estendendo algo escuro.
As mãos do soldado estavam manchadas de sangue, muito sangue, pegou o que lhe estendia e observou horrorizado o que era : O cabelo de Rin , uma grande quantidade de cabelo presa ao escalpo da cabeça , ficou imóvel , lívido , suas mãos tremerem , nem sequer escutou o que o soldado disse depois.
- Deve estar satisfeito agora que se livrou de dois problemas e não apenas de um– Disse o soldado com desprezo, pois suspeitava das tentativas de matar o próprio filho e da tortura a Rin.
Katsu deu as costas a seu senhor, e foi contar a triste notícia aos seus companheiros, todos olharam torto para Sesshoumaru, mas este nem notou estava arrasado.
Ryu chegou nesse exato momento viu o ar de animosidade entre os soldados e se aproximou de Sesshoumaru.
- O que aconteceu? Encontraram Rin ? – Perguntou preocupado.
Sesshoumaru nem sequer o olhou ou se moveu, continuou parado estático olhando para o objeto que tinha nas mãos.
Ryu se aproximou e o arrancou de suas mãos , estendeu a peça e a reconheceu , como o extenso cabelo de Rin o mesmo cabelo em que tinha dormido enroscado essa madrugada , angustiado caiu de joelhos na lama , e chorou .....
A razão voltou, sem falar nada correu para o precipício e se atirou nele na esperança de encontrar Rin.
Katsu abriu as azas e foi logo atrás preocupado com seu amigo e antigo general, o encontrou examinando as marcas de sangue na rocha.
- É inútil procurar, o corpo deve ter sido arrastado pela correnteza e estar milhas de distância daqui – Disse analisando a correnteza que ainda estava forte.
- Não, ela deve ter se segurado em uma das rochas e escalado, vou procurar, deve estar escondida na floresta com medo ....ela tem medo dele .... – Disse o ex general meio histérico.
- Meu amigo, eu sinto muito ,sei que gostava da senhorita Rin , mas ela não sobreviveu , olhe para baixo o rio tem pedras , se não morreu despencando com a ponte , certamente morreu quando atingiu o rio – Disse preocupado com ele.
- Não , ela não pode ter morrido , prometi que cuidaria dela! Como isso aconteceu ?, eu disse para ficar escondida no porão , eu disse pra ela ......eu ia cuidar do bebe .... – Falou triste , olhando o rio.
-Ela estava escondida na sua cabana ? – Perguntou meio sem entender.
-Sim , ela apareceu a noite , molhada , ferida, ele bateu nela pelas costas e a trancou no quarto da torre... Seus pés estavam no vivo , ela estava com tanta fome ! Você viu ela? ...estava tão magra ...tão magra ...comeu duas tigelas e desmaiou de exaustão ...Como podia estar viva se estava tão magra? Eu prometi que cuidaria dela e do bebe ...mas falhei ..Eu falhei .... Nunca mais a verei ...nunca mais vai sorrir para mim! – Murmurou angustiado afundando o rosto no cabelo já sem vida.
Katsu ficou pasmo com as informações , então Sesshoumaru havia agredido Rin pelas costas e trancafiado no quarto , ela na verdade não estava gravida e doente , estava era gravida e morta de fome , todos os boatos das cozinheiras eram verdade , ele a trancou sem água ou comida , na tentativa de fazer ela perder o bebe de maneira natural ...por inanição , mas o plano não havia funcionado , pois o bebe mestiço permaneceu vivo sugando toda a energia da mãe tendo em vista que este era mais forte que ela ....Então essa noite tinha aparecido com a bruxa para fazer mais mal a Rin.....
Sentiu raiva de si mesmo pois tinha sido contra o plano de ajudar a garota na fuga, havia acreditado em seu senhor até o fim.
-Se tem algum culpado pela morte dela e do bebe, este é Sesshoumaru , que a engravidou, a deixou passar fome e a empurrou para o desespero , para essa fuga ,saiba que ele chegou todo contente com a bruxa no castelo , se tem algum culpado é ele – Disse vendo o ódio se acender nos olhos de Ryu.
Ryu olhou as rochas lá embaixo ainda sem poder acreditar na tragédia , a poucas horas ela estava viva respirando deitada a seu lado , agora estava ali segurando tudo que havia sobrado da mulher que amava.
-Se te vale de conforto, pelo que me disse, você proporcionou, abrigo, proteção e comida nas últimas horas de vida dela, se partiu desse mundo com remorsos, magoa e ódio, não foi de você meu amigo. – Disse apertando-lhe o ombro em um sinal de conforto.
Ryu viu o amigo se afastar e refletiu sobre as palavras , sim ele havia feito tudo isso por Rin , havia lhe dado , abrigo , proteção ,comida , tratado de seus ferimentos e lhe dado carinho , tocou os lábios relembrando o beijo que ela havia lhe dado, o último beijo dela , um beijo eterno , o levaria sempre nas lembranças e no coração, alisou o cabelo com reverencia , o beijou e guardou na blusa.
- Eu te vingarei Rin ! – Prometeu as aguas agitadas do rio.
Katsu ficou gelado , com o olhar de dor e ódio , mas principalmente de determinação no rosto do amigo quando este avançou para Sesshoumaru.
- Você seu miserável, você é o culpado pela morte dela! Está feliz ? conseguiu o que queria matou seu filho !Vamos sorria ! Não está contente? Matou a humana inútil também ... Não é assim que se referia a eles? Como inúteis ...... – Gritou o general avançando para Sesshoumaru e golpeando-o seguidamente.
Este não esboçou reação alguma , nem mesmo quando tombou ao chão e Ryu começou a lhe chutar , sua dor interior era tão grande , que sentir a distração da dor corpo era até um alivio. Como seguiria vivendo com a dor da culpa e do remorso de ter provocado a morte da única pessoa que um dia amou mais que a vida? Preferiria morrer que suportar o peso da culpa.
Os soldados assistiram estarrecidos, a surra que Sesshoumaru estava levando , e resolveram interferir , afinal ele era o senhor deles.
- Deixe-os , ele merece , vão concordar comigo quando ouvirem toda a verdade .... Todos os boatos eram reais ....... – Disse Katsu e começou a contar tudo que sabia.
No final do relato, nenhum soldado quis interferir , muitos começaram até a apreciar o espetáculo ......
ENQUNATO ISSO NO CASTELO DO OESTE .....
Lady Zazumi , voava em Há-hum angustiada com o recado que havia recebido de Delia.
“ Venha urgente minha Lady , seu filho enlouqueceu está matando a humana de fome e ela esta ...... “
Rin estava o que ? Ferida , doente ?......
Não sabia , pois o recado havia sido posto enrolado no pescoço de Há-hum , e a chuva havia molhado e borrado parte da escrita....
Era seu jeito de se manter informada, usava sempre o dragão como seu “pombo correio “e Delia sua antiga amiga e aia de quarto era sua informante.
2 horas depois que Sesshoumaru partiu em busca de Rin, Zazumi chegou ao castelo , a primeira pessoa com quem se deparou ao entrar no salão foi Tsubaki.
- Quem é você? – Perguntou horrorizada com a aparência grotesca da velha, nunca a tinha visto antes.
Antes que Tsubaki pudesse abrir a boca Délia apareceu vindo da cozinha.
- Ela minha senhora, é a bruxa que seu filho contratou para matar seu neto – Revelou Délia apontando acusadoramente para a bruxa.
- Um neto? Rin está gravida? Onde ela está? Onde está Sesshoumaru ? – Perguntou feliz e preocupada ao mesmo tempo ...iria ser vovó! uma criança quanto tempo não segurava uma ?
-Ela fugiu , ele a estava trancando no quarto da torre leste , o quarto do castigo , trouxe a bruxa para tirar o bebe dela – Informou Délia pesarosa.
Zazumi se encostou em um pilar chocada , precisava encontrar Rin e protege-la de seu próprio filho ! A vida de seu neto dependia disso!
- Quando ela fugiu? que rumo seguiu? – Perguntou apresada tornando a vestir a capa impermeável.
- Fugiu essa tarde , foi na direção das montanhas do norte — Respondeu Jakem que havia passado despercebido encolhido num canto do salão.
- Essa tarde? Com essa chuva? Meu deus! – Exclamou angustiada, pois ela mesma teve dificuldade de viajar com a tempestade que caia , imaginou Rin , sozinha gravida doente.
Correu para fora do salão , chamou Há-Hum e montou.
- Eu vou com a senhora! Estou preocupado com a menina Rin! – Disse Jakem que correu atrás dela .
-Então suba logo sapinho ! – Disse Zazumi apresada.
-Meu nome é Jakem .....- Murmurou subindo e se cobrindo com parte da capa da mãe de Sesshoumaru , pelo visto ela era mais amigável que o filho ,pois não puxou a capa ou reclamou por ele ter se coberto com ela .
Ambos partiram para o norte mas só chegaram com os primeiros raios do amanhecer.
Notas finais
e no próximo teremos "Amanhecer Cinzento "
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