Um Destino Para Rin
26 Capítulo 26 - Um novo amanhã ....
Notas iniciais
Nesse cap 26 , é mais um dos interrogatórios do Sesshomaru , é onde Rin descobre que a poção deu mais do que certo ., é onde ela fica ousada e resolve falar umas verdades para ele ...
Rin acordou muito bem disposta no meio da manhã seguinte , estava se sentindo leve , olhou para o lado e viu Sesshomaru dormindo ainda com a armadura , ficou alarmada a o recordar os acontecimentos da noite anterior , estava se sentindo muito mal , quente , depois fria e tonta , a ultima coisa que tinha visto antes de tudo escurecer fora o rosto preocupado dele ...Ela havia desmaiado em meio a o jantar ! Ele deveria estar furioso.... Mas mesmo assim havia passado a noite ao lado dela, cuidando dela , como quando era uma criança ... Tinha dormido em sua cama a seu lado, sem ter sexo ... Isso era um bom sinal, ele se importava ....
Ele merecia descansar mais um pouco , concluiu , saindo da cama silenciosamente para não acorda-lo, a o andar pelo quarto se surpreendeu , parecia estar flutuando sentia como se seus pés não tocassem o chão , estava se sentindo descansada, relaxada e feliz.
Sem fazer barulho tomou um banho e vestiu um lindo quimono vermelho bordado com flores douradas, quando foi escovar os cabelos em frente a penteadeira e se viu no espelho ficou pasma com sua aparência , era ela , mas parecia outra pessoa ... Sua pele estava mais pálida que o normal , e estava luminosa , seus lábios estavam mais cheios e vermelhos , suas pupilas estavam dilatadas , deixando os olhos mais negros e brilhantes , seu cabelo estava solto macio e brilhante, não estava embaraçado e armado como de costume ao se levantar ,sorrindo para a desconhecida no espelho se congratulou por ter tido a coragem de tomar a poção ...
- Vejo que já esta melhor – Disse uma voz tão conhecida vinda da cama.
Sesshomaru apenas fingia estar dormindo, na verdade estava acordado mesmo antes do amanhecer, tinha visto Yui sair pela varanda, e havia constatado que ela estava melhor, pois sua temperatura estava normal, estava quase indo para o seu quarto, mas havia mudado de ideia , gostava de estar com ela de apenas ficar perto dela , e a observar , sem que ela soubesse que estava sendo observada .. Como a presa e o predador... A tinha visto se banhar e quase cedera a vontade de levantar e ir para a banheira junto dela , mas não essa manhã ela lhe devia algumas explicações , a jarra de leite estava intocada ela não havia tomado nada para melhorar , e agora estava lá em pé sorrindo como se nada tivesse acontecido , ele ficou impressionado olhando para aquele rosto que havia sofrido algumas mudanças ...
- O que você andou bebendo ontem a tarde Rin ? – Perguntou calmamente quebrando o silencio do quarto.
Rin sentiu o sangue gelar, será que ele desconfiava? Não, não podia ser.. Pensando rápido inventou uma desculpa...
- Tomei apenas uma infusão de ervas para curar meus ferimentos, e outra para me dar mais disposição – Mentiu sorrindo docemente, no período de convivência com ele aprendeu muito bem a mascarar seus sentimentos.
- Se foi só isso, porque você quase morreu essa noite? — Perguntou com desdém, como se a vida dela ou sua possível morte não representassem nada para ele.
Foi essa a impressão que ela teve.
- Eu misturei as duas infusões , e também acho que tomei em excesso , mas essas ervas não são venenosas , devo apenas ter tido um mal estar – Mentiu encarando-o friamente , na verdade não conhecia nem a metade do que havia usado, mas realmente tinha tomado muito da poção.
- Espero que não esteja mentindo – Disse ele fitando-a atentamente
- Porque eu haveria de mentir? Veja com seus olhos — Disse ela
Rin caminhou até ele e abriu inteiramente o quimono que caiu a seus pés , deixando o corpo totalmente nu, pois essa manhã não tivera vontade de colocar as roupas de baixo.
- Viu? Os ferimentos sumiram, e eu não lhe pareço bem? – Perguntou ela virando de lado para lhe mostrar o quadril.
- Sim – Murmurou ele rouco.
Ele já havia visto durante a noite que os ferimentos estavam curados, curado não era a palavra certa eles simplesmente haviam desaparecido, mesmo assim ele continuava a olha-la , esquecendo de tudo ele a olhava com os olhos famintos , querendo algo mais que apenas olhar.
Percebendo a mudança no olhar dele ela pega o quimono tranquilamente e o fecha com naturalidade, fingindo nada ter notado, se encaminha para a porta.
- Estou faminta , acho que estamos atrasados para o café – Disse seguindo para o corredor e deixando para traz um insatisfeito e furioso Yokai que nunca em toda sua vida havia sido ignorado.
O café transcorreu calmo e silencioso, as servas ainda a fitavam preocupadas com sua saúde,mas nada comentaram pois temiam zangar a seu senhor que estava com uma cara nada agradável.
Terminada a refeição ela levantou pronta para correr pra o quarto negro, tinha muito que estudar sobre as ervas e as poções, tinha que testar uma por uma só de pensar seu coração acelerava na expectativa do que poderia conseguir ...
- Rin me acompanhe – Ordenou Sesshomaru tirando-a de seus devaneios.
Ela o acompanhou apreensiva , sabia que agora ia ser a hora do interrogatório e das repreensões , e ela voltaria a se sentir como uma criança inútil...
-Rin, esta noite você delirou sobre bandidos, por acaso são os mesmos sonhos e recordações de quando era criança? — Perguntou com indiferença, uma indiferença que estava longe de sentir.
- Não tenho mais os pesadelos de quando era criança, mas as vezes sonho com o ataque que sofremos no vilarejo a alguns anos atrás – Disse normalmente como se fosse algo sem importância
- Como atacados? E o Inuyasha? E os outros? O monge? A exterminadora? – Perguntou bravo.
- O Inuyasha passou a viver na época da Kagome, os demais estavam fora do vilarejo ajudando outras pessoas, fomos atacados por bandidos uma tarde, muitos morreram, Sango estava grávida, tive que protege-la , sai da casa e lutei , derrotei muitos bandidos mas fiquei cansada, então veio o chefe que era muito forte, quando ele me derrubou vi seu rosto, era o mesmo bandido que assassinou meus pais e irmãos ,então eu soube que iria morrer também – Contou ela com tristeza lembrando aquele dia horrível.
- Mas você sobreviveu – Disse Sesshomaru com certo remorso por tê-la abandonado a tantos perigos.
-Sim sobrevivi , estava prestes a ser violentada e morta , quando Yui apareceu e arrancou a cabeça do bandido e deu fim aos outros, salvando a mim e aos moradores do vilarejo – Disse ela sorrindo nunca tinha ficado tão feliz em toda sua vida a o ver vingada a morte de seus pais e irmãos , desse dia em diante nunca mais foi atormentada pelos sonhos de sua infância , sabia que eles encontraram finalmente a paz.
Sesshomaru ficou preocupado com o sorriso que ela deu, nunca antes ela havia falado de mortes e tragédias com tanta tranquilidade, não querendo saber mais nada a respeito, mudou de assunto.
- Foi assim que conheceu esse Yokai ? – Perguntou ele interessado, pois era muito suspeito um yokai aparecer e salvar um vilarejo humano, ao contrario eles costumavam destruir e matar os humanos, ele mesmo já havia feito isso em tempos de guerra.
- Quem? Yui? Não, eu o conheço a vários anos , eu tinha uns 11 anos quando o encontrei ferido na floresta, cuidei dele , então ele resolveu ficar comigo – Ela quase acrescentou :Diferente de você que me abandonou quando teve a oportunidade.
- Então você o conhece bem? – Pergunta desconfiado, não sabia que ela andava em companhia de um yokai durante tantos anos, podia ter sido perigoso.
- Sim eu o conheço bem , melhor do que lhe conheço senhor Sesshomaru – Disse ela ironicamente, estava cansada de ser tratada como uma criança.
- Interessante, pois ele parece ter uma obsessão por ficar te observando. – Respondeu ele com desdém ignorando o sarcasmo dela.
- Ele não tem obsessão, apenas se preocupa com minha segurança, me protegeu das agressões dos aldeões durante anos, me protegeu dos bandidos, sem ele estaria morta! E me protegeu do Kohaku quando ele tentou se deitar comigo, e do senhor também quando ..... – I a dizendo, mas foi interrompida por um forte soco na mesa.
-Se deitar com você? Aquele verme ousou por as mãos em você!, Mesmo sabendo que era minha protegida – Diz ele furioso se levantando, só de imaginar mãos que não fossem suas no corpo de Rin ...
- Ele colocou muito mais que as mãos em mim, e sua protegida eu? Ninguém mais me considerava assim, pois o senhor sumiu por anos, me abandonou, e não julgue Kohaku , pois teve o mesmo comportamento comigo a beira do lago, quando eu estava bêbada , e foi Yui quem novamente me salvou — Disse ela aborrecida por lembrar o quanto sofreu por ter sido abandonada.
Sesshomaru ficou furioso, ela estava protegendo o humano? Estava justificando seu comportamento? Comparando com o dele? Ele tinha todo o direito sobre ela, tinha lhe devolvido a vida 2 vezes , ela lhe pertencia, tinha o direito de possui-la onde e a hora que quisesse, era só sua, se um dia fosse de outro ele a mataria.
- Gostava tanto do humano, que esteve a ponto de se entregar a ele? – Perguntou com uma voz gélida.
Rin demorou um pouco a responder, pois nunca tinha analisado seus sentimentos por kohaku e os comparado com o que sentia agora, nem se comparava ....
-Eu achava que o amava, Mas no fundo era só carinho, ele sempre foi bom comigo, sempre foi meu amigo, eu não sabia o que sentia, não sabia ao certo o que estava fazendo – Disse ela com sinceridade, olhando-o calmamente.
Ele lhe deu as costas, sentiu certo alivio com a confissão dela, mas logo se perguntou o que ela realmente sentia por ele? Afeto, carinho, gratidão, será que se entregava a ele apenas por gratidão? , fingindo indiferença resolveu perguntar.
- E agora comigo, sabe o que esta fazendo ? – Perguntou friamente.
Rin ficou em pânico , ele tratava de seus sentimentos como se pouco lhe importasse , agora estava querendo saber o que sentia por ele , não ela não confessaria seu amor para ele rir dela e dizer “tolos sentimentos humanos”, o melhor a fazer era mudar o rumo da conversa.
- Não, não sei, e o que isso importa? O importante é o momento, e o que sentimos quando estamos juntos ... – Disse ela se aproximando dele e abrindo o quimono.
Ele apenas a fitou, sem esboçar reação ou demonstrar qualquer sentimento, por um momento ela se sentiu tentada a fugir para seu quarto e chorar, mas logo viu em seu olhar a velha chama do desejo, se ele a desejava isso bastava por enquanto, pois ela o amaria pelos dois caso ele não viesse a ama-la.
- Agora vamos continuar o que o senhor começou lá no quarto – Sussurrou a o ouvido dele.
Ela foi logo calada por um violento beijo , que era mais como uma punição , mas não reclamou , nem mesmo quando ele a tombou no tapete e a possuiu com fúria durante todo o resto da manhã .
Na hora do almoço Rin estava feliz ... se ele havia perguntado o que sentia , era porque estava começando a representar algo importante para ele...
Sesshomaru estava desconfiado, tinha notado a mudança de assunto, pois nunca antes ela tomava a iniciativa em fazer amor , o que o deixou muito irritado no momento, e agora se perguntava, o que ela tinha a esconder? o que ela sentia ? ele não sabia responder ....
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