Um Destino Para Rin
16 Capítulo 16 - Descobertas
Notas iniciais
Rin subiu para seu quarto, e se jogou na enorme cama sorrindo, ela se comportaria bem, e Sesshomaru a deixaria ficar, tinha certeza que bem lá no fundo ele gostava e se importava um pouquinho com ela, tinha notado a profunda irritação dele a mesa durante sua conversa com o general, ( alias um belo general), esse era o problema se ele não queria conversar ela se sentia no direito de falar com outras pessoas, graças a Ryu não tinha saído correndo da mesa onde até os servos que serviam o jantar a olhavam fixamente curiosos, e o fato de Sesshomaru ter ignorado sua presença tinha lhe doido, não entendia porque ele a tinha convidado se não queria sua presença, mas deixou obvio que só convidou por obrigação, isso é o que ela tinha pensado até vê-lo levantar irritado e lhe dirigir a palavra, então tinha lhe repreendido, e ao contrario de ficar triste, ela estava muito feliz, ele tinha demonstrado que se importava com o que os outros poderiam pensar a seu respeito, se importava com sua segurança, não tinha lhe castigado pelo "incidente" no lago, e tinha a mais absoluta certeza de que ele a achava bonita e queria beija-la novamente, pela maneira que a tinha olhado na biblioteca, mas ela a o invés de novamente se jogar em seus braços como uma mulher apaixonada faria, ela tinha disfarçado inventado uma desculpa e fugido o mais rápido possível, como uma criança assustada, se fosse corajosa o suficiente descobriria qual era o quarto dele e iria até lá lhe dar um beijo de boa noite, mas esse não era o caso, ela estava com medo de seus sentimentos por ele, estava com medo das reações dele perante seu toque, ele já não era o mesmo que apenas ignorava seus abraços e beijos de criança inocente, pois ela já não era mais tão criança.
Suspirando ela lava o rosto para remover a maquilagem, tira seu quimono, e se enfia nua debaixo das cobertas de pele, ainda sem a mínima intenção de dormir, estava ansiosa por ler o livro com o titulo "amor", ela precisava aprender o que era o amor, pois queria perder o medo e compreender seus sentimentos, ninguém nunca se importou em lhe explicar sobre o assunto, apenas Kohaku, e ela duvidava que ele estivesse lhe ensinando algo, apenas tinha se aproveitado de sua ingenuidade.
De repente sente algo se mover debaixo das cobertas, algo peludo roçou em suas pernas, e estava vindo em sua direção, ela quase cai da cama com o pulo que dá, mas quando nota uma cabecinha preta aparecer perto do travesseiro e suspira aliviada.
- Yui! Que susto, pensei que era uma daquelas aranhas peludas que tinha na casa de Kaede — Diz Rin passando a mão na cabeça dele.
Yui apenas se esfrega carinhosamente na mão de sua dona
- Desculpe não ter ido lhe ver na cozinha, mas você não deveria estar aqui, o senhor Sesshomaru quer você lá em baixo- Diz Rin temerosa por ele
Yui não mostra intenção de obedecer, a o contrario apenas deita confortavelmente no travesseiro, ele queria proteger sua dona.
- Esta bem, já que está aqui pode ficar um pouco, pequei um livro na biblioteca, e vou ler, depois que eu dormir você sai, não queremos que Sesshomaru lhe encontre aqui né ? — Diz Rin apoiando-se no travesseiro para começar a leitura
Quando ela começou a folear o livro, viu que o no me do mesmo era na verdade "a arte do amor" ( um verdadeiro KAMASUTRA) , era um livro feito para recém casados , parecia ser um livro yokai antigo e muito pouco usado pois suas páginas estavam até grudadas ,então foi lendo "como conquistar seu afeto", achou os métodos muito interessantes, pois não imaginava o que um simples olhar ou um sorriso poderiam conter tantos significados, foi então que ela compreendeu o que Sesshomaru quis dizer de ela estar "flertando" a mesa do jantar , será que ele havia lido esse livro também? pensou corando, não claro que não, ele sabia porque era "velho" e assim como Kaede os velhos eram sábios, deixando de lado o assunto, resolveu pular algumas páginas e foi direto para a parte do "acasalamento", claro que ela sabia o significado da palavra, já havia visto gatos, cachorros e cavalos se acasalarem, então começou a ler"Após ter a certeza do interesse de seu parceiro, você estará pronto para iniciar o ritual de acasalamento, comece por um beijo, o beijo é muito importante, ajuda a se acostumar com o toque do outro em seu corpo, veja os exemplos nas páginas seguintes”.
Após ler todo o capítulo, foi para o seguinte, lá havia várias figuras de casais se beijando, com legendas abaixo explicando, na próxima página mais beijos só que agora eram em partes do corpo, ela ficou abismada com as figuras que viu, e soltou o livro rapidamente como se este queimasse suas mãos, até Yui que fingia dormir olhou para ela reprovador, pois quase o tinha acertado com o livro, ela podia até mesmo imaginar o que ele estaria pensando," deixa de ser criança Rin",suspirando pegou o livro novamente, afinal eram só figuras, e ela já havia feito parte "daquilo" com Kohaku, é claro não exatamente em todas as partes que o livro mostrava, ela estava cada vez mais chocada com seu tolo comportamento a cada página que virava, e a raiva por Kohaku crescia.
Foi para as páginas seguintes onde se intitulava " Como excitar seu parceiro" , começou a ler, onde deveria tocar , beijar acariciar.... Cansada foi para as gravuras que a chocaram ainda mais, "posições de acasalamento", ela não sabia que existia isso de posições, olhou uma por uma e leu as gravuras meio que hipnotizada, de repente já não enxergava mais o casal original das gravuras, ela estava vendo Sesshomaru com seu corpo expendido completamente nu, abraçando a moça da gravura que agora era ela e fazendo tudo mais... , então se recordou de todas as cenas no lago, e sentiu as pernas amolecerem, o coração disparar, e um fogo varrer seu corpo de alto a baixo, ela estava quente se sentia latejante, mas ainda não realizada plenamente , ela estava como o livro descrevia "excitada"
Yui incomodado com seu cheiro, rosnou baixo, olhou-a estranhamente, então desceu da cama fugindo pela varanda, menos mau pensou ela, não queria que ninguém presenciasse seus devaneios, e além do que yokais eram muito sensíveis e podiam sentir a longa distancia o cheiro de uma fêmea excitada , conforme o livro comentava, preocupada saiu de seu enlevo , será que alguém teria sentido seu cheiro? Sesshomaru com certeza teria, ao pensar no que ele estaria pensando dela, seu coração acelerou, seu rosto ficou pálido, e ela pulou da cama e mergulhou na banheira, dando graças que as cervas não haviam retirado a água, ficou mergulhada lá por alguns minutos se ensaboando até seus sentimentos "esfriarem".
Sonolenta voltou para cama, mas não resistiu e voltou a ler, mas dessa vez nada de figuras, já estava chegando quase a o fim do livro ,as explicações finais diziam que não era anormal sentir prazer, apesar de ser um livro para recém casados , afirmava que era normal e natural a pratica do ato em si sem estar comprometida com o parceiro de "atividades".....
Preocupada ficou pensando em como conseguiria encarar Sesshomaru novamente, sabendo tudo aquilo e a consequência de seus atos anteriores, sabia agora como ele se sentia a respeito dela, pois tinha descoberto o significado dos olhares "estranhos" que ele lhe lançava, sem perceber acabou adormecendo pouco antes do amanhecer.
- Senhorita Rin, posso entrar — Perguntou uma cerva poucas horas depois
-Só um momento — Respondeu Rin acordando assustada com o barulho
Levantou rapidamente, escondeu o livro em uma gaveta da penteadeira, e voltou para a cama permanecendo embaixo das cobertas, ela não tinha dormido quase nada, se sentia cansada, pretendia ficar mais um pouco no quarto e tirar um cochilo.
- Pode entrar — Disse calmamente
- senhorita, vim trazer a agua para seu aseio , e avisar que o Senhor lhe espera no salão para o desjejum — Disse a Serva deixando o jarro de água sobre a penteadeira e se retirando.
Suspirando Rin saiu da cama sem animo, porque ele tinha que acordar tão cedo? Escovando os cabelos, foi ao seu guarda roupas e pegou o primeiro quimono que viu, ele era rosa com flores brancas, olhando-se no espelho se assustou com sua aparência nada agradável, tinha olheiras e estava com uma cara de doente, disfarçou com a maquilagem , mas não adiantou muito, "que péssimo dia para se começar uma sedução" pensou abrindo a porta do quarto e rumando para o salão, "sedução! imagina, ainda nem sabia se conseguiria encarar Sesshomaru novamente" lhe advertiu uma vozinha interior.
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