Um Destino Para Rin
29 Capítulo 29- Recordações de Kagome
Notas iniciais
Penso futuramente em usar esse cap . para fazer uma fic só da Kagome ..rsrsrs ...bjos
Kagome retornou ao vilarejo juntamente com Inuyasha após um ano fora , e não ficou nada surpresa com as noticias , de que Sesshoumaru havia levado Rin para viver com ele.
- Não acredito que perdemos essa.. Queria ter o visto vir a um vilarejo humano e .... – Disse Inuyasha sendo interrompido pela esposa.
- Claro que queria, queria era arrumar briga , por sorte partimos logo após a festa , pois não foi nada seguro deixar vovô e Souta cuidando das crianças — Lembrou ela estremecendo , a casa estava uma bagunça quando chegaram.
- Eles são como o pai ... fortes e destemidos , não é qualquer humano que pode com eles – Respondeu ele rindo debochado ...
- A é assim? OSUWARI! OSUWARI ! OSUWARI!!!–Disse brava com as péssimas atitudes que nunca mudavam.
- Eu sempre soube que no fundo ele gostava dela, ela é a única pessoa com quem realmente sempre se importou – Disse Kagome sabiamente terminando os curativos em um aldeão.
- Bah !!!! Eu duvido muito que ela seja feliz morando lá , afinal de contas Sesshoumaru odeia humanos, com certeza deve despreza-la , e os outros também pois até onde sei nos domínios da terra do Oeste só vivem Yokais desde que meu pai morreu Sesshoumaru expulsou todos os humanos – Disse Inuyasha de modo brusco espantando a todos .
Todos se olharam e ficaram preocupados, era certo que Rin não havia sido feliz na aldeia , mas era prestativa e sempre tinha alguém com quem conversar , e agora se via cercada de Yokais , somente Yokais ....
- Coitada deve estar se sentindo tão sozinha – Disse Kagome com pena.
- Tenho certeza que Sesshoumaru esta cuidando bem dela, apesar de ser frio ele não é totalmente mau — Defendeu Kaede se sentindo agradecida pela quantia que recebia dele anualmente para manter a aldeia , mesmo com a partida de Rin ele havia enviado a ajuda.
- Sim tem razão ele sempre foi como um pai para ela – Concordou Kagome se lembrando do sorriso da menina quando ele lhe trazia presentes ou apenas quando aceitava as flores que ela entregava.
- Sim uma vez ela o chamou de pai , ele ficou uma fera ..... Vai ver ele herdou alguma coisa de nosso pai – Disse Inuyasha pensativo.
Kohaku que estava a sombra de uma arvore não muito distante, ouvia a conversa e mal conseguia controlar a sua raiva , deu uma risada amarga chamando a atenção dos outros.
- Não deviam se preocupar tanto com eles, afinal se merecem agora ela tem tudo que sempre quis sendo amante daquele Yokai – Disse com uma fúria contida na voz mas expressa no rosto.
- Kohaku ,não diga bobagens Rin o considera um pai. – Disse Sango chateada com o irmão .
- Eu estive lá , vi ela em um quarto ricamente decorado vocês não imaginam o luxo , fui com intenção de traze-la para cá , pois a considerava minha noiva, ela estava sozinha no quarto mas então ele chegou e nos viu conversando ficou furioso , disse que ela era sua agora ,que lhe pertencia eu não quis acreditar mas vi a maneira com que se olhavam — Contou com o orgulho ferido.
- Bobagem ! ele nunca se envolveria com uma humana , mas sempre foi muito protetor com relação a menina . – Disse Inuyasha sem dar importância.
Kohaku viu duvida no rosto de todos , então chamou Shipou que paquerava uma moça ali perto.
- Diga a eles que estivemos no castelo do oeste, que estivemos naquele quarto diga como encontrei Sesshoumaru – Pediu Kohaku
- Achei que era segredo nossa viagem a o Oeste – Disse sem entender nada da conversa , mas vendo que todos esperavam uma resposta contou.
- Sim fomos lá , deixei ele em um dos quartos e fui passear pelo castelo que é lindo a comida então maravilhosa , quando voltei encontrei Kohaku embaixo da sacada ferido , parece que ele errou de quarto e interrompeu a “diversão” do poderoso Senhor do Oeste , e Rin não quis deixar o luxo em que vive , eu também não deixaria , garota esperta ..... — Ia contando mas foi interrompido por Kaede.
- Mas o que isso prova?, Só prova que esteve lá, se ela não quis voltar não deve inventar bobagem para justificar. — Disse ela.
- Acontece que eu não errei de quarto, era o quarto de Rin , após me bater e me mandar embora ele agarrou ela, que não opôs resistência , a ultima imagem que tive antes de ir embora foi dos dois agarrados e se beijando – Contou com ódio.
- Então era com ela que ele estava ..... – Disse Shipou vermelho entendendo a situação que o amigo havia passado.
Kohaku olhou a cara de espanto de todos, e ficou com mais ódio ainda, então todos achavam que Sesshoumaru era um “santo”, sem intenções com sua protegida , sua “filha” , eram todos tolos Rin era linda a mulher mais linda que ele já havia conhecido , e Sesshoumaru era um Yokai , o mais rico e poderoso.
- Não sei por que a surpresa, Rin é linda, mais linda ainda que Izayoi um dia foi , e Sesshoumaru poderoso como era seu pai, mas o final da história todos já sabemos, ela pode até ama-lo, mas esta infeliz – Disse triste dando as costas a todos e partindo para a floresta.
Fez-se um silencio pesado.
Sango sofria por seu irmão, sabia que ele amava profundamente Rin, havia sumido por meses ,tinha voltado triste calado e rancoroso , agora sabia o porque de sua mudança, ele não merecia sofrer pensou deixando uma lagrima de pesar rolar pelo seu rosto.
Miroke sentiu a aflição de sua esposa e a abraçou tentando reconforta-la.
Inuyasha olhou seus filhos brincando e lembrou-se de sua mãe e da falta que ela havia feito, apesar dela não demostrar morreu com uma profunda tristeza, parecia que a historia iria se repetir.
Kaede olhou o tumulo de sua irmã e recordou “ ela morreu por amor “ O amor maldito de Onigumo por ela, e o puro amor dela por Inuyasha , pobre menina Rin , rezaria para que o passado não se repetisse.
Kagome olhou os rostos tristes e preocupados a sua volta e suspirou, seus filhos alheios a tensão no ambiente , correram para o colo do pai que os abraçou com amor, Amor, sim se existia amor tudo era possível, ela e Inuyasha eram a prova disso
- Eu acho que devo fazer uma visita a Rin-Declarou surpreendendo a todos.
-Mas e nossos filhos ? Não podemos deixa-los, e eu não quero ir! Sabe que eu não suporto aquele arrogante convencido .... — Ia reclamando Inuyasha.
- Não disse que quero ir hoje! Além do mais só quero que me leve , não estou pedindo para confraternizar com Sesshoumaru – Respondeu irritada , mas sorriu enquanto eles estivessem juntos sempre iriam brigar , desavenças fazem parte do amor .....
- Vamos logo para casa, você bem sabe que amanhã tenho residência — Disse arrumando a bolsa.
A visita a amiga teria de esperar , pois esse fim de ano estava atolada em provas e no trabalho , estava concluindo o curso de medicina , mas apesar do cansaço achava seu trabalho gratificante, atualmente estava estagiando em um hospital infantil, só agora tivera tempo de atravessar o poço e rever os amigos.
Pegou sua pequena Sayuri * de quatro anos no colo e atravessou o poço , Inuyasha fez o mesmo com o seu filho mais velho de 7 anos batizado de Taisho em homenagem ao avó .
A o saírem no gramado do templo Kagome comtemplou o sol do amanhecer .... e agradeceu por viver em um mundo moderno tão “compreensivo” pois apesar de seus filhos terem ambos cabelos negros eles haviam herdado a força e os olhos dourados do pai , o que chamava muito atenção mas não despertava qualquer desprezo por parte das pessoas , o que jamais ocorreria se estivessem vivendo na era feudal .
Até mesmo Inuyasha admitia que era feliz , pela primeira vez na vida tinha a liberdade de ir e vir quando quisesse , sem que Yokais o Perse guisem ou que as pessoas corressem atrás dele com pedaços de pau e pedras , ou apenas corressem de medo, ele tinha até prazer de posar para fotos quando as pessoas comentavam seu visual “maneiro” , esse mesmo visual e os truques com a espada além do conhecimento em japonês antigo haviam triplicado as visitas ao templo e com isso a venda das relíquias de seu avo , graças a isso agora eles viviam em uma casa bem maior e confortável e Souta podia cursar a faculdade sem problemas.
Sem falar no emprego que Inuyasha havia conseguido junto a o corpo de bombeiros,por ter salvo a vida das crianças de um orfanato em chamas , ele também havia ganho a medalha de “herói da cidade” pelas mãos do prefeito , nada encheu mais de orgulho a família que os feitos heroicos dele.
Mas de tudo que já tinha conseguido o que mais se orgulhava era de seus filhos, duas lindas crianças saudáveis, inteligentes e extremamente fortes como o pai.
O que a tinha magoado e posto em duvida seu relacionamento com Inuyasha era o velho ciúme, ciúme da Kikyou , o que era bobagem pois logo que ela Morreu (novamente), parte da alma que a bruxa havia tomado para trazer ela de volta a vida , tinha retornado para seu corpo , o que significava que ela era a Kikyou reencarnada , era isso que a tinha preocupado , pois pensava que Inuyasha estava com ela por ser uma “copia” moderna da sua amada sacerdotisa , mas a o dar a luz a Taisho sua vida havia corrido perigo na hora do parto , e o medico tinha perguntado a Inuyasha “ a vida de sua esposa ou a de seu filho “ ele havia escolhido a vida dela ... havia dito salve ela que é mais importante para mim , já ela tinha se negado e optado pelo bebe , resultado havia ficado três dias em coma , foi com a força de Kikyou que consegui despertar para a vida , se sonhou ou realmente se a viu não é o que importa , e sim suas palavras “ você não pode desistir ele a ama , nem mesmo quando morri ele chorou tanto , olhe para ele segurando o filho , você tem coragem de abandona-los ? vamos resista se eu não vivi esse amor no tempo certo mas quero viver agora , você sou eu mas ainda tenho os mesmos sonhos que são os seus , mas agora é você que ele enxerga e ama , e não a mim , ele nunca foi ele mesmo comigo, nunca tive o que tem com ele , amor sem preconceitos , amizade, mas principalmente confiança , se você confia nele se você o ama , volte para ele “
Naquele momento todas as dúvidas em relação a seu relacionamento haviam desaparecido ao abrir os olhos no leito frio do hospital tinha visto a mesma cena que Kikyou havia descrito Inuyasha segurando o bebe ,mas chorando por ela , então tinha dito para ele ao abrir os olhos “ eu voltei ,pois confio em você” , sua vida a partir daquele momento tinha mudado para a melhor , quase havia morrido por puro egoísmo , pois estrar gravida de um bebe meio yokai era arriscado , e ela havia se recusado a ser marcada pelo marido por não confiar nele plenamente , quando o Taisho completou um ano , como prova de confiança e amor ela havia sido marcada , então tudo tinha ocorrido bem na gravidez e no parto da pequena Sayuri.
Kagome sorriu e acariciou a barriga com amor, quem sabe essa noite contaria as novidades ainda sorrindo correu em direção a casa onde a família a esperava.
Alguém que a olhava encostado na arvore sagrada sorriu a o ver a longa trança negra balançando as costas da mulher, a mulher que mais amou em todas suas vidas e que continuaria amando enquanto existisse.
Agora podia olhar para ela sem sentir ciúmes ou despeito, pois o amor verdadeiro era ver a pessoa amada feliz , isso ele havia aprendido com seus erros , mas a alma era eterna tinha certeza que voltaria a encontra-la e quem sabe um dia ainda poderiam ficar juntos , sempre lembraria dela como a bondosa Kikyou que um dia havia curado as feridas de seu corpo e como a corajosa Kagome que havia libertado sua alma das trevas.
Sorrindo desceu as escadas do templo e foi em direção ao carro onde o motorista o aguardava.
- Para onde vamos agora senhor Onigumo ? – Perguntou a o ver o patrão se aproximar alegre, sempre que voltava do templo ele ficava assim, o que é raro de se ver nele que é sempre tão triste e calado.
- Vamos para casa — Respondeu Onigumo olhando para a janela “ seja feliz meu amor “ pensou enquanto o carro se afastava.
Notas finais
Até o próximo capitulo ... e obrigado por me acompanharem ..bjs e bom domingo a todos :)
Fale com o autor