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A razão é você, sendo você , só você , sim a razão de eu te amar é por tudo que nos passamos, é por isso que eu te amo.

Pov. Bella

Eu acordei bem cedo, me levantei da cama e me olhei no espelho, meus olhos estavam um verde bem mais claro do que o normal, tomei um banho sequei meu cabelo e vesti a roupa que tinha separado.

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Desci as escadas tranquilamente vendo Nana arrumar a mesa.

– Tem gente em casa? — eu perguntei me servindo um pouco de café.

– Clara e Daniel ainda estão dormindo. — ela diz me dando um beijo na testa.

– Hum. — eu digo fazendo uma careta me lembrando da briga com Clara.

– O que foi? — ela pergunta se sentando minha frente.

– Nada. — eu digo a vendo estreitar os olhos me avaliando.

– Diga Bella. — ela diz pegando o meu café e me dando o suco.

– Eu e Clara brigamos ontem e estou pensando no que ela disse. — eu digo bebendo um gole de suco de limão.

– Motivo da briga? — ela perguntou

– O motivo da minha transformação. — eu digo vendo ela ficar triste.

– Também percebi querida, mas você deve ter um ótimo motivo.- ela diz me dando um sorriso.

– E tenho. — eu digo fria. — Um não, vários.

– Acho que você tem que ir. — ela diz me fazendo levantar. — Bom dia.

– Bom dia Nana. — eu digo andando até a porta abri com cuidado e lá estava ele, fechei a porta. Olhei para seu rosto: Primeiro ele não estava sorrindo seu rosto estava sombrio. Mas então sua expressão suavizou quando ele olhou pra mim, e então ele riu.

– Bom dia — ele deu uma gargalhada.

– O que foi? — eu perguntei me olhando e olhando pra ele confusa

– Estamos combinando — ele riu de novo. Só ai percebi que ele estava usando uma camisa de gola, jeans azuis e um casaco puxado pra um cinza escuro e sapatos pretos. Não acompanhei ele apesar de ter dormindo bem, a conversa com Clara tava na minha cabeça.

– Coincidência. — eu digo indo em direção a garagem e peguei minha ferrari e liguei, ele veio caminhando com uma expressão martirizada que era fácil de compreender.

– Nós temos um acordo — eu lembrei presumidamente apertando um botão que abria a porta.

– Pra onde? — eu perguntei.

– Ponha o seu cinto de segurança eu já estou nervoso. — ele disse

Eu dei uma olhada feia enquanto repetia. — Pra onde?

– Pegue a estrada um-zero-um para o norte — ele comandou.

Era surpreendentemente difícil me concentrar na estrada com os olhos dele no meu rosto. Eu compensei dirigindo ainda mais cuidadosamente pela cidade ainda adormecida.

– Você estava planejando voltar á Forks antes do anoitecer? — ele perguntou sacartisco

– Será que dá pra ficar calmo. — eu perguntei aumentando a velocidade. — Eu sei dirigir.

Em alguns minutos estávamos fora dos limites da cidade apesar da negatividade dele. Grossos arbustos e árvores com os troncos cobertos de verde substituiam os gramados e as casas.

– Vire á direita na um-dez — ele instruiu bem quando eu estava prestes a perguntar. Eu obedeci silenciosamente

– Agora nós vamos até onde o asfalto termina. — ele diz, mas eu podia ouvir um sorriso na voz dele, mas eu estava com medo de sair da estrada e provar que ele estar certo.

– E onde é que dá, quando o asfalto acaba? — Eu perguntei diminuindo um pouco.

– Numa trilha. — ele diz simplismente

– Nós vamos fazer uma caminhada? – eu perguntei dando graças á Deus que eu estava uma bota sem salto.

– Isso é um problema? — parecia que ele esperava que fosse.

– Não, só não esperava fazer caminhada no dia de sábado.- eu digo chateada, qual é Forks já é tedioso e caminhar é mais ainda.

Nós dirigimos em silêncio enquanto eu pensava pra onde ele ia me levar.

– O que você está pensando? — ele perguntou impacientemente depois de alguns minutos.

– Só imaginando pra onde estamos indo. — eu digo a verdade

– É um lugar pra onde eu gosto de ir quando o clima está bom. — Nós dois olhamos para as nuvens que estavam afinando depois que ele falou.

– Jonathas disse que hoje ia ficar morno. — eu digo me lembrando da conversa que fazia um bom tempo.

– E você contou ao Jonathas o que ia fazer? — ele perguntou

– Não. — eu digo

– Mas Jéssica acha que vamos pra Flórida juntos? — ele pareceu animado com a idéia.

– Não disse que tinha cancelado. — eu digo lembrando a ele.

– Ninguém sabe que você está comigo? — ele pergunta agora com raiva.

– Isso depende... eu acredito que você tenha contado pra Alice. — eu digo soltando um risinho

– Isso ajuda muito, Bella. — Ele disparou.

Eu fingi não ouvir isso.

– Forks te deixa tão deprimida que agora você virou suicída? — ele perguntou quando eu ignorei ele.

Eu sempre fui suicída.

– Você disse que podia te causar problemas...nós sendo vistos juntos publicamente. — Eu o lembrei.

– Então você está preocupada com o que pode acontecer comigo se você não voltar pra casa? — Sua voz ainda estava enraivecida, mas um pouco sarcástica.

Eu afirmei com a cabeça, mantendo meus olhos na estrada, mas sabia que ele tinha razão.

Ele murmurou alguma coisa tão baixa e tão rápido que eu não conseguí entender.

Ficamos em silêncio pelo resto do caminho. Eu podia sentir as ondas furiosas de desaprovação que vinham dele, e não conseguia pensar em nada pra dizer. E então a estrada acabou, sendo seguida por uma fina trilha, marcada por um pedaço de madeira.

Eu parei no acostamento e desci do carro, preocupada porque ele estava com raiva de mim e eu não tinha mais a estrada como desculpa pra não olhar pra ele. Estava mais quente agora, mais quente do que já esteve em Forks desde o dia que eu cheguei lá, quase mormacento embaixo das nuvens. Tirei meu casaco e amarrei na minha cintura e depois levantei um pouco as mangas da camisa.

Eu ouvi sua porta bater também, e virei pra ver que ele também tinha tirado o casaco. Ele estava olhando pra longe de mim, para a floresta que estava ao lado do meu carro.

– Por aqui — ele disse, olhando pra mim por cima do ombro, os olhos perturbados. Ele começou a entrar na floresta escura.

– A trilha? — o pânico começou a tomar conta da minha voz enquanto eu dava a volta no meu carro para acompanhá-lo.

– Eu disse que havia uma trilha no fim do caminho, não que íamos usá-la. — ele disse.

– Sem trilha? — eu perguntei desesperadamente.

– Você não vai se perder. — Nessa hora ele se virou pra mim, com um sorriso de zombaria e eu tentei prender um suspiro frustrado.

– É bom mesmo. — eu digo fechando a cara completamente, mas acho que não deu certo.

Ele olhou pra mim, desconcertado com minha expressão de tortura.

– Você que voltar pra casa? — ele perguntou baixinho, uma dor diferente da minha saturando a voz dele.

– Não — eu caminhei até ficar ao lado dele.

– Qual é o problema? — ele perguntou, sua voz gentil

– Eu sou péssima nisso. — eu digo cruzando os braços e olhando para o verde. — Você vai ter que ser paciente.

– Eu posso ser paciente se eu fizer um grande esforço. — Ele sorriu, prendendo o meu olhar.

Eu tentei sorrir de volta, mas o sorriso não foi convincente. Ele analisou me rosto.

– Eu vou te levar pra casa — ele prometeu. Eu não sabia se a promessa era incondicional, ou restrita a uma partida imediata. Eu sabia que ele pensava que era o medo que estava me aborrecendo, e eu estava agradecida de novo por ser a única pessoa cuja mente ele não podia ouvir.

– Se você quer que eu ande cinco quilômetros dentro da floresta antes que o sol se ponha, é melhor você começar a mostrar o caminho – eu disse acidamente. Ele fez uma careta pra mim, lutando pra entender meu tom e minha expressão.

Depois de um momento ele desistiu e me guiou para a floresta.

Ate que não foi tão ruim quanto eu previa, eu estava mais ágil, mas também da última vez eu tinha 9 anos.

Na maior parte do caminho, nós caminhamos em silêncio. Ocasionalmente, ele me perguntava algo do cotidiano que ele havia deixado passar durante os dois dias de questionário. Ele me perguntou sobre os meus aniversários, minha notas, meus animais de estimação na infância e eu disse que só tinha a Barbie.

A caminhada me tomou boa parte da manhã, mas ele não mostrou nenhum sinal de impaciência. A floresta se arrastava ao nosso redor como um labirinto de árvores anciãs, e eu comecei a ficar com medo que ele nunca mais encontrasse o caminho de volta. Ele estava perfeitamente calmo, confortável no labirinto verde, parecendo nunca ter dúvidas em relação á direção.

Depois de algumas horas, a luz que passava pela copa das árvores se transformou o tom azeitona se tornou uma cor brilhante de Jade. O dia tinha se tornado ensolarado, exatamente como ele havia dito.

Pela primeira vez desde que entramos na floresta, eu comecei a sentir uma excitação que logo se transformou em impaciência.

– Já chegamos? — eu perguntei, fingindo fazer uma carranca.

– Quase — ele sorriu pelo mudança no meu humor. — Você vê a claridade alí na frente?

– Sim. — eu digo feliz. — É ali?

Ele apenas balançou a cabeça concordando, mas então, alguns metros mais á frente e eu definitivamente pode ver melhor.

A clareira era pequena, perfeitamente redonda, e cheia de flores selvagens violetas, amarelas e de um branco macio. Em algum lugar próximo, eu podia ouvir o som borbulhante de um rio. O sol estava bem á frente, enchendo o círculo com uma incandescente luz amarela. Eu caminhei lentamente, através da grama macia, das flores e do ar morno, convidativo. Eu dei uma meia volta, esperando compartilhar isso com ele, mas ele não estava atrás de mim onde eu achava que ele estaria.

Eu me virei, procurando por ele, alarmada de repente. Finalmente eu encontrei ele, ainda embaixo da densa sombra das copas na borda da clareira, me observando com olhos cuidadosos. Só então eu me lembrei do que tinha me levado alí e que a beleza do lugar havia me feito esquecer o enigma de Edward e o sol, que ele havia prometido decifrar pra mim hoje.

Eu dei um passo na direção dele, meus olhos estavam curiosos. Seus olhos estavam confusos, relutantes. Eu sorri encorajando e o convidei com a mão, dando outro passo na sua direção. Ele levantou uma mão como num aviso, eu hesitei, dando um passo pra trás.

Edward pareceu respirar fundo, e então deu um passo dentro da luz brilhante do sol da tarde.