Notas iniciais
Olha eu aqui em pleno Natal postando. Eu quero desejar a todos um Feliz Natal. Esse capítulo foi difícil de escrever. Não estou muito no clima e acho que não me dei o suficiente desta vez. Me perdoem se não gostarem. Quero agradecer a todos os comentários e dar boas-vindas aos novos leitores. Boa leitura.

Aquele sábado nublado começou ensolarada para nossas protagonistas. O sol apareceu só para elas. Só dentro delas.

Regina abriu seus olhos e sorriu ao sentir um cheio de canela em seu corpo. Tomou seu banho matinal com uma certa resistência. Não queria tirar aquele cheiro. Sentia a agua em seu corpo e ele estava tão tranquilo — “O que está fazendo comigo, Swan? ” – Sorriu ao pensar neste nome.

Emma não estava diferente, se sentia flutuar ao descer as escadas do apartamento da sua mãe.

– Bom dia, mãe. Bom dia, Pai.

Branca de Neve e Príncipe Encantado estavam na cozinha tomando café da manhã.

– Bom dia, filha – Mary sabia que acontecera alguma coisa. – Ontem você foi buscar o Henry, demorou pra voltar e quando voltou, estava sem ele.

Emma abriu o sorriso – deslocamento de mandíbula. – Não havia mais porquê mentir ou esconder, toda sua família já sabia da sua paixão pela Rainha.

– Regina me convidou para comer pizza – Emma!!! – Quer dizer, foi o Henry, mas ela não proibiu.

– Você comeu pizza com o Henry e a Regina? – David se levantou da mesa com a notícia.

A loira assentiu

– Depois eu conto melhor, vou buscar o Henry.

– Você vai voltar dessa vez? – Mary falou zombando sua filha.

Emma apenas fez uma careta para sua mãe e saiu.

Desde a morte do Neal – boring – Emma não acordava tão bem, não ficava tão bem. David e Mary sabiam disso e estavam felizes por ver sua filha daquele jeito.

– O que você está achando disso tudo, David?

– De que? Da nossa filha com a mulher que tentou nos matar por anos e depois lançou uma maldição para destruir nossa felicidade?

– Exatamente.

– Não sei, Mary. Eu amo nossa filha e ela está tão feliz.

– Eu também. Claro que eu tenho medo, mas como não ficar do lado da nossa filha. A Regina a faz sorrir, a faz ficar eufórica.

– Ela não ficou assim com o Killian – David também tinha dúvidas.

– Ela não assim ficou ninguém – Branca de Neve pensou um pouco – Você acha que a Regina é o......

– Amor verdadeiro da Emma? – David completou a frase – É cedo para ter certeza. Ainda nem sabemos como a Regina se sente em relação a ela.

Branca ficou pensativa.

Mary estava bolando algo e isso nunca é bom.

– Eu tive uma ideia, mas a Emma não vai gostar e a nossa casa pode ser destruída.

– Estou ouvindo – David estreitou os olhos ao ouvir a ideia da sua louca mulher. – Nossa filha vai nos matar, mas é uma boa ideia.

O que???? A loira não vai gostar e a casa pode ser destruída e mesmo assim é uma boa ideia? Esses dois precisam parar de cheirar pó de fada.

– Então vamos colocar nosso plano em prática. Vamos precisar do Henry.

Família estranha

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Emma estacionou seu carro em frente a mansão 108. Andou se concentrando em seus passos – ficava nervosa com a possibilidade de ver Regina. – Chegou na porta, respirou fundo e bateu. Seu coração disparou a ver a maçaneta girar lentamente. Seu mundo começou a girar.

– Oi mãe – a xerife sentiu um desapontamento correr seu corpo. – Ainda não acabei de tomar café. Você se importa de esperar um pouco.

– Sem problemas, Garoto. Te espero no carro.

Saltos

Aquele barulho desestruturava Emma, aquele barulho sensual e característicos, aquele barulho que acompanhava um par de pernas desconcertante. Regina se acomodou ao lado do filho.

– Eu fiz panqueca, Swan. Você pode comer enquanto espera o Henry.

Emma Swan arregalou os olhos.

PAUSA

Eu tenho certeza que se Emma Swan estivesse ouvindo essa história, falaria:

– Chupa narradora!!!!!!!!! Agora foi ela quem me convidou.

E começaria a fazer uma dança estranha achando que era a dança da vitória.

Eu gostaria de ver isso.....

Suspiros decepcionados

FIM DA PAUSA

– Eu adoraria. Estou com fome.

– Quando você não está com fome, Swan?

Emma sorriu com as provocações. Henry sentiu sua mãe Mills cedendo.

Regina acompanhou Emma até a sala e a serviu algumas panquecas. Os três sentado tomando café. Os três como na noite anterior juntos. Os três como uma família.

O garoto acabou de comer, subiu para pegar sua mochila deixando às duas na sala de jantar. A prefeita se perdeu naqueles olhos verdes.

– Obrigada por ontem – a rainha falou e imediatamente se levantou com seu prato o levando para a pia.

Emma se levantou indo atrás da mulher.

– Pelo o quê? Eu quem deveria agradecer pela noite.

– Por ter me levado para o quarto.

Emma não sabia o que responder. As duas se olhavam se implorando.

A Xerife deu dois passos à frente, a prefeita não se moveu. Estava perdida demais naquela loira. Emma deu mais alguns passos chegando o mais próximo que podia sem assustar a morena. Sua respiração ofegante.

Regina estava estática. O cheiro que a acordou essa manhã estava ali cada vez mais próximo. Sua mente estava tomada por uma loira de jaqueta vermelha, por um par de olhos que a afogavam, por um sorriso hipnotizador. Mordeu o lábio inferior.

Emma perdeu o controle com aquele gesto. Deu mais um passo e as duas ouviram a escada ranger.

Regina piscou e se virou encarando a pia com a as louças do café da manhã.

Foi por muito pouco.

Emma fechou os olhos se controlando e se afastou. Henry apareceu na cozinha e percebeu um clima diferente.

– Vamos, mãe.

– Vamos, garoto. Obrigada pelo café da manhã Srta. Mills.

– Não precisa agradecer, Srta. Swan.

O garoto Mills estava preocupado com as duas. Alguma coisa acontecera. Emma Swan e Henry Mills saíram da mansão apressados. Regina não se moveu. Apenas pegou seu celular.

– Onde você está? Precisamos conversar? – A morena estava nervosa. – Estou indo.

Balançou suas mãos sumindo em uma fumaça roxa. Reapareceu na floresta. Em sua frente uma cabana castigada pelo tempo. Andou até a porta e bateu.

–Eu ainda estou com o celular na mão, Regina e você já chegou? – Tinker Bell com seu sempre sorriso solícito.

– Podemos conversar?

– O que aconteceu? Você não me parece bem.

– Aconteceu Emma Swan.

– Entre, vou preparar um chá.

Tinker Bell abriu mais porta recebendo a rainha.

Regina entrou e sentou em um sofá xadrez no meio de uma sala rustica, perto de uma lareira. Balançava a cabeça, passava as mãos nos cabelos.

“Droga”

– Me conta o que a salvadora fez pra te deixar assim. – Tinker sentou na poltrona do lado do sofá, colocando uma bandeja de centro entre às duas.

– Ela nasceu – Regina não sabia se estava confusa, nervosa ou furiosa.

– Claro, tirando isso, me conta o que aconteceu exatamente – a loirinha serviu Regina.

– Ela me carregou até a cama ontem — Tinker arqueou uma das sobrancelhas. – E hoje ficou me olhando com aqueles olhos.

– Vamos devagar. Você está assim por que ela te carregou e te olhou?

– SIM!!!

– É por que isso te deixa nervosa?

– Por que ela me desafia, me irrita, me enfrenta...

– Cuida de você, presta atenção em como você está, ela te enxerga, mas ela não é o seu amor verdadeiro, Regina.

– POR QUE NÃO????

Espera.....Ela falou “Por que não? ” Foi isso mesmo?

Tinker se assustou, Regina se assustou.

Não havia mais nada a ser dito. A rainha se envolveu em sua fumaça e voltou para casa. Mais confusa que antes.

Andava pela sua mansão sem saber o que pensar. Sua mente estava agitada. Pegou sua bolsa e saiu novamente. Desta vez precisava andar, precisava relaxar, espairecer. Sentou em um banco olhando o mar. Aquela maresia a acalmava. A venda estava sendo tirada e isso a assustava.

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Emma estava irrequieta e feliz ao mesmo tempo. Não conseguiu conversar com ninguém sobre o que aconteceu naquela cozinha nos dois últimos dias e isso a incomodava.

A manhã demorou mais para passar. Cada pensamento consumindo sua sanidade. Quase perdera o controle, quase beijara a Rainha. Ela precisava se controlar.

– Vamos almoçar no Granny’s, Garoto? – Henry assentiu. Sua mãe estava diferente.

– O que aconteceu na cozinha hoje, mãe?

– Não aconteceu nada.

Fizeram o caminho em silêncio. A salvadora não estava confusa, estava ansiosa. Podia sentir em seus ossos que Regina se entregou naquela manhã e isso a deixava apreensiva.

Chegaram à lanchonete e Ruby viu algo diferente nos olhos da loira. Emma e Henry se sentaram em uma mesa esperando a garçonete os atender.

– O que vão querer?

Antes que pudessem responder, ouviram o sino na porta. Uma rainha estava entrando.

– Mãe!!!! – Henry se levantou correndo até a morena.

– Oi, meu príncipe – Regina sorriu ao ver seu filho. Cumprimentou a todos e foi para sua mesa favorita no fundo da lanchonete.

Emma abaixou a cabeça e Ruby percebeu que aquela “estranheza” era por causa da rainha. Anotou os pedidos e voltou para a cozinha.

Novamente um sino tocou. Agora era Robin e Marian chegando.

Esse homem está vivo ainda?

A lanchonete inteira parou. Regina olhou para a porta e seus olhos estavam negros. Não vira o Robin desde a noite em que Marian voltou e todo o sentimento de raiva, frustação, abandono estava de volta. Sentiu seu coração bater quebrado. Sentiu falta daquele homem.

O casal viu todos aqueles olhares. Marian viu Regina no fim da lanchonete. Foi em sua direção com passos fortes.

A rainha se levantou enfrentando a ex-prisioneira.

– O que está fazendo aqui? Como permitem que um monstro como você frequente esse lugar?

– É melhor você se afastar, Sra. Hood – Regina pronunciou Hood com nojo. – ou eu termino o que deveria ter acontecido na floresta.

Robin foi em direção as duas, se posicionando do lado de sua esposa.

– Eu não tenho medo de você, Regina.

– Eu posso resolver esse problema de falta de medo em um piscar de olhos, querida – a rainha estava irritada. Não por Marian, mas por Robin ouvir tudo aquilo e ainda sim estar ao lado dela.

– Não estamos mais na floresta encantada. Você não pode mais se esconder atrás dos seus guardas.

– Eu nunca precisei me esconder atrás de ninguém — Regina estava sedenta, suas mais tremiam e o fogo começou a se acender.

Um lobo cinza com intensos olhos azuis começou a se aproximar. Parou ao lado da rainha se encostando em suas pernas. Começou a rosnar para o casal em posição de ataque.

Robin e Marian começaram a se afastar com passos calculados. Observaram ao redor, ninguém estava com medo, apenas eles.

– Vocês estão do lado dela?

Granny se pronunciou.

– A prefeita chegou aqui e estava quieta na mesa. Foi você quem partiu pra cima dela.

– Vocês estão brincando né? – Sentiu uma mão em seu ombro.

Emma

– Acho melhor vocês irem embora – a loira se aproximou ficando a centímetros da esposa zumbi com os olhos inflamados – e se algo acontecer com a Regina, se ela ao menos escorregar, eu vou atrás de você, Marian.

Robin fez menção de falar algo, a xerife o interrompeu.

– Leve sua esposa embora, Robin e faça com que ela nunca mais se aproxime da Srta. Mills. – Emma ainda encarava Marian com ódio.

Robin pegou o braço da esposa e a arrastou até a porta. A morena se virou encarando Regina de longe.

– Isso não acabou, Regina – olhou todos com repulsa – Vocês vão se arrepender por ter ficado ao lado dessa louca.

Girou o corpo com raiva e deu de cara com uma mulher morena de cabelos curtos sorrindo.

– Oi Marian – Branca de Neve sorria gentilmente. Pegou as mãos da Sra. Hood, a acarinhou. – Lembra de mim?

– Branca de Neve – Marian respondeu receosa. Mary sorriu cumplice.

– Isso mesmo. Pode me chamar de Mary. Que bom que lembra de mim. Se você ameaçar minha madrasta – Branca começou a apartar as mãos da mulher ainda falando mansamente – Minha filha ou qualquer pessoa da minha família. Você vai implorar para que fosse Emma quem tivesse ido atrás de você.

Robin deu um passo à frente encontrando um David igualmente sorridente.

Marian gemia de dor. Sentiu seus dedos estalarem.

– Você entendeu? – Mary sorria com carinho.

A esposa de Robin apenas assentiu com a cabeça.

– Diga “Eu entendi”.

Branca é sádica, gente. Adoro!!!

– Eu entendi.

Mary soltou a mão da mulher que a olhava aterrorizada.

– Que bom que nos entendemos não é mesmo? Nada como uma boa conversa para resolvermos qualquer problema – Sra. Charming saiu do caminho adentrando mais na lanchonete. Ela ainda estava com o sorriso nos lábios.

Que saudade da Snow do gueto, mas o sorriso dela me deu medo.

Robin e Marian saíram apressados da lanchonete.

Regina deixou um leve sorriso escorregar. Se abaixou até a altura do lobo cinza ao seu lado. O encarou nos olhos.

– Obrigada, Srta. Lucas – o lobo rebolou até a cozinha e uma Ruby descabelada saiu ajeitando as roupas.

Se levantou e foi em direção a Emma.

– Eu consigo me proteger, Srta. Swan.

– Eu sei, mas eu gosto de fingir estar protegendo você.

Os olhares.

Mary se aproximou e colocou uma mão no braço de Regina.

– Você está bem?

– Não precisa se preocupar. Eu não vou destruir a cidade.

– Eu não estou preocupada com a cidade, estou preocupada com você – Branca estava sendo sincera.

– Estou bem – Regina ainda achava estranho essa aproximação da família Charming, mas se sentia bem com isso.

Mary olhou para baixo e depois para David criando coragem.

– Quero de te fazer um convite – Regina estreitou os olhos. – Vou fazer um jantar amanhã e ficarei feliz se você aparecer.

Emma quase desmaiou.

“O que ela está fazendo? ”

– Eu não sei, Mary — "Jantar na casa dos Charming? Aí já é demais."

– Será às 20hs. Vou ficar te esperando – deu as costas e saiu.

Regina olhou para Emma confusa, a loira encolheu os ombros mostrando não saber o que estava acontecendo.

A prefeita se despediu da loira, do seu filho e voltou para a casa. O dia fora cheio demais. Caminhou até a mansão. As pessoas a defenderam e isso era novo. Ela não sabia como se sentir.

”Gosto de fingir estar protegendo você. ”

Srta. Mills sorriu ao lembrar. Emma Swan estava em cada pensamento, em cada passo, em cada cômodo, em cada grão de areia. Fora um sábado de pensamentos.

Um sábado de Emma Swan.



Notas finais
Espero que tenham gostado mesmo eu achando que não ficou muito bom. Espero vocês nos comentários e sejam sinceros comigo, eu aguento...rsrs