Notas iniciais
Olha eu aqui. Me pediram para deixar os capítulos um pouco maiores, então este está um pouquinho maior. Com o tempo vou me sentindo mais confortável em escrever e vou aumentando, ta bom? Hoje eu estou exausta pelo o dia no trabalho. Não revisei, peço desculpas pelos erros. Vou descansar. Hoje não tem mais capítulo. Amanhã eu tento escrever outro se estiver inspirada. Boa leitura. Quase ia me esquecendo. Ganhei meu primeiro "Nunca te pedi nada"....o/. Estou toda boba de felicidade. Bjoss

Gente, eu assisti Grimm ontem à noite. Tive pequenos surtos. O Nick estava em uma fábrica cercado de Wesens. Aí no final, me aparece a.......

O que?

Continuar a história?

Ahhh claro...desculpem, desculpem. Me empolguei.

Onde eu estava?

Era final de semana e Regina se sentia sozinha. Henry estava com Emma e a mansão estava vazia. Não gostava dos finais de semana. Não gostava de se sentir no passado, quando era só ela em uma casa cheia de espaços.

Gostava do seu filho ao seu lado. Gostava de receber seu café as 16hs – Emma passou a entregar café todo dia – e Regina começara a sentir falta deste especifico café – forte, sem açúcar, com baunilha e canela. Andava pela mansão pensando em algo. Estava entediada. Ouvir apenas seus saltos ecoando era ensurdecedor. Resolveu fazer o que já estava acostumada. Se dirigiu ao escritório para trabalhar. Colocou sua mão na maçaneta, parou o movimento ao ouvir duas batidas fortes na porta da frente.

Arqueou as duas sobrancelhas. Pensou indo em direção às batidas.

“Henry deve ter esquecido algo”

Abriu e viu uma loira com um sorriso triste e singelo.

Não é a Emma. Eu não posso abrir a boca e falar ”loira” que vocês já pensam na salvadora né? Vocês estão ficando obcecados.

Tinker Bell

PAUSA

Eu preciso explicar duas coisas nessa pausa.

Primeira coisa

Tinker Bell é meio que a fada da Regina. Ela foi responsável em mostrar quem era o “amor verdadeiro” da nossa rainha, mas isso foi em outra época. Tinker jogou um pó de fada aqui, outro ali e Pooowwww. Amor verdadeiro saindo do forno. Na época Regina tinha suas próprias inseguranças e desistiu de viver esse amor. Tinker perdeu suas asas por ter falhado e foi uma grande merda. A fada ficou chateada, apareceu em Neverland, mas isso é outra história – não a história da Branca de Neve, é outra história mesmo. – Desde então as duas não tinham o melhor relacionamento do mundo.

Segunda coisa

Eu não confio em fadas. Não gosto delas. Essa história de pó de fada é meio obscuro pra mim. Vou explicar.

Imagina a cena. Tem um cara ou uma moça, animados com a grande festa em uma sexta-feira qualquer. Para melhorar as coisas, ele ou ela, pensa que voar seria bem legal e diferente. Vira para um amigo e fala.

– Eu vou ligar para a minha fada e conseguir um pouco de pó pra gente.

Se eu ouvisse um amigo falando isso, ia pensar na hora. Traficante.

Segunda cena.

Eu sou uma fada feliz e saltitante. Vou fazer um grande trabalho e encho meu carro de pó de fada.

Paro em uma blitz.

Vou ser presa na hora por tráfico de drogas, gente.

Não gosto de fadas.

FIM DA PAUSA

Regina não acreditou quando viu Tinker Bell. Não tinha notícias da fadinha desde que voltaram de Neverland.

– Podemos conversar? – Tinker estar nervosa e insegura. Ver Regina com aquele olhar perdido a deixou triste.

– Não acho que tenhamos o que conversar. Segui meu coração e olha o que deu.

– Por favor – suplicou.

Regina olhou receosa aquela fada sem asas e cedeu. Se colocou ao lado da porta dado passagem a loirinha. A direcionou até o escritório. Regina sentou em uma poltrona pedindo a Tinker que se sentasse na outra logo a sua frente.

– Estou ouvindo – palavras impacientes saíram da boca vermelha da rainha.

– Eu sinto muito pelo o que aconteceu.

Regina pensou em arrancar o coração da fada, jogar seu corpo pela janela e ir dar um passeio na praia. O dia estava bonito. Respirou fundo.

– Não sinta. Eu aceitei que não tenho direito de ter um final feliz e não vou mais me atormentar por algo que nunca vou ter. Não vou me preocupar se é meu destino ou não ficar com ele. Robin me trocou tão facilmente que não consigo mais chama-lo de meu amor verdadeiro.

– Você não pode desistir. Eu não vou desistir de você.

Regina sorriu sincera. Foi um sorrido triste, mas sincero. Se confortou sabendo que Tinker se importava. Não mentira quando disse que havia aceitado. Henry já foi o suficiente e vai voltar a ser. Não vai depender de ninguém para ser feliz. Ela não admitia ser controlada por um bebezão que adora brincadeiras de péssimo gosto chamado Destino.

– Meu amor morreu a muitos anos. Você precisa parar de tentar.

A loirinha espevitada, pegou as mãos da rainha, olhos em seus olhos e com um sorriso cumplice disse:

– Nunca. Eu ainda vou em seu casamento Vossa Majestade.

Regina gargalhou com aquilo e sentiu a tensão evaporar.

As duas ficaram no escritório por toda a manhã. Conversaram sobre tudo. Assuntos bobos, assuntos sérios, assuntos de todos e de tudo. Riram, se aborreceram e se sentiram bem naquela manhã. Regina não estava mais entediada. Ela em uma ou duas ocasiões preparou uma bola de fogo para acertar em Tinker. Mesmo assim as duas se entenderam e a loirinha prometeu voltar.

Foi um sábado diferente e Regina estava começando a gostar das coisas diferentes em sua vida.

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Emma e Henry resolveram sair um pouco da casa de Mary Margareth. Lá sempre ficava muito movimentado – a única coisa que me incomoda na casa da Branca de Neve, é a Branca de Neve. Tirando isso, fica tudo bem. – Andaram pela praia, almoçaram no Granny’s e tomaram sorvete na melhor – e única – sorveteria da cidade. – Ahhhh Snow Queen, se todos soubessem... – O dia estava tão bom, mas faltava algo. Emma estava feliz pelo dia com o filho, mas faltava um café, faltava às 16hs que tornou a melhor hora do dia. Sra. Boyd comentou que a Rainha não perguntava mais quem mandava, apenas aceitava.

Nós sabemos que a devastadora de reinos sabia bem quem mandava e no fundo ela gostava disso.

Sentaram em um dos bancos da praça tomando uma bola cremosa congelada em uma casquinha.

– Henry, como sua mãe está? – Emma sempre queria saber da morena e fazia perguntas vazias para conseguir respostas.

– Acho que você está bem, mãe. Não está?

Os dois riram do comentário do garoto. Emma bagunçou o cabelo do seu filho quase deixando seu sorvete de chocolate com menta cair.

– Estou ótima, Obrigada. Estou falando da sua outra mãe engraçadinho.

Quase todos os dias Emma mandava uma mensagem perguntado sobre Regina e todos os finais de semana eram a mesma coisa. Henry já estava desconfiado que algo estava estranho.

– Não sei bem. Ela não está comendo direito e passa muito tempo no escritório trabalhando – Henry parecia preocupado. — Eu reparei que seus olhos não estão ficando pretos e isso me deixa melhor.

Emma conhecia bem esses olhos. Quando Regina ficava furiosa, seus olhos se tornavam completamente negros e parecia que ela explodiria. Todos sabiam que quando isso acontecia era melhor se afastar.

– Posso te fazer uma pergunta, mãe? — A loira olhou curiosa para seu filho e assentiu – Por que você sempre me pergunta sobre a Regina?

Agora eu quero ver

A salvadora não sabia como responder essa pergunta. Ficou olhando seu filho sem saber o que falar. Não entendia exatamente do por que daquela perseguição no último mês. Conhecia Regina a três anos. Por quê agora aquilo tudo?

“Eu só me importo”

As palavras só estavam na cabeça dela. Abriu a boca algumas vezes e nada. Henry aproveitou o assunto para soltar a bomba.

– Você gosta dela?

PQP!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Emma ia ter uma sincope. Arregalou seus olhos assustada, encarando aquele garotinho atrevido chamado Henry. Se afastou um pouco para o olhar melhor. Começou a tremer, a suar, mordeu o lábio inferior.

“ O que?????”

Ela desaprendeu a falar. Começou a soltar uns grunhidos estranhos. A única coisa que ela queria gritar era.

“Você ficou louco? ”

Nem isso saia.

Como Henry já começara a falar o que estava engasgado a dias, não pararia por aí falaria tudo e uma vez.

– Eu não te vejo mais com o Killina, pra falar a verdade, eu nem vejo mais o Killian. O cara simplesmente sumiu e agora você só pergunta da minha mãe. Quer saber se ela está bem, se o Robin apareceu, se ela está mais calma, se ainda chora e tem essa história do café que você leva todos os dias pra ela.

NA CARA!!!!!!

“ Como ele sabe do café? ”

PAUSA, PAUSA, PAUSA

Precisamos fazer uma pausa. Vamos dar um tempo para nossa princesa. Ela ficou descompensada, gente.

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Vocês estão bem? Como foi a semana?

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Acho que agora nossa loira já vai conseguir falar né?

Vamos continuar

FIM DA PAUSA

– HENRY!!!! – Emma não conseguia respirar. Estava apavorada, amedrontada, aterrorizada. Em quase um mês ela não enxergava seus motivos e agora seu filhote estava jogando tudo em sua cara. – Da onde você tirou esse absurdo? Eu só estava me sentindo culpada, fiquei com medo da Regina surtar e destruir a cidade, eu queria saber se estava tudo bem. E da onde você tirou essa ideia do café?

– Mãe, você ficar toda desesperada só prova que é verdade. Se não fosse, você responderia um simples “não”.

Estou apaixonada por esse menino.

Emma respirou fundo. Se acalmou. Ele estava certo, seu desespero não ajudava em nada.

– Garoto, eu não gosto da sua mãe. Não da forma que está perguntando – mentirosa!!!!– Eu me importo com ela. Por isso as perguntas, me desculpe se te deixei desconfortável.

Emma estava mais calma, precisava ficar mais calma.

– Não fico desconfortável. Só queria entender e ajudar.

– Ajudar?

– Sim, caso você descubra que gosta da minha mãe, eu posso ajudar.

– Você me ajudaria a ficar com a Regina?

– Claro que sim, mas isso não importa, você não gosta dela “assim” não é mesmo? – Sorriso de canto sarcástico. Filho da Regina mesmo.

Emma não respondeu, só tentou sorrir concordando, ainda estava muito assustada com o interrogatório do filho. Os dois voltaram em silêncio para o apartamento.

Henry estava começando a se arrepender de ter dito aquelas coisas. Não queria ver sua mãe Emma chateada, mas estava na cara de todo mundo que ela sentia algo pela Regina.

Os dois chegaram quietos ao apartamento. Emma jogou sua jaqueta marrom no sofá e avisou que tomaria um banho. Subiu sem olhar ninguém.

Mary Margareth estava preparando o café da tarde, David estava no em um banco apoiado no balcão que dava para a cozinha tomando um pouco de café com creme e Neal estava dormindo tranquilo no carrinho no canto da sala.

Os dois viram sua filha subindo as escadas cabisbaixa. Henry sentou em um banco ao lado de David, pegou uma maça vermelha e deu uma boa mordida.

– O aconteceu com a Emma? – Foi Mary Margareth quem perguntou.

– Nada demais, só perguntei se ela estava gostando da minha mãe Regina.

Pronto

David cuspiu o gole do café com creme que tinha acabado de colocar na boca se engasgando. Branca de Neve soltou o copo que estava em sua mão e Neal começou a chorar com o barulho do estilhaço.

Henry revirou os olhos com aquela atitude.

– Por que todo mundo fica assim? É só uma pergunta.

David ainda tentava recuperar o folego. Tossia insistentemente tentando buscar o ar que lhe faltara. Mary estava com os olhos arregalados, toda vermelha enquanto Neal ainda estava chorando sozinho no canto.

A morena de cabelos curtos saiu da sua hipnose e foi tentar acalmar seu filho. David agora recuperado do choque foi quem falou primeiro.

– O que ela disse? – O garoto sorriu.

– David!!! – Mary repreendeu seu marido.

– O que? Todo mundo já estava doido para perguntar isso, amor.

– Vocês também já tinham percebido?

– A muito tempo, Henry. Me conta o que ela disse.

– Achei que ela fosse desmaiar, ficou toda sem graça depois disse que só estava preocupada com minha mãe porque se sentia culpada.

– Sei!!!!! – O Príncipe Encantado e a Branca de Neve falaram juntos.

– Depois ela ficou assim, toda chateada – o garotinho atrevido fez cara de arrependimento e culpa.

– Vai ficar tudo bem, Henry – Mary se aproximou dos dois com um Neal, agora mais calmo.

Os três ficaram na cozinha bolando planos mirabolantes. Ajudariam Emma a perceber o obvio que não era tão obvio assim para ela.

Emma estava no andar de cima, embaixo de uma ducha quente. Sua cabeça estava cheia.

“Você gosta dela? ”

“Você só pergunta da minha mãe”

– Que absurdo foi esse? – Emma falava para sim. – Eu gostando da Regina? Só pode ser brincadeira.

“Aqueles olhos”

– É culpa, Emma. Apenas culpa”

“Aquela boca”

– Você estragou o final feliz dela. Só quer saber se está tudo bem.

“Aquele sorriso”

–........

A água escorria pelo seu corpo, lavando e levando algumas dúvidas. Foi como se tirassem uma venda de seus olhos. A claridade incomodava, doía, ardia. Queria voltar a ficar no escuro.

– Não, não, não. Eu não gosto da Regina.

Saiu do box. Passou a mão tirando a nebulosidade do espelho.

“ Aquele cheiro de maça”

Se assustou ao ver o reflexo dos seus olhos.

Olhos verdes

Olhos brilhantes

Olhos apaixonados

– Eu estou ferrada.

Vamos parar um pouco? Vou preparar algo para comermos. Chamo quando estiver pronto.

Notas finais
Pessoal, eu acho que me intrometi demais nesse capítulo. Dei uma exagerada. O que vocês acham? Me contem lá nos comentários. Bjos