Notas iniciais
Eu apareci. Não tem uma semana ainda, então não briguem comigo. Recebi duas recomendações .....o/....Já tenho 6 recomendações, gente!!!!!!!!! É muita alegria. Gostaria de dedicar esse capítulo a Emily, pela recomendação linda. Eu fiquei muito surpresa. Eu nunca havia lido um comentário dela e ela foi lá recomendou. Te agradeço imensamente, Emily. E é com muito carinho que eu dedico esse capítulo a você. Obrigada. Minha melhor amiga, aquele que eu xinguei publicamente, também recomendou e eu fiquei radiante, mas não vou dedicar este capítulo a ela. Vou dedicar o próximo. Depois te explico o motivo, Peixe. Espero mesmo que gostem. Desculpe qualquer erro. Boa leitura.

Sissa, eu trouxe refrigerante e pipoca. Como você pediu. Está na mesa ali no canto.

Um mês após a noite mais linda de todo o universo.

Storybrooke tentava ser a mesma, tentava não perceber suas mudanças com uma prefeita calma e uma xerife feliz. Tentava se acostumar com a tranquilidade de uma cidade do interior. A calmaria nunca reinou por tento tempo.

Regina Mills tentava trabalhar, ignorando uma felicidade conquistada, encontrada, descoberta. Se via perdida nos pensamentos que a traziam uma loira sorridente.

Tentava trabalhar com as lembranças das noites calmas e bem dormidas envolvidas pelos braços da sua fortaleza.

Tentava trabalhar sentindo a ansiedade correr, por um almoço aguardado.

Regina Mills estava feliz.

Regina Mills finalmente estava feliz.

Emma Swan caminhava pela cidade sentindo a brisa tocar seu rosto. Parou, olhou para as nuvens, fechou os olhos e sorriu. Aproveitando a beleza de um dia normal.

Seus dias eram sublimes e suas noites realizadoras. Sentir a rainha em sua pele era inexplicável, era soberbo.

“Eu te amo”

A salvadora não via repetição nesta frase. A cada vez ouvida, sentia a corrente vermelha percorrer e começou a pensar em como era existir sem senti-la. Não lembrava de como era a sensação e não se importava.

Olhou para o relógio e sabia que precisa se apressar.

“Ela odeia atrasos”

Andou aproveitando cada passo da sua existência. Precisa existir.

Chegou ao Granny’s e encontrou uma Ruby hipnotizada, encarando a porta.

A decepção invadiu a garçonete. Não era esta loira que ela esperava.

— Sua felicidade ao me ver é contagiante – Emma falou encaminhando-se ao seu banco. – Você precisa chama-la para sair.

— Eu sei.

— E por que ainda não chamou?

Sinos

Saltos

Loira

Ruby não conseguiu responder à pergunta. Regina e Tinker entraram na lanchonete sorrindo.

Corações parados.

Emma não conseguia se acostumar ao ver a rainha. Respirou fundo uma vez e se apaixonou uma vez mais. Viu sua “razão” entrar na lanchonete e nada mais importava.

Ruby não conseguia se concentrar em mais nada. Viu um sorrido entrando em sua alma, como todos os dias desde o primeiro encontro. Sentiu seu corpo se mover, o endireitou e abriu um sorriso satisfeito.

Em todos os dias naquele um mês Tinker entrou. Ruby se derreteu e tudo mudou. Todos os dias naquele um mês mudava.

Em todos os dias naquele um mês, Tinker olhava um sorriso aberto e se entregava. Todos os dias naquele um mês, ela se apaixonava.

Regina foi em direção a sua salvadora e deu um leve e curto beijo.

Oi?????? Como é que é? Não frente de todo mundo? Eu devo ter perdido algo neste um mês. Como assim, gente?!

Flashback

Regina não se escondia, Regina enfrentava, Regina encarava....

Pode parar, pode parar. Já disse que não gosto de flashback.

Depois eu procuro saber.

Fim do Flashback

A primeira semana de olhos arregalados, julgadores, chocados e assustados, foi a pior, a incredulidade da cena, consumia os corpos dos moradores da pequena cidade. Incredulidade que deu lugar a contentamento e compreensão.

Ainda existiam olhos julgadores, mas nunca importaram. Estes olhos nunca fizeram diferença.

Regina, Tinker e Emma foram para a mesa ao fundo da lanchonete, como todos os dias naquele um mês.

E como todos os dias naquele um mês, os olhares entra a loira sem asas e a morena de mechas vermelhas eram incessantes e incontroláveis.

“Eu não consigo parar de olhar para ela. ”

Emma tocou em uma das mãos da rainha sob a mesa. A mostrando a troca de olhares apaixonados.

— Isso já está ridículo – A prefeita se levantou e caminhou com seus passos imponentes. Sentou em um banco vermelho com o olhar impaciente.

— Por que você ainda não fez nada, Srta. Lucas?

— Por que eu deveria fazer? Por que você não pergunta isso para ela? – Ruby olhava indignada para a prefeita.

— Porque você é a atirada por aqui. – Foi rápido e seco.

— Eu...Eu não...Com ela é diferente. Eu perco a coragem. Eu paro de pensar e não sei o que fazer. Eu começo a tremer.

Regina revirou os olhos com a falta de iniciativa.

Você pode alguma coisa falar, não é mesmo Regina?

— Tinker! — A prefeita chamou sua fada.

Ruby arregalou os olhos. Regina não faria isso.

— Regina! Não faça isso. Eu não te forcei a nada com a Emma – a garçonete estava implorando.

— Você foi me ver quando eu estava devastada e falou o que quis para mim. Agora é a minha vez de falar o que quiser – sorriso irônico. Isso é tão Regina. – E como quem que quiser.

— Por favor, Regina!

Tinker deslizou ainda sorrindo. Ficar perto de Ruby era único. Sentir aquele cheiro, observar aquele sorriso. Olhar aqueles olhos.

— Amanhã eu, Emma e a Ruby iremos fazer um piquenique. Gostaria de nos acompanhar?

Isso pegou a fadinha de surpresa. Não teria uma mesa para impedir, para a proteger. Ruby estava completamente vermelha, assim como suas mechas caindo no rosto. A loirinha se sentia desconfortável ao ver o olhar assustado do motivo dos seus sonhos mais perfeitos.

“Ela não quer ir”

A frase martelava com violência a cabeça da fada.

“Será que eu me enganei? ”

Sentia sua felicidade esvaecer.

“Ela não se aproximou em um mês. ”

— Regina, eu não sei se é uma boa..... – Tinker não conseguiu terminar a frase.

— Que bom que irá nos acompanhar. Amanhã, nos encontramos às 16hs no parque.

Regina é tão persuasiva.

A rainha deu as costas e desfilou de volta à sua mesa, deixando uma fada assustada e uma loba constrangida.

Atitudes precisavam ser tomadas. Srta. Mills se sentia em dívida com a garçonete. A prefeita era bem menos delicada ou discreta, mas efetiva.

Sentou ao lado da loira com um sorriso. Emma mostrou sua falsa desaprovação e também sorriu.

— Nós teremos um piquenique amanhã?

— Não. Elas terão.

Emma estreitou seus olhos e encarou aquele sorriso maléfico que tanto amava.

— Elas já sabem disso?

— Não achei necessário contar alguns detalhes.

— Você é perversa sabia?

— Eu sou a Rainha Má, esqueceu?

Emma nunca esquecia. Amava Regina e todas as suas partes, todas as suas versões, todos os seus pesadelos. Olhou sua rainha, a contemplando.

— Eu te amo tanto – a frase saiu volumosa, saiu carregada e mesmo assim, ainda insignificante. Ainda pequena, ainda simples demais. Emma a amava.

Regina sentia aquela frase cravar seu peito, fazendo sentir uma ardência de satisfação.

— Eu te amo – A rainha precisa usar palavras para explicar um sentimento que já não cabia. Ocupava cada espaço, cada fenda, cada detalhe, cada rachadura.

Eu quero tanto casar com essas duas.

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Ruby estava nervosa. Respirava com dificuldade. Olhava o relógio. Olhava suas mãos molhadas. Olhava o dia ensolarado, um calor ameno do lado de fora e uma tempestade do lado de dentro.

Ruby Lucas estava nervosa.

“Preciso levar alguma coisa? “

Ruby caminhava sem rumo nas linhas imaginárias do seu quarto. Se olhava no espelho. Prendia o cabelo. Soltava o cabelo. Prendia o cabelo. Puxava o ar, o forçando a se ajeitar em seus pulmões.

Olhava o relógio.

Ruby Lucas estava muito nervosa.

Fechou os olhos e a imagem da loirinha feliz lhe invadiu, a fazendo sorrir. O ar ficou menos denso e conseguiu respirar por alguns segundos.

Se olhou no espelho pela décima vez. Soltou o cabelo.

“Não importa como vou estar. ”

Você é linda até suja de lama, Ruby....Pensando bem, eu não devia ter falado isso....lama...É, não foi uma boa ideia.

Respirou fundo uma última vez, pegou suas chaves e saiu.

Fingiu um andar tranquilo, despreocupado. Só fingiu. Estava tremendo. Não conseguia enxergar seu caminho. Se colocou no automático. Tudo estava nublado demais.

Ouviu vozes chamando seu nome, não podia se desviar, não podia se desconcentrar. Queria desistir.

Ruby Lucas estava com medo.

Estava com medo da decepção e da rejeição. Novamente aquele sorriso lhe veio à mente e novamente ela sorriu.

Sentiu a grama do parque fazer cocegas e percebeu. Havia chegado.

“Isso não é um encontro. “

Tentava se convencer. Nada funcionava.

“Eu nunca fiquei assim. ”

Viu seu “Tudo” nublado se iluminar. Esqueceu dos seus pensamentos, esqueceu onde estava, esqueceu a insegurança recente. Aquele sorriso agitava seu lago. Viu o mundo brilhar em um verde límpido. O “tudo” perdeu o significado.

Tinker estava concentrada em uma conversa qualquer com a rainha. Sentiu seu corpo se arrepiar, se forçou a virar e viu a morena. A voz da prefeita se distanciou e ela parou de respirar. Sentiu a grama se mover, sentiu o vento a tocar, sentiu o sol tranquilo penetrar em sua pele.

Srta. Lucas se aproximou. Cumprimentou Tinker Bell com um Oi fraco, não conseguia falar diante aquele sorriso.

Nada mais existia.

Tinker não respondeu. O sorriso não saia do seu rosto. Se sentia realizada apenas por ver a morena. E isto até o momento, era o suficiente.

Regina estava ali parada. Vendo suas amigas no “transe de um olhar”. Lembrou dos vários momentos, dos vários transes.

— Boa tarde para você também, Srta. Lucas.

Ruby foi forçada a voltar, forçada a sair daquele sorriso encantador.

— Desculpa, Regina. Boa tarde – olhou para os lados procurando uma outra loira. Uma de jaqueta vermelha. – Onde está a Emma?

— Um outro compromisso surgiu de última hora e teremos que nos ausentar – Regina viu os olhos da loba se amarelarem. – Não ouse rosnar para mim, Vira-Lata.

Regina sorriu para Ruby. Se viu obrigada a ajudar a amiga.

— Tenham um ótimo fim de tarde – a prefeita se despediu e sumiu em sua fumaça roxa.

Tinker e Ruby se olharam com sorrisos contidos, constrangidos.

“Isso é um encontro. ”

Os tremores voltaram, as mãos molhadas, o medo da rejeição.

Amor de minha vida!!!! Não tem como alguém te rejeitar. Se ela te rejeitar, se lembre. Todas nós estamos aqui. Todas!!!

Tinker percebeu os tremores, a preocupação, o receio.

— Parece que você não quer estar aqui – a loira precisava falar.

Ruby olhou para Tinker entendendo a decepção. Se concentrou, pegou uma das mãos da fada e disse com certeza.

— Não existe outro lugar que eu queira estar — Tinker sorriu e o Mundo Lucas se iluminou – Desculpe se passei a impressão errada. Eu só estou nervosa.

— Está nervosa por estar aqui? – A fada já não sabia como se comportar.

— Estou nervosa por estar com você.

Nada precisava ser dito. Sentaram na toalha vermelho xadrez. Uma cesta de piquenique estava abastecida com sanduiches, sucos e um vinho que só poderia ser da Regina. Ruby não sabia como se pronunciar.

O sol se arrastou entre conversas de asas perdidas, amores verdadeiros, namorados devorados. Sorrisos sinceros e olhares apaixonados.

O sol estava se despedindo, deixando corações apertados. Precisavam ir, precisavam se afastar. Nenhuma das duas conseguia pronunciar as temidas palavras. “Temos que ir”. Não queriam ir.

A conversa cessou. Sentiram o brilho na lua cheia preencher o ambiente. Se encararam. Os olhos da loba estavam amarelos pela lua.

— Seus olhos.. – Tinker viu Ruby desviar o olhar envergonhada.

— Desculpe. Eu ainda perco um pouco do controle na lua cheia. Desculpe. É melhor irmos embora.

Tinker segurou o braço da morena a impedindo de levantar. Ruby olhava para tudo, menos para os olhos da loira.

— Olha pra mim — a fada estava tranquila.

Os olhos de Ruby brilhavam em um amarelo forte. Tinker entrou naquele olhar sem ressalvas, sem medo. Tocou o rosto da mulher envergonhada. Um toque suave e quente.

— Você é linda e eu não consigo parar de olhar para você.

Ruby não soube explicar o que sentiu. Alguém finalmente a viu e isso não podia ser explicado.

Tinker se aproximou e tocou os lábios de Ruby com ternura. Aquela boca a fez mergulhar em uma possibilidade improvável. A fez acreditar estar no lugar certo. A fez querer a eternidade de um instante.

Ruby se viu atravessando realidades. Ergueu as mãos e segurou o rosto da fada. Aprofundou o beijo tentando apalpar a veracidade do que estava acontecendo, do que estava sentindo. Sentir aquela pele a fazia criar certezas e promessas. Seu coração estava atordoado e inquieto. Estava feliz.

A respiração da duas estava acelerada e Ruby interrompeu o beijo, manteve os olhos fechados, tentando aproveitar a sensação.

— Eu estou apaixonada por você – Ruby sabia que poderia assustar a loira, mas não podia se esconder.

Tinker estremeceu ao ouvir.

— Eu me apaixonei no momento em que te vi — a garçonete abriu os olhos, novamente azuis e um sorriso brotou. – Eu me apaixonei por este sorriso.

Ruby não conseguia falar. Não conseguia evitar sorrir ainda mais. Olhou aquela boca rosada e a beijou ainda mais.

Ruby Lucas estava entregue.

Ruby Lucas estava completamente apaixonada.

Essas duas são tão lindas!!!!

Vamos parar. Preciso dormir e descansar.

Vejo vocês amanhã

Boa noite

Notas finais
É isso aí. Espero que tenha gostado. Estarei esperando vocês nos comentários.