Um Conto de Nós Duas
16 Capitulo 15
Notas iniciais
Regina saltou. Estava no meio do quarto olhando para cama, não enxergava a loira esparramada coberta por meio lençol, por meio edredom.
Ela estava ofegante, estava assustada, estava chorando e Emma acordou. Como Regina a menos de um minuto, ela saltou. Não falou nada, a prefeita estava olhando para o nada. Deu um passo para frente e sentiu a morena dar vários para trás até se encostar na porta de madeira daquele quarto quente.
Regina ainda não via Emma Swan à sua frente, estava perdida dentro dos seus próprios pesadelos. Estava sofrendo pelos fantasmas de um passado que, durante o dia pareciam distantes, pequenos e inofensivos e a noite batia na porta na sua alma a fazendo tremer em um medo excruciante.
Emma deu mais um passo na direção à rainha. Esta, se preparou para o ataque imaginário. A salvadora pode ver a bola de fogo se formando em uma das mãos.
– Regina – Emma aparentava uma calma inexistente, as palavras saíram como um sussurro. – Olha pra mim.
Regina não via a loira com olhos suplicantes. A morena se encolhia mais, tomada pela angustia, pelo terror, pelo pesadelo a rasgando.
Mais um passo cauteloso à frente e outra bola de fogo se formou.
– Regina.
Nada. Regina Mills começou a chorar copiosamente. As trilhas das lágrimas salgadas se formaram como um rio de dor.
– Você precisa acordar e voltar para mim, Rainha.
Rainha.
Regina piscou algumas vezes, olhou suas mãos flamejando com um fogo ameaçador. As fez sumir. Olhou uma loira aliviada à sua frente.
– Desculpa – a prefeita estava voltando. Vasculhou o corpo da salvadora a procura de algum vestígio do seu pesadelo. –Você precisa ir embora. Eu podia ter te machucado.
– Tudo bem. – Emma respondeu.
Regina se endireitou e se dirigiu ao banheiro com passadas largas. As lágrimas ainda embaçavam seu mundo.
Se trancou, se encarou no espelho turvo e chorou mais.
Não sabe quanto tempo ficou naquele estado. Não sabe o quanto chorou. Só sentia sua cabeça doer.
Após os segundos, minutos, horas ou dias. Ela destrancou a porta, girou a maçaneta com medo do que encontraria do outro lado.
Não encontrou nada, não tinha nada. Viu seu quarto vazio e frio como todos os dias.
Queria sumir, queria se esconder, queria chorar. Se peito explodiu pela dor, mas ela não sumiu, ela não escondeu e não chorou. Suspirou uma vez, se sentia derrotada, fraca. Não conseguia tentar mais, não aguentava mais sentir os cortes que o abandono causava.
Caminhou lentamente até sua cama vazia. Sentou sentindo o cheiro de uma loira com odor de canela. Estava sozinha.
Suspirou mais uma vez.
Novamente se sentiu derrotada e as lágrimas insistentes voltaram a se formar. Olhou para o desenho do corpo ao lado direito da cama. Apenas o desenho, e a gota chata desceu brilhando pela tristeza.
A porta se abriu, e Regina pôde ver um corpo de regata branca e caixa azul xadrez entrando com dificuldade, segurando duas canecas esfumaçadas, sendo iluminada pela luz franca de uma lua tímida.
Olhou para o relógio no criado mudo do lado esquerdo da cama uma vez.
3:38
Emma ainda não disse nada. Parou em frente da rainha.
– Você está melhor?
– Você não foi embora. – Regina se mostrava assustada, surpresa. A frase foi para si do que para a loira
– Por que eu iria embora? – Emma respondeu igualmente surpresa e quase ofendida.
– Eu podia ter machucado você – Respondeu com pesar.
– Eu sei. Você já disse isso – a loira respondeu estendendo uma das canecas para a morena. – Eu fiz chá pra você.
Regina pegou ainda muito surpresa.
Emma pegou a mesma cadeira que Regina usou para se declarar e sentou, observando a morena. Bebeu seu chá e incentivou a morena a beber.
Não estava ruim.
A loira sorriu e as duas ficaram assim, naquela posição. Regina sentada na cama e Emma na cadeira calada.
Quando ambas terminaram, a salvadora voltou ao seu lugar demarcado e esperou a rainha deitar. Assim que ela o fez. Emma a abraçou como a horas atrás.
Regina estava surpresa demais para não falar nada.
– Não vai perguntar o que aconteceu?
– Não – Emma a abraçou mais forte, passando a ponta do nariz no ombro da morena. Absorvendo o máximo daquele cheiro.
– Por que? – Regina se virou para encarar seu paraíso dourando e verde, com uma sobrancelha arqueada.
– Por que neste instante, eu só quero que você se sinta bem. Perguntar o que aconteceu não vai ajudar nem mudar nada. Então, eu vou te abraçar para que você saiba que estou aqui, mesmo se jogar uma bola de fogo em mim, eu vou continuar aqui. Mesmo se deixar de ser esta Regina e voltar a ser a Rainha má, eu estarei aqui para te lembrar e te chamar de volta. – Emma sorriu.
Deram um beijo tranquilo e voltaram a dormir.
Emma se sentindo preparada para estar com aquela mulher e Regina se sentindo segura e recebida.
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Regina dormiu bem. Passou o resto da pequena noite sem medo, sem pânico, sem pesadelos.
Emma não dormiu. Precisava proteger sua rainha, precisava saber que ela estava bem.
Viu o sol se aconchegar no quarto e iluminar o rosto da “sua necessidade”. Era encantador observar os movimentos, agora tranquilos, de Regina Mills dormindo. Sua insônia não foi incomoda, foi reveladora.
Emma percebeu que dormir ao lado da rainha não seria fácil. Teria de brigar com a tentação de passar noites em claros só observando aquele movimentar.
Se assustou com o telefone vibrando ao lado da prefeita.
6:00
“Droga”
Praguejou sabendo que aquele momento havia acabado. Regina gemeu baixo e com os olhos ainda fechados, desligou o despertador “estragador de momentos perfeitos”. Virou para Emma e abriu os olhos devagar.
Perfeitamente Verde.
Regina viu o céu verde em sua frente e se sentiu tão completa de tudo.
– Bom dia, Rainha – Emma sorriu apaixonada.
– Bom dia, Emma – Regina sorriu apaixonada. – Obrigada por ficar.
– Obrigada por me deixar entrar — Regina sabia exatamente o que Emma queria dizer com “entrar”. – Obrigada por você ser você.
Regina também sabia o que isso significava.
Emma tocou os lábios da rainha com delicadeza depois a encarou.
– Eu preciso ir. Minha chefe, a prefeita da cidade, não gosta de atrasos.
– Toma café comigo, depois eu converso com a prefeita.
Emma assentiu feliz.
Sair da cama foi um sacrifício. Estava tudo tão acolhedor, tão aconchegante, que enfrentar a realidade não estava sendo uma prioridade.
A salvadora viu Regina se aprontar, se arrumar, se preparar para um dia de trabalho e pensou:
“Não sei mais como acordar sem te ver”
Só pensou.
Após um café rápido, evitando um encontro embaraçoso com Henry. Regina deixou Emma em casa usando o transporte mais eficaz que ela possuía.
– Jantar na minha casa hoje. 19:30. Não se atrase.
– Estarei lá – Emma se aproximou tocando na cintura da prefeita.
Regina sentiu sua pele arrepiar.
Emma sorriu e se despediu. Regina voltou para mansão em seu transporte roxo, sem se explicar. Deixando a salvadora divagar com uma noite de insônia perfeita.
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19:30
A campainha da mansão toca e Regina sorri pela pontualidade.
Caminha até a entrada principal com seus sapatos vermelhos e seu vestido preto.
Abriu a porta com um sorriso exagerado.
Emma estava na porta com uma garrafa de vinho e sua jaqueta vermelha. Jaqueta que a rainha odiava e adorava.
– Srta. Swan
– Majestade.
Regina deu passagem para uma salvadora radiante.
Conversaram. Se conheceram. Regina sorria e Emma adorava. Em um ato de desespero, a prefeita pediu que sua ex-enteada cuidasse do seu filho. Precisava estar com a salvadora e isso requeria atos extremos.
Srta. Mills evitava falar sobre a noite perturbadora e Srta. Swan não se atreveu. Ainda não.
A noite estava acabando e a xerife queria ficar. A prefeita queria que ela ficasse. Queria a segurança da noite anterior. Queria mais algumas horas sem pesadelos, apenas com seu sonho ao seu lado.
Estavam se encarando. Seus olhos imploravam.
Emma implorava um pedido para ficar.
Regina implorava para que Emma ficasse.
Não conseguiam falar, não conseguiam se pedir. Não conseguiam se desprender ou se afastar.
– Boa noite, minha rainha.
Não era isso. Ela queria falar.
“Me peça pra ficar. ”
– Boa noite, Emma.
Não era isso. Ela queria falar.
“Fique, por favor. ”
A salvadora se aproximou o mais lentamente que podia, precisava daqueles segundos. Precisava ouvir.
Nada.
“Por favor, Regina”
Mais um passo. Nada.
“Eu só preciso te ver dormir. Eu só preciso acordar e ver você”
Nada. Regina estava estática, vendo passos lentos serem direcionados a ela.
“Me peça para ficar, Regina”
Nada.
A distância acabou e Emma sabia que Regina não pediria.
“Outro dia. ”
Respirou rendida.
Levou à ponta dos dedos a cicatriz, fazendo Regina fechar os olhos com o toque. Emma olhou cada linha do rosto daquela morena em sua frente, daquela que tirava seu ar com um sorriso sincero. Se aproximou e a beijou.
Sentiu seu peito inflar como todas as outras vezes. Sensação que não passava. Se sentia em casa naquele beijo, se sentia perfeita naquele dia, se sentia suficiente.
Como todas as outras vezes, o beijo se acelerou e como todas as outras vezes, Emma explodiu.
Pressionava a cintura da prefeita a ouvindo gemer.
O gemido.
Ela não entendia como se perdia com aquele simples som. Como esquecia de suas promessas de paciência. Como perdia o controle do seu corpo.
E como todas as outras vezes, Regina disse.
– Precisamos parar, Emma – não conseguia nem se convencer com aquele pedido.
–Eu sei – Emma sabia, precisava parar. Não parou.
Regina segurou aquela jaqueta insuportável e pressionou a loira contra uma parede fria ao lado da porta. Beijos incessantes, beijos apaixonados. Beijos intensos.
Emma não conseguia respirar. Se soltou da boca vermelha e encarou.
Ofegantes.
– Precisamos parar, Emma — Regina repetia tentando se convencer, tentando acreditar que precisavam parar.
– Estou tentando – Emma jogou o corpo para frente, deixando de sentir a parede, agora quente. Segurou a nuca da prefeita e inverteu a posição. – Eu juro que estou tentando.
A xerife de vermelho empurrava uma rainha contra a parede fervente, os beijos incessantes voltaram. Abaixou um pouco, segurou as coxas conhecidas da prefeita, a levantou e sentiu sua cintura ser enlaçada por aquelas pernas que acompanhavam um vestido preto.
Regina estava no ar. Envolveu o pescoço da loira com seus braços. Gotículas de suor se formavam. A rainha segurava o cabelo dourando. Emma a soltou devagar, ainda a pressionado contra a parede castigada.
Regina se soltou bruscamente.
– Precisamos parar, Emma. – Estava ofegante, estava suando, estava desistindo.
– Eu não consigo.
Regina mandou tudo para o inferno. – “Chega!!!” — Escondeu seus medos em uma caixa escura e expulsou sua insegurança para uma cidade distante. Movimentou suas mãos.
Quarto.
Regina segurou o couro vermelho, o arrancou e jogou no chão. Com a ponta dos dedos sentiu a pele alva e suada de uma Emma desejosa.
A xerife tomou aquela boca. A prefeita estava entregue, sedenta.
Regina se sentia afogada naquele gosto.
Novamente uma parede fria. A rainha sentia as ondulações da parede do seu quarto ao ser pressionada e adorava aquilo.
Segurou a barra da camisa creme da loira e a tirou. E como a jaqueta, a blusa estava jogada em um canto qualquer do quarto.
As unhas pintadas de preto da rainha, deixaram trilhas vermelhas por toda a pele da salvadora.
Emma gemeu alto pela dor, pelo prazer, pelo momento. Em um movimento rápido, girou Regina, que agora estava olhando para a parede suada. Segurou o zíper do pedaço de pano preto que cobria a rainha e lentamente ela o desceu.
Aproveitou o caminhar do zíper, desnudando aquela mulher. Observou a pele suada pela excitação e sentiu um arder em seu íntimo. Estava degustando aquele momento. Estava se deliciando com cada escorrer de suor.
Passou a mãos pela rendida Regina e deixou o vestido preto deslizar por aquele corpo desejado.
Sapatos vermelhos, lingerie preta.
Emma não sabia como reagir aquilo, àquela pintura em sua frente.
Regina Mills. Sapatos vermelhos, lingerie preta. Pintura.
Swan a tomou, a domou. A pegou em seus braços e a colocou naquela cama. Na cama que passou a noite apenas a observando como uma lembrança recente.
Pintura.
Regina sentada na cama. Emma em pé.
A rainha arranhou aquele abdômen. Ouviu a loira gemer e soltou um sorriso safado no canto da boca. Levantou, contornou o corpo da loira, a encarava. Se posicionou atrás de Emma e a fez girar. Com umas das mãos jogou a xerife na cama.
Regina Mills. Em pé. Sapatos vermelhos, lingerie preta.
Tirou as botas marrom sem delicadeza. Se aproximou e mordeu o lábio inferior de uma loira delirante.
Desabotoou a calça jeans. Com uma mão de cada lado, desceu. Pele, calça, suor, desejo, tudo se misturando.
Regina engatinhou até Emma. Os beijos intensos não passavam, não se acalmavam. Deslizou a mão direita, sentindo as curvas da loira e adentrou em sua calcinha de renda branca.
Emma Swan estava derretendo.
A salvadora arqueou seu corpo, gemeu. A rainha abriu a boca em desejo. Gemeu.
Voltou a reivindicar a boca rosada, agarrando o cabelo amarelo com uma das mãos, enquanto desvendava os desejos da loira com os movimentos da outra. Ardia a cada gemido sentido entre o beijo.
Regina parou o beijo e parou o movimento. Viu aqueles olhos com um verde acima do tom. Puxou Emma, a sentando e com a mesma falta de delicadeza que arrancou as peças, o fez com a parte superior da lingerie branca.
Rosados.
Emma estava quase indefesa com os movimentos de uma dominadora Regina.
A rainha voltou a deitar a salvadora, ainda em cima dela. Desceu explorando com a ponta da língua, as partes do corpo sonhado. Emma se arrepiava, se contorcia, tremia. Deixou Regina tomar seu corpo.
A morena desceu mais e parou observando a última peça faltante, remanescente. Sorriu com um gosto safado.
A peça, a calcinha, o impedimento. Este, ele tirou com suavidade. Contemplou o caminho percorrido e voltou com volúpia.
Invadiu o íntimo de Emma, que gritou. Sem licença, sem pudor, sem ressalvas. Uma invasão esperada e ansiada. A salvadora estava inebriada. Segurava os cabelos da rainha implorando mais. Mais. Mais
Mais.
Mais.
Regina colocou dois dedos em seu refém. O mundo de Emma Swan parou de girar e perdeu o foco.
O verde novamente subiu o tom e ela estava em total desespero.
Mãos, cabelos, sexo, língua. Tudo se misturando em um prazer indescritível.
Emma gritava pelo desejo.
– Regina!!!
Gritava pelo prazer.
– Não para!!!
Srta. Mills não tinha intensão de parar. Estava se deliciando demais.
Subiu deixando as mãos, os dedos. Não cessou os movimentos.
Entrava. Saia.
Encarou o olhar perdido de Emma.
Entrava. Saia.
Estava a centímetros a da loira. Gemiam no mesmo ritmo. Ofegavam no mesmo ritmo. Estavam juntas.
Entrava. Saia.
Emma inclinou a cabeça para o lado esquerdo. Regina a trouxe de volta para o olhar. A rainha queria ver, queria olhar o prazer escorrer daqueles olhos. Ela podia senti-la atravessar sua pele.
Regina Mills não queria parar.
Entrava. Saia.
Entrava. Saia.
Entrava. Saia.
Emma Swan gritou pelo ápice, pelo limite do seu corpo.
A prefeita parou os movimentos. Estava tremendo junto a uma Emma exausta. Sentiu seus pelos se arriçarem. Regina estava completamente extasiada. Viu sua ruína e sua salvadora entregar-se ao prazer por ela, para ela. Fez isso, a proporcionou isso, e foi belo. Único.
A xerife tentava reaprender a respirar. Tentava fazer seu mundo voltar a girar. Tentava retomar o foco.
Sua respiração foi normalizando assim como a da morena, ainda em cima dela. Ainda a encarando. Aquela morena perfeita deu um beijo suave mostrando uma maior tranquilidade. Uma tranquilidade que Emma não queria, não agora.
No meio do beijo suave, Emma escorregou a mão para dentro da renda preta. Emma ainda por baixo, Regina ainda por cima.
A prefeita jogou o dorso para cima e Emma a segurou pelos cabelos.
– Você não vai sair daqui – Emma proferiu a primeira frase completa daquele quarto, naquela noite.
Emma por baixo. Regina por cima.
A salvadora se sentou na cama e sentiu as pernas da prefeita se ajeitarem em volta de seu quadril. A mão ainda estava entre um sexo e uma renda preta.
Emma por baixo. Regina por cima.
A morena agarrou os cabelos dourados com as duas mãos e a puxou para o famoso e persistente beijo intenso. Movimentava, se apresentando para aquela mão. Emma parou. O movimento parou. E a mão saiu do esconderijo quente.
Um olhar foi o suficiente, Regina não gostou e Emma sorriu pela desaprovação.
A loira a apertou, a arranhou — para a revolta da morena — com as duas mãos. Descansou suas mãos nas costas da devastadora e tirou o sutiã de renda preta.
Lindos.
Emma acariciou aqueles seios com a ponta da língua. Os mordiscou. Os beijou. Os abocanhou. Se deliciou naquele momento dela. Explorando com a boca os seios com gosto e cheiro de maça.
Voltou a mão para seu refúgio, a escondendo, novamente entre o sexo e a renda. A penetrou.
Foi a vez da rainha gritar olhando o teto negro pelos olhos fechados. Sentindo aqueles dedos claros dentro dela, aquela boca rosa em seus seios e aquele braço forte a envolvendo.
Regina se movimentava, rebolava, dançava acompanhada por um par de dedos jeitosos, seu companheiro naquela dança.
Para frente. Para trás.
Emma Swan estava dentro dela e estava quente. Estava apertado, molhado.
Estava delicioso.
A prefeita puxou os cabelos da loira enlouquecida e a beijou dançando. Um beijo rápido. Aproximou a boca vermelha dos ouvidos da salvadora.
Regina Mills gemeu baixo dentro da loira.
Emma Swan gritou.
Aquele gemido ecoando na mente da xerife. Seus movimentos ficaram mais intensos, mas rápidos, mais fortes. Para frente e para trás
Novamente Regina Mills gemeu no ouvindo de Emma, não tão baixo.
Mais rápido, mais forte.
A rainha suava, escorria e Emma queria mais.
Mais intenso.
A renda preta simplesmente se desmaterializou em um deslumbre branco. Emma estava envolvida demais em seus movimentos, não queria parar e não sabe exatamente como fez aquilo — não importa. — Sentiu suas mãos livres do roçar da renda. Estava livre.
Regina não enxergava, não entendia. Só dançava.
Para frente. Para trás. Por todos os lados. Mais rápido. Mais forte. Mais intenso.
Regina gritou e Emma trouxe seu olhar para si, e viu. Viu o prazer, viu a luxuria, a paixão, o amor. Emma viu tudo. Viu os olhos em um tom de mel de uma prefeita desgastada e cansada em cima dela.
A prefeita a abraçou mostrando sua estafa.
Foi forte. Foi intenso.
Se jogou na cama trazendo Emma consigo. Sua respiração estava mais calma. Tirou uma mecha loira que atrapalhava seu paraíso verde. E com a maior sinceridade da sua alma. Disse:
– Eu te amo.
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