Notas iniciais
Meu humor melhorou e eu terminei o capítulo. Não fiquem chateados comigo. Esse capítulo foi necessário e já comecei o próximo. Vou terminar e posto até amanhã. Boa leitura

Regina estava nervosa, não sabia que roupa usar. Estava com um roupão de seda cinza brigando com seu guarda-roupas. Sua cama estava repleta de vestidos, calças, saias, blusas. Nada a agradava.

“Por que eu estou assim? É só um jantar”

Desistiu de escolher uma roupa por hora, voltou ao banheiro, ajeitou seu cabelo da melhor forma que pôde. Se maquiou.

Batom vermelho. Bem característico.

Voltou à sua briga com as roupas e finalmente escolheu um vestido vermelho, um cinto preto e um casaco preto.

Por que Regina sempre precisa mostrar as pernas? Isso é muita maldade.

Pegou sua bolsa Prada, um dos seus melhores vinhos e olhou para o relógio.

19:59

“Droga”

Não poderia ir de carro, se atrasaria e Regina Mills nunca se atrasa. Balançou sua mão e apareceu na porta dos Charming’s. Respirou fundo e deu três batidas na porta.

Ouviu murmúrios vindo de dentro. A maçaneta começou a girar e seu coração bateu mais forte. A loira de cabelos ondulados e dourados atendeu sorridente ao ver a rainha.

Era desconcertante quando se encontravam, havia um apelo desesperado naqueles olhos. Uma necessidade inexplicável e uma gigante muralha as separando. Muralha que tremia quando seus olhos se encaravam.

– Vai me deixar aqui fora? – Regina se soltou do olhar primeiro.

– Entre por favor. – Emma se encostou no batente da porta dando passagem. Regina entrou passando a centímetros da loira. Seus corpos se arrepiaram pela proximidade.

– Mãe!!! Você veio – Henry abraçou sua mãe morena.

– Fico feliz por você ter vindo, Regina – Mary abraçou sua madrasta sem cerimonias e pegou a garrafa de vinho que a Srta. Mills segurava – O jantar já será servido, fique à vontade.

A rainha ainda achava tudo muito estranho. Estava na casa do casal que tentara destruir tantas vezes.

Batidas na porta.

– Eu atendo – Mary correu impedindo a qualquer pessoa de abrir a porta.

Emma olhou à mãe desconfiada.

Killian Jones

Serio? O Killian? Outro que ainda está vivo. Srta. Escritora, poderia excluir esse cara da história?

– Killian, que bom que veio – Mary abriu o sorriso e olhou para David. Precisava de ajuda. – Eu vou servir o jantar. Pode se sentar.

Emma ficou exasperada. Entrou na cozinha sussurrando nervosa para sua mãe.

– O que ele está fazendo aqui? Por que vocês o convidaram?

– Calma, Emma. Precisávamos ter certeza de algo. Confie em mim.

Emma não confiava.

No alto da mesa estava David, com Mary do seu lado direito. Emma do lado esquerdo. Do lado de Emma estava Killian, todo animado com o jantar. Ao lado de Mary estava Regina e Henry.

A rainha estava irritada, seus olhos começaram a escurecer e não entendia o motivo daquela irritação.

David, Mary, Henry e Killian conversavam animados. Emma tentava decifrar o mau humor de Regina e a prefeita evitava cruzar os olhos com a salvadora.

Quase todos estavam satisfeitos com o jantar. Gancho sorria e contava suas histórias no mar. Estava perto da sua amada e isso já era o suficiente para anima-lo.

Emma tentava se desculpar com uma Rainha a beira da loucura. A Xerife colocou uma mão na mesa. Queria mostrar que estava ali, queria mostrar que queria tocar suas mãos e se desculpar pela noite desastrosa. Regina pareceu entender aquela suplica sem palavras e seus olhos se acalmaram. Emma deu um pequeno sorriso ao ver que havia sido entendida.

Quando as coisas começaram a se acalmar. Sr. Lápis no Olho pegou a mão que tentava tocar Regina, segurou a mão que passava segurança a Rainha, segurou a mão de Emma.

Olhos negros.

A taça a frente de Killian simplesmente estourou, se estilhaçando em mil pedaços. Todos da mesa se levantam. Regina estava com a veia da testa saltada, seus olhos estavam negros como a solidão e sua raiva fazia o apartamento tremer.

Henry olhou sua mãe Mills caindo no poço úmido e sabia que tinha que agir. Segurou a mão da rainha e sentiu os músculos rígidos, irritados.

– Mãe, olha pra mim. – Regina não conseguia ouvir, encarava o capitão com um ódio avassalador. – MÃE!

Nada

Killian não entendia o que estava acontecendo. Não entendia a ira da prefeita – Lerdo.

Henry subiu na mesa e mergulhou no lago negro dentro dos olhos da Rainha Má.

– Mãe, volta pra mim!

Que tenso

Regina balançou sua cabeça saindo do estado de ódio absoluto. O apartamento parou de tremer e todos voltaram a respirar.

– Eu preciso ir. Desculpem – A rainha sumiu em sua fumaça.

Nota mental: Nunca deixar essa mulher com ciúmes.

O capitão Gancho ainda estava confuso com tudo que acabara de acontecer.

– Que mulher louca! – Você não devia ter dito isso.

Emma olhou para o capitão irada, abriu a porta com desprezo.

– É melhor você ir.

– O que? Por que, Love?

– Não me chame de Love – A loira falou entre os dentes. – Vai embora, o jantar acabou.

Novamente o capitão ficou confuso e desolado. Saiu cabisbaixo como um cão sem dono.

Emma bateu a porta e toda sua ira se voltou para seus pais.

– O QUE VOCÊS FIZERAM? — Mary e David estavam estranhamente calmos e estranhamente felizes.

– Minha filha, se acalme – David deu um passo à frente.

– NÃO!

– Você não está enxergando o que acabou de acontecer – Mary tentava conversar com uma loira transtornada.

– Estou enxergando sim. Vocês tentaram me empurrar para o Killian e chamaram a Regina para ver isso.

– Mãe. Minha mãe ficou com ciúmes.

– Claro que ficou!!!! Olha o que vocês fizeram?

– Mãe. Presta atenção na minha frase. Minha mãe, Regina Mills ficou com ciúmes de você com o Gancho.

Emma olhou seu filho tentando diferir a frase.

A ficha caiu

– Ela ficou com ciúmes – o sorriso começou a se abrir. – Ela ficou com ciúmes.

Espera, espera, espera. Só eu estou achando um absurdo eles quase destruírem um prédio, só para provar que Regina gosta da Emma? Povo irresponsável.

– Vocês deviam ter me contado – Emma estava mais calma e agora feliz.

– Você não concordaria com isso – David falou. – Agora se prepare, ela não vai querer te ver.

O sorriso sumiu.

– Eu sei. Acalmar aquela mulher vai ser um inferno.

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9 dias depois do jantar fatídico.

Regina tentava evitar Emma de todas as formas. Não por raiva, por medo. Deu uma crise de ciúmes sem ao menos ter o direito. Se fechou em sua vida tentando entender todos aqueles sentimentos correndo pelo corpo.

Quando a venda finalmente escorreu dos seus olhos, ela chorou. Chorou em desespero. Nunca teria Emma Swan. Não podia ter Emma Swan. Não podia arrastar a loira para o desastre que era seu peito.

Emma continuou levando o café e em todos os dias a porta estava trancada. No nono dia, passou a mão no portal que a separavam. Do outro lado uma Regina estava encarando a porta branca. Sabia que a salvadora estava do outro lado. Ouviu os passos de bota se afastarem.

Fechou os olhos e suspirou.

Todas as noites Emma mandava uma mensagem pelo celular.

Boa noite, Regina ou Boa noite, Rainha ou Boa noite, Srta. Mills

E em todas as noites recebia a mesma resposta.

Silêncio

No nono dia, Emma mandou sua mensagem

Boa noite, Majestade

No nono dia, o silêncio sumiu. A loira acabara de colocar o celular no criado-mudo como em todos os dias. Se ajeitou nos lençóis esperando um sono cheio de sonhos com a prefeita.

No nono dia, o celular vibrou e ela quase caiu da cama. Tateou o criado em desespero.

Regina

Boa noite, Emma

Seu coração disparou. Perdeu a conta de quantas vezes leu aquela simples mensagem. Decidiu se arriscar.

Sinto sua falta

Esperou segurando o celular como se sua vida dependesse disso.

Esperou

Esperou

Esperou

Silêncio, aquele silêncio insuportável que a acompanhou pelos últimos dias.

“Por favor, Regina”

Olhava fixamente o visor. Balançava suas pernas em sinal de ansiedade. Seu celular tremeu e novamente seu coração disparou.

Não faça isso, Swan

“Não faça isso? ” Não se conteve e escreveu.

Não faça isso? Não posso sentir sua falta?

Desta vez o celular vibrou com urgência.

Não se apaixone por mim. Boa noite

Emma não conseguiu responder, estava atordoada com a última mensagem. Andava pelo quarto, passava as mãos pelo cabelo. Relia a troca de mensagens.

Não dormiu aquela noite. Uma frase insistia em bater em seu corpo.

“Não se apaixone por mim”

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Quatro dias se passaram e Emma estava isolada pensando no pedido da prefeita. Um sábado chuvoso e escuro. As respostas da rainha cessaram e a loira não aguentava mais. Sentia uma angustia, uma solidão, uma necessidade.

– Chega!

Se levantou da cama decidida. Desceu as escadas do apartamento apertado, pegou sua jaqueta vermelha e foi em direção a porta.

– Está chovendo e está tarde. Onde você vai? – Branca disse preocupada.

– Vou na casa da Regina – Emma saiu batendo a porta.

Todos da sala se entreolharam, ninguém a impediu.

Emma entrou em seu fusca com raiva. Não sabia de quê exatamente estava com raiva, mas estava com raiva, estava furiosa. Dirigiu desgovernada e jogou seu fusca na calçada da prefeita.

Andou sentindo as gotas de chuva tocarem sua pele, seu cabelo.

Não se apaixone por mim”

A frase que a machucava voltou e sentiu mais raiva. O caminho até a porta da rainha nunca fora tão longo, tão sombrio, tão raivoso.

Bateu na porta com força. Várias vezes. Seu coração bateu junto com suas mãos. Ouviu passos, suas mãos ainda esmurravam e maltratavam aquele pedaço de madeira.

Regina abriu a porta assustada. e viu uma loira encharcada pela chuva.

– Swan?

Emma não pensou, não quis pensar. Deu dois passos à frente adentrado sem pudor na casa, pegou a cintura na prefeita e a pressionou na parede. Estava ofegante. Milímetros separavam as duas. O cheiro de maça estava misturando ao de canela.

Regina estava atordoada. Seus olhos estavam arregalados. Não conseguia reagir àquela investida. O hálito da loira confundia sua existência.

Emma entrou nos olhos da rainha respirando pesado.

– Não peça para não me apaixonar por você. Eu não vou conseguir fazer isso.

– Regina?

Uma voz ecoou do escritório da mansão. Emma conhecia bem aquela voz. Deu um passo para trás, estreitou seus olhos. Não conseguiu falar. Regina viu o mar se desfazendo. Ouviu o coração de xerife se despedaçar. Viu os olhos verdes se marejarem.

– Emma, por favor – Regina tentou segurar a xerife. – Fique!

A loira deu mais um passo para trás. Não estava acreditando naquilo.

– Eu pensei que.... — não conseguiu terminar a frase. Estava destruída. – Desculpe te incomodar, Srta. Mills.

Regina deu um passo à frente e Emma um para trás. Estava confusa demais.

– Emma, não! – Foi um “não” desesperado.

A loira deu as costas e saiu da mansão. Regina viu seu mundo ir embora.

– Está tudo bem, Regina?

O homem finalmente apareceu na sala.

Robin

PAUSA

Eu nunca pedi nada a vocês, nunca mesmo, mas vou fazer um pedido simples e singelo.

Alguém por gentileza poderia fazer o favor de matar o Robin?

Alguém mate esse homem, pelo amor de Deus!!!!!!!!

Ódio mortal dele.

Por que ele existe? Pra quê ele serve?

Vou ficar esperando receber a cabeça dele em minha mesa de jantar.

FIM DA PAUSA

– Vá embora, Robin e não volte nunca mais aqui.

– Regina, por favor – Robin tocou em um dos braços da prefeita e sentiu seu corpo ser arremessado para fora da casa.

A porta bateu e Regina gritou. Gritou de desespero. A cidade inteira tremeu, a tempestade aumentou. Os moradores de Storybooke puderam ouvir o coração da Regina se despedaçar.

Eu preciso respirar um pouco. Essa parte da história me desgastou bastante. Preciso beber algo forte. Já volto.

Notas finais
Por favor, não briguem....eu vou arrumar esse confusão. Eu prometo. Até amanhã meus amores. Espero vocês nos comentários.