Notas iniciais
Estou um pouco nervosa por ser minha primeira fic, então não sei se deixei algum erro passar. Espero mesmo que gostem Boa Leitura.

Regina estava transtornada. Saiu do Granny’s o mais rápido que pode.

Seu corpo estava quebrado.

Sua mente estava quebrada.

Seu coração estava quebrado. Estilhaçando em infinitos pedaços.

Não queria ver aquilo. Não queria ver seu amor, sua felicidade, seu final feliz, seu recomeço com outra mulher, com sua esposa.

Emma saiu apressada atrás de Regina. Que merda ela fez....

PAUSA

Vou voltar um pouco para que entendam como isso aconteceu.

Emma – que por sinal é filha da Branca de Neve. –Foi sugada por um portal e voltou no tempo. E depois de várias confusões, ela conseguiu voltar ao presente, trazendo uma mulher que salvara de uma execução na sua pequena passagem à floresta encantada de vários anos atrás – Emma realmente era o cavaleiro montado em um cavalo branco.

Essa mulher era Marian, esposa de Robin Hood, que por sua vez era o “Amor verdadeiro” de Regina — Eu carinhosamente chamo Marian de A esposa Zumbi, estava morta depois não estava. Um Saco. – A questão é, quando Marian apareceu, Robin prontamente foi abraça-la feliz e radiante, já que sua esposa Zumbi havia voltado da companhia de Hades – cara idiota– Deixando Regina desolada, sozinha, vazia.

FIM DA PAUSA

– Regina! – Emma precisava se explicar.

– Não, Swan. Hoje não – Seus olhos avelãs estavam negros de raiva e a loira viu isso. Doeu ver aquele olhar. Regina simplesmente sumiu em sua fumaça roxa com cheiro de maça.

Emma pensou em ir atrás daquela morena imponente de profundos olhos...agora negros. Emma precisava ir atrás daquela morena. Firmou seu corpo, tomando coragem para enfrentar a Rainha, deu o primeiro passo e sentiu alguém segurar seu braço.

– Emma.... Melhor não. Ela está nervosa, ela pode machucar você.

Killian Jones, também conhecido como Capitão Gancho, O pirata ou o Sr. Lápis de Olho. O que vocês preferirem.

– Me solta, Killian! Eu preciso me explicar para a Regina – A loira de olhos esmeralda e pele alva estava vermelha. Cuspia as palavras em seu quase “amor”, dentando se desvencilhar.

– Você não precisa se explicar pra ela, cocê salvou uma vida. Não tinha como saber que era a esposa do Robin. – Killian não entendia ou não queria entender.

– Killian, por favor. Eu preciso ir – Fez um olhar de suplica.

O capitão a soltou, respirou fundo e viu sua amada sumir na noite fria de um novembro sombrio.

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Regina estava sentada no chão, encostada na porta branca de seu escritório em sua linda mansão. Não sabia a quanto tempo estava ali. Chorava desacreditada que aquilo estava acontecendo de novo. Perdeu outro amor e novamente culpava a família Charming. A culpa sempre era da família Charming.

Alguém começou a bater na porta desesperadamente.

– Regina, por favor abra a porta. Precisamos conversar.

Emma

Regina queria sair daquele estado, queria abrir a porta, queria brigar, xingar, socar. Queria se vingar de Emma Swan, mas não conseguiu escalar o poço úmido, vazio e escuro que ela caíra. Não conseguiu abrir a boca. Não conseguiu nem se mexer. Apenas se encolheu mais, abraçando suas pernas como se fossem um bichinho de pelúcia de uma criança com medo do bicho papão.

Emma continuou a socar a porta até sentir suas mãos latejarem.

– Droga Regina! – Emma estava aflita. – Me deixa explicar. Eu preciso ver como você está....Por favor – Sua voz já era falha, suas investidas já não eram tão determinadas. Respirou fundo e parou. – Eu vou voltar – Disse uma Emma derrotada.

Silêncio.

Regina continuou ali, sentiu seu coração sangrar, seu corpo deslizar até encontrar o chão frio. Adormeceu se afogando em suas lagrimas.

Emma dirigiu seu fusca amarelo – Sim, Emma tem um fusca amarelo. Não me olhem com essa cara, a culpa não é minha. – Furando todos os sinais.

“ O que foi que eu fiz?”

“Eu não podia deixar aquela mulher morrer. Não me arrependo tê-la salvo”

“Precisava ser a mulher do Robin?”

“Droga!”

“Desculpa Regina...”

Emma era pura confusão. Não se sentia arrependida. Salvou uma vida, mas, e a felicidade da Regina? Por que isso se tornou tão importante? Quando isso se tornou tão importante?

“Droga!”

Voltou ao Ganny’s. Todos a olhavam com uma expectativa excruciante.

– Emma?! – Mary Margaret viu o total transtorno de sua filha. – O que aconteceu lá?

Emma andava de um lado para outro procurando algo nos bolsos de sua jaqueta vermelha e surrada. – Eu preciso encontrá-la.

Avistou Robin, seu filho Roland e sua esposa Zumbi. Sentiu raiva. Não queria sentir, mas sentiu. Robin não se importou em como Regina ficou, nem está se lembrando que partiu o coração dela.

“Eu parti o coração dela” — Ela pensou. Seu corpo tremeu.

– Querida se acalme – Mary estava preocupada, todos estavam preocupados.

Todos os personagens de livros infantis, naquela lanchonete aconchegante e lotada. Todos a olhavam.

Emma só ignorava.

Regina já destruiu reinos, já matou centenas. Ela colecionada corações – Não estou falando figurativamente. Ela tem um cofre com corações de verdade. – Ela poderia surtar e aterrorizar Storybrooke e todos estavam preocupados com essa possiblidade.

Menos Emma.

Emma estava preocupada puramente com Regina. Com a Rainha Má.

Emma estava preocupada com a Devastadora de Reinos e não conseguia pensar em outra coisa. Não conseguia enxergar outra coisa.

– Mãe?

Henry Daniel Mills – Filho de Emma Swan e Regina Mills.

PAUSA

Ok. Eu sei que a frase foi estranha.

Eu sei, por que vocês estão me olhando com esses olhos arregalados. Vou explicar.

Emma estava grávida. Era uma garota de 18 anos e estava presa. Não tinha condições de criar uma criança. Resolveu entrega-lo para adoção.

Dor

Muita Dor. É disso que Emma se lembra.

Regina o adotou quando ainda era um bebê. Ela precisava se sentir amada. Estava cansada de ficar sozinha. Precisava preencher seu coração novamente. Era uma necessidade. O batizou com o nome de seu pai. Henry.

Coincidência? Destino? Não sei. Já desisti de entender as reviravoltas dessas duas.

Estão vendo? Simples...Não precisavam enlouquecer.

FIM DA PAUSA

Emma virou atordoada. Olhou seu filho e viu medo em seus olhos.

– Mãe, minha mãe está bem? – Henry perguntou com os olhos preocupados, segurando um braço tremulo de Emma.

– Não sei, garoto. Eu quero que ela esteja. Eu preciso que ela esteja.

Finalmente Emma achou o que procurava em seus bolsos. Seu celular. A noite seria longa.

David – Principe Charming, pai de Emma – Estava sentando com seu mais novo filho, Neal, em uma mesa ao fundo da lanchonete. Olhando sua filha Salvadora. Claro que também estava preocupado, mas aquilo era estranho. O desespero da sua filha era estranho. Ele era o único que estava enxergando o óbvio?

Não, ele não podia estar enxergado o óbvio. Isso não podia ser o óbvio.

“Não é possível” – Estreitou seus olhos observando ainda mais aquele comportamento, aquele desespero, aquela angustia.

“ Não, não é possível”

“Será?”

Sorriu pra si e falou para seu pequeno Neal.

– Isso será uma confusão, filho.

Agora nós vamos parar um pouco. Sintam-se em casa. Eu não demoro.

Notas finais
Aguardo comentários, preciso saber se estou em uma linha legal, ou está um saco. Bjos