Um Conto de Nós Duas

19 Capítulo Final


Notas iniciais
Olha eu aqui. Eu demorei, demorei muito para escrever. Aconteceram algumas coisas, mas no fundo, acho que eu estava evitando este último capítulo. Estou muito chateada por não os ter mais comigo. Quero dedicar este capítulo a minha melhor amiga, ela odiou o fato de ser o último, mas a vida é assim...rsrs. Eu estou anestesiada, passei o dia escrevendo e estou muito cansada. Então me perdoem por qualquer coisa. Boa leitura.

Storybrooke, a cidade criada por uma maldição. A cidade atormentada por corações perdidos e sem memórias. A cidade acostumada a ser tomada pelo medo do desconhecido.

Storybrooke mudou de cor, mudou de tom. Era comandada por uma prefeita feliz e uma xerife realizada.

Regina Mills estava sentada em uma poltrona no canto da sala vendo seus amores se divertirem com um jogo desinteressante, sentados no tapete pérola no meio do cômodo. Seus olhos avelãs brilhavam em satisfação. Sua realidade finalmente se tornou suficiente.

Emma Swan estava em uma falsa concentração. Não estava prestando atenção nos carros se movimentando em reflexo do apertar de botões, estava prestando atenção na atmosfera desejada. Estava prestando atenção em sua fami.... – Espera...Não, não, agora está certo. Sua família. É isso mesmo. – Estava prestando atenção em sua família.

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A lanchonete única estava movimentada. A garçonete selvagem estava calorosa e os moradores tranquilos.

A salvadora estava sentada em seu banco vermelho à espera dos seus sonhos realizados. Sua jaqueta vermelha brilhava pelo dia ameno.

Sinos.

Regina e Henry chegaram animados pelo almoço. Sorriam e brincavam como se os dias tempestuosos nunca tivessem existido. Emma se virou ao ouvir seus saltos favoritos e sentiu os braços do seu garoto a envolver.

A singularidade do momento se alto descrevia. E como todos os dias após a noite de descoberta, Regina a cumprimentou com um beijo. Os olhares julgadores já eram inexistentes e indiferentes.

A família Swan-Mills se dirigiu à sua mesa.

Sinos.

Tinker Bell chegou e ao contrário do primeiro dia naquela lanchonete, ela só via a Srta. Lucas.

Sinos.

Mary Margareth, David e Neal chegaram à lanchonete e se sentaram na mesma mesa. Uma realidade nunca imaginada estava acontecendo.

Os sorrisos sinceros e as conversas triviais já não incomodavam e tudo estava como ninguém supunha.

A Rainha Má sorrindo com a Branca de Neve, enquanto segurava as mãos da salvadora.

A mesa estava alvoroçada e Regina Mills se fechou, se calou. Regina Mills olhou para o nada. Soltou as mãos da loira e se recolheu.

Emma tremeu.

— Regina? – A xerife olhou sua rainha reerguendo seus muros negros. – Regina, o que aconteceu?

A mesa se calou vendo Regina mudar.

— Nada – a prefeita murmurou.

A salvadora sentiu seu perto apertar. A morena olhou para a loira, que pode ver a confusão de volta. Estava perdendo sua rainha para a escuridão.

— Nós estávamos bem. O que aconteceu?

A lanchonete se calou e um silêncio torturante se formou.

Branca de Neve sentia que alguma coisa estava acontecendo. Apertou seu Neal à espera de uma explosão.

David envolveu sua mulher com um braço e seu neto com o outro.

Granny’s não estava respirando e o dia se tornou nublado.

Emma olhou uma das paredes e pôde ver a claridade de um dia lindo ser engolida pela melancolia da escuridão.

Regina Mills não estava bem.

— Precisamos conversar, Emma.

Os olhos da prefeita estavam negros.

Emma sentiu o chão se abrir e foi sugada por um buraco esquecido.

“Precisamos conversar”

A xerife arrepiou-se em medo. Não conseguia responder.

“O que está acontecendo? ”

Regina levantou e seus olhos ainda estavam negros.

— Você apareceu na minha vida trazendo lágrimas, dor, confusão. Você é filha da mulher que eu amaldiçoei, a mulher que me fez escurecer, me que tornou má...

— Regina... – Emma levantou tentando encontrar a explicação escondida em um coração prestes ser fechado.

— Não!!!

A loira se calou.

— Eu nunca entendi como uma família pôde me destruir tantas vezes e eu precisava me vingar.

A lanchonete foi envolvida por uma atmosfera de medo em um dia forçadamente escuro.

— Depois de tudo, de todo o ódio, eu aprendi a viver com ele, aprendi a me confortar na tristeza. Aprendi a não precisar de luz, aprendi a me cegar. Aprendi a me esconder.

Emma sentiu seu coração quebrar e uma lagrima fria escorreu.

— Então você simplesmente resolveu me iluminar, resolveu me encontrar e me tirar do canto escuro e confortável que eu aprendi a viver. Me devolveu o sentido, quebrou minhas defesas e me fez te ver. E como foi difícil te ver, como foi difícil enxergar depois de anos no escuro. Você me fez respirar. Você me inundou. Me fez arrepiar com um simples cheiro de canela. Me fez tremer, me fez suar em um nervosismo infantil. Você me fez sorrir e me abraçou. Você me viu envolvida pela fumaça densa e negra e a atravessou. Você me resgatou. Você viu meu pior lado e me amou. Me fez sentir medo de te perder e eu não consigo me imaginar sem ter isso, sem sentir isso, não consigo me ver sem você.

Regina Mills se ajoelhou.

— Eu nunca me ajoelhei para ninguém e neste momento eu me ajoelho por você – o mundo parou para ouvir. – Emma Swan, você quer se casar comigo?

Emma soluçava. Estava vendo a devastadora de reinos, a Rainha Má, a prefeita da cidade. Estava vendo Regina Mills, sua necessidade, ajoelhada à sua frente. Estava vendo a mulher mais forte e mais indefesa que já conhecera se rendendo. Estava vendo seu amor se declarar para uma cidade inteira e sentiu o tempo parar. Conseguiu sentir sua pele se arrepiar, sentia a poeira pousar no ambiente seco. Viu as nuvens escuras se dissiparem e o sol invadir suas frestas.

Viu as lágrimas da sua mãe através das suas. Viu sua melhor amiga abraçada a seu novo amor.

Viu uma cidade rendida pela emoção de uma rainha ajoelhada. Uma cidade calada.

Regina Mills estava ajoelhada esperando um simples Sim.

Regina Mills estava ajoelhada esperando a mulher que ela escolhera para ser seu amor verdadeiro se decidir. Uma decisão que já fora tomada há 3 anos.

Emma olhou seu amor, se ajoelhou e pegou o rosto da prefeita com as duas mãos.

— Nunca mais faça isso comigo – a beijou sentindo o salgar de suas lágrimas misturado com o gosto de maça – Sempre será sim.

Morri

Lágrimas.

Nada mais existia.

A vingança, a maldição, tudo perdeu o propósito, o significado.

A população via a Rainha como uma lembrança distante. Uma lembrança nebulosa, e ninguém se esforçava para lembrar dos dias aterrorizantes.

A salvadora resgatou um coração negro e o transformou em paz.

As duas se levantaram e receberam os braços do filho. Henry chorava, como todos presentes. Abraçava suas mães tentando demostrar o que estava sentindo.

Os presentes não sabiam como se mover depois daquele momento. Ruby fui a primeira a romper o estado inerte que paralisava a todos. Soltou seu amor e caminhou, inebriada pelo o que acabara de acontecer.

Abraçou sua amiga tentando parabeniza-la. Não conseguiu achar as palavras corretas. E pela primeira vez Ruby abraçou Regina.

E pela primeira vez, todos abraçaram Regina.

Um por um parabenizou do seu próprio jeito o casal, mas todos com uma sinceridade transparente.

Branca de Neve sorria tentando limpar as lágrimas que insistiam em rolar, David, igualmente emocionado, segurava Neal. Eles viram sua filha se confundir e conquistar seu amor verdadeiro.

Tinker abraçou sua afilhada e todo o receio sumiu. O medo dos enganos do passado não era importante.

Aquela tarde ficou marcada na vida de todos os presentes como o dia em que a Rainha se ajoelhou perante seu amor.

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Dois meses de ansiedade se passaram. Dois meses de preparativos incessantes. Dois meses de uma Branca de Neve eufórica, uma Rainha irritada e uma salvadora radiante.

A prefeita usava sua magia, amava a ideia de casar com sua salvadora, mas odiava acordar com batidas de uma histérica Mary e suas ideias absurdas com pombos, cisnes e cascatas de chocolate.

— Eu posso matar sua mãe? – Todos os dias a prefeita perguntava à loira. – Será rápido.

— É a minha mãe, Regina! – E todos os dias Emma negava.

— Posso fazer uma torta de maça pra ela?

— Meu amor, minha mãe precisa estar no nosso casamento. Eu pensei muito e cheguei à conclusão que ela precisa estar. Foi uma decisão difícil.

Dois meses de sorrisos cumplices, abraços fortes e noites tranquilas.

Noites sem pesadelos.

Emma passou dias se perguntando se devia ou não perguntar sobre os pesadelos, no final entendeu que os motivos não importavam mais. Regina estava feliz, estava tranquila e a loira sentia que a protegia.

Todas as noites a salvadora observava aquele sono tranquilo em um corpo amado. Observava o espirar açucarado da mulher que tomava cada motivo dos seus passos. Observava os fios negros movimentarem como em uma valsa vienense e Emma aplaudia.

“Eu te amo”

Ela brigava violentamente com um sono necessário. Estar naquela cama com aquela mulher era seu lugar, seu estado, seu momento. E como todas as noites, ela foi vencida e tomada pelos sonhos, à véspera do seu “dia feliz”.

5:58

A porta da mansão estava sendo esmurrada por uma morena inconveniente.

Emma resmungava tentando abafar o som, se recolheu aos braços da Regina.

— Regina, faça a torta para Mary, por favor.

A rainha sorriu sentindo a loira esconder-se em seu corpo. Acordar com este calor se tornou um prazer costumeiro.

— Sua mãe. Você atende a porta.

A loira bufou, levantou a contragosto e caminhou pela mansão conhecida em direção à porta. Abriu com força e viu seus pais, Ruby e Tinker, felizes do outro lado.

— Oi, Querida. Viemos te buscar – Branca falava quase aos gritos de empolgação.

— O que? Pra que? – Emma mal conseguia abrir os olhos e não entendia o que aquelas palavras significavam.

Tinker e Ruby invadiram a mansão deixando a Xerife mais confusa.

— Seu casamento. Você vem com a gente – David tentava explicar.

— E nós ficaremos aqui. Onde está a Regina? – Tinker já estava invadindo a cozinha a procura de algo para comer.

“Meu casamento”

O choque gelado da realidade invadiu suas células e pela primeira vez nestes dois meses, Emma ficou nervosa.

— Meu Casamento!

Emma estava congelada pelo prazer, pelo medo, pela ansiedade. Empalideceu.

“Meu casamento”

Emma estava feliz.

Regina ouviu a movimentação em sua mansão. Ela entendia o dia, ela lembrava, ela se excitava. Sorriu, levantou e desceu com seu pijama de seda cinza.

Viu a casa cheia por seus antigos inimigos.

Pôde ver Tinker em sua cozinha tentando preparar um café fraco. Viu Ruby rindo de sua fada sem asas.

Regina estava feliz.

— Eu vou...- Emma tentava explicar com meias palavras. Tentava gesticular. Regina já havia entendido e apenas acenou com a cabeça.

A salvadora voltou ao seu quarto, futuro quarto ou seu quarto aguardado. Andava de um lado para o outro tentando se localizar no universo. Sentiu duas mãos familiares envolverem sua cintura.

— Você está nervosa – Regina apoiou o queixo no ombro da loira e a segurou forte.

— Eu estou nervosa – Emma respirou fundo, controlando seu estado de espirito. – Eu não paro de pensar em como vou ficar quando ver você.

— Eu estou aqui agora – Regina tentava aparar e controlar o nervosismo de sua loira. Escondendo suas próprias inseguranças.

Srta. Swan virou abraçando a prefeita. Sentiu o cheiro de suas manhãs.

— Nos vemos mais tarde. – A xerife beijou sua razão e voltou aos seus pais, deixando uma morena delirante.

O dia seria delas. A cidade estava mobilizada, estava agitada.

Emma Swan e Regina Mills se casariam neste sábado ensolarado e especial.

Quase toda cidade estaria presente. Quase. Capitão Gancho saiu da cidade após se ver trocado e largado.

Robin Hood simplesmente foi esquecido. A respiração de todos se tornava mais tranquila sem a presença dele e a população se acostumou a isso e não se importava.

Emma estava na casa de sua mãe sendo lavada, maquiada, vestida, arrumada. Estava tendo seu dia de princesa e ela odiava isso.

Regina estava sendo mimada por duas de suas antigas desavenças. Ruby e Tinker ficaram encarregadas de cuidar da prefeita da cidade. Regina não precisava ser cuidada por elas, mas a companhia a tranquilizava.

Estava sentada em sua escrivaninha, com seu roupão negro, pré-maquiada se olhando no espelho. Perdida em seus devaneios.

Henry, em um terno preto e colete cinza entrou e encontrou sua mãe mergulhada em seus pensamentos sombrios.

— Mae?!

A morena o olhou e seus olhos foram carregados por lágrimas orgulhosas.

— Meu príncipe, você está lindo! – Regina tentava segurar as lagrimas.

— Não fica com medo – Henry se aproximou, colocando as mãos nos ombros de sua mãe e a olhou pelo espelho.

— E se ela desistir? – A morena olhou para baixo com medo de encarar seu reflexo amedrontado.

— Por que alguém desistiria de você, mãe?

— Por que alguém continuaria comigo? – Encarou seu filho, esperando um argumento que a fizesse acreditar.

— Por que é fácil te amar — Henry sorriu com o silêncio e as lagrimas da prefeita imponente. –Estarei te esperando e eu sei que estara deslumbrante.

Regina não conseguiu responder. Levantou e abraçou seu filho. Deixando as lagrimas levarem mais um pedaço do passado.

A cada dia, a cada sorriso, a cada lágrima, a cada beijo, o passado se dissolvia na lembrança cinza, mas necessária. Sua existência dependia do seu passado. Estar ali significava superação, luta, lagrimas e pesadelos. Tudo isso fora guardado, não esquecido. Esquecer seu lado negro era se negar, e isso, Regina Mills não fazia mais.

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As pessoas chegavam ao parque naquele sábado de outono.

As fileiras de cadeiras brancas, formavam a proteção que o casal receberia da cidade. No meio da proteção carinhosa, se encontrava um extenso tapete vermelho. – Elas merecem desfilar em um tapete vermelho. Clichê! Eu sei. – Ao final do tapete – o centro das atenções – Uma tenda coberta por seda branca, acolhidas por flores violeta em seus quatro braços ansiosos. Esperando ver a união da Luz e da Escuridão formarem o nublado perfeito.

Uma Bella solícita, recepcionava os convidados, os encaminhava e os endireitava. Todos estavam lá. Todos felizes pelos tempos tranquilos, pelas reviravoltas e salvamentos de pessoas desistidas.

16hs

O horário fora escolhido por um significado importante. 16hs se tornou um início. Um marco, um ponto.

16hs se tornou um café.

Blue estava posicionada, foi convocada para realizar a cerimônia e seu orgulho por faze-lo não cabia em um sorriso.

Perto da fada estava Tinker do lado direito e Ruby do lado esquerdo. Amigas, irmãs, madrinhas. Duas pessoas importantes na vida do casal.

Tinker – Madrinha de Regina — de vestido verde, representando a imensidão verde que a rainha olharia todas as manhãs da sua vida.

Ruby – Madrinha de Emma – de vestido vermelho, representando o cheiro de maça e a boca carnuda que a salvadora tocaria após uma briga por motivos bobos.

Todos estavam prontos. Aguardando o casamento único.

Branca de Neve atravessou apressada e sentou em uma cadeira na primeira fila.

Emma Swan

Todos se calaram e levantaram.

Emma Swan coloco o primeiro pé no tapete vermelho. Tapete que a convidava a entrar em seu final feliz.

Estava acompanhada por seu pai, Príncipe Charming. Seu vestido branco de longa calda, deslizava pelo tapete. Seus cabelos semi presos, seguros por uma tiara brilhante, iluminava o ambiente. Emma era uma princesa.

Branca de Neve estava orgulhosa.

Caminharam recebendo olhares emocionados por um casamento inexplicável.

Emma estava fabulosa.

Regina Mills

As estrelas se calaram e o universo mudou de cor.

Emma começou a chorar apenas por vê-la entrar. A prefeita estava maravilhosa e os olhos da salvadora não conseguiam absorver a imagem. Não conseguia acreditar estava ali, preste a receber em sua vida.

Regina Mills estava acompanhada pelo seu filho, seu bebê, seu príncipe. Seu vestido também branco delineava a escultura divina. Seus cabelos presos em um coque impecável, seguros por um véu, com fios soltos pelo rosto. Regina era uma rainha.

Deslizou pelo tapete e a fileira a reverenciou.

E a cada passo recebia reverências.

Regina viu os anões se curvarem a sua presença.

A cada passo uma reverência.

Viu uma Granny que a anos atrás a olhava com labaredas nos olhos a reverenciar em respeito.

Henry olhou sua mãe com os olhos marejados.

A cada passo, uma reverência.

Viu o Senhor das Trevas se abaixar ao vê-la passar.

A cada passo uma reverência.

Viu uma Branca de Neve, um Príncipe, uma fada, uma loba a reverenciar.

Viu Emma Swan a reverenciar.

A cidade inteira estava recebendo e aceitando sua Rainha.

A salvadora a recebeu, abraçou seu filho e a encaminhou.

Henry emocionado, sentou ao lado de Mary.

A cidade se sentou.

Blue abriu um sorriso e começou:

— Estamos aqui reunidos para celebrar a união de Emma Swan e Regina Mills. Presentes estão vários familiares, parentes, amigos e amigas, convidados pelo casal para juntos festejarmos este casamento. – Regina sentia suas lagrimas deslizarei. Emma tremia pela emoção – É um prazer e um orgulho estar aqui, celebrando a união de duas pessoas tão especiais. Ver você, Regina, me faz ter esperanças em ver o melhor no mundo, você é o reflexo do crescimento. Emma, fruto do amor verdadeiro, encontrou e lutou por seu próprio final feliz, a sinceridade e a credulidade que sente, me faz acreditar em tudo que podemos alcançar ou crer. A vida não pode ser tratada de forma tão crua, não podemos ver a completa luz em alguém, nem a completa escuridão. Todos nesta cidade tiveram a satisfação e a unicidade de ver vocês lutando com seus próprios medos e os vencendo e isso nos tornou mais fortes e eu espero que possamos aprender mais com vocês, que possamos nos abrir para as impossibilidades possíveis. Vocês são a prova das impossibilidades possíveis.

Branca de Neve chorava copiosamente na primeira fileira.

— Agora, todos gostaríamos de ouvir seus votos.

Regina começou

—Minha Vida! Eu te amo tanto– Regina tentava se concentrar– Emma, você me ergueu. Me trouxe de volta do lago negro que eu me afogava, que eu submergia. Transformou tudo que eu fui, que eu me tornei, me aceitou escura, me colou. Você destruiu meus muros com seu sorriso e se tornou minha muralha. Você é minha montanha, você é minha pele e eu preciso ser tudo para você. Você arrancou meu coração negro e o limpou com um sopro. Você faz meus dias serem dias, sem você, eu só teria um tempo escorrendo incompleto. Você é minha família. Você é o meu melhor lado, você é o meu sorriso, minhas lágrimas, meu nascer do sol, você é o meu dia favorito, meu fechar de olhos. Eu prometo ser completa, eu prometo ser sua tulipa escurecida. Prometo ser seu abraço, prometo ser seu cobertor, sua primavera. Prometo te olhar todos os dias, prometo brigas vazias, tardes de neve e sorrisos sinceros. Prometo ser seu mundo. Prometo te amar por todos os dias da minha ida e nada irá nos separar.

Os presentes estavam em prantos. Emma chorava, Tinker, Ruby, Henry, David. Uma comoção sem limites.

Emma soluçava, suava. Segurou as mãos de Regina. Respirou fundo.

— Minha Rainha! Eu não consigo encontrar palavras para te agradecer por existir. Eu sinto a necessidade em te agradecer por respirar todos os dias, por me olhar todos os dias, por ter me visto, por ter cedido, por ter brigado. Eu me sinto grata por te olhar, sentir seu cheiro, por estar perto de você. Você é minha realidade, é minha dimensão. Você é meu dia. Eu nasci para conhecer você, para estar com você. E, eu estarei ao seu lado te segurando, te protegendo, te abraçando. Eu prometo nunca te soltar, eu prometo ser sua luz, prometo ser seu lugar quente nos dias de neve, prometo ser sua ponte à beira do abismo, prometo ser sua xicara de café quente. Porque eu te amo, Regina Mills. Amo sua escuridão, sua confusão. Amo quando sorri concentrada em um livro que nunca ouvi falar. Amo como odeia que eu mexa na cozinha. Amo quando não me enxerga por causa do trabalho e amo conhecer o barulho dos seus passos. Eu amo a Regina, a mãe, a mulher, a prefeita e a Rainha Má, eu conheço todos elas e sou perdidamente apaixonada por todas. Eu não prometo estar com você na alegria e na tristeza ou na saúde e na doença, muito menos na riqueza e na pobreza. Eu prometo simplesmente estar com você em todos os dias da minha vida.

Regina chorava sem entender o motivo da felicidade que estava sentindo. Não compreendia a plenitude da tranquilidade, da integralidade. Se sentia completa.

A cidade estava chorosa, emocionada. Ver aquela união impensada foi um renascer para todos.

Emma Swan e Regina Mills se encontraram, brigaram, se descobriram, se conquistaram, se entregaram, se amaram e se casaram.

A partir daquele momento, elas teriam momentos felizes, irritantes, familiares. Elas se amariam, brigariam, se perdoaria. Seriam uma família, como tantas outras, com momentos bons e ruins. Mas o simples fato de existirem tornou tudo suficiente.

Emma Swan e Regina Mills, são o real retrato do amor verdadeiro.

Assim foi e sempre será.

Espero que tenham gostado de escutar a história dessas duas. Foi estranho, foi tenso, foi divertido e foi um prazer recebe-los na minha sala de contos. Espero ter a oportunidade de contar-lhes mais histórias diferentes ou não. Sentirei falta da invasão em minha sala. Dos pedidos e das caras de surpresa. Sentirem falta da companhia.

Tenham uma excelente noite.

Notas finais
Espero que tenham gostado. E por favor comentem muito este capítulo, vou sentir muita falta de todos.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!