Um Conto de Hope: Imprevisões
9 Capítulo 8
Notas iniciais
Julliene não gostava nada de ver Meliandra e o príncipe juntos. Não, aquela legado de Vênus não podia estragar o plano dela de se tornar princesa. Como Meliandra podia chamar tanta atenção do príncipe? Ela bufou irritada. Precisava afasta-los.
Foi até o agouro do acampamento, ele era um grande amigo seu, e também muito fácil de manipular.
– Charlie! Preciso de sua ajuda. – ela fala direta quando encontra o amigo.
– Oh, Jullie. Claro, o que deseja? – o amigo lhe sorri gentil. Parte disso era porque ele tinha uma paixonite por Julliene, e ela usava e abusava disso.
– É que eu queria saber de umas previsões, algo bem simples. – ela sorri docemente.
– Jullie... essas coisas são complicadas. – Charlie começa, e para assim que vê Julliene piscando de uma forma manhosa. Ele poderia se meter em problemas, mas não conseguia negar nada a ela. – O que você quer saber?
Jullie sorri satisfeita antes de falar.
– Uma amiga minha... Meliandra.
– Mas você não viviam brigando...
– Não! Bem, não mais. Acabamos nos entendendo. Mas o que eu quero saber é algo bem simples. Ela tem andado meio estranha, e estou preocupada que esteja com problemas. Você poderia ver o que está acontecendo, por favor? – ela passa a mão pelo braço dele e faz a melhor tentativa de convence-lo.
– Okay, por um bom motivo desses... – ele sorri para ela, mas ela pouco se importava, só precisava da previsão e nada mais.
Depois de um tempo de concentração, Charlie abriu os olhos de maneira assustada e por um momento ficou totalmente estático. Jullie se estressou.
– Ai, o que você viu Charlie? Fale! – ela disse emburrada pelo silêncio dele.
– Meliandra está grávida. – ele fala pausadamente.
Ah, sim. Agora Jullie sabia exatamente o que fazer para separar esse casal.
= Ω =
Henry foi buscar Meliandra cedo. Foi difícil convencer o irmão dela. Mas ele era o príncipe e ninguém queria desapontá-lo. Então lá estava ele, parado na frente do quartel onde a coorte dela ficava, e com um sorriso bobo. Ah, claro. Ele estava se sentindo bobo.
Meliandra era diferente. Bem, de um jeito bom. Ela era divertida, mas não de uma maneira forçada. Seu astral era leve e o fazia se sentir... em casa? Sim, ele se sentia em casa ao lado dela. Sentia-se confortável, aconchegado e muito bem. Ele não era Henry príncipe de Roma e futuro rei. Como uma garota podia fazê-lo esquecer até de seus títulos?
– Desculpe a demora! – a sua voz suave lhe surpreende e tira dos seus pensamentos. Meliandra estava ali, ao vivo e a cores para ele apreciar. E como sempre, estava encantadora. Seus cabelos estavam novamente negros e repartidos em duas tranças. Isso lhe deu um ainda mais jovial, se era possível. Um cardigã branco estava por cima de seu leve vestido azul, da mesma cor que suas sapatilhas. Não sabia se era pôr a garota descender de Vênus, mas sua beleza era inegável.
– Imagina, você está estonteante. – ele a elogia.
– Para onde vamos? – ela pergunta com seus olhos irradiando curiosidade. Um sorriso surge nos lábios de Henry.
– Você saberá quando chegar lá! – ele fala satisfeito por deixa-la ainda mais curiosa.
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