Um Castigo e Uma Recompensa
9 A vingança é doce como um chocolate... amargo?
Notas iniciais
Bom, gostaria de pedir desculpas à minha ausencia para quem notou (teve pelo menos uma pessoa q notou, ne 8D? cri cri cri. Eu ja suspeitava... -.-) Eh q eu viajei por um mes, tralala tralala. + estou de volta ao Nyah! 8D. Só q menos presente q antes, já q estou no mardito e amaldiçoado primeiro ano D: , me ferrei x-x. Dizem q eh o + dificil de todos, mas eu aguento ÒuÓ9 (até chegarem as provas, suahhuas). Então, sem + delongas, aproveitem o caaapp 8DDD!! *----*!!
Bjos bjos o/!!!
-... Então, comparem os dois lados do parafuso. Se eu espetar as duas pontas em vocês, qual doerá mais? – senti certa ameaça naquela frase... – É a ponta, já que ela é mais fina. E assim concluímos que quanto menor é o espaço maior é a pressão.
E como que adivinhando que o professor já havia concluído a aula, o sinal tocou um segundo depois do ponto final. Ele realmente era um professor de física...
- Até mais crianças, podem se retirar para o recreio. – e foi o que todos fizeram. Suspirei, sendo a única a procurar o lanche de casa dentro da mochila. Comparado ao preço da escola, trazer lanche de casa era uma coisa sem dúvida nenhuma econômica. Alguns segundos depois a sala estava vazia. A fila tinha fama de ser muito grande então quanto mais rápido chegar lá, mais chances você tem de ser o primeiro.
Olhei para trás, vendo os objetos particulares das pessoas espalhados pela mesa. Sorri, essa sensação era legal. Levantei-me vagarosamente, andando em direção à porta, quando vi uma mesa em particular. Minha sobrancelha tremeu de frustração.
- Aquele garoto idiota... – murmurei, indo até a mesa vazia de Sieghart. Seu casaco preto estava no banco da carteira e uma anotação pela metade de geografia se encontrava em cima da mesa. Sendo que nós estávamos tendo aula de física. Preguiçoso... Quando cheguei perto o suficiente pude ver seu Iphone em cima da mesa.
Cof cof, eu não deveria, não é...? Uh hu hu hu... Olhei para os lados discretamente. Não tinha ninguém. Peguei o Iphone dele em minhas mãos, sorrindo maliciosamente.
- Droga, senha. Hm... Para um idiota como ele... Um, dois, três, quatro.
Senha incorreta. Droga. Ele não era tão burro como imaginado. Talvez a data do nascimento dele... Mas qual era? Será que é o ano que nós estamos agora? Digitei.
- Porcaria. Eu só tenho mais uma chance. – mordi os lábios, andando até a janela e me apoiando de costas na mesma. Estava fazendo calor – Vamos... Pense como Sieghart...
Por algum motivo pensei no maior número que eu poderia digitar ali. 9999. Senha incorreta. Maldição! O aparelho foi bloqueado por um tempo. Aproveitei para olhar em volta. Eu ainda estava sozinha.
Eu estava com tanta raiva de Sieghart que eu ia apagar sua lista de músicas inteiramente! Ashuauahshuahuashuhasuhuashushushu! Aí ele teria que colocar tudo de novo! Ashasuha. Eu era realmente do mal.
- Talvez, 0000... – digitei quando ele desbloqueou. Eu errei novamente. Tentei um número aleatório, já com uma veia pulsando na testa. Errado. — Aaaaaaaaaaaaaaaaahhh, malditooooo! Que senha irritante! – bufei – combina com o dono.
Virei, apoiando os cotovelos na beira da janela. Pense Elesis, pense... Sieghart... Sieg... Uma vez eu li que tinham alguns números que se parecem com letras, que davam para serem lidos em uma forma de códigos se eles fossem postos da maneira certa. Vamos ver... S, 5. I, 1. E, 3. G, 6. Acho que fica parecido assim...
Senha incorreta.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!! E essa porcaria ainda vai ficar bloqueada pelo dobro do tempo!!! MALDIÇÃAOO!!! – coloquei o Iphone entre minhas mãos e comecei a estrangulá-lo – Que raivaaaa!!! Morra malditooo!!!
Ok, os acontecimentos a seguir foram de tamanha burrice que não vou detalhá-los aqui. Amigos, nunca, nunca saiam estrangulando um Iphone – principalmente se não for seu– loucamente na frente de uma janela jumentamente aberta a três andares do chão. Isso não é uma coisa muito inteligente a se fazer. Então meus caros, ousam uma menina de experiência feita eu.
Xinguei alto, pulando para frente e segurando na ponta dos dedos o Iphone que havia escorregado de minhas mãos. Ele estava entre o polegar e o indicador, escorregando levemente. Fiquei na ponta dos pés, me inclinando para frente, mas me segurando na janela com a mão restante.
Se eu puxasse meu braço muito rápido o Iphone cairia. Tentei ser devagar, mas ele escorregou mais. Uma coisa considerada muita para mim. Engoli em seco, suando frio. Sieghart ia me matar! Nãaaaaaao!
Ilusão desesperada que Elesis teve de Sieghart:
- Então você o quebrou, foi ruivinha? – ele cerrou os olhos friamente, com seu sorriso assustador e sombrio. Emanando fúria e irritação. Os fogos em seus olhos pareciam que iam consumir Elesis. Ela engoliu em seco, coçando atrás da cabeça e dando um sorriso amarelo.
- Sabe o que é... hehehe...
- Sua maldita... – ele agarrou a bochecha da garota a apertou com força, fazendo movimentos para lá e para cá.
- Me descuuuuulpa! Foi sem querer! Perdoe-me!
- Você quer morrer? – esbravejou ele – Você vai comprar um novo para mim agora!
- O que? Nãaaaaaaaaao!!! Eu não tenho dinheiro!
Ele sorriu ironicamente, ainda a fuzilando com o olhar. A ruiva tremeu por dentro.
- VÁ MENDIGAR NA RUA ENTÃO, SUA IDIOTA! – gritou ele, balançando mais a bochecha da ruiva.
AAAAAAAAAAH!! Ajude-me, kami-sama!!!
Fim da ilusão desesperada que Elesis teve de Sieghart
- Verdade ou conseqüência de novo? – ouvi uma voz vinda do corredor. Estava baixa pela distância, mas dava para perceber que se aproximava. Arregalei meus olhos, quase desesperada.
- O que é que tem? Quem quiser fala eu – uma tonelada de “eu” foi ouvida por mim naquele espaço.
AAAAAAAAAAAAAAHHHH, AAAAAAAAAAAAAAAAAAHHH, AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!!!!! EU VOU MORRER!!! Se eles me encontrarem aqui com certeza vão falar para Sieghart e Sieghart vai vir correndo para cá por causa do seu Iphone e logo depois que ele cair eu vou morrer estrangulada logo depois. AAAAAAAH!! Eu não podia deixar que essas pessoas me olhassem na cena do crime!
Puxei o Iphone só de uma vez para perto de mim, mas antes que o mesmo chegasse ao final do caminho, ele caiu. Eu quase gritei. Meu coração batia tão rápido que eu senti como se as pessoas lá em baixo andando normalmente pudessem ouvir.
- Maldição – choraminguei desesperada, mas um pontinho preto chamou minha atenção – Espera aí!
Olhei para fora da janela, logo abaixo dela, onde havia um vão saliente que saía pela parede. O Iphone caiu lá. Dava para pegar se eu tivesse cuidado e muita sorte. Ele ainda estava inteiro e funcionando, pois eu podia ver a telinha nojenta de “senha incorreta” acender.
- Kami-sama, eu te amo! – lágrimas saíram pelos meus olhos enquanto eu estendia as mãos emocionadamente.
- Ai credo, vocês nunca se cansam mesmo – a voz riu.
Arregalei meus olhos. Droga! Eu não podia ser vista aqui, senão se Sieghart sentisse falta de seu Iphone, iam chamar pessoas para perguntar se havia alguém na sala que teve a chance de ter ficado sozinha para um engenhoso furto. Droga! Eu tinha que sair rapidamente de lá.
Mas eu lembrei que a porcentagem de pessoas ruivas na escola era tão pouca que eu seria descoberta só pelo cabelo. Porcaria! Cabelo maldito! Eu tinha que cobri-lo.
Olhei ao redor rapidamente a procura de alguma coisa útil. Eu não havia trazido casaco hoje. E eu também não podia pegar o casaco de ninguém daqui do nada, já que eu não tinha tanta intimidade para isso. A não ser...
Minha atenção voou para a mesa de Sieghart, onde seu casaco preto ainda pousava brandamente. Droga, eu ia me matar por isso depois.
Corri rapidamente até lá, pegando-o e cobrindo meus cabelos com o capuz. Fui em direção à porta da sala e a atravessei, caminhando com a cabeça baixa e indo para o lado contrário da algazarra de pessoas que entravam na sala de aula agora, rindo e se divertindo.
Eu teria que voltar e ficar sozinha na sala novamente para pegar o Iphone. Oh shit.
**
Amy narra:
- Droga! Droga! Droga! – bati na almofadinha ao meu lado, irritada. Não acredito que aquela garrafa idiota tinha parado em mim — Arg, sou eu. Vai, verdade.
- É sua última verdade, viu? – alertou Kris, a menina de cabelos cor de chocolate a minha frente. Seu sorriso era malicioso. Fiz um biquinho, girando os olhos e tentando prender um sorriso. Eu tinha certeza que ela queria me ferrar.
- Claro, querida. Agora continue.
- É verdade que... – ela fez uma pausa dramática, olhando para todos ao redor na rodinha – Você é BV? – o sorriso dela se alargou. Pisquei os olhos rapidamente. Era estranho, mas era o que eu fazia para trocar de personalidade, vamos dizer assim.
Bufei incredulamente, passando o olhar irritado pela porta e voltando a ela. O pessoal da roda começou a vaiar a pergunta.
- Preciso mesmo responder a isso?
- Ok. Já entendi. – ela pôs a língua pra fora, voltando a girar a garrafa. Eu normalmente “piscava os olhos” quando ficava nervosa ou quando a pessoa a minha frente digamos que, me assusta. Desde pequena faço isso como uma forma de proteção, mas ás vezes minha dupla personalidade me leva longe demais. E quando a minha outra eu começa a falar, não para mais. Tão arrogante e estressada, eu não conseguia controlá-la, apesar de saber que era eu quem falava e que de alguma forma era de minha vontade falar aquilo daquele modo.
Contei em silêncio de um a dez, até a garrafinha parar novamente...
Em mim. Xinguei alto.
- Isso é alguma maldição? Mas que porcaria é essa?
- Consequência? – perguntou Kris, em um risinho. Suspirei.
- Ta, ta, tanto faz. — cruzei os braços.
- Você terá que ir até a janela – ela apontou para o lado, onde havia uma janela próxima a mim. Nós estávamos na sala de aula e era intervalo, o pessoal havia se reunido para brincar um pouquinho, como estávamos acostumados a fazer diariamente. – E gritar para a primeira pessoa que passar: “Amoooor, você é lindo e saradão. Te amo! Me deixa tocar em seus músculos sexy agora?”
Arregalei meus olhos, corando abruptamente. Risos e mais risos soaram naquela sala. Meu eu normal voltara a mim sem querer. Pisquei novamente.
- Tudo bem. – me levantei, com um sorriso no rosto e entrando na brincadeira. Era até engraçado, ou pelo menos parte de mim achava aquilo.
- Ah, e se for garota, é só falar tudo na forma feminina.
- Prefiro esperar meu garanhão – pisquei para o pessoal da roda de brincadeira. Eles riram igualmente a mim.
Fui em direção à vidraça aberta, me apoiando lá e olhando as pessoas andarem tão lentamente abaixo de mim. Todos da sala correram para a janela, esperando o momento para não perderem nada. Eu estava no terceiro andar. Kris repetiu as palavras que era para eu falar, fixando-as em minha cabeça a meu pedido. Sorri de lado, encontrando a minha vítima. Ele acabara de sair da escola e andava de costas para mim.
- Ei! Você de capuz preto! – a pessoa olhou para os lados, procurando a voz – Amooooor, você é lindo e saradão. Te amo! Me deixa tocar em seus músculos sexy agora?
Ele virou para trás, olhando para cima. Seus olhos avermelhados foram em direção aos meus no momento em que ele abaixava o capuz, deixando os fios ruivos serem balançados pelo vento brando. Ele ergueu uma sobrancelha enquanto um sorriso sarcástico percorreu irritantemente seus lábios. Meu queixo caiu e meus olhos se arregalaram de forma tão surpreendente que eu senti-os maiores que minha boca entreaberta.
- Porcaria! – falei, me amaldiçoando. Ele cruzou os braços para mim, em uma expressão divertida que queria dizer: “lindo e saradão, é?”. Tirei rapidamente o rosto de perto da janela e me sentei no chão, corando de vergonha. Era aquele burro de carga idiota. Não, não pode ser.
Eu quase podia o ver rindo-se de mim agora.
**
Elesis narra:
- Como é que se faz aquilo mesmo? – perguntei para mim mesma, amarrando uma pinça que eu havia achado no chão por sorte em um pedaço de papelão. Eu estava abaixo de uma árvore, a que ficava ao lado da piscina vazia da escola, sentada no gramado enquanto fazia meu objeto.
Ok, se eu conseguisse colocar o Iphone entre a pinça delicadamente, sem movê-lo demais para que não caísse e sem levantá-lo tanto para que não escorregasse e o firmasse lá para depois puxá-lo...
Bati em minha testa, odiando-me. Isso estava na cara que não ia dar certo, não é? Droga. Inclinei-me para frente, fechando os olhos fortemente enquanto apertava a pele entre meus olhos. O que eu ia fazer?
Enterrei meu rosto em minhas mãos, as quais estavam cobertas até a palma pelo casaco preto de Sieghart, somente os dedos estavam de fora. Eu pude sentir o cheiro atrativo de seu perfume nas pontas das mangas. Um rosado engraçado formigou em minhas bochechas. Será que os pulsos de Sieghart eram tão cheirosos quanto seu casaco?
Pus meus pés no chão, puxando minhas pernas para próximas de mim e logo cruzando os braços em cima de meus joelhos. Enfiei meu rosto no pano do casaco enquanto me encolhia, puxando o seu aroma viciante para dentro de mim. Seu cheiro cativante me deixava serena, fazendo-me lembrar da companhia de Sieghart, mesmo que serenidade não fosse a melhor palavra para me definir quando ele estava ao meu lado. Dei um sorriso mínimo.
- Aquele idiota... – murmurei, sentindo raiva, mas não era só isso, era raiva misturada com alguma coisa estranha que eu não sabia identificar direito, percorrendo dentro de mim. Como eu odiava a confusão que aquele ser desprezível me causava.
- Claro ruivinha, eu lhe empresto o meu casaco.
Arregalei os olhos, levando um susto por dentro. A coragem fugiu de mim na hora de me mover, mas eu o fiz. Virei para trás vagarosamente. Ele estava recostado no tronco grosso da árvore, de lado para mim enquanto mantinha os braços cruzados sobre o peito. Seu sorriso era o mesmo de sempre em seus lábios.
- Si-sieghart? – gaguejei. Sieghart piscou para mim, acenando e contendo um riso pelo meu estado.
- Então gosta do meu cheiro, é? – seu olhar me pressionou maliciosamente.
- Cla-claro que não!
- Não? Então porque ficou cheirando meu casaco de forma tão profunda? Sua hentai. – meu queixo caiu e eu corei de vergonha. O sorriso de Sieghart ficou maior.
- Maldito... depois eu é que sou a hentai, não é? – vociferei, me levantando.
- Pelo menos não sou eu que fico mexendo nas coisas dos outros sem eles saberem.
Engoli em seco, lembrando-me do Iphone que eu havia pegado/deixado cair sem permissão.
- Ora seu... Eu tive motivos sérios e convincentes para ter pegado seu casaco, viu? – cruzei os braços, erguendo o queixo – Eu não sou hentai.
- Ah, é sim. Sei que você fica tendo pensamentos pervertidos quando está sozinha. Eita, ruivinha... E eu que pensava que você era tão inocente.
Meus olhos se arregalaram novamente.
- Como assim pensamentos pervertidos? Você está doido?
- Admita.
- Aff, mas mesmo que eu tivesse como você poderia saber seu idiota? – girei os olhos, cruzando os braços. Sieghart fingiu uma expressão de surpresa.
- Então era verdade? Você, ruivinha?
- NÃO! Espera! – olhei desesperadamente para ele, fazendo “não” com as mãos – Não é isso que eu quis dizer!
- Nossa... Não esperava isso de você Elesis. – ele girou o rosto negativamente em reprovação. Por mais que eu soubesse que era fingimento eu não conseguia não ficar com vergonha.
- Maldito! Eu não disse isso!
- Será que vou ter que informar ao seu Onii-chan que você está comprando àquelas revistas? Gente... Onde vai parar esse mundo... – ele cobriu os olhos, como se estivesse decepcionado.
- Revistas? Que? Como assim?! Sieghart, seu idiota! Você nem conhece meu irmão! E que negócio do nada é esse de revis... – minha ficha caiu – COMO ASSIM REVISTAS?! EU NÃO OLHO ISSO, NÃO!
- O que? Então você olha outro tipo de coisas como vídeos? Vídeos?! Ruivinha... O que será que seu Onii-chan vai pensar de você, hein?
- MALDITO! Eu não olho isso!
- Você gosta de olhar isso?
- Não! Seu surdo idiota! Que raiva!
- Ah, então agora você está com raiva de mim porque eu te atrapalhei a olhar suas coisinhas pervertidas aí? Desculpe-me – ele fingiu ficar ofendido, erguendo as mãos em sinal de inocência – Vou sair então. – Sieghart me deu as costas, começando a andar.
- Espera! – agarrei sua blusa desesperadamente.
- Desculpe. Eu não tenho nenhuma coisa desse tipo para lhe emprestar agora, então se me permite. – ele continuou a andar, ignorando meu puxão. Ele estava praticamente me levando. Juntei as sobrancelhas.
- Maldito! – agarrei sua cintura, o puxando para trás para que parasse, e foi o que ele fez.
- Você tem alguma coisa para me contar? – porque sua voz estava tão autoritária como se fosse a de um adulto? A culpa invadiu meu corpo novamente, me fazendo fechar fortemente os olhos quando me lembrei do Iphone. Apertei sem perceber os braços em volta de seu corpo de forma mais intensificada.
- Tenho. – admiti, encolhendo-me inconscientemente como uma garotinha medrosa. Por algum motivo eu senti que devia contar. – Mas não tem nada a ver com revistas ou vídeos, viu?!
- Então tem a ver com o que, senhorita?
Mordi os lábios, olhando para baixo enquanto apertava os olhos.
- Seu Iphone... – parei, envergonhada.
Abri um de meus olhos para olhar para o rosto de Sieghart. Meu rosto corou quando nossos olhares se encontraram. Ele tentava prender um sorriso enquanto olhava para mim com satisfação. Logo percebi que eu estava o abraçando. Pulei para trás, arregalando os olhos.
- Meu Iphone, o que?
AAAAAAAAAAAAAAHH!! EU VOU MORRER!!!
- H-hã? Q-Que? I-Iphone? O que é isso, hehehehehe? – dei um riso nervoso, logo virando e andando em sentido contrário ao de Sieghart – Te vejo mais tarde meu amigão! Vou assistir um pouco mais dos meus vídeos pra lá, onde eu ficarei sozinha e feliz hehehehe! – acenei para ele, correndo mais do que andando.
- Ruivinha – chamou-me Sieghart, puxando minha mão. – Continue, gosto de lhe ouvir falar... Meu Iphone...? – ele não parecia irritado, muito pelo contrário, parecia se divertir com meu desespero crescente. Dei um sorriso amarelo.
- Nada! Seu Iphone nada! Hehehehe. Iphone – bufei – Quem precisa disso, não é? – comecei a rir descontroladamente. Sieghart deu um sorriso, balançando negativamente a cabeça.
- Venha cá – ele me puxou de leve, lentamente, em um movimento cortês. Conduziu minha mão até o tronco da árvore, lá no alto e quando eu me dei conta ele já havia pegado a minha outra mão. Deslizando-a pelo ar, ele juntou as duas, pulso no pulso e levou minha cintura para se recostar no tronco, comigo de costas. Seus movimentos eram tão delicados e lentos que eu não percebi que eu estava presa. Ele sorriu educadamente para mim, pressionando-me com o olhar – Continue, por favor.
MALDITOOOOOO!!!!
- Er... Hehehehe... Eu ia lhe perguntar se você gosta de Iphones e tudo, sabe? Hehehehe. – engoli em seco, relembrando-me do Sieghart que eu imaginara. Sieghart desviou o olhar, dando um riso nasal.
- E o que mais?
- É só isso. Agora que nós terminamos essa amigável e carinhosa conversa, eu irei indo agora – tentei dar um passo para frente, mas não consegui. – Ai.
- Você está tão ansiosa assim para ver suas revistas pervertidas, é? – ele ergueu uma sobrancelha.
- MALDITO! Eu já falei que eu NÃO vejo essas coisas!
- Claro, claro... Mas voltando ao Iphone – NÃAAAOO!! Engoli em seco novamente. Meu coração parecia que estava dançando samba brasileiro dentro de mim. – Você não confia em mim, ruivinha?
- C-Confiar? Confiar em que? Do que nós estamos falando? Ah é! Eu amo chocolate e você? – sorri. Ele continuou a me encarar. OMG, a culpa está consumindo meu ser! Nãaaaoo!! Sinto que restam poucos segundos de vida para mim! A luz! Está vindo! Olhei novamente para seu rosto. Droga.
Suspirei.
– Tudo bem. Eu peguei seu Iphone por curiosidade, mas minha verdadeira intenção era apagar todas as suas músicas porque eu estava com raiva, pois VOCÊ me fez passar a manhã TODA levando sermão do professor de tênis, aí, sem querer eu deixei seu Iphone cair pela janela, porque eu estava com raiva dele. Mas a culpa é sua de ser mais esperto do que eu esperava na hora de colocar a maldita senha! Eu ia pegá-lo, só que uma multidão começou a invadir a sala. Então fui obrigada a sair disfarçadamente com seu casaco de lá. Eu estava aqui tentando encontrar um jeito de recuperar seu Iphone quando você chegou. Me descuuullpaaaa – fechei os olhos de modo forte, abaixando a cabeça.
- Ah, entendi a parte do casaco. – Sieghart sorriu, me soltando. Abri os olhos, surpresa por ele estar sorrindo agora.
- Você não está zangado?
- Até parece que eu iria me zangar com você, ruivinha – Sieghart levou a mão ao bolso, tirando de lá um aparelho eletrônico. Era um Iphone.
- Espera aí... – juntei as sobrancelhas, confusa.
- Quando você estava esganando meu Iphone, ou melhor, antes, quando estava gritando feito uma louca você chamou minha atenção. Eu comecei a te olhar por fora da janela. – Sieghart riu – Foi realmente divertido ver todas as caras que você fez.
- Então você já sabia? E você já pegou seu Iphone?
- Sim e sim. Mas eu queria que você me contasse. Obrigado ruivinha, posso confiar em você – ele tentou prender um sorriso – ou quase...
- Como assim “ou quase”? – trinquei os dentes, zangada. Sieghart colocou as mãos no bolso novamente e caminhou em direção à sala.
- Vamos ruivinha, já está na hora da aula.
- Sieghart! Não mude de assunto! Como assim “ou quase”?
- Ora... Quem é que pode confiar em alguém que compra e assiste aquele tipo de coisa, hein?
- C-COMO ASSIM?!?! Eu já disse que NÃO faço isso!
- Aham, sei...
Fechei minhas mãos em punho, sentindo uma veia pulsar em minha testa.
- Sieghart, seu maldito...
Notas finais
Ah, e desculpem a demora em atualizar minhas fics. Vou tentar concertar isso o-o. Até a proxima, pessoaaall ^-^/ !!
Bjos bjos o/!!!
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