Um Casamento Um Tanto Bagunçado
22 Carro
Uma Atena surpresa entrou no carro pela porta que ele havia aberto para ela, vendo que Poseidon dava a volta e se sentava no lado do motorista.
–O que vamos fazer agora?
Ela olhou-o cautelosamente.
–Decoração. Ainda não vi nada disso e acho que é uma das coisas que mais toma tempo.
–Hum, não conheço alguma loja que venda isso.
Ela quase sorriu.
–Acho que eu sei de uma... Mas de qualquer jeito, vai guiando o carro e eu te mostro como chegar quando estivermos na cidade.
Ele concordou com a cabeça e logo já estavam novamente na pequena estradinha que Atena já estava agora acostumada. Ou quase isso.
Poseidon sorriu ao notar olhando pelo canto do olho que ela estava nervosa.
–Pode segurar minha mão se estiver com muito medo.
Ela rolou os olhos, ficando vermelha e se refreando ao máximo para não sorrir. Mas seu estômago estava se revirando com aquela frase.
–Obrigada, mas eu dispenso.
Ele sorriu admirando os lindos olhos que ela tinha e então voltou-se para a direção, suspirando uma vez e pegando toda a velocidade que podia.
Logo que apareceram nas ruas, Atena começou a guia-lo para a tal loja de decorações. Poseidon notou algo diferente em sua voz, parecia mais... Fraca, como se tivesse um pouco de medo de falar algo para ele.
Ele pensou o que poderia ter acontecido para deixa-la assim de uma hora para outra.
Ela realmente parece mais "mansa", pensou, quase sorrindo pelo adjetivo, mas então seu rosto se fechou. Droga, Lívia.
–Atena, o que Lívia disse pra você?
Ela arregalou um pouco os olhos, surpresa por ele chegar nesse assunto de repente.
–Ah -fez, engolindo em seco, certa de que não deveria contar para ele- Ela me disse que você é impulsivo e que... Eu não deveria levar os seus xingamentos para o lado pessoal porque você se irrita com muita facilidade.
Atena disse aquilo como se quisesse realmente atingi-lo em algum ponto.
Não pareceu conseguir, no entanto, porque ele simplesmente franziu o cenho, virando a cabeça para ela.
–Eu conheço Lívia, ela não te falou isso.
–Poseidon, olhe pra frente.
Ele obedeceu, contrariado.
–O que ela te disse?
–Eu... Eu já te falei.
–Não, não falou, tenho certeza.
–Poseidon, por favor, olhe para a frente.
–Não consigo, estou conversando com você.
–Então pare de conversar comigo!
–Também não consigo.
–Você vai atropelar alguém, Poseidon!
Ele suspirou, e parou o carro no primeiro lugar que achou para estaciona-lo.
–Vai me falar agora?
–Poseidon!
–Atena!
Ela bufou, o rosto todo corado.
–Você é impossível.
–O que Lívia disse pra você?
–Eu já te contei.
–Atena, você é uma péssima mentirosa.
Ela ficou ainda mais vermelha e fez menção de virar-se para sair do carro, mas Poseidon segurou-a pelo pulso, impedindo seu movimento e trazendo-a perigosamente para perto de si.
–Por favor.
Ela poderia derreter ali. Aquelas contrações idiotas em sua barriga se agitavam mais do que nunca.
–Poseidon -disse, em um fio de voz- Ela não disse nada pra mim.
Ele podia ver a mentira se confundindo em seus olhos. Poseidon ficou parado por vários e longos instantes, segurando seu pulso fortemente, mas sem machuca-la.
Atena percebeu como suas mãos eram fortes e quentes, e contrastavam com sua pele branquinha por ser tão bronzeada. Seu rosto de traços perfeitos destacava os olhos encantadores verde-mar. Ela queria gritar para ele solta-la, mas simplesmente não conseguia. E, droga, por que era tão impossível se afastar dos olhos dele?
Poseidon não sabia por quanto tempo conseguiria aguentar mais. Puxou-a devagar pelo pulso, de forma quase imperceptível, seu coração falhando uma batida quando seu nariz encontrou o dela. Atena fechou os olhos nesse momento e ele teria se aproximado mais caso ela não tivesse dado um pulo para trás no seu banco, fazendo com que ele soltasse o seu braço.
Ela fica linda vermelha, pensou, fechando os olhos.
–Eu...
Ele virou seu olhar pra ela e Atena sentiu seu rosto ir esquentando cada vez mais enquanto sua pele formigava para tocá-lo.
–Acho melhor irmos -murmurou, baixinho.
Poseidon podia beijá-la naquele mesmo momento. Mas balançou a cabeça, concordando com ela.
–Antes que eu faça alguma besteira -disse para si mesmo enquanto ligava o carro, mas ela ouviu.
Atena passou os dedos pelos cachos loiros que estavam dourados agora que o sol os tocava. O que tinha acontecido? Ainda podia sentir a respiração dele tão próxima da sua completamente descompassada.
O único som que se podia ouvir era do motor do carro e da cidade barulhenta. Ali dentro um silêncio um tanto constrangedor se estendia, os dois com pensamentos de certa forma iguais. Ela olhava para a janela como se a vista pudesse ajudá-la. Ele olhava para a frente determinadamente.
–Nós... Chegamos? -ele disse apontando para uma loja, e ela se perguntou se ele estaria tão relaxado como sua voz demostrava.
–Sim. -então franziu o cenho- Tinha dito que não conhecia nenhuma loja de decoração e eu parei de... Guia-lo.
Ele deu de ombros, sorrindo.
–Seria impossível não notar essa mesmo a muitos quilômetros de distância.
Ela travou ao olhar para o sorriso maravilhoso dele.
–Hã-ahn.
Poseidon sorriu para si mesmo ao vê-la nervosa por causa dele.
–Vamos. -disse, e saiu do carro.
OoO
N/A: Hellooo, atrasei um dia e hoje uma da manhã tive um surto porque fui contar os dias desde o último que eu tinha postado e descobri que tinha dado quatro dias ~chora~ então como "recompensa" eu vou postar outro hoje a noite ou o próximo em dois dias ao invés de três :D
Mas enfim porque tenho certeza que vocês não querem saber das minhas... Programações? Bem, esse capítulo foi tipo um avanço dos dois, ownn! Faz tanto tempo que eu não escrevo esse tipo de cena entre Poseidon e Atena que isso provavelmente deve estar ruim, mas de qualquer jeito espero que tenham gostado!
P.S. Vou responder todos os reviews agora e me desculpem por não fazer isso antes ;)
P.S. 2 Eles são muito fofos juntos!! *_*
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