É claro que Poseidon ainda conseguiu convencer Atena a cantar mais uma ou duas músicas, já que ela já tinha perdido a aposta. Ou porque ele encheu muito o saco dela até que ela dissesse que cantaria mais. Na verdade, as duas opções podem ser consideradas certas.

O deus ainda cantou Help, dos Beatles, e Put Your Head On My Shouder, do Paul Anka, colocando aquela interpretação na música, os olhos semicerrados com o sorriso malicioso, fazendo garotas delirarem como se ele fosse o Elvis Presley no auge dos anos 60, e Atena rir dele ao mesmo tempo em que tentava se impedir debilmente de ficar corada em certos momentos (quando nem ela podia negar o quanto ele ficava sexy e o quanto a sua voz era... Maravilhosa).

-Hum -fez ele fechando os olhos, sentado junto com ela na mesinha- Acho que nunca comi um nachos tão bom.

-Acho que sou obrigada a concordar -disse ela, pegando mais um do prato no meio da mesa -Mas sabe o quanto isso não é nem um pouco saudável, certo?

Ele rolou os olhos com um sorrisinho para ela.

-Desculpe fazer a saúde em pessoa comer um pouco de comida gostosa, só pra variar.

-Ei! Comida pode ser saudável e gostosa ao mesmo tempo!

-Eu discordo.

-Você é ridículo. -concluiu ela, pegando mais um e saboreando-o em sua boca.

Ele ficou em silêncio por alguns segundos, ouvindo distraidamente alguém cantar na pequena passarela.

-Quer cantar outra?

-Poseidon! Não comece de novo!

Ele riu.

-Você não vai resistir a cantar um dueto comigo.

-Ah, vou sim -Atena sorriu angelicamente.

Poseidon parou um pouco para admirá-la, dando um sorriso estúpido junto.

O rosto dela ficou rosado, percebendo o que ele fazia.

-Você é tão linda.

Atena corou. Seu rosto ficando cada vez mais e mais vermelho. Ela não sabia se já tinha ficado mais encabulada do que naquele momento. Poseidon percebeu com um pouco de atraso o que tinha falado, praguejando imensamente contra o seu lado impulsivo enquanto abria um sorriso para si mesmo pela vermelhidão dela.

-Eu... Obrigada -disse ela no que pareceu mais um sussurro do que qualquer outra coisa.

Ele passou a mão pelo cabelo negro, bagunçando-o ainda mais.

-Er... Acho que... Escapou. -Poseidon pousou a mão na mesa, incerto do que dizer.

Para a sua surpresa, Atena riu, ainda que parecesse muito envergonhada.

-"Escapou"?

Ele deu de ombros.

-Não sei o que dizer pra você.

-Significa que não é verdade?

-Por que não seria? -perguntou ele, franzindo as sobrancelhas.

-Ah, eu não sei. -disse Atena, mordendo o lábio inferior.

Poseidon lançou um olhar para ela, apoiado em um braço na mesa com os olhos demostrando incredulidade.

-Não se acha bonita?

-Isso é realmente uma coisa importante pra ser discutida?

-Não fuja da minha pergunta. E sim, é claro que é importante.

Ela bufou.

-Eu preciso me achar bonita?

-Sim! -riu ele- Pelo amor dos deuses, Atena, você vai ser muito mentirosa ou com muita falta de autoestima se disser que não.

-Eu não posso me achar meio bonita?

-Não.

-Eu realmente não vou discutir isso com você.

-Ah, vai! -ele sorriu e se inclinou sobre a mesa- De 0 a 10 que nota daria pra você?

-Poseidon, isso é ridículo! -exclamou ela.

-Anda logo.

-Eu não sei!

Como ele continuou olhando-a, ela suspirou.

-Sete?

-Sete? Eu te dou cinco e meio, no máximo.

Ela rolou os olhos enquanto ele abria um sorriso.

-E que nota você daria pra mim?

Atena arregalou um pouco os olhos.

-Não vou dar uma nota pra você, Poseidon.

-Dez, eu já sabia.

-Você é realmente muito convencido se acha que eu te daria dez.

-Então que nota eu recebo?

-Cinco e meio -respondeu, não sem um sorriso.

-Nesse caso você está me dando a mesma nota que eu te dei?

-Sim -disse ela, confusa.

-Ah querida, -ele sorriu- então me deu muito mais que cinco e meio.

Atena ficou vermelha, rolando os olhos.

-Argh, Poseidon.

Ele riu.

-Estou só brincando, Atena. Vou pegar uma bebida ali, já volto.

-Não! Quer dizer, hã, eu acho que já quero ir.

Ele franziu os lábios.

-Não quer esperar mais um pouco?

-Não. Amanhã tenho que acordar cedo. Aliás, você também tem.

-Hum, certo. Então acho que eu tenho que te levar pra casa. Vou pagar a conta.

-Não, eu pago a minha parte.

-Fique quieta -ele riu, mas olhou-a de forma... doce, enquanto se levantava e ia em direção ao bar, deixando-a em um profundo dilema mental.

Poseidon é definitivamente a pessoa mais confusa que eu já conheci! Como ele pode me provocar tanto e depois dar um sorriso tão gentil? E, argh, por que minhas pernas ficam tão bambas perto dele?

Atena observou-o da mesa, colocando a carteira de volta no bolso e voltando para onde ela estava.

-Vamos?

Ela assentiu, se levantando e seguindo-o para fora até o carro.

-Foi uma ótima noite -disse ele, lá dentro.

Ela concordou.

-Sim, até onde pode ser tendo você como companhia -disse, sorrindo um pouco.

Poseidon não respondeu, sorrindo e olhando dentro dos olhos dela. Ele sentiu qualquer tipo de calor dentro do próprio corpo olhando para Atena enquanto ela lhe sorria. Tão tímida.

O deus ligou o carro temendo os seus pensamentos e foi guiando pelas ruas. Estavam um pouco mais desertas do que de manhã.

-Poseidon, que horas são? -perguntou ela, alarmada. Nova York era o tipo de cidade que nunca estava nem um pouco deserta durante a noite.

-Hum -fez ele, olhando no relógio- Três e meia.

Atena arregalou os olhos.

-O quê?!

Ele sorriu um pouco.

-Calma, Atena. Podemos acordar mais tarde amanhã, se for esse o problema.

-Mas eu não posso! Tem muitas coisas que precisam ser feitas!

-Tipo o quê?

-Bem, pelo que eu me lembro são só os doces, mas tenho certeza que tem mais coisa!

-Então vamos estar quase desocupados amanhã! -sorriu ele. -Posso te levar a praia?

-Poseidon! -exclamou ela, escandalizada.

Ele suspirou.

-Certo, mas relaxe, nós damos um jeito de fazer tudo sem precisar acordar às sete horas da manhã.

Ela bufou, contrariada.

Alguns minutos de silêncio se passaram.

-Atena?

-Hum?

-Hã, digamos que eu gostaria de vir no karaoke com você mais vezes.

-Eu... O que isso significa exatamente?

-Que eu gostei da sua presença e que você canta bem.

Ela riu, um tantinho corada.

-Ah, obrigada. Gosto muito de cantar, embora não em público.

Ele não respondeu, sorrindo um pouco.

-Também... -ela parou, como se tivesse dificuldade de terminar a frase. Seu rosto estava corado- Também gostei da sua presença.

Poseidon sorriu alegremente.

-Agora falta elogiar minha voz.

Ela rolou os olhos, rindo junto com ele.

-Estou brincando -acrescentou.

-Mas, bem, sua voz não é tão feia assim.

O carro parou na frente do gigante Empire State Building, mas o sorriso dele chamou mais a atenção de Atena.

-Vindo de você isso foi quase um pedido de casamento!

Ela soltou uma risada alegre, batendo no ombro dele.

-Cale a boca.

Ele sorriu.

-Atena?

-O quê?

Os olhos verdes de Poseidon brilharam insanamente.

-Diz que me ama.

Ela arregalou os olhos. O momento a seguir pareceu passar muito, muito devagar.

-O-O quê? -perguntou ela, gaguejando pela surpresa.

E então ele riu gostosamente, deixando-a aparvalhada.

-Era a nossa aposta -disse, piscando um olho para ela.

Atena rolou os olhos, entre o alívio e a vontade de dar um tapa nele. Mas logo a sensação passou e as bochechas dela coraram fortemente.

-Eu precis...

-Sim -cortou ele, sorrindo abertamente. -Precisa.

Ela respirou fundo, as mãos se torcendo uma vez em um gesto de nervosismo enquanto ela mordia o lábio.

-Eu... Eu amo você, Apolo.

Poseidon franziu os lábios. Não soube muito bem o que falar, então ela tentou interferir, parecendo um pouco surpresa e conseguindo identificar claramente a decepção nos olhos dele.

-Eu... Me desculpe. Quer dizer, argh, eu te amo, Apolo. -Atena arregalou os olhos- Droga, eu... Eu não sei...

-Atena -ele lhe deu um sorriso triste- Sabe, deixe isso pra lá. Foi só... uma aposta idiota. A gente se vê amanhã.

Ela assentiu com a cabeça levemente. Mas antes que pudesse abrir a porta, Poseidon se aproximou dela e deu um beijo na sua bochecha, se afastando em seguida com um sorriso. Ela sorriu timidamente e saiu do carro, se encaminhando até a entrada do prédio e lançando um olhar para trás.

Os olhos de Poseidon pareciam brilhantes e só tinham ela como direção.

Atena percebeu que mais uma vez naquele dia estava parada como uma idiota se perdendo nos olhos dele. Ela se assustou com esse pensamento e se virou, entrando de uma vez e indo até o elevador.

Já estava no seu quarto quando se sentou na beirada da cama.

-Oh deuses.

Atena podia negar que estava pensando nele. Mas tanto fazia o que diria para qualquer pessoa naquele momento, porque o que importava é que sua bochecha estava gelada e ela estava sentindo a falta dos lábios dele ali. E ela não conseguia entender isso. E não entender alguma coisa era algo que a deixava realmente angustiada.

Depois de um banho, ela se jogou na cama, fechando os olhos e se perguntando quando seria a próxima vez que poderia pegar um livro para ler sem ter a certeza que iria se desconcentrar com qualquer coisa.

Atena deitou a cabeça no travesseiro e por ali demorou mais um longo tempo, mas enfim o horário fez efeito e ela caiu no sono, seu último desejo sendo para que não sonhasse com ele. Afinal, Poseidon estava começando a impregnar sua mente vinte e quatro horas por dia.

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N/A: Acho que isso ficou grande :D E espero que tenha ficado bom também :DD

P.S. Weeeeell shake it up baby now, twist and shout!

Minha parte favorita é aquela que ele canta "You know you twist so fine, come on let's twist a little closer now, and let me know that you're mine"

Aiai, Beatles ♥

P.S.S. Não acho que essa música ai de cima combine com eles... Minha música favorita para os dois (por incrível que pareça já que eu não tenho uma relação muito boa com sertanejo) é Nuvem de Lágrimas (pela letra, ritmo... Tudo), mas sei lá, vocês sabem que podem me ignorar sempre que quiserem, principalmente com as minhas tentativas falhas de recomendações pra músicas /risos.

Notas finais
Muito muito muito obrigada pela recomendação (uhuuuuuuuuuuul *dança e rebola*) Evellin Chase *-------* Owwnn, você é adorável ♥