Um Casamento Um Tanto Bagunçado
27 Atena acorda com pratos de bateria
Poseidon se espreguiçou na sua cama enorme ali no palácio. Tinha acordado muito feliz depois dos seus sonhos nada apropriados com uma certa deusa.
Ele sorriu e soltou um grande suspiro.
–Você é maravilhosa, Atena.
Sua cama ainda parecia muito confortável para que ele pudesse se levantar, portanto ele ficou deitadinho ali, bagunçando o cabelo distraidamente.
Deve estar dormindo agora, pensou ele sorrindo, E ai quando acordar vai ter um ataque porque "tem milhões de coisas pra fazer!".
Ele riu sozinho. Seus olhos brilharam por um momento ao lembrar-se dela.
Então teve uma ideia.
OoO
Atena tinha se mexido bastante durante o sono. As cobertas estavam todas amassadas e não lhe cobriam mais o corpo. A cabeça estava pesadamente encostada no travesseiro e os olhos estavam fechados serenamente. Sua respiração era acelerada. Talvez estivesse tendo um pesadelo, mas não dava para ter certeza.
Estranhamente e como nunca costumava acontecer, sua porta foi tocada levemente. Ela não ouviu.
Tocaram mais forte, mas Atena nem se mexeu, dormindo profundamente.
Então um barulho insuportável chegou aos seus ouvidos e sua reação foi tão grande que ela literalmente pulou da cama, se desequilibrando completamente e caindo no chão.
Algo muito metálico soava estrondosamente alto em batidas descompassadas bem perto da porta dela.
Confusa e com raiva, Atena se levantou do chão e parou um pouco aonde estava para choramingar da dor nas suas costas, mas o barulho continuava tão alto que ela não aguentou muitos segundos até ir até a porta e destrancá-la furiosamente.
–O QUE VOCÊ ESTÁ FAZEN... Poseidon?!
E ali estava ele, com um prato de bateria em cada mão batendo compulsivamente enquanto os lábios sorriam.
O deus parou um pouco e olhou para ela sorrindo.
–Bom dia, Atena! Já acordou?
A fúria foi tanta que ela começou a espancá-lo nos ombros, nem se tocando do fato de que ainda estava de camisola e ela era muito curta.
–SEU IMBECIL, CRETINO, ESTÚPIDO, SEM RESPEITO... -e a lista foi continuando.
Poseidon só riu, os socos no seu ombro não parecendo doer nada enquanto ele a empurrava para dentro do quarto fazendo-a tomar nota do fato só quando fechou a porta atrás de si.
Atena ficou imóvel, olhando uma vez para a porta e depois para ele.
–O que você está fazendo? E por que.. Seu imbecil, por que fez isso?!
O deus sorriu e depois deu de ombros. Bateu uma vez os dois pratos um no outro e depois largou-os em uma poltrona do quarto dela.
–Quis ver se você já estava pronta pro dia de hoje, mas acho que você não estava acordada, então precisei te acordar de algum jeito, certo?
Ela estava tão chocada que nem sabia o que responder.
–Eu...
–Eu te dou um tempo pra se trocar, pode ir.
Atena rolou os olhos e cruzou os braços, irritada.
–"Pode ir". Eu sei que eu posso ir! Argh, não podia tentar me acordar de outro jeito?! Eu caí da cama e agora minhas costas estão completamente doloridas!
Poseidon fechou o sorriso.
–Oh, se machucou?
–O que você acha?
Ele puxou sua mão e se sentou na cama dela, não ligando a mínima se estava invadindo sua privacidade.
–Eu faço uma massagem -disse, quando Atena já estava puxada do seu lado na cama.
–Não!
Ela estava realmente corada e ele não pode deixar de sorrir internamente por isso. Mas por fora seu rosto demonstrava preocupação.
–Ah vai, por favor! Eu me sinto obrigado a fazer isso.
–Não.
–Eu prometo que vai ser muito rápido, você nem vai ver minhas mãos encostando em você.
A deusa olhou atentamente para ele por alguns segundos e então suspirou, ainda que demonstrasse irritação.
–Rápido.
Ele sorriu e pediu para que ela se virasse de costas.
Então Atena colocou as pernas de lado (como uma sereia) e só percebeu naquele momento que ainda estava de camisola. Seu rosto ficou tão vermelho que poderia ser confundido com um pimentão. Mas antes que ela dissesse qualquer coisa, sentiu as mãos quentes e ásperas dele nos seus ombros. E então não conseguiu pensar em mais nada.
Poseidon estava muito próximo dela. Suas mãos escorregavam sob a pele macia e branca dela e ele apertava os seus ombros sem machucá-la.
Atena mal pode conter seus olhos de serem fechados. Sentia a respiração próxima dele no seu cabelo e aquela sensação deliciosa das suas mãos massageando-a. Em círculos e depois fazendo quase um carinho. Deuses, como aquilo era perfeito! A deusa se segurou para não tombar a cabeça para trás com o pouco de consciência que ainda tinha.
O deus abaixou devagarinho as alças da camisola -tão curta!- dela, sentindo que poderia agarrá-la e aquelas pernas maravilhosas no mesmo momento. Na sua calça um volume suspeito se formava, mas ele sabia que seria inútil tentar impedi-lo de se levantar mais. Atena o faria subir simplesmente pela sua presença.
As alças escorregaram até os seus braços e ele acompanhou o movimento com as mãos, tentando abaixar mais ainda até vê-la livre da camisola. Olhando por cima do ombro dela, podia ver uma grande parte dos seios dela, principalmente agora que sua roupa estava mais baixa, e se aquilo tivesse durado mais um mísero segundo, Poseidon não sabia se conseguiria se segurar.
Mas Atena deu um pulo quando finalmente descobriu que ele tentava abaixar a camisola dela. Suas bochechas estavam vermelhas enquanto ela puxava as alças para cima, virada para ele, que tinha um sorriso no rosto.
–Pare de ser pervertido perto de mim.
Ele soltou uma risadinha, aproximando-se dela devagar, ou o mais lento que pode aguentar, e dando um beijo no seu pescoço nu. Todo o corpo de Atena estremeceu, e ela pode sentir uma formigação estranha na sua pele, com os olhos fechados. Enquanto ele dava mais um beijo, ela deixou escapar um suspiro e ele riu baixinho, satisfeito.
Então Atena despertou, e pulou para fora da cama, parando em pé dessa vez.
Sua respiração estava completamente descompassada.
–Poseidon.
Ele sorriu.
–Sim?
Ela mordeu o lábio para a vontade que teve de voltar para ele com aquele sorriso.
–P-Pare com isso.
–Tem certeza? Você parece gostar -disse, levantando-se devagar e indo até ela, para total desespero de Atena.
–Poseidon!
O deus se aproximou dela com um sorriso torto e a prensou em uma parede.
–Podemos passar um tempinho a mais aqui no seu quarto -ele sussurrou lentamente no seu ouvido.
Ela sentiu borboletas disparando no seu estômago, sem saber o que fazer para espantá-las.
Poseidon tirou uma das mãos da parede e levou para a sua cintura, descendo um pouco mais e quase chegando à bunda, mas ela se afastou de novo, vermelha.
–Eu vou me trocar.
Ele sorriu e viu-a pegar nervosamente uma roupa de seu armário, entrando no banheiro logo depois. Mas é claro que ele deu uma última olhada para o corpo dela antes que entrasse. Afinal, não sabia quanto tempo demoraria para ver uma cena da sua deusa com uma camisola minúscula.
OoO
–Deuses, o que foi isso?
Ela estava realmente assustada. Oh, aquela massagem tinha sido a melhor sensação da sua vida. Talvez perdesse para o beijo que ele deu em seu pescoço. Ah, sim, definitivamente ela havia gostado do beijo dele.
Não! Ele me beijou e... Eu não tenho nada a ver com isso. Eu amo Apolo. Eu amo Apolo.
Atena arregalou os olhos.
Ele não entende que não pode sair fazendo isso? Eu estou comprometida! E ah, ele estava se comportando tão bem ontem! Quer dizer, tirando um ou dois beijos que ele deu a minha bochecha, mas... Aquilo não significou nada. Ora, é claro que não.
Mas ela sabia que sim. Sabia, porque queria que ele beijasse sua bochecha de novo, e de novo, e de novo...
Não, eu não quero!
Atena corou fortemente. Estava completamente confusa, sem saber nada do que estava sentindo. Uma hora tinha que admitir que tinha sentido vontade de beijá-lo, e em outra negava aquilo compulsivamente, dizendo que estava louca. E talvez realmente estivesse.
Sua cabeça parecia dar mil voltas quando ela finalmente decidiu vestir o vestidinho que tinha pegado às pressas (rosinha com alguns detalhes, indo até abaixo das suas coxas), calçando uma sapatilha e olhando-se no espelho atentamente.
–Se acalme, Atena. Você não pode estar louca. Poseidon é um canalha que... -ela franziu os lábios- Droga, não posso dizer isso. Quer dizer, sim, ele é um canalha, mas até agora não tinha feito nada muito grave como fez agora e... Ele é meu amigo. Depois de todo esse tempo... Sim, ele é meu amigo. Mas só isso.
Ela tinha falado tudo isso quase sussurrando. As vezes tinha essa mania de falar sozinha. Sempre aliviava o que estava sentindo e de vez em quando ela parecia ser a única pessoa capaz de compreender si mesma. Embora não parecesse muito o caso naquela situação.
Respirando fundo e decidindo ignorar a partir de agora esse tipo de contato com ele, ela se virou e abriu a porta, encontrando-o esparramado na sua cama abraçado ao seu travesseiro como se aspirasse o cheiro dele. O que na verdade era realmente o que estava fazendo.
–Hum... Poseidon?
–Hum? -fez ele debilmente, com a cabeça afundada no pequeno objeto almofadado.
Atena quase riu. Ele parecia uma criança negando largar o seu bichinho de pelúcia.
–Vamos.
Ele virou a cabeça para ela com os olhos abertos. Atena percebeu como eles eram incrivelmente verdes.
–Ah, certo.
Mas ao invés de se levantar, Poseidon abriu um sorriso infantil e jogou o travesseiro na cara dela.
Atena o pegou e ergueu uma sobrancelha com um leve sorriso no rosto.
–Qual foi o seu objetivo? Testar os meus reflexos preparados para grandes guerras arremessando um travesseiro na minha cara?
Ele sorriu abertamente e então levantou-se em um pulo e jogou-a pelos pulsos na cama.
–Não foi tão rápida agora, hein? -ele riu, rodeando-a com as duas pernas.
Atena pensou que ele fosse fazer alguma coisa como antes, mas então ele desceu as mãos até a sua barriga e depositou milhões de cócegas nela, fazendo-a se contorcer freneticamente na cama, rindo exageradamente e fazendo tantos movimentos involuntários que acabou dando um tapa no rosto dele sem querer. O deus gemeu e passou a mão aonde tinha sido batido, parando de fazê-la rir durante esse tempo.
Atena arregalou os olhos, levando a mão até o seu rosto.
–Me desculpe! Ah, eu te machuquei? Bom, a culpa é toda sua de qualquer forma! -ela sorriu, mas seus olhos ainda demostravam preocupação.
Poseidon sorriu ao sentir os dedos delicados dela tocando o seu rosto. Conteu a vontade de aninhar-se na mão dela.
–Está tudo bem -disse, piscando para ela.
Atena sentiu que tinha entrado por sua culpa em mais uma situação embaraçosa, onde seus olhos não conseguiam desviar-se dos dele.
Pelo menos agora ele está quieto, pensou ela, percebendo que não estava se aproximando para beijá-la, só admirando-a em pensamento. Mas ela não sabia se estava totalmente feliz com isso.
–Hã... -fez, envergonhada e desviando os olhos.
Ele sorriu e esticou a mão para o lado. Ela não entendeu na hora o que ele fazia. Então sentiu uma travesseirada na cara e deu um gritinho, rindo alegremente e se esticando para pegar o próprio travesseiro e virar-se a tempo de rebater o golpe dele.
Poseidon riu e tentou alcançar ela de novo, mas acabou levando uma esperta macia batida na lateral do seu corpo. E então largou o travesseiro e foi atrás dela com o corpo, vendo Atena rir e tentar engatinhar para longe, mas ele puxou seu pé, e ela escorregou no colchão, as costas viradas para cima.
O deus virou-a e segurou sua cintura firmemente.
–Você não tem como escapar agora, plebéia, está para sempre presa aqui! -exclamou sorrindo, uma frase um tanto brincalhona considerando o que fez logo em seguida, unindo completamente seu corpo com o dela.
Mas Atena não pareceu levar a última parte tão a sério, rindo e empurrando-o com força para longe e assim conseguindo sair correndo da cama, respirando ofegantemente.
Poseidon riu baixinho e olhou para ela, se sentando.
–Me considero derrotado?
–Para a completa mutilação do seu ego e completo orgulho do meu? Mas é claro que sim -sorriu ela, penteando o cabelo com os dedos e saindo pela porta.
Poseidon sorriu e então levantou-se, seguindo-a.
–Mas se eu fosse você eu não me acostumaria.
Ela riu, descrente.
–Claro, claro.
E os dois saíram dali.
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N/A: Ha, adorei esse capítulo *sorri alegremente*
Talvez isso tenha ficado infantil, sem sentido, hot e divertido, mas caso alguma das opções que eu acabei de dar tenham sido marcadas, o meu objetivo está maravilhosamente completo *dança*
Hihihihihi eles são tão fofos e tolos sem saber que se amam...
Ah, eu ainda não respondi nenhum review do capítulo passado, eu sei, mas eu prometo que vou tentar fazer isso amanhã :D
Aliás, tinha que pedir desculpas pela "demora", mas minhas aulas voltaram (ainda não me conformei) e com isso minhas milhões de atividades também, então estou bastante ocupada, ou seja, vou continuar tentando (e eu juuuuro que vou) postar de três em três dias, mas como dessa vez pode ser que atrase alguma coisa );
Muuuuuuuuito Obrigada pela recomendação Keziah!!! E eu sei que eu poderia muito bem te agradecer por mensagem, mas aqui é muito mais legal ashaushauhsauhsua Sério, obrigada mesmo! *-------* I'm feeling so good, babe ;)
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