Felizmente, nenhum ferimento foi grave. Contudo, o ônibus não conseguiria seguir o trajeto e todos precisariam esperar o próximo.

As pessoas deixaram de reparar em Samuel e Eduardo, entretanto, mesmo afastado, o idoso ainda os encarava.

— Não sou da violência, mas acho que se eu fosse mais ou menos da idade dele, ia partir pra cima — confessou Eduardo, já irritado com toda aquela perseguição.

— Deixa ele... vamos continuar de onde paramos — disse, e sem mais delongas, beijou Eduardo.

O beijo, além de servir pra vapular o homofóbico, também matou a vontade de Samuel. A de Eduardo, no entanto, só aumentava.

Notas finais
duas coisas: finalmente o beijo e finalmente tô voltando a ler as histórias depois da tempestade, a bonança. ♥