— Algum bigodudo?! — disse uma garota, se intrometendo para apoiar Samuel.

Eles se conheciam apenas de vista, já que ela pegava também pegava aquele mesmo ônibus todo dia.
O ódio do senhor só aumentava: além da intromissão, também era possível ouvir algumas risadas.

— Então... — começou Eduardo, já não mais tão preocupado em manter-se sédulo — Eu não tenho bigode e tal...

Aproximou-se novamente de Samuel — dessa vez sem discrição alguma — e abraçou-o por trás.

— Mas — continuou, sussurrando: — posso me esfregar em você sempre que você quiser.

— Que pouca verg... — disse o senhor.

— Cala a boca — a garota interrompeu. — Continuem. E sem vergonhas!