Um Bad Boy Em Minha Vida
2 Chapter II - Que Tal Uma Trégua?
Notas iniciais
"A infelicidade tem isto de bom: faz-nos conhecer os verdadeiros amigos." — Honoré Balzac
P.O.V. Lia
Finalmente sexta-feira. Não aguento mais o Vitor e suas cantadas idiotas — URGH! — Dá pra acreditar? Com tantas garotas aos pés dele ele veio logo pra cima de quem? Da Lia! (Porque a Lia é uma garota de sorte... Ou não) Como diria a Fatinha, eu só posso ter colado chiclete na cruz, e se não basta aguentar só energúmeno do Vitor eu ainda tenho que aturar junto o Orelha gravando as cantadas toscas dele.
– Jú vai pra casa agora?
– Não, amiga. Eu vou namorar um pouquinho com o Gil.
– Ok, tchau. — Eu disse dando um abraço nela. — Tchau Gil.
– Tchau. — Ele disse e eu fui em direção da minha casa.
Coloquei meu fone e comecei a cantar baixinho. Quando o Vitor acelera a moto do meu lado.
– Tá maluco? — Perguntei claramente irritada.
–A culpa é sua! — Ele disse tirou o capacete.
– Minha? — Perguntei com ironia.
– É. — Ele disse e deu um sorriso de canto. — Você que tá me deixando maluco.
–Essa foi a pior de todas. — Eu disse e revirei os olhos.
– Tô falando sério, minha rockeira.
– Eu.Não.Sou.Sua.Vitor. — Disse pausadamente e lancei um olhar mortal pra ele.
– Ainda rockeira, ainda... — Ele disse com aquele sorriso maroto idiota (e lind...). — Que dar uma volta de moto?
– Claro que não, na verdade eu vou indo, porque seu repertório de cantadas tá evoluindo cada vez mais. — Disse com ironia (Eu irônica? Nem um pouco! ) -Tenha um bom final de semana motoqueiro encantado. — Eu disse e dei as costas.
– Pense bem na volta de moto, quando mudar de idéia é só me ligar! — Ele gritou.
– Então eu não vou te ligar nunca! — Gritei de volta.
– Então pelo menos sonha comigo! — Ele devolveu.
– Aí vai ser pesadelo! — Gritei e entrei no prédio.
P.O.V. Vitor
Essa Lia me deixa maluco, eu só conheço ela à uma semana e to aqui sem parar de pensar nela. A cada resposta que ela dá eu fico mais maluco. Eu fecho os olhos e só consigo imaginar a sensação de ter meus lábios pressionados contra o dela, e olha o que ela tá fazendo! (Que droga! Eu nunca perdi o controle dos meus desafios, eu não posso pensar nela) Mas eu não consigo parar de pensar nela, e eu to aqui na minha cama ao invés de tá saindo com alguma garota. E minha consciência não ajuda, uma parte diz pra mim sair com algumas garotas pra esquecer essa rockeira chata, marrenta, irônica, linda, gostosa, perfeita pra mim... (Droga Vitor, levanta dessa cama e liga pra Kika) A outra diz pra mim lutar pela minha rockeira, pra mim provar que eu gosto dela de verdade. (Que coisa é essa Vitor? Você não se apaixona, você só aceita desafios, vai lá garanhão). É isso que eu vou fazer, vou ligar pra Kika.
Peguei meu celular e coloquei o número dela.
– Oi Kika. É o Vitor.
– Fala gato! — Ela disse toda empolgada.
– Tá livre hoje a noite?
– Pra você , claro que tô.
– Então de que horas passo ai na sua casa?
– Você que sabe gato.
– Então... Pelas 19:00 eu passo aí.
– Ok, beijo.
– Beijo.
Pelo jeito dela falar no celular já deu pra ver que vai ser fácil ao contrário da Lia, que iria ser perfeito mesmo se não rolasse beijo (Droga Vitor! Para de comparar a Kika com a Lia). Coloquei o número do Orelha.
– Fala mano.
– E aí Vitor!
– Sabe algum lugar pra mim levar a Kika pra jantar?
– Desistiu da Lia?
– Droga cara! Nem me lembre, eu não paro de pensar nela.
– Eu disse que você não conseguia ficar com ela.
– Se liga Orelha, você tá falando com o futuro namorado da Lia.
– Hum... Em um futuro muito distante né?
– Mano, eu preciso falar contigo. Posso ir pra sua casa?
– Pode, to te esperando.
Peguei minha moto e fui pra casa do Orelha.
– E então Vitor? O que você quer falar?
– Na boa Orelha você precisa me ajudar.
– Como?
– Eu não consigo parar de pensar nela, tudo me faz voltar a pensar na Lia.
– Nisso eu não posso te ajudar, eu não curto homem.
– Hahá. — Eu forcei uma risada. — Que engraçado. -Eu disse irônico.
– Beleza, parei. Pode continuar aí.
– Cara eu marquei um encontro com a Kika pra esquecer a Lia, só que eu comparei o quanto a Lia é perfeita com a Kika que quase me beijou pelo celular.
– Já era Vitor, você viciou na Lia. — Ele disse e deu uns tapas nas minhas costas.
– Não viciei coisa nenhuma, é só que eu nunca deixei de atingir meus desafios.
– Sei...
– Que droga Orelha, porque ela não sai da minha cabeça? Porque esse beijo que nem aconteceu não sai da minha cabeça?
– Na Tv Orelha de hoje eu vou fazer um minuto de silêncio para menos um pegador no Quadrante.
– Você vai ver, eu vou dar uns pegas na Kika e vou esquecer isso. — Eu disse convencido.
– Se funcionar me passa o celular da Kika, por que eu to precisando.
– Tá apaixonado Orelha?
– Não, apaixonado não! — Ele disse rápido. — Eu to que nem você, to viciado numa garota.
– Então mano coloca dois minutos de silêncio nessa Tv Orelha. — Eu disse e agente começou a rir.
– Voltando a falar do seu encontro com a Kika. — Ele disse e eu parei de rir. — Eu te recomendo levar ela para o quarto. — Ele disse e eu voltei a rir.
– Isso vai ser depois. — Eu disse com um sorriso malicioso. — Vou levar ela no Misturama mesmo.
– Você pode levar ela direto pro quarto que ela não vai reclamar cara.
– Eu sei, mas eu vou fingir que foi pelo menos difícil levar ela pra cama. — Eu disse e ele começou a rir.
P.O.V. Lia
Cheguei e fui logo para meu quarto, fazer um som na minha guitarra. Não vi ninguém na casa, nem a vovó e a Tatá. Estava tocando guitarra até meu pai me interromper:
– Filha, precisamos conversar. — Ele disse batendo na porta.
– Claro pode entrar. -Eu disse e ele entrou. — Cadê a Tatá?
– A Tatá saiu. — Ele disse meio nervoso.
– Saiu? Porque você tá nervoso? — Perguntei confusa.
– Filha, tem uma pessoa querendo falar com você. — Ele falou gaguejando um pouco.
– Pai, porque você tá assim? — Perguntei nervosa.
– Lia, venha até a sala. — Ele disse deu as costas.
– Pai, que pessoa quer falar... — Não consegui completar minha pergunta.
– Você?
– Lia, querida eu... — Ela tentou falar e eu a interrompi.
– O que você tá fazendo aqui? — Perguntei indignada.
– Lia eu quero conserta tudo! — Ela disse se aproximando enquanto eu me afastava. — Eu quero o amor de minhas filhas!
– Você acha que vai ser assim, Raquel? — Eu perguntei já em meio as lágrimas. — Acha que vai voltar e eu vou estar aqui de braços abertos? Eu te odeio! — Disse e saí do apartamento.
Desci as escadas correndo com a visão embaçada por causa das lágrimas. Cheguei no parque, e me encolhi e comecei a chorar sem pensar em quem estava ali.
P.O.V. Vitor
– Vitinho, porque não vamos pra minha casa? — Ela perguntou manhosa.
– Não tem ninguém lá.
– Vamos, mas seus pais chegam de que horas? — Perguntei e dei um beijo nela.
– Provavelmente amanhã, eles foram visitar minha avó. — Ela disse pendurada no meu pescoço.
Subi na moto coloquei o capacete.
– Que honra a minha. -Ela disse sorrindo. — Andar na moto o motoqueiro encantado. -Droga! Ela me chamou que nem a Lia.
– Motoqueiro encantado?
– É! Motoqueiro encantado! — Ela disse rindo. — É assim que a Lia te chama né?
– É. — Eu disse frio. — Aí Kika acabou o clima.
– Como assim Vitinho?
– Motoqueiro encantado? Assim não da Kika. — Eu disse e suspirei. — Pega um taxi e vai pra sua casa. — Eu disse pegando minha carteira pra dar dinheiro a ela.
– Qual é Vitor? Tá gamado na Lia? — Ela perguntou cínica.
– Eu não gosto de garotas fáceis como você Kika, vai logo pra sua casa. — Eu disse e dei partida na moto.
Eu vi uma garota loira encolhida no parque aparentemente chorando, e a mecha rosa não me enganava, era a Lia, parei a moto e fui até ela.
– Ei rockeira? Tá chorando? — Perguntei.
– Agora não Vitor. -Ela disse em meio aos soluços. — Eu to com problemas, amanhã você me irrita.
– Eu não vim te irritar garota. — Eu disse e sentei ao lado dela e passei meu braço ao seu redor. — Hey, porque tá chorando? — Perguntei e enxuguei suas lágrimas.
– Porque eu deveria confiar em você? — Ela perguntou ainda soluçando.
– Lia, eu também tenho meus problemas tá? E eu também sei que é muito bom desabafar. -Eu disse e suspirei. — Olha só por essa noite, esquece que me odeia. Que tal uma trégua?
– Uma trégua? — Ela perguntou confusa.
– É, uma trégua. Eu posso te levar pra algum lugar e você me conta seus problemas.
– Pode ser, mas amanhã não vai mudar nada eu vou continuar te odiando e outra coisa você não vai contar nada a ninguém né?
– Não rockeira.
Notas finais
#ComoDiriaClariceLispector: Se você tem 5 minutos para ler uma Fanfic tem 1 minuto para deixar um review.
*BeiJU*
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