Um Arqueiro em Minha Vida.
25 Nossa bagunça
Notas iniciais
Sinto sua mão agarrando meus cabelos molhados, monto em seu colo e o beijo com mais intensidade, sua mão passeava por minhas costas, a barba fazia cócegas na minha bochecha, mas eu estava adorando aquilo, quando eu preciso de ar o solto mordendo seu queixo e fazendo carinho em seu cabelo. Clint me olhava com aquele par de olhos azul intenso e eu ficara hipnotizada, já estávamos na frente do seu prédio há mais de dez minutos e o prédio já estava fechando.
–Por que fiquei tanto tempo longe mesmo?
Dei uma batidinha no seu ombro e comecei a rir baixinho.
–Por que você é um idiota. –Respondo.
Ele olha para a janela e em seguida vê o porteiro se preparando para fechar a porta, ainda chovia muito lá fora e as minhas roupas estava inteiramente molhadas por causa da chuva, mas eu não me importava mais com isso, apenas queria ficar com ele.
–Quer subir? –Ele pergunta com um sorriso malicioso.
–Claro. –Sorrio. –Você não me convidou para visitar a casa nova. –Ele já estava morando em outro lugar, dessa vez no Brooklyn quase perto do meu prédio.
Saio de seu colo passando para o banco do carona e em seguida saio do carro, ele sai junto e corremos para o prédio que já estará fechando, ele chama o elevador que em minutos aparece, entramos em silencio, mas ele não perdeu a oportunidade de me agarrar, passou sua mão por minha cintura e puxou-me para si, ele da um beijo na minha testa que me faz sorrir. Quase dois meses que eu estava sem ele e nada parecia ter mudado, parecia ser tudo igual, ser tudo como teria que ser.
O elevador chega ao oitavo andar e descemos em silencio, ele abre a porta e em seguida me puxa para dentro e me empurra contra a porta, suas mãos descem até meus quadris e o segura, entrelaço minhas pernas em sua cintura e minhas mãos em seu pescoço, ele me prensa ainda mais contra a porta em seguida, encosta seus lábios nos meus beijando-me, ele pede passagem e eu dou, o beijo se torna mais intenso e feroz. Clint solta as mãos dos meus quadris me apoiando na porta, puxa minha blusa e eu o ajudo a tirar, em seguida ele me leva para o quarto ainda beijando-me e me joga na cama, fecha a porta e para me observando.
Ergo meu tronco e apoio o peso do meu corpo em meus cotovelos, dou um sorriso provocativo e ele vem até mim tirando a camiseta cinza, o quarto era apenas iluminado pelas luzes da rua e eu podia ver pouca coisa nitidamente, mas ainda podia vê-lo. Clint pega meu pé esquerdo e tira as botas e em seguida a outra, logo apos sobe sua mão por minha calça até chegar a minha coxa, pego em seu pulso e o puxo para mim, ele cai ao meu lado, rindo e eu monto nele, observo sorrindo e me controlando para não te beijar, sua mão esquerda caminha por minhas costas e ele me venerava com seu olhar azul intenso, o qual me enfeitiçou a primeira vez que vi.
–Você foi o melhor presente que eu ganhei. -Comenta afastando algumas mechas de cabelo do meu rosto.
– Presente? -Pego e sua mão que estava próxima ao meu rosto e dou um beijo nas postas de seus dedos ásperos. -Não me deixe mais. -Sussurro.
Ele me puxa para a cama passando a perna em minhas costas, não nos demos conta que estava na beirada e caímos no chão, ele em cima de mim, mas nada que pudesse me machucar, Clint apóia os braços no chão e se levanta para me ver, eu só conseguia rir.
– Nunca mais. -Sussurra.
Ele se vira saindo de cima de mim e logo após se levanta, faço o mesmo, já em pé ele agarra minha cintura e me puxa para si, beija-me com carinho e desejo ao mesmo tempo, o beijo intenso me faz sentir arrepios, sua mão agarra meu cabelo embaraçando em sua mão, dá um pequeno puxão quando mordo seu lábio inferior, sua mão livre desce até o cós da minha calça e desliza o botão pelo fecho abrindo-a em seguida eu ajudo a tirá-la, ele beija meu pescoço e vai descendo até chegar ao inicio da clavícula onde ele dá um chupão, enquanto eu termino de tirar a calça com meus pés, passo meus braços por seu pescoço e acaricio seu cabelo, Clint desce as mãos até meus quadris e me puxa para seu colo novamente onde eu entrelaço minhas pernas, ele nos leva para a cama onde se senta cabeceira da cama comigo ainda montada em seu colo, uma de suas mãos passa por meu pescoço e descendo até os seios, sinto meu ventre se contraindo com seu toque, com a respiração ofegante, estou perdendo o ar, mas a cada olhar de desejo dele que fazia me sentir linda, fazia valer a pena ficar sem respirar por minutos, se essa fosse a opção. Ele dá mordida no osso do meu tórax, tal gesto que faz suspirar e em um movimento ligeiro solta o fecho de meu sutiã e eu terminamos de tirá-lo, deixando meus seios nus e lançando por algum lugar do quarto.
Minhas mãos descem de seu peitoral, passando por seu abdômen e chegando ao cós da calça, onde puxo, tirando a e em seguida puxando com meus pés, sinto sua ereção entre minhas pernas e isso me excitava ainda mais, ele passa as mãos por minha cintura, em seguida puxa as alças de minha calcinha, tirando-a e eu termino de tirá-la com um pouco de dificuldade por causa da posição que estava. Minha respiração estava pesada como se estivesse correndo por alguns minutos, toda essa excitação me tirava o fôlego literalmente.
–Tem certeza? –Clint pergunta com a voz rouca quando sente meus pulmões cansados respirando, passo meus braços ao redor de seu pescoço e aproximo minha boca de sua orelha e sussurro:
–Faça-me sua.
E foi o que ele fez, puxou minha cintura ainda mais para teu colo e me penetrou, devagar e até o fim, o que me faz suspirar, as mãos dele apertavam minhas costas com força e foi quando comecei a cavalgar, cravo minhas unhas em suas costas e trabalho nele em movimentos lentos e devastadores para nós dois, Clint morde meu ombro levemente e eu afogo meus gemidos em seu pescoço. Meus movimentos se tornam ligeiros e ele agarra meus cabelos com força puxando minha cabeça para trás e deixando meu pescoço exposto há ele, onde dá outro chupão que deixara marcas no dia seguinte.
Meu corpo estremece a cada toque e reação dele, meus movimentos se tornam mais intensos e rápidos e sinto um calor incessante atravessar meu corpo e em poucos segundos chego ao clímax, cravo ainda mais minhas unhas em suas gostas e escuto um gemido vindo dele, ainda me contorcendo em seu colo, ele não para as investidas, até chegar a seu clímax, solta um gemido forte e viril e ele desaba a cabeça em meu ombro. Saio de seu colo, o tirando de dentro de mim e caio ao lado na cama, ele faz o mesmo se deitando ao meu lado e passando seu braço em minha cintura e puxando-me para si, podia sentir os nossos corações acelerados e as respirações ofegantes a dele não tanto quanto a minha, mas eu me controlava, em poucos minutos pego no sono.
...
Acordo assustada sem conseguir respirar, meus pulmões queimavam e imploravam por ar, talvez por causa do pesadelo horrível que eu tive. Aterrorizo-me sem conseguir respirar e sentindo aquela dor horrível, tirando a mão de Clint de minha cintura e puxo um dos lençóis que nos cobrira, enrolada nele, corro até a janela do quarto que estava fechada, não havia mais ar para puxar e eu não sabia o que fazer, comecei a tentar abrir a janela, mas ela estava emperrada. Meu corpo estava fraco e minhas pernas bambas, me escoro na janela para não cair.
–Audrey? –Clint pergunta a me ver na janela. –Audrey o que houve? –Ele se levanta e veste a box que estava chão e vem até mim correndo, minhas vista estava embaçada e todo meu pulmão queimava como se o próprio inferno estivesse em mim.
–Janela. –Sussurro apontando para a janela e ele também em desespero vai abrir, quando consegue, eu ainda me escorava na parede, me arrasto até a janela aberta e tento respirar, o ar parecia mais fresco e aos poucos minha respiração ia desacelerando e voltava ao normal.
Viro-me olhando para a cama, onde ele estava sentado me observando, sorrio suavemente e ele faz o mesmo, vem até mim e me abraça.
–O que houve? –Sussurra em meu ouvido. –Me assustou.
–Isso sempre acontece. –Menti. –Foi um pesadelo.
Ele se separa de mim e volta a me olhar.
–Quer deitar mais um pouco?
–Claro! –Exclamo. –Eu nunca acordo cedo em um sábado.
Ele ri e voltamos para a cama, onde eu deito minha cabeça em seu peito e passo ouvir seu coração bater, enquanto ele acariciava meus cabelos, pego no sono novamente, dessa vez me sentindo mais segura, sabendo que se tivesse outro pesadelo ou outra crise, ele estaria aqui. Meu herói iria me salvar.
...
Uma lambida viscosamente molhada atinge meu rosto e eu abro meus olhos, Brad estava me encarando, apenas esperando que eu abrisse os olhos para ter certeza que era eu. Ele pula em mim e começa a latir e a me lamber e eu não conseguia me defender do furacão Brad.
–Brad, calma garoto. –Digo agarrando suas orelhas e encarando-o com um sorriso. –Também senti saudade. -Ele deita a cabeça na minha barriga e fica me olhando, enquanto eu fazia carinho atrás de suas orelhas. –Cadê seu dono?
Olho em volta e Clint não estava em lugar nenhum, me levanto tirando a cabeça de Brad de minha barriga, pego a camisa de Clint que estava na poltrona do quarto e coloco, vou até a sala, ele também não estava lá. A porta se abre e Brad passa por mim correndo. Clint acaba de entrar com dois cafés na mão.
–Me pegou no flagra. –Ele me fala com um sorriso feliz no rosto. –Está melhor?
–Pensei que tinha me deixado.
–Você sempre acorda com fome, fui comprar comida. –Ele fecha a porta e coloca os cafés em cima do balcão e eu caminho até o balcão e me sento, ao lado do meu café estava uma rosa vermelha, quando a vejo começo a sorrir, em seguida volto meu olhar para ele.
–Romantismo? –Aponto para a rosa.
–Solidariedade.
–Solidariedade?
–E romantismo. –Ele se senta em minha frente, logo após tirar a jaqueta e largar-la no sofá. –Um senhor estava vendendo, ele chegou a mim enquanto esperava o café e disse “Que tal presentear uma linda mulher?” e eu comprei.
–Golpe de marketing. –Falo bebendo meu café, do jeito que eu gosto: Café com chantilly e chocolate. –Linda mulher? Louco.
–Você tem razão, ele é louco. É uma mulher espetacular.
Começo a rir e ele fica me observando, ele pega em minha mão e eu me recupero do ataque de riso e fico pensando em tudo o que houve, no quanto eu fui fraca e se tudo poderia acontecer novamente. Fico confusa em relação a nós dois, aquela moça que eu vi com ele e sobre a viagem. Senti-me sufocada com aquele pedido de desculpas e a noite que tivemos, foi maravilhoso, mas só me deixou mais confusa.
–Por que ficou quieta? –Ele já parecia ter meu manual de instruções, sabia que tinha algo de errado. –Eu fiz algo?
–Não. –Levanto soltando sua mão. –Eu só quero ir para casa.
–Pensei que ficaria comigo hoje.
Senti minhas palavras frias com ele e tento reverter isso, vou até ele e lhe dou um beijo, a gente precisava conversar mais agora, não seria uma boa hora.
–E eu vou, eu vou a casa troco de roupa e depois venho para cá.
–Mas você já fica ótima com a minha camisa. — Ele insiste.
–Por favor, vai ser rápido.
Ele contorce a boca em sinal de recusa e depois diz:
–Ta bom, então eu te levo.
–Não, eu vou andando. –Falo indo para o quarto e ele vem atrás de mim.
–Andando?
–É, andando. Preciso pensar colocar meus pensamentos em ordem. –Volto meu olhar para ele. –Por favor, você fez uma bagunça em mim.
–Você volta?
–Volto.
–Ta bom. –Ele diz hesitante. –Mas se você não voltar, vou atrás de você.
–Ta bom. –falo rindo enquanto visto minhas roupas.
Antes de sair do apartamento, ele me dá um beijo e eu o abraço, em seguida saio para o elevador, eu só tinha que ficar longe um pouco e entender o que havia acontecido conosco.
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