Um Arqueiro em Minha Vida.
32 Fuga
Notas iniciais
Havíamos acabado de pousar e caminhávamos no corredor de desembarque, o assassino em a nossa frente tentava se misturar no meio de toda aquela gente e eu não conseguia tirar os olhos dele, Clint, pelo contrario, olhava para trás constantemente, como se o perigo fosse um daqueles passageiros e não o homem bem a nossa frente.
–Estamos sendo seguidos. –sussurra próximo do meu rosto. –Vamos ter que nos separar.
–Como sabe?
–Olhe para trás discretamente. –Ele diz soltando minha mão. –Alto e branco de cabelos castanhos.
Viro minha cabeça discretamente para trás e procuro pela discrição, rapidamente meus olhos se ajustaram a multidão e eu encontrei. Agente Michaud. Ele olha diretamente para mim e sorri pelo canto do lábio.
–Michaud.
–Ele vai atrás de você. –Olho para Clint espanta. –Eu não sou tão importante quanto você, Audrey.
–E o que vamos fazer?
Ele coloca a mão no bolso e em seguida a tira e coloca sobre a minha, sua mão se abre deixado uma chave comigo.
–O que é isso?
–Audi Q3 preto, IN-Q 9009. Estacionamento. –Ele sussurra. –Vai para lá e se ele te seguir o despiste, vou ser rápido.
–Isso não vai dar certo.
–Audrey, é a única chance. –Ele segura novamente e minha mão e passa a andar mais rápido. –Me espere na Praça de Sevilha. –Balanço a cabeça e olho para trás mais uma vez, Michaud estava bem perto. –Portão da esquerda, segue por ele.
Solto sua mão e me separo dele na multidão, passo pelo portão em passos ligeiros, tentando não correr, mas ainda assim rápido. Olho para trás e vejo atrás de mim, Clint tinha razão. Aos poucos eu vejo outros agentes seguirem atrás dele, era como se soubessem que aquele era nosso plano. Meus passos passam a ser mais rápidos e quando me dou conta, já estou correndo pelo corredor e empurrando pessoas na minha frente. Um carrinho com bagagens estava parado em minha frente, desviei e então parei e empurrei deixando tudo cair foi um grande atraso para eles.
–Não deixem a fugir. –Grita alguém atrás de mim enquanto corro pelas escadas.
Encontro à porta para o estacionamento e continuo correndo em sua direção, meus pulmões eram falhos, mas eles se mantinham confiantes, ultrapassei a porta e comecei a procurar o carro. Não havia Audi’s nem carros pretos. Michaud passa pela porta, mas não me vê, então resolvo me esconder entre os carros.
Acho que depois que comecei a namorar um assassino profissional, perdi o senso de sanidade, mas eu estava encurralada sem ter para aonde ir e sem opções, como uma distração. Abaixo-me e entro debaixo de um carro e assim vou rastejando sem que eles me vejam, olho para os lados procurando o carro preto, e do outro lado do estacionamento consigo avistar o Audi preto. Escutei vozes pelo estacionamento, mas só se tornaram zumbidos na minha situação de adrenalina, me arrastei vários metros, tomando precauções para não morrer esmagada por algum carro.
Quando finalmente cheguei ao carro, levantei rapidamente, peguei as chaves do meu bolso e tentei a abrir o carro, olhando ao mesmo tempo para todos os lados do estacionamento, mas não havia mais sinal dos Agentes da SHIELD. Consigo ligar o carro e sai do estacionamento rumo a praça que combinamos de se encontrar, eu estava nervosa, claro que estava, mas ainda assim estava tentando manter a calma para poder me salvar, eu sabia que Clint já estava lá, na verdade eu me dei conta que eu estava rezando para que ele estivesse lá.
Ao virar a esquerda em uma rua de paralelepípedo e prédios antigos me dei conta que invadi a contra mão e que não sabia para onde estava indo, mas eu continuei, atravessei uma avenida fazendo com que os carros parassem e buzinassem, entrei em outra contra mão e avistei a praça que ele havia me falado, acelerei até quando vi o sinal a minha frente vermelho e finalmente cheguei a praça. Parei no meio da rua procurar Clint, passei os olhos por todos os lados, vi crianças e pombos, pessoas sentadas lendo e finalmente o vi, sentado em um banco perto da rua, encostei o carro em sua frente e desci. Ele não parecia bem. Estava suando muito e também estava pálido, me aproximei dele ligeiramente e me ajoelhei a sua frente.
–O que houve? — Pergunto preocupada.
–Pensei que você não viria mais... -ele sussurra e não tira a mão na lateral de sua cintura. — Vamos.
– Clint... O que houve?
– Vamos logo, Audrey. — ele tenta se levanta e não consegue e só então eu o ajudo.
Passo meu braço pelo seu pescoço e vamos até o carro, o deixo no lugar do passageiro e vou correndo para o do motorista, ao entrar a primeira coisa que vejo é o sangue na camisa e em suas mãos e sinto o desespero me tomar.
– Clint. Pelo. Amor. De. Deus. O que houve?
– Eu consegui os soros.-Ele aponta para a bolsa, a mesma que estava no avião e que nós dois roubamos. — Mas não foi de maneira amigável.
– Ah Deus, — Sinto as lágrimas vindos. — esse homem já tirou tudo de mim, ele não pode me tirar você. -Tiro a blusa fina que usava ficando de regata e a coloca em cima do ferimento. — Precisamos ir para um hospital.
– Nada de hospitais. Confie em mim, eu sei para onde vamos.
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