Notas iniciais
hey gente, eu aqui de novo, mas um capitulo para vocês, sei que alguns de vocês querem me matar, outros não, mas as coisas vão melhorar kk eu acho. O Gifs no inicio é dá atriz que me inspirou ao fazer Audrey e até uma das cenas a baixo tem a ver com esses Gifs, o nome da atriz Crystal Reed. Boa Leitura e reviews se puderem.

Respirar ainda era doloroso para mim.

Estava lendo o New York Times e comendo cereal logo pela manhã. Ainda não tinha superado nada, superado a perda, superado meu fracasso. Nada. Eu pensei que seria mais doloroso, pensei que iria dar uma daquelas adolescentes que perdem o primeiro amor, mas eu parecia acreditar que estava bem, que o mundo não iria acabar se ele não voltasse.

Eu estava fazendo tratamento com oxigênio, ou seja, passo a maior parte do tempo ligada ao um cilindro de oxigênio medicinal, mas como já fazia duas semanas que eu estava no tratamento, os médicos quiseram testar a capacidade de meus pulmões a tentar respirar sozinho, então eu não estava com a cânula de oxigênio no nariz e meus pulmões estavam falhos, mas eu estava conseguindo doma-lo.

Eu estava olhando fixamente para a janela quando Steve chega abrindo a porta com milhares de coisas entre os braços, foi tão engraçado seu jeito atrapalhado que mesmo com o cereal na boca eu comecei a rir, dirijo meu olhar para ele que parecia estar de bom humor, a enfermeira que me acompanhava, mas estava fazendo crochê se levanta na hora e diz que nos deixará sozinhos.

–Pensei que estaria bem pior, Audrey. –Ele senta na poltrona a minha frente. –Como você está?

–Como pode ver, bem. –Digo sorrindo até um pouco feliz.

–Não estava falando da sua saúde.

–Nem eu. –Olho para a sacola e pergunto com entusiasmo. –O que tem ai?

–Ah, já ia até me esquecendo. –Ele pega um livro de dentro de uma das sacolas. –O Bruce mandou isso como agradecimento do que aconteceu na SHIELD. –Eu pego o livro e fico olhando enquanto termino o cereal, era um livro de teorias físicas e era incrível. –Ele disse que é o preferido dele. –Ele pega depois um buquê de rosas azuis. –Esse aqui é do Thor. –Ele revira os olhos me fazendo rir. –Acho que eu tenho cara de papai noel. Bem... Eu disse há ele que talvez isso só fosse piorar seu tratamento, mas ele gostou da idéia de dar flores.

–Coisa de Shakespeare Junior. –Pego as flores e coloco na cabeceira.

–E esse aqui é do Tony. –Ele me dá uma sacola e dentro dela esta um coelho pequeno e laranja, junto vem um bilhete, mas eu deixo para abrir depois. –E esse aqui é meu. –Ele me dá uma sacola cheia de chocolate.

–Steve, meu herói. –Digo abraçando-o. Foi uma salvação já que a comida do hospital era horrível.

–Amigos servem para isso. –Diz Steve voltando para a poltrona.

–Para tirar da cadeia e contrabandear comida em um hospital?

–É e talvez mais coisas.

Ficamos em silencio por minutos e eu volto a comer o resto do cereal, por mais que tentasse ficar normal eu não iria me controlar e queria ter noticias dele.

–Tem noticias dele? –Falo baixinho.

Steve volta a me encarar, não parecia feliz com a pergunta.

–Ele geralmente some por uns quatro dias e depois volta para ver a Alison, mas dessa vez ele não voltou.

Aquela resposta terminou de estilhaçar meu coração, pela primeira vez naquelas duas semanas, eu senti vontade de chorar por ele.

–Sabe o que me dói mais? –Abaixo a cabeça por alguns instantes e depois volto a olhá-lo. –Ele não me deixou dizer nada, ele me deixou no momento mais triste da minha vida, foi embora sem nenhum arrependimento de ter me deixado em uma cama quase sem respirar. –Lagrimas brotam no meu rosto e eu fazia o possível para segura-las. –Eu não consigo entender por que ele me deixou, eu passo as ultimas semanas na minha cabeça e não consigo ao menos, juntar os pedaços do meu coração partido. –Quando não aguento mais, elas escorrem pelo meu rosto, quentes e ligeiras pelo meu rosto, minha respiração vai ficando mais pesada e ofegante e meus pulmões começam a doer, fazendo com que eu perca o ar.

–Audrey? –Steve se desespera e eu aponto para o cilindro de oxigênio que estava ao lado. Meus pulmões estavam mais lentos e a dor era mais rigorosa. Steve trás o cilindro para perto de mim e eu coloco a cânula de volta ao nariz.

–Essas coisas acontecem. –Respiro fazendo uma contagem entre o um e o seis. Quando chegasse ao seis expirava fundo. –Amores não machucam, eles curam. –Falo baixinho e penso que minha avó tinha passado por isso, tinha perdido o amor dela pelo mesmo motivo. Steve passa seu braço por meu ombro e me abraça e eu só conseguia chorar, por mais que tentasse conter minhas lagrimas.

–Eu sei. –Ele diz. –E eu não queria que acabasse assim, Audrey, te juro que adoraria que vocês tivessem um destino diferente, mas ele é cabeça dura.

–Steve só te peço um favor. –Solto seu braço de meu ombro e olho para ele, seus olhos azuis me faz lembrar dele. Tudo agora me fazia lembrar dele. –Se tiver noticias dele, me diga.

–Eu vou procurá-lo, Audrey. Ele não pode sumir assim.

–Obrigado. –Agradeço soluçando, ele me abraça de novo e eu passo a mão por seu cabelo, até seu cheiro me lembrava ele.

–Você está muito sozinha, vou trazer a Alison aqui depois.

–Vou adorar. –Comendo sorrindo e limpando meus olhos.

–Tenho que ir, mas eu volto. –Steve se levanta e vai até a porta. –As coisas vão mudar Audrey.

Fico um tempo ponderando sobre suas palavras, um filme passava em minha cabeça e eu estava confusa e não sei por que essa separação teve todo esse impacto em mim, foram só poucos meses e eu estava aqui triste e chorosa pelos cantos do quarto. Olho meu celular ao lado da cama, pego e disco o primeiro numero que vem a cabeça. Claro o dele.

Apenas toca e ele não atende, acaba caindo na caixa de mensagem e eu não podia acabar com isso sem dizer nada, sem aceitar esse final tão trágico do nosso romance.

–Você sabe que sou eu. Eu tenha passado as ultimas semanas na minha cabeça e fico me perguntando, como tudo isso foi acontecer, quando eu te perdi. –Fecho os olhos e dessa vez consigo conter as lagrimas. –Aqui estou eu no hospital de novo, mas dessa vez sem você e tentando juntar os pedaços do meu coração. –Faço uma breve pausa. –Peço à você que não venha me procurar cause se arrependa como fez da ultima vez. To cansada de coisas quebradas na minha vida.

Quando encerro a ligação, percebo que foi aqui que acabou para mim. Eu ainda não tinha chorado, até agora, me ajeito na cama e viro meu corpo para a janela, só então deixei que as lagrimas saíssem.

Abro meus olhos e vejo uma garotinha loira me encarando, claro que era Alison, que quando vê que acordo, pula na cama me abraçando. Que bom! Outra companhia que não fosse meus pensamentos. Abraço ela forte, Alison era a melhor surpresa do meu dia.

–Tia o que é isso? –Ela me solta e aponta o dedo para a cânula no meu nariz.

–Isso é o que está me ajudando há respirar. –Respondo acariciando seus cachos loiros. –Que experimentar?

–Eu posso?

Tiro a cânula do meu nariz e depois coloco nela.

–Fique a vontade.

Ela começa a rir, uma gargalhada tão contagiante que me faz esquecer por que eu estava chorando.

–Faz cócegas.

Sou um sorriso e logo depois ela tira a cânula me entregando.

–Como você está? –Pergunto puxando ela para sentar ao meu lado.

–Bem, Tio Clint foi me ver hoje e foi tão legal.

–Aonde Ali?

–Na escola, ele estava lá no intervalo, ele pediu para que eu cuidasse de você. –Fecho os olhos e respiro fundo.

–Cretino. –Sussurro, mas Alison nem escuta, parecia mais preocupado com as minhas unhas. –Ele não te disse mais nada?

–Não.

–Obrigada por vir aqui.

–Eu trouxe um presente. –Ela pega a bolsa dela e tira uma folha de lá. –Eu fiz hoje. –Ela me entrega um desenho de palitos, mas era uma coisa fofa. Tinha um cara enorme e verde ao meu lado e uma garota pequena no ombro do cara enorme e verde, Steve estava ao lado de uma moça ruiva, era ele por causa do escudo e Clint estava de mãos dada a moça ruiva, Pepper e Jake estava ao lado do homem amarelo que eu presumo ser Tony.

–É lindo. –Dou um beijo em sua bochecha e ela sorri.

–É minha família e você faz parte dela.

–Faço? –Fico emocionada contendo as lagrimas, eu adorava Audrey, assim como adorava Jake, filho do Tony.

–Claro que faz você é uma das minhas tias. –Pego o desenho e guardo dentro do livro do Bruce e depois pego a sacola de doces.

–Que tal chocolate, antes do jantar?

–Ótima ideia. –Ela exclama.

Alison se deita ao meu lado e começamos à comer, claro eu estava vigiando causo a enfermeira viesse, ela adorava falar e então só ela falava de nós duas. Ela começou falando da escola e terminou falando de como era antes de me conhecer e ai Ali me surpreende com uma pergunta:

–Tia Audrey, o que é amor para você?

–Amor? –Pergunto terminando de comer uma barra de chocolate. –Amor não é o que se escreve ou o que se fala, mas sim o que se sentem, aquelas sensações que você só sente quando está apaixonados. –Faço uma pausa, muitas coisas vinham em minha cabeça, entre elas a pessoa que eu mais queria esquecer. –Amor é mesmo estando brigados cuidar um do outro. Por que a pergunta?

–Não sei. –Ela diz me fitando. –Só que ninguém parece sentir mais isso.

Eu sentia. Cada átomo do meu corpo o amava. E mesmo tentando esquecer, eu amava.

–É pequena pimpolha, uma hora você vai notar que o mundo não é só amor.

Alison ficou um pouco mais comigo, até Steve vim buscá-la, eu estava feliz por ver ela e ela também ficou feliz. Foi à única alegria do meu dia: A gargalhada daquela pequena coelhinha.

...

Algumas semanas depois eu sai do hospital. Até Steve havia desaparecido, ele não me deu mais noticias e eu já tinha uma ideia do por que ele iria se afastar de mim.

Chego a casa arrastando o cilindro de oxigênio e de alguma forma tudo estava diferente, faltava algo e eu sabia o que era. Só não queria acreditar que essa separação fez tanto efeito em mim.

Vou ao Closet e me abaixo para checar as botas. O soro não estava mais lá, eu quase não aguento o pânico e nem meus pulmões. Ele não podia ter feito isso. Te tirado isso de mim. Outra promessa que ele não cumpriu.