Um Anjo Entre Nós
9 Capítulo 9
Dois dias depois de autorizar os questionamentos do anjo, Dean estava à beira do arrependimento. Cas parecia mais uma criança de cinco anos com os infinitos “Por quê?”.
- Por que quando os humanos discordam de algo eles dizem “Pode tirar o cavalinho da chuva?” Vocês mantém algum tipo de cavalo ao ar livre?
Bobby repreendeu uma risada e Dean o encarou de volta.
- Nem adianta olhar pra mim, Dean. O anjo é seu — E assim o mais velho voltou à atenção ao Uísque.
Sam assistiu o irmão se perder na explicação e a confusão nos olhos do anjo aumentar.
- Eu não entendo Dean.
- É porque você escolhe as coisas mais simples pra perguntar e as mais difíceis de responder.
- Mas se as perguntas são simples... Por que as respostas são tão difíceis?
- Tá vendo? Respostas difíceis, Cas...
A mania que Castiel tinha de levar as frases ‘ao pé da letra’ rendia algumas boas risadas aos caçadores, como o dia em que os humanos estavam caçando em Ohio.
- Cas.. Nós precisamos da sua ajuda aqui embaix..
- Olá Dean.
O caçador se virou encontrando o anjo carregado de.. cocos?
- What the hell..
- Oh, desculpe. – Castiel colocou os cocos que carregava na mesa do hotel – Eu estava catando coquinhos quando me chamaram. Em que posso ajudar?
- Você estava o que?
- Eu estava á procura de vocês, não consegui localizá-los então perguntei a uma senhora na rua se tinha visto dois jovens e ela me mandou catar coquinhos e bom.. acho que funcionou, não é?
Um grande silêncio se instalou no cômodo. Dean foi o primeiro a gargalhar sendo seguido pelo irmão que ainda se via na dúvida entre rir ou explicar ao anjo.
- Eu não entendo... O que é tão engraçado?
Houve também o dia em que Dean quase bateu o carro por dois hábitos de Castiel: Aparecer repentinamente e não entender as expressões humanas. Num segundo o banco traseiro estava vazio e no instante seguinte Castiel o encarava sereno.
- Olá Dean.
O caçador se sobressaltou levando o carro para a pista oposta.
- FILHO DA PUTA!
O anjo se inclinou ficando entre os irmãos.
- Hey Cas – Sam sorriu se acomodando no banco.
- Eu tenho algumas novidades sobre...
- Wow, antes de começar a falar eu preciso tirar a água do joelho – Dean diminuiu a velocidade do carro até parar totalmente no acostamento. Castiel franziu a testa, a cabeça inclinada levemente para a direita.
- Seus joelhos estão secos, Dean.
O caçador encarou os olhos azuis pelo retrovisor.
- Acho que é melhor mantermos o “Joelho” nessa expressão porque se formos colocar a verdadeira parte do corpo que precisa se aliviar...
- Eu posso ajudá-lo se algo estiver errado – os azuis piscaram naturalmente.
- Oh Deus, Não!
O caçador abriu a porta rapidamente e procurou um canto na estrada para se aliviar. Dean manteve o rosto á frente, pois podia sentir os olhos azuis curiosos do anjo o observando de longe.
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