Um Amor para Relembrar
13 Capítulo 13
Notas iniciais
E finalmente correndo como maluca cheguei em casa, parei em frente ao portão, ofegante e desesperada, quando vi do outro lado da rua, um vulto, com os olhos mareados de água não conseguia ver quem era, mas esse vulto se aproximou cada vez mais, e eu não conseguia abrir o portão, e então pior do que tudo que me aconteceu bateu um desespero.
-Calma Bella. Sou eu Jake.
Senti um profundo alivio por ser ele.
-Oi Jake.
-O que aconteceu machucaram você? Porque esta chorando tanto?
-Meu coração Jake, esta sangrando como uma cachoeira quando chora sobre as pedras.
Ele me abraçou e começamos a descer a rua eu não enxergava nada nem uma vírgula em minha frente, mas estava tão chateada e triste que cedi a seu abraço caloroso naquele momento, precisava de um amigo, não queria pensar que poderia estar o usando para isso, mas ele para mim não era mais que amigo.
Chegamos a um lugar que tinha a lua sobre nós um lugar bonito que já não era escuro e eu conseguia ver o que era, lembrava-me muito uma capela, mas não deveria ser, já que a igreja da região se encontrava na praça principal, era velha, deveria ter em torno de 100 anos, acredito eu, muito antiga. Sentamos em um banco em frente desta casa (capela), e eu chorei copiosamente, e ele não falou nada, não interrompeu minhas lagrimas, apenas ficou ali abraçado comigo até que eu me acalmasse.
Em torno de 3 horas depois já soluçando apenas, eu parei de chorar e contei a ele sem que me perguntasse, disse-lhe o que havia acontecido comigo, com todos os detalhes, sem medo com total confiança, e quando terminei, ele se virou para mim, com olhar súplice e disse-me:
-Bella lembra-se daquela nossa conversa na praça? Aquela que eu disse a você, ou ao menos tentei sobre o pai do Edward?
-Sim, insinuou coisas.
-O fiz porque você não me deixou falar certo?
-É.
-Pois bem, ele é a pessoa mais rancorosa do mundo, ele só pensa em dinheiro porque um dia o pai de uma garota aqui da cidade, não o aceitou como genro por ele ser pobre.
-Mas ele também é pobre.
-Exato. Sua revolta começou quando essa garota se casou por fim com um pobretão. E ele não entendeu porque ela não casou com ele, e porque preferiu outro sem um tostão, ao invés dele. Mas o que ele não sabia é que o pai dessa garota não queria um homem rico, e sim um homem que lutasse pelo amor de sua filha, que provasse que o dinheiro era nada, e ele ao invés disso apenas desistiu, e então essa moça, se casou com o rapaz que lutou por ela os dois anos de namoro que tiveram antes de se casar, e somente no dia do casamento o pai da menina revelou a verdade. Hoje eles têm poses, tem dinheiro, mas acima de tudo são felizes e conseguiu tudo com esforço, ela como professora de inglês, português e espanhol, trabalhando em escolas particulares e estaduais, e ele como engenheiro agrônomo, sendo o mais conhecido da região.
-Nossa.
-Pois é eles são meus pais Bella, e me ensinaram a ser assim.
-Que bonita a historia deles.
-Se o Edward realmente a quisesse ele lutaria.
-Mas ele disse que não ira me abandonar.
-Diretamente não, mas indiretamente já o fez. Não percebeu? Quando ele deixou o pai dele te ofender.
-Ah Jake. Chega por favor.
-Desculpa, eu não fiz por mal.
-Eu estou triste porque ele disse que iria no final do ano e de repente foi dois meses antes. Eu nem mesmo estava preparada para isso, e nem mesmo para a loucura dele.
-Relaxa, pode ser que eles voltem.
-É pode ser que sim.
O Jake estava me olhando como quem queria poder me ajudar mais, porem não tinha mais o que ser feito, apenas ambos ficaram ali olhando aquele luar, sem nada dizer um ao outro por um longo tempo, e voltamos para casa.
Passado um mês Jake e eu nos tornamos grandes amigos, saiamos todos os dias de bicicleta, ele com sua super cromada, e eu com minha montain bike, mas eu me divertia ele me fazia rir, falava besteira, me contava de suas ficantes, mas sempre dizendo que quando eu o quisesse e estivesse pronta eu o teria, e eu sempre respondia com um sorriso para ele.
Em uma das tardes que eu estava indo ao colégio no meio do caminho encontrei a Ângela, e a mesma veio ate mim esbaforida.
-Oi Bella.
-Oi. O que houve você esta bem?
-Não teremos aula hoje.
-Sério por quê?
-Faleceu a cavernosa. (nossa professora de educação física)
-Mentira! Você vai ao enterro?
-Eu não, saí fora, só porque ela morreu não virou santa e você sabe bem disso. Mas e você vai?
-Não, queria mesmo ter aula para esquecer certas coisas, mas fazer o que voltarei para casa.
-Então venha comigo, que voltar para casa menina, vamos para meu sitio é um pouco longe daqui, mas vai gostar.
-Mas tenho que avisar minha mãe.
-Não precisa. Vamos logo.
Segurou minha mão e saiu correndo tropeçando pelos pés eu ria tanto que tinha vontade de urinar nas calças.
Chegamos ao sitio ela tomou o meu material de minhas mãos e jogou no sofá, foi entrando a casa comigo, me mostrando tudo, incluindo seu gato e todos os cavalos que tinha do lado de fora, e ficamos ali o dia todo, comendo brigadeiro e falando besteiras, até que Ângela falou:
-Você ainda não superou não é?
Fingi não entender.
-Não esqueceu o Edward?
-Precisamos falar disso?
-Sim, você murchou desde que ele se foi, isso já tem um mês e ele não deu noticias.
-Eu sei.
-E então não seguira sua vida? Esta cheia de garotos atrás de você ate meu Eric antes de namorarmos queria sair com você.
-Para com isso Ângela que conversa.
-É isso mesmo! Hoje irei lhe apresentar a alguém, irei apresentá-la a meu irmão.
-Fala sério. Para com isso não preciso conhecer ninguém às escuras ok?
-Precisa sim nem que seja para novas amizades.
Simplesmente não respondi e começamos outro assunto. Já eram quase 19h00m quando decidi ir embora.
-Ângela, preciso ir esta tarde.
-Mas Bella meu irmão não chegou.
-Para com isso eu tenho que ir.
-Tudo bem então, precisamos marcar de ir a Port Angeles, para comprar nossos vestidos, não se esqueça.
-Está bem, deixe-me ir, até amanha.
Voltei para casa pensando que meu dia foi construtivo, acenei a meu grande amigo Jake e logo entrei porque estava cansada demais.
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