Um Amor de Infância- Parte 2

35 Capítulo 35- O Sequestro


Notas iniciais
Repostando esse capítulo, pois houve uma pequena mudança, mas nada que altere os capítulos seguintes.

A cada dois meses, Nayra vai a Clínica para saber como está o seus bebês.

Passaram-se cinco meses e ela está grávida de oito meses e por gêmeos a sua barriga está enorme e ela começa a ter dificuldades para fazer as tarefas de casa, mas Nathan sempre a ajuda e eles nunca brigam.

Nathan arrumou um emprego de meio período no Shopping da cidade de segurança, mas Nayra não fica sozinha em casa, pois sempre suas amigas estão perto dela.

Ela acorda pela manhã, coloca um vestido soltinho branco, chinelo, já que ela não aguenta se abaixar para pôr uma sandália e faz uma trança em seu cabelo. Pega a sua bolsa colocando seu celular, dinheiro e o cartão da clínica médica e vai para a cozinha tomar café da manhã.

Seu cachorrinho está imenso e todo peludinho, mas fica na varanda.

Nayra recebe uma mensagem pela manhã de seu amor que diz:

"Bom dia meu amor. Dormiu bem? Hoje vou ter que ficar mais um tempo no serviço, mas qualquer coisa me liga ta bom? Pede alguma amiga sua para te levar hoje na clínica, pois infelizmente hoje eu não posso. Eu te amo muito."

"Bom dia anjo. Dormi sim. Não precisa pedir desculpas, eu vou sozinha mesmo, eu pego um táxi e vou. Não vai ter nenhum perigo eu ir só. Te mando mensagem assim que puder. Te amo."

Ela termina de tomar café da manhã e sai de casa indo para a Clínica.

A ultrassom está normal e os bebês estão saudáveis e ela descobre que são um casal e fica muito emocionada. A médica diz que o parto dela deve ser Cesária, por ela ser magrinha e não aguentar um parto normal. Ela marca para o próximo mês e Nayra sai da clinica ao meio-dia.

Ao sair da Clínica, Nayra vai andando distraidamente pela rua e de repente ela percebe que tem um veículo a seguindo. Ela começa a ficar meio assustada e muda a sua rota indo na direção contrária da sua casa. Mas quando ela menos espera, aparece Carolina e a pega por trás à jogando no chão. Nayra desmaia com o golpe e ela aproveita e chama um homem que está com ela para ajudá-la a colocar Nayra no veículo.

Ela acorda depois de algumas horas e percebe que está dentro de um carro. Ela tenta se mexer, mas não consegue, pois suas mãos estão amarradas e sua boca amordaçada.

Ela começa a chorar e Carolina percebe:

—Quem está rindo agora hein? Pensou que eu iria deixar você ficar com ele?

Ela tenta falar, mas não consegue e o homem tira a mordaça de sua boca e diz:

—Nem venha com esse papinho para cima de mim não. Estou vendo que sua barriga está enorme né? Pode deixar que você tem duas opções: Ou você deixa o Nathan livre para mim ou eu mato você aqui.

—Não faça isso por favor. Se você pensa que me matando você vai ficar com o meu marido você está enganada, pois ele nunca te amou e nem vai te amar.

—Cale essa boca garota! Você já fez a sua escolha, mas vou ser justa com você. Vou soltar as suas mãos, mas você terá cinco minutos para sair daqui, pois caso não consiga eu taco fogo aqui dentro.

Carolina sai do carro deixando ela sozinha com o homem. Ele é alto, moreno, forte e está usando uma roupa toda preta para não ser reconhecido.

Mas ao tirar a touca, ela leva um susto, pois é o Manoel.

Ele percebe o seu susto e diz:

—Calma Nayra. Eu sei o que você deve estar pensando.

—Mas...vo...você...esta...estava...mor...morto.

—Aquilo foi tudo uma armação minha com a Carolina. Eu fiz isso, pois eu percebi que você ainda ama o Nathan e como eu percebi que você só estava comigo por pena, eu resolvi fazer algo para me vingar de você.

—Mas fizemos o seu velório. Seu corpo estava lá!

—Aquilo? Foi um boneco que colocamos para fingir que era eu. Graças há uns amigos que eu tenho, me ajudaram a fazer tudo parecer mais real. Até eu cheguei a acreditar na minha própria morte, acredita nisso?

—Como você pôde fazer isso comigo?

—Me perdoa Nayra e para compensar isso eu vou te ajudar a sair daqui.

—Como que você quer que eu acredite em você depois de tudo isso?

—Eu não quero que você morra Nayra. Vem, vou te ajudar.

Ele desamarra a Nayra e ela sai do carro, mas quando Manoel iria sair, ouve-se um estouro e só deu tempo dela se levantar e sair de perto para o carro ficar totalmente em chamas, mas o que ela não sabe é que nem tudo foi como ela imaginava, isto é, Manoel não morreu e sim fugiu antes do estrondo.

Ela sai andando na rua, toda machucada e com medo da Carolina estar por perto. Até então não há nenhum vestígio dela, provavelmente deve ter fugido. Caminhando mais um pouco, avista um orelhão e resolve ligar para seu namorado, mas logo se recorda que não possui dinheiro.

Ela resolve pedir informação, pois não sabe onde está e encontra uma senhora que estava passando pelo o local e a pede ajuda. A idosa diz que ela está em Minas Gerais, mas que não pode ajudá-la a voltar, pois não sabe de onde ela vem e lhe indica uma delegacia. Nayra agradece e encontra umas moedas em seu bolso e compra um cartão para ligar para o Nathan.

Ela lhe conta o que aconteceu e ele diz:

—Amor, pode deixar que eu vou te encontrar. Vai para a delegacia que eu vou pegar o primeiro avião que sair. Eu te amo.

—Ta bom meu amor. Vem logo. Eu estou com muito medo. O meu celular ficou descarregado e sem sinal e aquela mulher pode estar por aí tentando me encontrar.

—Amor, pode deixar que não vamos mais morar aqui na Bahia, vamos para outro lugar para sermos felizes e ninguém machucar você e os nossos filhos. Eu vou pegar as nossas coisas e comprar uma casa, mas isso vemos depois. Vá para a delegacia mais próxima e me encontre lá.

—Ta bom. Vou tentar carregar meu celular em algum lugar. Te amo.

Ele encerra a ligação e Nayra consegue pegar um táxi após alguns minutos e vai para a delegacia.

Continua...

Notas finais
Ocorreu uma pequena mudança na história, porém não muda muita coisa, mas talvez eles apareçam na próxima história(será?!) .