Um Amor Real
3 Capítulo 3- O encontro
Notas iniciais
Victória é levada as pressas para seu quarto no hotel, Revier e Gerard sobem com Miguel, que está com a empresária no colo. Ao acordar ela se sente tonta, e está deitada na cama, coberta.
Miguel: -Victória?! Como está se sentindo?
Revier: -Está louca, minha querida! Quer nos matar?
Victória: -Me desculpem, foi apenas um estado ruim, passageiro. Miguel, podemos conversar? A SÓS.
Revier: — Ai, está bem, ficou evidente... Vamos Gerard!!!
Miguel: — Pode dizer Victória.
Victória: — Onde nasceu Miguel?
Miguel estranhando o comportamento de Victória a responde: — Nasci no México, na cidade do México. Por quê?
Victória começa a gaguejar e ficar nervosa: — Mi...Miguel, me conte sobre você?
Miguel: — Por quê? Qual seu interesse em mim? Não me diga que lhe seduzi, pois ficarei muito encantado, — ele sorri.
Victória: — Pode me contar Miguel, por favor, é importante.
Miguel: — Bom, nasci no México, nunca fui rico como Gerard, o conheci quando recebi uma proposta de emprego, pela qual larguei tudo em minha cidade...
Victória olha fixamente para Miguel e recorda
~~ Anos atrás na faculdade de administração~~
Miguel: — Victória, nunca vou me esquecer dos seus belos olhos verdes, esses olhos que me fazem o homem mais feliz do mundo. Mesmo se alguém ou algo nos separe, vou te amar eternamente.
~~ Anos recentes ~~
Miguel: (...) Amei uma mulher, mas tive que deixá-la para vir, queria voltar para buscá-la, mas quando recebi notícias suas, já estava casada. Foi minha grande decepção. Então não voltei, me tornei um grande empresário junto ao Gerard, estamos aqui agora.
Victória: — Se essa mulher estivesse em sua frente e lhe falasse que ainda te ama, como reagiria?
Miguel: — Não sei Victória, sofri muito por ela. Ainda sinto tanto... Não sei como poderia reagir.
Victória: — Não passa por sua cabeça que ela também tenha sofrido com sua partida? — Victória levanta.
Miguel: — RUMS. Não sei. Mas qual seu interesse nisso? Não entendo.
Victória: — Pode me deixar sozinha Miguel! Foi um prazer conhecê-lo. Você apenas é um homem interessante, nada mais que isso o meu interesse, não se preocupe. — Victória se segura para não chorar.
Miguel sai sem entender a situação, meio confuso com tantas perguntas de Victória. Ela fica no quarto aos prantos, se lembrando do que Miguel dizia a ela, sobre seus olhos e trejeitos, de que mesmo se um dia fosse uma pessoa estranha ele iria lembrar dela só pelo jeito de falar, agir e olhar. No entanto, não se lembrou.
Victória pensa: — Nunca me amou como dizia, um sempre ama mais e pelos dois. (Chora mais ainda).
~~Revier bate na porta~~
Victória: — Quem é? — Com a voz tremula.
Revier: — Sou eu, querida. Revier
Victória: — Entre.
Revier entra e olha para Victória: — Estava chorando querida? Não acredito que aquele brutamonte do seu mari...
Victória: — Não! Não, não foi ele. Na verdade, não é nada. Amanhã partimos, certo?
Revier: — Sim, amém. Os comentários são todos positivos, fomos um sucesso. Ai, estou muito orgulho.
Victória sorri: — Eu também, meu querido.
Revier: Portanto, se anime, se arrume e vamos descer para o drinque com os sócios bonitões. Gerard é encantador. Victória, que homem, oh céus.
Victória dá muitas gargalhadas: — Sim, é verdade, e o que é melhor é que adora homens interessantes como você! Acho que não vou descer, não me sinto bem.
Revier: — Notei, é um cavalheiro esse homem. — Aos suspiros. — Se você não quiser que eu lhe dê banho e te vista, acho melhor fazer isso, e rápido. Vamos vamos.
Victória se arruma e desce com Revier, o saguão do hotel está muito cheio, todos no restaurante admiram a beleza da empresária, que está elegantíssima em um vestido preto longo, com pregas acima da cintura, decotado atrás com renda. Miguel se encanta ao ver Victória, e Gerard sorri ao se dirigir ao amigo.
Gerard: — Fecha a boca meu querido. Ela é muito bem casada, e pelo que me contou, no quarto no houve nada demais.
Miguel: — Como bom cavalheiro que sou, irei tirar a moça para dançar. — Sorri para Gerard e elegantemente vai em direção a empresária. — Quer dançar, afinal, depois de tantas perguntas hoje, está me devendo uma.
Victória se recua, mas olha para ele com olhar terno, amoroso, revelante. — Não sei dançar, Miguel. Acho melhor não, além do mais, não tem ninguém dançando, não gosto de chamar atenção.
Miguel: — Minha querida, só sua beleza chama atenção, olhe ao seu redor, todos os homens estão lhe admirando. Fora isso, dançaremos. Acompanhe-me! — Puxa Victória pelo braço até o centro do salão e pede ao maestro que toque uma valsa. Todos reparam os dois no salão, mas Victória se esquece de que está em público, seus olhos verdes encontra com os olhos verdes de Miguel, e os dois se olham, de uma forma apaixonante, como se desfrutassem de um momento só deles. Miguel tira a roupa de Victória com olhar, — Comenta Revier para Gerard, que fica em silêncio.
Victória e Miguel se olham tão intensamente que estão ofegantes, se queimando por dentro. Suas bocas pedem um beijo, quase imploram por um beijo. Quando Miguel agarra a cintura de Victória delicadamente, e em um gesto rápido curva-se para beijá-la.
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