Um Amor Proibido!
7 Segunda-feira!
Notas iniciais
Era manhã de segunda-feira eu estava, perdida nos meus pensamentos, tudo exatamente me levava a noite passada com Mariana, aquele corpo que me chamava a atenção, aquele olhar, os beijos dela, os toques que aquela mulher tinha, me deixaram louca.
Meu relógio despertou com a nossa musica “21 guns”, eu apenas desliguei o relógio e me arrumei rapidamente e fui para o colégio.
Chegando lá Mariana me esperava no portão com aquele sorriso, com o brilho no olhar...
-Oi amor dormiu bem?
Sim ela me chamou de amor, e eu perdi o ar naquela hora, mas apenas respondi:
-Oi Mari dormi sim e você?
-Quase não dormi, queria você dormindo comigo, como na noite passada...
Meu sorriso foi inevitável, eu a olhei ela estava sorrindo e mexendo no cabelo.
-Lu.. Me da um beijo?
-Mari, precisamos disfarçar, vão acabar contando para os pais..
Ela esboça um olhar de reprovação mas entende, aquele olhar eu confesso que me deixou mal, eu não queria desaponta-la, e muito menos recusar um beijo nos quais eu me perdia nos braços dela.
Eu estava com medo de começar a conversar com ela sobre a noite passada, afinal era a primeira vez das duas, e no mesmo dia perdemos o bv isso era estranho, mas obviamente tive que falar com ela sobre isso, se não um clima um pouco estranho poderia se encontrar entre a gente.
-Mariana, precisamos conversar!
-Verdade, eu começo pois preciso fala umas coisas, Luana eu te amo, eu não sei como não percebi que você gostava de mim...
-Mariana eu também te amo e você sabe muito bem disso, eu não estou preparada pra te deixar tão cedo, mas preciso saber se você terá forças para lutar comigo, tudo, a todos e todo o preconceito?
-Você sabe que sim, eu nunca te deixarei por um motivo “tosco” desse..
-Mariana eu te amo sua bobona!
Um olhar de aprovação veio no rosto de Mariana, ela chegou perto e depositou um beijo no canto da minha boca, precisávamos disfarçar para que ninguém percebesse o que havia acontecido depois do baile..
A aula ia começando eu e ela sentamos uma no lado da outra, eu não conseguia parar de olhar pra ela, até a professora fala que eu estava apaixonada pela Mari, caramba até a professora já sabe!
Eu estava vermelha que nem um pimentão e quando eu olho para Mari ela estava la rindo até do vento de tanto que ria da minha cara, eu recebi só uma sms dela que dizia:
-Você fica linda quando está vermelha, bem que você podia ficar assim todo dia amor!
Eu apenas respondi:
-Sua bobona fica quieta ai que eu não sou bonita!
Apenas ela começou a dar risada e disse bem alto!
-VOCÊ FICA MAIS LINDA QUANDO TA BRAVA!
A sala inteira olhou pra ela com uma cara de espanto e eu comecei a rir da cara dela, mas ela apenas disse:
-Depois a gente conversa, ta bobona!
Na boa, eu adoro quando ela me chama de “bobona” “amor” “linda” e todos esses nomes fofos, acho perfeito, serio estou pensando seriamente em pedir ela em namoro de uma vez, mas será que não é precipitado de mais? Ou será que eu não vou levar um fora? Mas ela me ama, então não me daria um fora!
O recreio ia começando, eu e ela fomos para o “nosso” canto, onde ninguém ia, ou muito menos via a gente la, ela logo me abracou.
-Você foi o que eu sempre pedi, eu preciso de você Luana, você não tem noção de como você é importante pra mim, fica comigo não me abandona jamais...
Eu sorri pra ela, foi inevitável aquilo, eu queria me controlar, mas eu não conseguia com ela ali me abraçando, me falando palavras tão doces. Sim eu estava molhada, como a noite passada, mas não queria que ela percebesse que eu estava naquele estado tudo por causa dela, ela estava com um perfume diferente, um que me deixava louca.
-Amor eu adorei a noite passada, você podia repetir de novo não acha?
Eu sorri pra ela e a beijei ali mesmo, ela devolveu o beijo com muita vontade, eu acho que eu estava finalmente amando de verdade, eu nunca senti isso por qualquer outra pessoa, só por ela mesmo, e ela me faz tão bem que sem ela eu acho que não seria mais ninguém a partir de agora.
Nós fomos para a educação física, obviamente ela iria tomar banho la na escola eu podia chegar um pouco mais tarde hoje em casa, pois eu iria tomar banho no colégio eu estava louca por isso...
O professor pediu para que a gente fizesse casal, ela foi com o Eduardo, fiquei me roendo de ciumes, a puxei para o canto:
-Ai dele se fizer alguma coisa com você ta entendendo?
-Sim e se o Carlos fizer algo você da um grito!
Eu e ela demos muita risada, disso que a gente havia falado pois ambas estavam com ciumes uma da outra, logo depois o professor queria que a gente jogasse um jogo com nosso “casal”, a aula ia acabando, ela foi para o banheiro e me chamou:
-Vamos amor..
-Sim..
Quando chegamos lá, ela pede para que eu entrasse no box que ela estava, ali a gente se beijou com toda aquela vontade, parecia até que aquele era um dos beijos da noite passada, ela estava linda toda nua, aquele corpo, que pude encostar no meu, aquela agua caindo sobre a gente, nossos toques, nossos beijos, nossos sorrisos fizeram com que o nosso primeiro banho ficasse tão emocionante, quanto os outros que viriam.
Saímos do box uma separada da outra para que ninguém percebesse, mas foi inevitável o comentário das garotas que estavam la, todas falavam que as duas lésbicas haviam tomado banho juntas dentro do colégio, e sabe aqueles comentários maldosos que as pessoas fazem só para puxar briga então, era isso que estava ocorrendo, uma das garotas chamada Bruna, falou bem alto para que todos escutassem, mais isso já fora do banheiro:
-Da licença que as lésbicas estão saindo do banheiro, por que acabaram de tomar banho juntas, que lindinho!
Ela não falou isso com o “tom” de boa intenção e sim de preconceito e garota mimada, me deu uma raiva dessa menina mas Mari me segurou pois eu iria acabar com ela ali mesmo, pois não suportava aquilo, principalmente sendo comigo o preconceito!
Quando saímos da escola, Mari falou algumas palavras que me confortaram um pouco e que me deixaram bem, isso tudo depois que ela pegou na minha mão..
-Fica tranquila, pois nem ela e nem ninguém irá nos separar amor!
-Eu sei, mas detesto isso, tanto comigo e com os outros..
-Sim eu também não suporto mas vamos com calma, precisamos disfarçar mais, e fingirmos só amizade!
A deixei em casa, durante a noite passei pensando nela, naquele corpo colado no meu, no preconceito daquela guria, nas merdas que ela havia falado e no olhar de todos.
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