27 de abril de 2008 , Florida

– Mãe, eu vou ter saudades tuas! — gritei para a minha mãe, já dentro do carro.

- Liga-me todos os dias, Bella!

- Assim o irei fazer! Adoro-te! — respondi.

E pronto, era agora. Chegarei em breve a Seattle, para ficar este ano escolar com o meu pai, já que a minha mãe decidiu ir com o meu padrasto numa viagem. E pensei que como estava a mudar de ares, iria correr tudo bem.

Já a meio do caminho até Seattle, ouvi uns barulhos estranhos vindos do motor. Parei o carro à beira da estrada e abri o capô do carro. Oh não! pensei. O motor do carro estava a deitar fumo e a estrada estava praticamente deserta. Tentei ligar para a Assistência de Estrada, mas não tinha bateria. Raros eram os carros que passavam por aquela estrada, e raros ainda mais os que paravam, para eu poder telefonar a alguém a pedir ajuda.

Ao longe vi um Ferrari, de cor preta. Algo dentro de mim deu à luz e eu fiz sinal para o carro parar. E não é que parou?!

- Olá, será que me podias emprestar o teu telemóvel para eu poder telefonar a alguém ou à A.E ? — perguntei, à espera de um sim.

- Não. Ainda te faço melhor. Eu próprio te ajudo. — disse o rapaz, com os seus 18 ou 19 anos, pálido, de cabelo preto e olhos castanhos alaranjados. Aquilo sim, era um senhor de seu corpo, musculado e sexy.

Saiu do Ferrari e foi analisar o motor do meu carro, uma carrinha Vito da Mercedes Benz. Fez uma cara contorcida e disse:

- Isto não parece uma boa situação... Ah , antes de mais, meu nome é Edward. Prazer. — e estendeu a mão.

Surpreendida com a gentileza do rapaz, de nome Edward, estendi a mão e disse:

- Swan — não és nenhuma ' James Bond ' pensei, atrapalhada — Bella! — gritei — Bella Swan!

- Menina Bella Swan, a sua carrinha não está em boa forma.

Boquiaberta, pensei Podias-me levar no teu carro, não Edward? e abanei a cabeça a mim mesma, a pensar que aquilo não passava de um estúpido pensamento. Passados momentos, ouvi da boca de Edward:

- Bem, a melhor coisa que posso fazer por ti é levar-te ao teu destino, e amanhã trago-te a carrinha. Alinhas?

Eu nunca fui de confiar em estranhos, mas Edward parecia um bom rapaz, gentil e amável.

- Está bem! Eu vou para Seattle e tu? — perguntei, com um certo arrependimento.

- É o meu destino também. Entra no carro e põe o cinto.

Entrei, pus o cinto e sentei-me confortávelmente. Aquilo sim, era um carro! Edward conduzia a mais de 200 km/h , mas a um certo tempo fiquei preocupada com a velocidade e desabafei:

- Podes ir mais devagar, por favor? Tenho medo que tenhamos um acidente.

Ele fez um sorriso, mas não respondeu e de seguida abrandou o carro.

- Para que rua?

- Smith Melford Street.

Estávamos mesmo a chegar quando Edward faz um desvio e diz:

- Primeiro quero mostrar-te uma coisa.

E veio um sentimento mais forte de arrependimento, como se o Edward fosse um raptor, um violador ou coisa parecida.

Levou-me às serras de Seattle, que tinham uma vista fantástica. Via-se o rio Lambda, um dos famosos rios de La Push.

- Então, não gostas? — perguntou-me.

- Se eu não gosto? Claro que eu não gosto, eu adoro! — gritei

- Este é um de vários sítios que eu costumo visitar quando me quero acalmar e apanhar um pouco de ar fresco, para relaxar um pouco. — e sorriu-me.

Eu vi o sorriso dele e desviei logo os olhos, pois ele olhou-me de seguida, fixando-me. Mas que sorriso tão bonito! pensei.

- Então, queres ir para casa ou não?

- Vamos.

Já no carro, senti um bocadinho de frio e decidi ligar o aquecedor. Não sei como, Edward sentiu exatamente a mesma coisa que eu e fez o meu gesto. As nossas mãos tocaram-se e os olhos encontraram-se.

- Desculpa. — disse, envergonhada.

Após um sorriso, Edward disse:

- Smith Melford Street, já chegámos!

– Obrigada pela boleia, amanhã trazes a Vito a que horas?

– Quando tu quiseres — respondeu-me, com um sorriso — Secalhar encontramo-nos na escola, não? Eu ando na Secundária de Forks.

– Eu vou começar agora a frequentá-la. É bom, ter um amigo de início. — e sorri. — Agora a sério, muito obrigada pela boleia, não sei o que fazia sem ti.

Ele riu-se e despediu-se de mim com um beijinho.

– Pai? — chamei, ao entrar em casa.

– Estou aqui, Bella! — ouvi

– Aqui aonde? — chamei denovo.

– Na garagem!

– Oh, estás crescida, filha! O teu cabelo... Cresceu muito. — disse o meu pai, como se estivesse a lembrar-se de cenas do passado.

– Eu sei — ri — então, onde vou dormir?

O meu pai guiou-me ao meu quarto, laranja com misturas de preto, com luzes de efeitos espectaculares.

– Não é melhor, mas é o que temos. — suspirou o meu pai.

– Não faz mal, pai. É perfeito para mim.

Sorriu e deixou-me à vontade no meu quarto durante mais não sei quantos dias.

*****

22h 30m– vi no relógio. É melhor ir-me deitar pensei. Vesti o pijama e quando estava a despir as calças, um papel caiu do bolso. 1-809-783-382 LIGA-ME , BEIJOS EDWARD.

O Edward tinha-me posto um papel com o seu número no meu bolso! Não sei porquê, fiz um olhar como se estivesse apaixonada e deixei-me cair na cama, onde adormeci.