Um Amor De Infância
21 Capítulo 20
Notas iniciais
Kagome decidiu se aproximar do campo de batalha, e os homens não a impediram.
Reynold investiu contra Inu Yasha, e as duas espadas se chocaram. Os gritos de encorajamento dos guerreiros eram ensurdecedores.
O rosto e o torso de Inu Yasha estavam suados devido ao esforço. Os dois se posicionaram frente a frente. Todos ficaram em silêncio. Kagome só tinha ouvidos para a respiração ofegante de seu amado e para os batimentos desenfreados de seu coração.
Os olhos de Inu Yasha brilhavam de determinação. Ergueu a espada com as duas mãos e deu um grito tão alto que Kagome se arrepiou toda. Então desceu a arma. Reynold se esquivou do golpe, mas caiu ao chão, e sua espada voou longe.
Os guerreiros Chattan gritaram o nome de Inu Yasha, que agora segurava a ponta de sua espada contra o pescoço de Reynold.
Toda a cor sumira do rosto dele, a não ser pela cicatriz vermelha e fina que Kagome deixara em seu maxilar.
Inu Yasha foi para cima do inimigo e pressionou a espada o suficiente para tirar um pouco de sangue da garganta de Reynold.
Inu Yasha tinha o maxilar contraído. Estava parado, com a lâmina no pescoço de Reynold. Olhou de soslaio para George, que assentiu com um breve gesto da cabeça.
Os gritos dos homens cessaram. Os guerreiros dos Chattan fitaram os Grant.
Kagome olhou para os membros de seu clã, vendo que nenhum deles parecia preocupado com a morte iminente de seu chefe.
Sem pensar duas vezes, ela deu um passo para perto de Inu Yasha e parou. Apesar de tudo, não queria que seu amado matasse Reynold. Ele sustentou seu olhar por alguns segundos, mas naquele curto espaço de tempo, toda uma vida de emoções passou entre os dois.
Inu Yasha levantou a espada. Reynold enrijeceu. Com um grito de raiva e dor, Inu Yasha enfiou a espada na terra, bem perto do rosto de Reynold.
— Eu sou o Taisho! E Findhorn é meu castelo, meu lar! Saia daqui e nunca mais apareça na minha frente! Se isso acontecer, saiba que não serei tão complacente.
Tornou a apanhar a espada, trêmulo. Sem olhar para trás, Inu Yasha foi até seus homens. Kagome tentou ir atrás, porém George a segurou.
De soslaio, ela viu um brilho prateado. No instante seguinte, Reynold Grant, já de pé, empunhava a espada e tentava acertar as costas desprotegidas de Inu Yasha.
Desesperada, Kagome gritou fazendo, com que Inu Yasha se virasse depressa. Bankoutsu foi para frente, segurando sua lança, mas estacou um segundo depois.
A espada de Inu Yasha acertou o tórax de Reynold sem piedade. Momentos depois, ele a puxou de volta.
Reynold cambaleou de um lado para o outro, depois caiu na grama, com a adaga de esmeraldas cravada em suas costas. Kagome nem percebeu George passar ao seu lado após atirar a arma em um golpe perfeito.
Ninguém se mexeu durante um tempo.
Então, o mundo pareceu girar e ela caiu de joelhos. As lágrimas escorriam de seus olhos como ondas de alívio.
Inu Yasha correu para ela e a abraçou, murmurando palavras de conforto e amor, beijando-a com ternura.
Os chefes de cada clã, Taisho, Davidson, Macgillivray e MacBain estavam reunidos no outeiro próximo ao campo de batalha nos fundos do Castelo Findhorn. Enfim, o poderoso clã Chattan estava formado.
Todos beberam em comemoração a aliança.
— Agora tudo é como foi antes. Como deve ser. — George se virou para Kagome e ofereceu-lhe a mão. — Venha, prima, há muitas decisões a tomar em nosso próprio clã.
A hora da escolha chegara: ela podia voltar para seu povo ou ficar ali com Inu Yasha.
Kagome deu um passo e de repente sentiu os braços dele em seus ombros. Inu Yasha curvou os lábios em um lindo sorriso, que fez disparar seu coração.
— Há outra aliança para discutirmos, George. — Inu Yasha encarou o primo dela, que agora seria o novo chefe Grant.
George franziu a testa e estudou os dois.
— Entendo. E você, minha prima, também deseja essa aliança?
— Sim. E muito! E o que mais quero na vida.
George tomou-lhe as mãos entre as suas.
— Com a morte de Reynold, sou eu o novo chefe do clã. Acredito que o conselho ficará de nosso lado se vocês se aliarem a mim. Será um excelente acordo. Politicamente falando.
— E os Todd? — Owen apareceu ao lado de Kagome. — E o estábulo? Quer abandonar tudo o que construiu lá, Kagome?
— Não, não quero, mas…
—Perdão, chefe. — Shippou saiu do meio da multidão e parou ao lado de Inu Yasha. — Sempre tive vontade de conhecer o estábulo dos Grant. Meu pai pensou em me mandar passar um tempo com os Todd, para aprender a lidar melhor com os cavalos, muito antes de isso tudo acontecer. Tenho inúmeras habilidades e seria uma honra enorme poder ajudá-los. Claro, com sua permissão, chefe.
Kagome pegou a mão de Inu Yasha e sorriu para Shippou, demonstrando sua aprovação.
— Está bem, meu jovem. — George aceitou o pedido silencioso da prima. — Você será muito bem recebido por nosso clã.
Então, o chefe Grant montou seu cavalo. Todos seus guerreiros fizeram o mesmo, aguardando um comando. Ele se virou para partir, mas antes parou diante de Inu Yasha.
— Taisho.
Inu Yasha se aproximou dele, seguido por Kagome.
— Saiba que, se algo acontecer a minha prima, eu voltarei para buscar sua cabeça.
— Não se preocupe Grant. Eu a amo mais do que a mim mesmo, e farei o impossível para protegê-la durante o tempo em que vivermos juntos.
— Foi o que imaginei. — George sorriu. — Todos os anos celebramos uma festa em homenagem ao arcanjo Miguel. Será uma honra tê-los conosco.
— Se minha esposa quiser, nós iremos com o maior prazer.
Em instantes, os Grant se foram.
Notas finais
Bem, vou postar o epílogo
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