Um Amor Complicado.

16 Capítulo 16 - Problemas que se agravam.


Notas iniciais
Nem acredito que estou conseguindo postar, finalmente! Pessoal, perdão por ter demorado tanto. Mas não se preocupem, eu tenho como explicar. Não me atinjam com suas pedras, kkkkkk Bom, a primeira razão de eu ter demorado é que minha internet é um LIXO e eu não tenho dinheiro pra ir à uma lan house. Internet da NET é uma bosta na região da grande São Paulo, eles são um bando de mentirosos. Era para eu receber 10 mega de internet, mas não recebo nem 7. É OSSO. O segundo motivo é que eu viajei. Fui pra praia. E lá, eu também não tive meios de acessar a internet e postar o capítulo. E o terceiro e último e que meus pais estão de férias, e nós saímos muito juntos. Eles trabalham o ano inteiro, então tenho que aproveitar minha família quando dá, né? KKKK' Enfim, sem mais delongas! Obrigada à Lillyan Thais, Sogequeen, Anne Hyuuga, Irial kun, Gol D Bianca, Persephone Oleander, FoxxyLady, PaumDoLaw, Lunista Crowler, Roronoa Aninha, OzZynhA, Giulia Potter, Relunize e Raquel Ohara. Obrigada pelos reviews de vocês! *-----* E Brigadeiro, seja bem vinda! *u* Obrigada também por terem respondido todas as perguntinhas que eu deixei no último capítulo. Adorei as opiniões de todas vocês! E do Irial-kun tbm, kkkk Eu não tenho nada de especial pra falar sobre este capítulo. Só que VAI TER TRETA! *u* Quem não gosta de uma tretinha, não é mesmo? KKKKKK Boa leitura!!

Capítulo 16

Dentro do vestiário, tomo um bom banho e troco de roupa, colocando calça, camiseta e tênis.

Quando estou quase saindo, vejo uma cabeleira loura adentrar ao ambiente.

– Zoro! Como foi sua noite? – pergunta Sanji, completamente enrolado.

– Você está ridiculamente bêbado, Sanji. – falo, sentindo o cheiro de álcool de longe. – Toma vergonha na cara.

– Não fala assim... – fala, vindo na minha direção. Ele cai sobre mim e se segura em meus ombros. – A minha noite foi muito divertida!

– É mesmo? Eu vi você se acabando nos peitos de uma mulher. – falo, colocando-o de pé.

– Não foi só nos peitos, viu? Eu acabei com ela, de várias formas possíveis! E fiz o mesmo com todas as outras! – diz ele, e começa a tirar a roupa.

Tento ser o mais frio possível.

– Usou camisinha? – pergunto. Ele assente.

– Usei! Mas agora... – começa, enterrando o nariz em meu pescoço. – Você está tão cheiroso, Marimo...

– Eu acabei de tomar banho. – falo. Sinto seus beijos em meu pescoço, e meu corpo reage imediatamente. – Olha, Sanji... Você não fez nada de errado hoje?

– Errado? – pergunta, tentando tirar minha camiseta. – Não, acho que não...

– Você saiu por aí beijando e fazendo sexo com outras pessoas. Isso não é errado? – pergunto, afastando-o um pouco. – Estou tentando ser calmo.

– Por que seria errado? – pergunta. – Eu não estou em nenhum relacionamento.

Aquilo me atinge ainda mais do que vê-lo aos beijos com outra mulher, no clube. Sinto-me realmente um trapo.

– Não está? – pergunto. – E nós dois?

– Eu já disse. O sexo com você é incrível, e eu gosto de você, mas...

– Olha, você está bêbado. Não vou ouvir você falando, principalmente depois de ter transado com umas dez mulheres lá nos quartos.

– Que bom. Por que eu não queria falar mesmo.

Então ele me beija, do mesmo modo que estava fazendo com a mulher, no meio de todo mundo.

– O que você quer, afinal? – pergunto. Ele sorri e se vira de costas, pressionando a bunda em meu membro.

– Sexo pela frente não é mais suficiente para mim, Zoro. – murmura, se esfregando em mim.

No mesmo instante, viro-o de frente e olho em seus olhos. Não... Eu não quero isso, seu babaca.

– Você está bêbado. Este não é o Sanji que eu gosto. – falo, exausto. – Tome um banho e se vista, para eu te levar para casa.

– Vai me rejeitar?

– Com toda certeza. Só vou fazer isso quando você estiver sóbrio. – falo. – E você não tem ideia do que estou sentindo no momento. Acha que...

– Então vai embora daqui! – grita, me empurrando. – Eu não preciso de você! Eu tenho todas as mulheres do mundo para fazer o que eu quiser!

Eu sei que isso não deveria me deixar mal. Sei que ele está bêbado. Mas sei que, quando estamos alterados, ficamos corajosos e falamos todas as verdades guardadas.

– Ótimo. Se cuida. Eu falo com você quando estiver melhor. – falo, sentindo minha garganta apertar novamente. – Até mais, Sanji.

– Espera! – exclama, me abraçando por trás com força. – Zoro, você não sente mais tesão por mim?

– Hã? De onde veio isso? – pergunto, virando-me em seu abraço. Está emburrado e fazendo um bico totalmente fofo.

– Quer dizer... Agora há pouco, eu praticamente dei meu corpo para você, mas você não deu a mínima... – fala, em murmúrios angustiados. Quase chorando, ele olha para mim com suas íris azuis brilhantes.

– Caralho, Sanji. – solto, suspirando. – Não me entenda mal, por favor. Você está fora de si, completamente alterado. Não ficar bêbado não era uma das regras? Droga.

Quando ele começa a chorar, não consigo me segurar nem por dois segundos e abraço-o, colocando seu rosto em meu pescoço.

– Vou te levar para a minha casa outra vez. Depois que você tomar um banho, esfriar a cabeça e beber muito café, a gente conversa sobre hoje. Tudo bem? – pergunto. Com os braços em torno da minha cintura, Sanji me abraça carinhosamente.

– Hm. – resmunga, concordando.

– Então... Você pode me soltar. – falo, mas ele nem se mexe. – Sanji? Você tem que pegar pelo menos seu celular, certo?

– Não quero. – responde, apertando seus braços ao meu redor.

– Não quer o quê?

– Não quero te soltar. Quero ficar assim para sempre. – murmura. Meu coração se derrete por completo.

– Como vai fazer, então? Não precisa nem dos seus documentos? – pergunto.

– Preciso... Zoro, você está sendo tão seco comigo... – murmura, com a voz embargada.

– Não me diga que você também pode ficar meloso, quando bêbado. – murmuro, suspirando. – Desculpe-me por ser seco, Ero-Cook.

Seguro seu rosto e puxo-o para beijar sua testa, afinal ele é poucos centímetros mais baixo que eu. Talvez dois ou três.

– Hm. – resmunga outra vez. – Não é aí que eu quero ser beijado.

– Ah, já chega. Vamos para casa e eu te beijo quantas vezes vocês quiser. – falo. Completamente bêbado, ele assente mas continua grudado em mim. – Sanji, me solta um pouco!

– Não! – responde. Desisto de separa-lo de mim e seguro suas pernas por trás, puxando-as parar cima. Ele se segura em meu pescoço e prende as pernas ao redor da minha cintura, ainda com o rosto em meu pescoço.

– Pronto. Assim eu posso andar. Qual é a senha do seu armário? – pergunto.

– Zero, dois, zero, três. – sussurra. Ando até seu armário, coloco a senha e pego seu celular e seu RG.

Pronto para ir para a saída dos funcionários, sinto uma suave carícia no lóbulo da minha orelha esquerda. Tento ignorar a sensação e continuar andando, até chegar ao meu carro.

– Ero-Cook, você realmente está beijando minha orelha? – pergunto, caminhando na direção do carro.

– Uhum. – resmunga, levando sua mão esquerda até o outro lado do meu rosto.

– É gostoso. – assumo, sentindo leves arrepios.

– Zoro, vamos fazer alguma coisa... Por favor... – suplica, em meu ouvido. Sinto seus dentes em meu pescoço e sua mão direita em minha nuca.

– Tudo bem, tudo em. – falo. Me seguro ao máximo para não perder o controle. – Espere até chegarmos no carro, pelo menos.

– Por favor... – sussurra. – Está latejando...

Realmente sinto sua ereção poderosa contra mim. Tem razão de estar latejando.

– Quando você está bêbado fica tão desbocado. – observo, andando mais rápido.

– Você realmente não sente mais tesão por mim, não é? – pergunta, embargado novamente. – Se fosse outro momento, você já teria dado um jeito nisso tudo. Chato, feio. Zoro baaaaaka...

– Sanji, não precisa chorar... Está parecendo uma criança birrenta. – murmuro. – Se você quer tanto saber, eu estou muito quente. Só que não vou fazer nada com você no meio da rua, perto do trabalho.

Minhas palavras fazem-no chorar mais ainda. Não um choro normal, um choro realmente sentido.

– Estou me sentindo um vilão horroroso. – resmungo, para mim mesmo. Quando chego no carro abro a porta de trás e deixo minha mochila, junto com o celular e o RG do Sanji. Em seguida, abro a porta do passageiro e coloco-o sentado ao lado do motorista. – Chegamos.

Fecho sua porta e dou a volta no carro, sentando-me no assento do motorista. Automaticamente, e luz de teto se apaga.

– Venha aqui. – chamo-o, batendo com as mãos sobre minhas coxas. Limpando os olhos, ele assente e se move até estar sentando em meu colo, com as pernas separadas.

– Zoro, eu estou triste agora... – murmura, abraçando meu pescoço.

– Desculpa por ter sido seco com você, tudo bem? Prometo não ser assim novamente. – falo, dando-lhe um selinho. – Só quero te ver sóbrio...

– Zoro. – murmura. Suas mãos deslizam até meu pescoço e ele encosta nossos narizes. Institivamente, fecho os olhos. Sanji passa a ponta da língua lentamente em meus lábios, como se quisesse sentir meu gosto.

Seus lábios se encostam suavemente nos meus, fazendo uma leve pressão. Então, ele chupa meu lábio superior, puxando-o um pouco para frente e encaixando nossas bocas perfeitamente. Inclino um pouco o rosto e sinto sua língua com a minha. Sem querer, sorrio maliciosamente.

– Não é bem assim que você quer, certo? – pergunto. Em seguida seguro-o pela nuca, aprofundando e dando mais intensidade ao beijo.

– Mm. – geme, respirando forte pelo nariz e me segurando pelos cabelos.

Seu beijo tem gosto de champagne e...

– Você comeu chocolate? – pergunto, para logo depois voltar a beija-lo.

– Sim... – sussurra, quando solto sua boca para deixa-lo respirar. – Tinha um pouco na geladeira do quarto... Queria um pouco?

– Não. Prefiro prová-lo assim. É muito mais gostoso.

Levo minha mão até sua calça e abro seu cinto com pressa, segurando seu membro completamente duro.

– Não segure com força... Eu vou gozar. – fala, e eu aplico menos força em minha mão.

Começo a masturba-lo e seus gemidos sensuais ecoam pelo carro. Não consigo tirar os olhos de seu rosto corado e seus lábios entreabertos.

Em menos de um minuto, ele goza em minha mão.

– Foi rápido. – falo, já alcançando um lenço no console do carro. Limpo minha mão e beijo seu pescoço. – Isso é o máximo que posso fazer aqui, Sanji.

– Haa... – geme, ainda tendo espasmos.

– Respire fundo. – peço. Vejo-o encher os pulmões e soltar todo o ar, várias vezes seguidas. – Vamos?

Ele assente e, ainda meio trêmulo, se senta ao meu lado e coloca o cinto de segurança. Faço o mesmo e ligo o carro, saindo do estacionamento logo em seguida.

Em poucos segundos, Sanji cai no sono.

E acorda quando estamos no meio do caminho.

– Ainda estou excitado. – fala.

– Ero-Cook, por favor...

– É o seu cheiro. Não sei o que sua pele tem, mas... Meu corpo reage severamente. – fala, abaixando as calças e a cueca.

– Você vai se masturbar aqui? – pergunto.

Ele não responde, só começa a movimentar a mão em seu pênis. Seu rosto se vira na minha direção.

– Com licença. Vou te usar. – murmura. Não consigo controlar direito a direção do carro por causa dele, que me observa com o mais puro desejo nos olhos.

– Droga.

Mais à frente na avenida, há uma fila de carros enorme. Parece uma blitz.

– Sanji, tem policiais mais à frente. Pare com isso. – peço.

– Não posso. – responde, numa voz fraca. Suspiro e viro o carro na primeira rua à direita, pegando meu atalho especial.

– Você é louco?

– Sua voz me dá arrepios... – geme, fechando um pouco os olhos e movimentando a mão com mais força. – Zoro...

Assusto-me quando vejo-o abrir um pouco mais as pernas e mover a mão livre para o meio delas, além de deitar o encosto do banco.

– Você realmente vai...

– O quê? Eu te disse que sexo pela frente já não era mais suficiente... Não disse? – pergunta. Sanji começa a estimular seu ânus lentamente, soltando pequenos e tímidos gemidos.

Estou me segurando tanto que começo a suar frio.

– Okay, cansei. – paro o carro em uma rua vazia, residencial. Tem alguns postes de luz quebrados, por isso é bem escura. – Sanji, vire suas pernas para cá.

Desconecto meu cinto e levanto-me do meu assento, me debruçando sobre Sanji, já com os pés onde antes eu estava sentado.

– O que você vai fazer? – ofega ele. Apenas sorrio e encosto um dos dedos em sua entrada.

– Vou te foder com meus dedos, é lógico. – falo. – Meu carro é grande, mas no momento não dá para eu fazer algo mais do que isso.

– Eu acho que... É suficiente, por enquanto... – diz ele, fraco. Olhando seu rosto, deslizo o dedo indicador e o médio para dentro dele.

– Uau. Deslizou muito fácil. – observo, retirando e colocando os dedos repetidamente e bem devagar.

– Mmm... Aah... – geme, corando ainda mais.

Sanji abraça meu pescoço e toma meus lábios, soltando gemidos baixos e sufocados pelo beijo. Nossas línguas se roçam lentamente, no mesmo ritmo da minha mão. Mordo seu lábio inferior e solto-o, para começar a beijar a linha de seu maxilar.

Desço por seu pescoço e deixo alguns beijos ali, fazendo-o se arrepiar. Com a sensação, Sanji infiltra as mãos por baixo de minha camiseta e acaricia minhas costas, cravando suas unhas ali novamente. Nem sinto a dor, pois estou muito ocupado observando seu lindo rosto tomado pelo prazer.

Quando aumento a velocidade dos dedos, Sanji relaxa ainda mais e começa a se movimentar na direção da minha mão.

– Z-Zoro... – chama, em um gemido. – P-Pode ir... Mais forte?

Um sorriso cresce em meu rosto ao ouvir sua súplica.

– É claro. – responde, já aumento a força e velocidade do braço.

– Ah! Zoro, espera! – pede, rangendo os dentes e apertando os olhos. – Tão rápido... Eu vou...!

Seu corpo é tomado por alguns espasmos e ele aperta meus dedos com força em seu interior.

Beijo seus lábios mais uma vez e coloco sua franja para cima, para ver seu rosto inteiro. Sanji ofega por mais alguns segundos.

– O que foi isso? – pergunta, ainda ofegante.

– Foi um belo orgasmo, Ero-Cook. – murmuro. – Você é escandalosamente sensual.

– Shh! – manda, tapando meus lábios com a mão. – Nem mais uma palavra sobre isso, por favor.

– Sobre o que? – pergunto. Ele se senta direito e, mesmo com as roupas sujas de sêmen, se veste.

– Eu... Estou tonto. – fala. De repente, ele encosta a cabeça no vidro e dorme. Ou melhor, desmaia.

–Ero-Cook? – chamo. Ele não responde e eu suspiro. — Vamos para casa.

Minutos depois...

Enfio a chave na porta do apartamento e abro-a, entrando em seguida. Sanji ainda cambaleia, apoiado em meu ombro.

– Nossa... Eu muito bêbado... hic! – soluça, esfregando os olhos.

– Que bom que você sabe. – murmuro, soltando a chave sobre o balcão da cozinha.

– Está sendo seco comigo outra vez... – sussurra, triste. Suspiro e acabo dando um tapa em minha própria testa.

Por que bêbados são tão difíceis?

– Perdão, Sanji. Não foi minha intenção. – falo, levando-o para meu quarto.

– Você é um insensível, Marimo. – resmunga, fazendo o bico mais fofo do universo.

– Você está certo, eu sou um grande e malvado insensível. – falo, dando uma mordida leve em seu bico. – Para te recompensar, vou te fazer muito carinho depois, ok?

Ele vira o rosto, emburrado.

– De que tipo? – pergunta, e eu sorrio.

– Do tipo que você quiser. – respondo. Ele cora. – Mas agora, nós vamos tomar um banho.

– Você vem junto?

– Claro. Da última vez que tentei te deixar tomar banho sozinho, você desmaiou e eu quase fiquei maluco. – falo, lembrando-me de quando nos conhecemos.

– Ei! Não fique expondo minhas fraquezas!

– Você bebe tanto assim porque quer. Bem feito.

– Você bebe muito mais do que eu!

– Só que eu sou muito mais forte para bebida do que você, Sanji. Eu só começo a ficar bêbado depois de um barril de sakê. – falo, levando-o para a porta do banheiro.

– Hm. Exibido. – resmunga. Sinto uma veia saltar em minha testa.

Afinal, o que droga é isso? O Sanji tem TPM? Uma hora está sorrindo, outra hora irritado, do nada sentimental e agora, irritado novamente. Como eu aguento isso?

Entro com ele no banheiro e coloco-o sentado no sanitário. Seus olhos estão um pouco cansados, parece que vai dormir a qualquer momento.

– Espera aqui. Vou buscar a sua toalha.

– Hai. – responde, obediente. Corro até o guarda-roupa e alcanço as duas toalhas. Volto para o banheiro.

– Voltei.

– Zoro, pode me ajudar a tirar a minha gravata? – pergunta, enrolado com o nó.

– O que você está tentando fazer? – pergunto, pendurando as toalhas atrás da porta. Vou em sua direção e tiro a gravata por sua cabeça, sem desfazer o nó.

Percebo seus olhos em meu rosto.

– Que foi? – pergunto, sorrindo.

– N-Nada.

– Olha, põe as mãos nos meus ombros e não solta. – peço. Ele assente e obedece, segurando meus ombros.

Começo a desabotoar seu colete, seguido de sua camisa. Já abro o botão de calça e me abaixo para desamarrar seus sapatos. Ele continua segurando.

– Pronto. – falo, voltando a ficar de pé. – Pode soltar.

Ele solta e tira o resto das roupas, enquanto eu faço o mesmo, deixando só a cueca.

Sanji, completamente desnudo, tampa sua genitália com as mãos, envergonhado.

– Ero-Cook, para quê isso? – pergunto, segurando um riso. Ele desvia o rosto de mim.

– Não é nada... – murmura, corado. – Na verdade... Nada, deixa quieto.

– Me conta. – peço. Ele nega com a cabeça. – Certo...

Suspiro. Uma hora ele me conta.

Abro o registro do chuveiro e espero a água ficar morna.

– Venha. – chamo. Ele vem, ainda se cobrindo. Sorrio. – Você realmente acha que precisa disso? Quer dizer, eu já disse que amo todos os pontos do seu corpo, não disse? Não precisa ficar com vergonha, Ero-Cook.

Beijo sua testa.

– Hm.

Ele se solta e suspira, corado.

– Está bem, mas não fique olhando muito. – pede.

– Depois de tudo o que a gente já fez? – pergunto. Ele me olha, irritado. – Okay, prometo não te olhar. Por mais que eu queira muito.

Sanji entra embaixo do chuveiro e eu o ajudo a tomar banho, lavando seu cabelo e esfregando suas costas e pernas.

– Pronto. Só faltam as “partes interessantes”. – brinco. Ele cora e se irrita. Uau. Que coisa mais tsundere. – Quer que eu lave para você?

Ele cora tanto que até seu pescoço se avermelha. Ao invés de falar, leva minha mão ensaboada até seu membro quase ereto.

– Isso é tudo porque... – fala, corado.

– Sh. – falo, segurando-o. – Não precisa me explicar. Sou só eu e você, aqui. Só seja você mesmo.

– Zoro... – murmura, abraçando meu pescoço. No momento em que ele espalma as mãos em minhas costas, sinto a ardência da água nos arranhões.

– Sim? – pergunto, ignorando completamente o incômodo.

– Quer champagne com chocolate de novo? – pergunta, envergonhado. Sorrio, malicioso.

– Sem dúvidas. – respondo, capturando seus lábios. Seguro sua nuca com minha mão livre e aprofundo o beijo, para logo descer a mesma mão e segurar sua bunda.

Sanji geme e aumenta em minha mão. Ele solta minha boca para respirar.

Está mais sensível por causa do que fizemos no carro. Por isso já está quase gozando.

Aumento a velocidade em meu braço.

– Zoro, eu já... – geme, apertando os olhos.

– Relaxa. – peço.

– Droga... Haa! – geme, gozando em minha mão.

Seu corpo se estremece por inteiro e ele chega a interromper sua respiração, para logo voltar a ofegar.

– Merda, não consigo me segurar quando você faz isso! – reclama. Seu peito sobe e desce por conta do “exercício físico”.

– O quê? Aperto sua bunda? – pergunto. Sanji enrubesce.

– Você é tão malvado, Zoro... – murmura, envergonhado. – Não é justo.

– Está tudo bem, Ero-Cook. Você só sente essas coisas comigo, certo?

– Sim... – murmura. – Você é o único.

Sorrio.

– Eu sei disso. – respondo, dando-lhe um selinho. – Sei muito bem disso.

Ele me abraça forte e eu correspondo.

Aquilo que eu vi no clube não foi nada. Tenho que relevar. Era trabalho dele, apesar de eu ter sentido uma sensação e um pressentimento horríveis.

Sinto a água do chuveiro cair livremente por nossos corpos, passando por minha costas e ensopando minha cueca branca.

– Zoro... Está duro. – murmura, referindo-se a mim.

– Eu sei. Apenas... Ignore. Sou um idiota por ter ficado assim. Você está bêbado. – falo, soltando seu corpo. – Vamos terminar e nos secar para...

– Sua cueca está transparente. – observa. – Dá pra ver tudo.

– Ei, quer parar? – pergunto, envergonhado. – Eu sei que dá pra ver!

– Zoro... De repente, me deu vontade de fazer uma coisa. – fala. Seu olhar está travesso e seu rosto, ainda corado.

– Você está com cara de quem vai aprontar, Ero-Cook. – brinco. Ele sorri. Então, dou de ombros. – Tudo bem, faça. Seja lá o que for.

Ele assente e, quando fecho os olhos e respiro fundo, Sanji se ajoelha no chão e fica com o rosto na altura do meu quadril.

– Ei! – exclamo, tampando minha região íntima. – O que você está pensando em fazer?

– O que você acha? Quero te chupar. – confessa. Sinto meu rosto inteiro ficar quente. – Não posso?

Ah, meu Deus. Essa pode ser uma oportunidade única. O que eu faço?

– Sanji, você está muito bêbado. – argumento.

– É exatamente por isso que eu quero fazer isso. Então, deixa de ser idiota e aproveita minha boa vontade. – murmura, tirando minhas mãos de cima da cueca gentilmente.

Hesito.

– Certo. Vá em frente. – autorizo.

Devagar, Sanji sobe suas mãos por trás das minhas coxas e pousa-as sobre meus glúteos. Logo em seguida, encosta a boca em meu pênis, sobre a cueca.

Mesmo com o pano o impedindo de me tocar diretamente, consigo sentir a maciez de seus lábios. Arrepio com a sensação.

Ele me beija ali e tira a peça encharcada, deixando-a perdurada no registro do chuveiro.

– Uau. — sussurra, segurando meu membro pela base. Sinto sua respiração. – Fui eu que te deixei assim?

– Sanji, você anda muito safado. – falo, corado. – E pare de falar em cima do meu pau.

– Desculpa. Eu vou fazer direitinho. – promete. Seu comentário me deixa ansioso.

Vejo-o entreabrir os lábios e encostá-lo gentilmente em minha glande, para logo em seguida passar a língua, pressionando. Quase perco o controle de minha voz.

Então, ele percebe minha reação e sorri, malicioso. Sanji abre a boca e abriga meu pênis, conseguindo até a metade. Sinto sua língua me acariciando, ao mesmo tempo que ele começa a me chupar.

– Mm... – solto, com os lábios fechados. A sensação de prazer percorre meu abdômen e faz meu corpo se estremecer. Sanji segura meu membro pela base e, a parte que não consegue engolir, me masturba.

Coloco a mão esquerda em seu cabelo e seguro-o, diminuindo seu ritmo.

– Está bom? – pergunta, parando um pouco para respirar.

– Haa... Sim... – murmuro, ofegante. – Você é bom nisso, Ero-Cook.

Continuo a observá-lo. A visão se Sanji me chupando tão avidamente é quase tão boa quanto a sensação de sua boca me envolvendo.

Novamente ele para de me chupar e lambe toda a minha extensão, para depois concentrar a pressão da lambida na glande.

Meu corpo se contrai.

– Ah, espera! – peço, afastando seu rosto com cuidado. – Uah... Nossa. Foi por pouco.

– O que houve?

– Eu quase gozei na sua boca, Ero-Cook. – confesso, trocando sua boca por minha mão. – Você não quer isso, certo?

Sanji se diverte com minha situação.

– Eu termino para você. – murmura. Ele tira minhas mãos e envolve meu membro com a sua, começando com os movimentos de vai e vem.

Com mais alguns segundos, gozo com força. Parecia que eu não fazia isso há meses.

Sanji se levanta e beija meus lábios.

– Você acabou de me chupar. – falo. – Eu não estou sonhando, certo?

Ele ri e me abraça, encostando as costas na parede.

– Não é um sonho. – sussurra. Logo em seguida, suspira. – Zoro, eu estou cansado.

– Eu também. Vamos comer alguma coisa e depois dormir. Okay? – pergunto. – Dormir só com álcool no estômago faz mal.

– Tudo bem. – concorda.

Juntos saímos do box e nos secamos. Sem roupa, pego duas calças de moletom – uma preta e uma cinza – e entrego a cinza para ele.

– Você já usou essa calça, lembra? – pergunto. Ele assente e se apoia na parede para não cair.

– Sem cueca outra vez? – pergunta, acertando a calça nos quadris.

– Eu também estou sem cueca. – falo. – Me sinto livre.

– Engraçadinho. – diz ele, bocejando. – Eu vou usar sua cozinha. Posso?

– É toda sua. – murmuro, terminando de colocar as calças. Com preguiça de arrumar o que deve ser arrumado, simplesmente me sento numa das cadeiras e observo Sanji remexer o armário e as gavetas.

Pelo seu jeito ereto e sua agilidade, percebo que já está menos bêbado que antes.

– Ero-Cook, você está aplicando as injeções? – pergunto, apoiando o cotovelo na mesa.

– Se eu não estivesse, você não me veria aqui, e sim no hospital. – responde. – E não, eu não fumei mais.

– Mas estava comendo chocolate.

– O que eu não deveria ter feito, inclusive. – fala, suspirando em seguida. Ele encontra meu bule e os filtros de papel, junto com o coador de plástico.

Poucos minutos se passam e ele me serve uma xícara de café puro, sem açúcar.

– Zoro, sobre hoje... – começa, hesitante. – Você me viu beijando a Saky-chan, né?

– Saky-chan é aquela moça bonita de vestido decotado? – pergunto, lembrando da mulher.

Ele assente.

– Não só beijando. Vi vocês dois se engolindo, quase literalmente. – falo. De repente, o café me parece ainda mais amargo na boca. Uma irritação repentina me atinge.

– Eu sei. Me desculpe. Eu te juro que foi só pelo trabalho...

– Você sabe que não foi. – interrompo-o. – Eu conseguia ver isso em seus olhos. Você se esqueceu totalmente de onde estava.

– Não é verdade! – exclama.

– É verdade sim. – falo, firme. – E você também sabe que é, senão não estaria me pedindo desculpas.

Ele fica sem resposta, totalmente perdido.

– Está certo! Você venceu! – exclama, se levantando. – Mas o que você queria!? Que eu a rejeitasse!? Ou que eu fugisse correndo!? Você tem ideia do que eu senti? Eu nunca sequer vi peitos na minha vida, Zoro! Foi a primeira vez que eu transei com mulheres e pude ver suas reações! Tantas curvas, tanta maciez, tudo tão lindo! É algo novo para mim, algo que você jamais seria capaz de me oferecer!

No mesmo instante em que diz isso, Sanji tampa a própria boca.

A realidade me atinge e dói mais que a cicatriz em meu tórax jamais sonhou em doer. Um sorriso mais do que pesado ilustra meu rosto, e eu cruzo os braços em frente ao peito.

– Me desculpa, Zoro, eu não...

– Sanji, eu nunca te cobrei nada. Nunca pedi para que você fugisse das mulheres, ou que rejeitasse todas elas. Muito pelo contrário, eu até te prometi te levar a um clube, lembra? – pergunto. Ele assente. – A única coisa que eu te pedi, foi para que se controlasse.

Ele fica em silêncio.

– Ao contrário do que possa pensar, eu entendo muito bem o que você sentiu. Eu sei que mulheres são lindas, macias e cheirosas. O problema não são elas, e sim, você. Ero-Cook, você entrou em uma espécie de transe e esqueceu de tudo a sua volta. – falo. Minha voz vai se embargando aos poucos. – E o pior de tudo, é que eu tinha quase certeza que tudo isso aconteceria.

– Você está fazendo muito alarde por causa de pouca coisa, não acha? – pergunta, suspirando.

– É mesmo? – pergunto. Uma lágrima me escapa e cai por meu rosto. – Bom, eu não vou mais prolongar este assunto. Vou dormir.

Viro as costas e me encaminho para o meu sofá. Antes de me deitar, viro-me e deixo escapar meu último fio de paciência.

– Ah, sim. Me desculpe por não ser macio o suficiente e não ter curvas, Ero-Cook. – falo, irônico. – Afinal, eu sou um homem. Essa foi a coisa mais egoísta que você já disse. Por favor, vá esfriar sua cabeça. Durma na minha cama.

Deito-me e tampo meus ouvidos, ignorando tudo à minha volta.

Tudo o que eu quero agora é um alívio.

Notas finais
Agora o negócio ficou feio. O_O O que fazer? >w< Até eu estou confusa co tudo isso acontecendo. Sinceramente. Enfim! Espero que tenham todos gostado do capítulo, e pretendo não demorar mais. Sério. Dessa vez é de verdade. Ei, porque você tá virando seus olhos? Tô de olho em você, viu? ÒwÓ KKKK', brincadeira! Eu dou razões pra ninguém confiar quando eu digo que não vou demorar. Espero que me perdoem por isso T-T Bom, até o próximo! Beijos