Um Amor Complicado.
14 Capítulo 14 - A beleza de um olhar. Parte II
Notas iniciais
No capítulo anterior...
– Não fale deste jeito, Zoro. Me sinto um depravado. – murmura. Meu coração se enche de carinho.
Sanji... – falo. Então, sorrio. – É por isso que sou apaixonado por você.
Capítulo 14
– Por isso o quê? Porque estou me sentindo um depravado? – pergunta ele, corado de vergonha. Sorrio e deposito um beijo em seu pescoço.
– Não. Porque você é perfeito. Parece que foi moldado para mim. – sussurro, subindo minhas mãos pela parte da frente da sua roupa molhada, sentindo seus músculos. Por poder ver, Sanji parece ainda mais envergonhado.
– Não sei onde. – fala, desviando o rosto.
Seguro seu queixo e faço-o olhar para o espelho novamente.
– Veja. – falo. – Você é musculoso, mas magro e tem a pele bem lisa. É o contrario de mim, que tenho muitos músculos e a pele marcada por cicatrizes de combate. As suas definições são incríveis, você tem mamilos rosados...
– O que tem demais nisso!? Não me envergonhe! É só porque eu tenho descendência europeia! – reclama.
– Não estou reclamando, Ero-Cook. – murmuro, tocando-os por sobre a camiseta. – Muito pelo contrário. Gosto muito deles.
– Pare com isso! Que mania de ficar me envergonhando! – reclama, tentando se soltar.
– Você diz isso, mas eu não tenho culpa. – falo, soltando-o. – Você fica envergonhado porque quer, Sanji. Não te deixo corado de propósito.
Okay, okay. Sei que eu amo deixa-lo corado.
– O que você disse? Quer levar um chute? – pergunta, irritado. – Seu...
– Tudo bem. Vamos, chute-me. – falo, colocando as mãos na cintura, relaxado.
– Você é tão... – começa, tentando arranjar um insulto. – Marimo!
Solto o ar.
– Me chamou do quê? – pergunto, confuso.
– Marimo! Kuso Marimo! Ero-Marimo! – solta, confundindo-me mais ainda.
– Marimo? Em que eu me pareço com um Marimo?
Imagino uma bola verde com três katanas.

– Esse seu cabelo verde, óbvio! – diz ele, o que me irrita.
– Algum problema com o meu cabelo, Ero-Cook? – pergunto.
– Marimo! – xinga, sem me responder. Uma veia pula em minha testa.
– Ótimo, então. Sobrancelha de Bigode! – xingo. – As duas para o mesmo lado, ainda por cima!
– Eu gosto das minhas sobrancelhas, bastardo! – reclama, desferindo seu primeiro chute. Desvio facilmente.
– Então, vamos falar dos seus sangramentos? Mr. Hanaji. – xingo. Ele fica ainda mais irritado.
– Montanha de músculos!
Sanji desfere mais um chute, mas dessa vez eu seguro sua perna.
– Músculos que você gosta muito, certo? – pergunto, subindo minhas mãos por sobre sua calça, apalpando sua panturrilha. Empurro-o para trás, fazendo-o cair na cama. Em seguida, monto em seu abdômen.
– Quem disse? – pergunta, corando novamente. Sorrio e seguro a barra de sua camiseta, retirando-a por cima.
– Eu vi nos seus olhos. – murmuro. Abaixo e lhe dou uma mordida no ombro. – Quando você me viu pela primeira vez, lá no vestiário.
Sanji está tão envergonhado que não tem palavras.
– Acha que eu não percebi o quanto você me observou? – pergunto, provocando-o. – Estava pensando em quê?
Sanji suspira e olha em meus olhos, quase me hipnotizando com o azul tão nítido neles.
– Não estava pensando nada, Marimo. – fala. Vejo pequenas lágrimas brotarem no canto de seus olhos. Ah, sim. Vê-lo vermelho assim por minha causa é muito bom.
– Tem certeza? – pergunto.
Seguro seu braço e coloco sua mão estendida sobre os músculos da minha barriga.
– Estava pensando em como eu sou perfeitamente definido? – pergunto. Sanji não faz nenhum movimento para tirar sua mão de mim. – Ou o quanto minha pele morena é bonita? Ou o quanto meu cheiro te excita?
Inclino-me para frente e encosto minha boca em sua orelha, ao mesmo tempo que ponho sua mão em minha bunda.
– Ou será que estava ocupado demais pensando em quanto minha bunda é boa de pegar? – sussurro, mordendo aquela região.
Começo a descer beijos por seu pescoço, parando em seu peito.
– N-Não, na verdade eu... – começa, mas se interrompe e tampa a própria boca.
– Você...?
– Nada.
– Ero-Cook... – murmuro, impressionado. Será que é o que eu estou pensando? – Você estava pensando em ser possuído outra vez?
– Não! – exclama, mas cora mais ainda e desvia os olhos. Está mentindo.
– Você jamais admitiria, né? – murmuro, levando minha boca até seu mamilo. – Teimoso.
Beijo sua pele e, com a mão esquerda, abro o botão de sua calça e infiltro minha mão por sua cueca. Sanji engasga.
– Zoro, não faça essas coisas do nada! – pede, irritado. Sorrio maliciosamente e seguro seu membro, abaixando sua calça e sua cueca até os joelhos. – Ah...
– Desculpe-me. Vou tomar cuidado para não te assustar. – murmuro, passando a língua sobre seu mamilo. Incrivelmente, Sanji responde ao toque e quase geme.
Começo a masturba-lo devagar, subindo e descendo minha mão por seu pênis usando um pouco de força. Ao chupá-lo, Sanji solta um gemido tímido.
– Você ficou bem duro. – observo. – Foi por causa da minha mão ou por causa da minha boca?
– Os dois... – sussurra.
– Você admitiu isso? – pergunto, ficando na altura de seu rosto.
– Algum problema? – pergunta.
– Não, de jeito nenhum. – asseguro. – Por favor, seja sincero.
Então, tomo seus lábios junto aos meus e seguro seu rosto com a mão direita. Sem esperar iniciativa da minha parte, Sanji chupa meu lábio inferior com força e infiltra sua língua em minha boca, abraçando meu pescoço para aprofundar o beijo.
Deixo o controle em suas mãos e o que se sucede é um beijo cheio de posse, forte e intenso. Um beijo que realmente expressa o quanto ele sentiu minha falta, algo que ecoa por meu corpo inteiro, me deixa quente e com vontade de não desgrudar de seu corpo nunca mais.
Sanji desce suas mãos por minhas costas bem devagar.
– É impressão minha ou você gostou dessa minha roupa? – pergunto, apertando seu membro em minha mão.
– Como não gostaria? – pergunta, sorrindo um pouco. – É bem grudado, deixa tudo em evidência...
– O que quer dizer com “tudo”? – pergunto, aumentando os movimentos da minha mão. Ele morde o lábio inferior e geme.
– Mhn... – solta. Então, sinto sua mão sobre meu pênis, por cima da roupa. – Tudo... Incluindo isso.
– Sanji, você está querendo fazer algo diferente? – pergunto, sentindo sua mão quente.
– O que tem em mente? – pergunta ele, colocando seus dedos pela parte da frente da minha roupa.
– Sua boca. No meu pau. – falo, vendo seu rosto tomar o tom vermelho de vergonha.
– Não vou fazer isso. – fala, convicto. Sorrio.
– Tudo bem. Desde o começo eu já sabia que você não ia aceitar. – falo, suspirando. – Não me importo.
– Verdade? – pergunta, esperançoso.
– Lógico que não. – respondo. – Óbvio que eu me importo. Que homem não gosta da sensação? Mas eu não vou te forçar. Em compensação, vou lamber um lugar. Aquele que você ama que eu use a língua. Sabe?
Seus olhos ficam turvos por um instante, para logo depois me olhar com puro desejo, apesar de também muita vergonha.
– Quem disse que eu amo? – pergunta.
– Seu corpo me diz isso. – falo, sorrindo. – E agora, seus olhos mais ainda.
– Impossível. Aquele lugar... É tão íntimo, tão... – começa, e quando olho para seu rosto, percebo-o ainda mais envergonhado, coisa que eu pensei não ser possível.
– Espera. Sanji, em que lugar você pensou? – pergunto, meio confuso. – Não pode ser...
Ao perceber a situação, Sanji coloca as mãos sobre o rosto.
– Não acredito que caí nessa.
– Então você quer mesmo que eu use minha boca lá atrás? – murmuro, passando minha mão para as suas costas. – Melhor ainda.
– Não quero. Me dá vergonha. – confessa.
– Sanji, sou eu. O Zoro, lembra? – pergunto, tentando tirar suas mãos de seu rosto. – Depois do que já aconteceu entre nós dois, do que você poderia ter tanta vergonha?
– É exatamente por isso que eu tenho vergonha. – confessa. – Quer dizer, você já me conhece, sabe dos meus pontos fracos e também de todo o resto relacionado ao meu corpo. É por você saber tanto que eu me sinto...
– Sensível? Vulnerável? – pergunto.
– Isso é muito gay, mas... Sim, é isso. Merda. – murmura ele. Não consigo parar de sorrir.
– Me desculpa, Sanji... Mas eu vou te chupar. – aviso, levantando-me para retirar sua calça junto com todo o resto. Contemplo a imagem de Sanji nu, sobre minha cama. – Porque eu amo quando você fica todo sensível.
– Se você não ocupar a sua boca agora mesmo, chuto suas bolas. – resmunga, colocando a mão na minha boca.
Aproveito para morder a palma.
– Observe-me, Ero-Cook.
Sorrindo com as provocações, abaixo-me até a altura de seu quadril. Seguro seu membro com a mão direita e coloco a esquerda entre sua bunda e o colchão.
Olho para cima e vejo sua expressão desejosa, os olhos ardendo por mim. Isso é incrível. Tudo isso por que ele está me vendo. É incrível.
Abaixo meu rosto e encosto a ponta da glande em meus lábios, entreabrindo-os levemente. Bem devagar, lambo da base até a ponta, dando uma leve chupada. Sinto suas mãos segurarem meus cabelos com força.
– Meu Deus, Zoro... – ouço, sussurrado. – Continue.
Começo a chupá-lo com mais intensidade, alternando entre lambidas lentas. Então, quando olho para cima novamente, ele está com o corpo arqueado para trás.
– Aah... Ngn! – geme ele, ofegando. Meu cabelo é puxado com mais força. – Está vindo.
– Já? – pergunto. – Tem certeza? Não quer sentir um pouco mais?
– N-Não dá... – murmura, quase choroso. Quase consigo senti-lo pulsar em minha boca. – A visão de você me chupando... Sou capaz de gozar só com isso.
Maravilha.
– Então vá em frente, Sanji.
Quando coloco-o na boca outra vez, seu corpo tem um espasmo e eu tiro rapidamente. Enquanto ele goza, masturbo-o com a mão direita, enquanto seguro sua bunda com a esquerda.
– Zo...Ro... – ouço, entre um espasmo e outro. Meu nome nesses gemidos deliciosos... Sanji, Sanji.
Sinto-o se contrair inteiro. Agora ofegante e com a barriga suja de sêmen e as pernas meio abertas, Sanji parece ainda mais sexy.
– Você é muito erótico. – murmuro, subindo para ficar na altura de seu rosto outra vez. – Quero muito te beijar. Mas você não vai querer, já que eu acabei de chupar o seu pau e toda essa frescu...
Minha boca é tampada pela sua. Sanji me abraça e prende as pernas ao redor de mim, encostando nossos quadris completamente. Chego a soltar um grunhido com a fricção. Correspondo seu beijo quente e, sendo muito atrevido, enfio dois dedos em seu traseiro.
– Itai! – reclama. – Zoro! Eu não uso aí há umas duas semanas, sabia?
Beijo seu pescoço.
– Tem certeza que não usou? Nenhuma vez? – pergunto. – Seja sincero.
Ele desvia o rosto.
– Tudo bem. Eu usei, mas não enfiei meus dedos. Não consigo sozinho. – assume, corando muito. Sorrio e deixo um beijo sobre suas pálpebras.
– E nem precisa. Você tem a mim. – falo. Então, focalizo bem seu rosto enquanto estoco meus dedos com força em sua bunda. Ele abre a boca e fecha os olhos suavemente, apertando meus braços.
Aproveitando a posição, faço força para trás e me sento, ainda com ele encaixado e abraçando meu quadril com as pernas. Ele senta sobre minhas pernas e eu continuo movimentando meus dedos.
Sanji começa a se mover de encontro aos meus dedos.
– Não está mais doendo? – sussurro. Sanji entreabre os lábios para responder, mas só solta um gemido.
– N-Não consigo... Falar. – confessa, estremecendo em meus dedos.
– Só acene com a cabeça. – peço. – Mas acho que nem precisa. Você está rebolando contra minha mão.
– Pare de ficar detalhando... – pede, encostando a testa em meu pescoço, curvando-se para frente. – Haa...
Então, sinto uma sensação quente sobre meu membro. Por cima da minha roupa, Sanji aperta-o.
– Acha que eu deveria tirar a roupa? – pergunto, ansioso.
– Quê?
– Quer dizer, você nunca viu um que não fosse o seu, então achei que você poderia ter certa rejeição ou algo assim... – explico, corando de vergonha.
Sanji me olha e sorri genuinamente, abraçando-me e me dando um selinho carinhoso.
– Não se preocupe, Zoro... Ah! – geme, quase sem controle. – Depois de tudo o que fizemos, eu não te rejeitaria. Nunca.
Seu corpo estremece junto ao meu, e sinto meus dedos entrando muito facilmente agora.
Um sentimento de posse me domina, junto ao aperto no peito que senti quando descobri meus sentimentos por ele. Meus olhos ardem, um nó se forma em minha garganta. Por que eu estou com vontade de chorar? Eu não estou triste, muito pelo contrário. Mas... Sinto um estranho receio. Um receio pequeno e quase insignificante perto do amor que sinto neste momento.
– Sanji, você gosta de mim? – pergunto, estocando meus dedos mais fundo e adicionando um terceiro.
– S-Sim... Hm... – geme. – O sexo com você é incrível, Marimo...
– Não estou falando disso. Me refiro a gostar como pessoa. – pergunto. Ele presta atenção em mim por alguns momentos.
– Sim. Eu gosto de você. – confessa, sorrindo um pouco. – Reconheço isso.
– Vou tirar minha roupa. Preciso de você agora. – falo. Ele cora e se levanta, soltando um suspiro ao sentir meus dedos deslizarem para fora.
Sanji se senta na cama e eu coloco os polegares dentro do cós da bermuda, abaixando-a até os pés e jogando-a perto do banheiro. Seguro meu pênis e me masturbo por alguns segundos. Sanji me assiste, atento.
– O que foi? – pergunto, arfando um pouco. Percebo seus olhos grudados em meu quadril.
– Uau, realmente... – solta, corando e desviando os olhos. – Você é bem... Vigoroso.
– Vigoroso? Que tipo de palavra é essa? – pergunto, quase rindo. – Eu sou um cavalo, por acaso?
– Queria o que? Que eu dissesse que você tem um pau enorme? – pergunta, exaltado. Sorrio, convencido.
– Também serve. Você acha isso mesmo? – pergunto. Sanji cora mais ainda.
– Eu não sei, okay? – pergunta. – É que... Bom, eu me sinto menor quando vejo.
– Você é perfeito do jeito que é, Ero-Cook. Se aumentar ou diminuir, estraga. – falo.
– Hm... Obrigado. – responde, desviando os olhos novamente.
– Venha cá. – chamo, estendendo a mão. Ele se levanta e me abraça.
– Senti sua falta. – declara. Beijo-o novamente.
– Vire-se. – mando, e ele se assusta. – Fique de costas para mim e sente no meu colo.
Ele assente e faz o que peço. Sento-me na cama e Sanji fica em pé, de costas para mim.
– Ero-Cook?
Ele segura meu membro e abre um pouco as pernas, encostando minha glande em sua entrada.
– Eu faço dessa vez. – fala. Sorrio, fascinado. Abraço sua cintura e beijo suas costas, sentindo-o abaixar pouco a pouco. Quase dói, de tão apertado. Ele respira fundo.
Deslizo minha mão por sua cintura e seguro seu membro, masturbando-o intensamente. Sanji se contrai e geme.
– Zoro... – suspira, relaxando consideravelmente. Ele se encosta em mim, e aproveito para explorar a região de seu ombro com o pescoço usando os lábios.
– Tudo bem?
– Dói.
Ele abre um pouco mais as pernas, e eu as seguro por baixo e dobro seus joelhos, colocando-o numa posição completamente vergonhosa, mas mais confortável.
– Sanji, abra seus olhos. – falo. – Olhe para frente.
Ele abre os olhos. Ao ver o que lhe espera, Sanji se assusta.
– O quê? Zoro, espera...
No espelho de corpo inteiro, conseguimos nos ver por completo. Seu corpo sobre o meu, suas expressões, nossos movimentos e principalmente a conexão entre nossos corpos. Consigo ver claramente meu membro ainda pela metade, enquanto Sanji ainda tenta relaxar mais.
– Veja. Olha como você está erótico. – peço. Ele desvia o rosto e eu seguro seu queixo direcionando-o para o espelho novamente. – Você é tão sexy. Sua pele lisa e branca, seus músculos, suas feições...
– Chega! Eu vou morrer de vergonha, Zoro! – reclama, e vejo seu rosto vermelho como um tomate. – Deixe-me sair daqui... Por favor...
– Sanji, ao invés de pensar na vergonha... Só sinta. Observe suas próprias reações aos meus toques.
Coloco minhas mãos sobre seu abdômen e subo-as devagar, para logo descê-las e segurar seu membro. Sanji quase se contorce em meu colo, contraindo-se.
– Aah... – geme, colocando um dos braços para trás para segurar meus cabelos.
Seguro-o pela bunda e levanto um pouco seu corpo, fazendo-o abaixar em seguida.
– Nhm... – solta. Finalmente, ele abaixa até o fim e geme com mais força. Sanji começa a se masturbar, e então fico surpreso ao vê-lo, pelo espelho, observando-me intensamente.
Sustento seu olhar e, dessa vez, tiro meu pênis quase todo e deslizo para dentro novamente, rápido. Ele geme e arqueia o corpo para trás, apoiando a cabeça no meu ombro.
Porém, percebo algo estranho. Não era para se tão fácil entrar assim, de primeira.
– Sanji... É impressão minha ou você ficou ainda mais excitado depois de se ver? – pergunto. Ele cora violentamente.
– Eu não...
Estoco-o novamente, com mais intensidade.
– Ah!
– Eu estou deslizando muito, Ero-Cook. Você está deliciosamente molhado. – falo. – Olha lá.
Começo a fazer movimentos contínuos, e ele, apesar de estremecer muito e até mesmo semicerrar os olhos, continua olhando e se masturbando.
– Zoro, só... Me beija, por favor. – pede, quase suplicando. Atendo seu pedido, chupando seu lábio inferior e iniciando outro beijo profundo.
POV Sanji
Diante da nossa imagem no espelho, ele entrando em mim com força e meu corpo respondendo aos seus estímulos com intensidade, sinto-me a pessoa mais sensual do mundo. Apesar de sentir muita vergonha, sinto-me incrivelmente bem. É excitante.
Sinto-o me penetrar deliciosamente, facilmente e bem rápido. O prazer que me possui é tão avassalador que não consigo pronunciar palavras com qualquer nexo.
– Vou te deitar na cama.
Zoro muda nossas posições, colocando-me no colchão e deitando-se sobre mim. Fico ansioso por seu toque. Quero tudo o que venha dele. Absolutamente tudo.
Ele entra em mim mais uma vez, devagar. Parece uma tortura, mas é muito bom. Seguro seu rosto e observo sua beleza com os olhos quase fechados, em êxtase.
– Zoro... – murmuro, arfando, já cansado.
Ele aumenta a velocidade. Abraço sua cintura com as pernas novamente, sentindo o prazer do orgasmo vindo.
Meu corpo estremece e meus olhos escurecem. Só consigo sentir a onda de prazer passando por todo o meu corpo, arrepiando-me por inteiro.
– Uau, Sanji... É como se você pudesse gozar pelo traseiro... – fala ele. Sinto meu sêmen atingir minha barriga, e assim que Zoro sai de dentro de mim, goza na própria mão, gemendo guturalmente.
Seus lábios preenchem os meus por alguns segundos.
– Eu já volto.
Por vários minutos, fico sozinho na cama, olhando na direção do espelho. Eu o vi. Somente a ele. Me possuindo daquele jeito, com toda aquela vontade e desejo...
Coro por lembrar das sensações. Meu corpo, ainda sensível, responde aos meus pensamentos.
Ouço a porta do banheiro sendo aberta e olho na direção. Zoro sai de lá vestindo uma cueca limpa e com algumas gotas de água ainda presentes em sua pele morena. Seu cabelo também está molhado, e o cheiro do sabonete invade o quarto, inebriando-me.
– Você tomou banho? – pergunto, já esperando a resposta óbvia.
– Sim. Não quero te abraçar todo suado. – fala, sorrindo. Sorrio de volta, sem qualquer força. Estou estirado na cama, do mesmo jeito que ele me deixou. – Mas mudando de assunto... Você está lindo, Ero-Cook.
– Hm... Obrigado. – murmuro, com os olhos pesados. – Você é lindo. Tanto por fora quanto por dentro.
Sou contemplado com a visão de seu rosto muito corado.
– Bom... Obrigado. Você normalmente não diria isso. – constata, andando devagar na direção da cama.
– É. Eu estou meio embriagado. É isso que acontece quando nós fazemos sexo. Por isso eu não consigo falar nada direito, troco palavras...
– Uau. Nós dois realmente somos bons nisso, Ero-Cook. – fala ele, sentando-se ao meu lado na cama, mas de frente pra mim. Vejo uma toalha em suas mãos.
Levanto minha mão esquerda e toco a cicatriz em seu tórax.
– Concordo. – respondo, completamente grogue. – Para quê essa toalha?
– Para limpar sua barriga. – fala. Olho para baixo e vejo o líquido branco sobre minha pele.
– Você está sendo muito gentil. – murmuro, sorrindo. Ele começa a limpar a sujeira que fiz.
– Nada mais justo. Fui bem bruto hoje. – diz ele. – Você deve estar muito mal. Até eu estou exausto. Desculpe-me.
Toco seu rosto.
– Não precisa pedir desculpas. Depois a gente resolve isso. Que tal uma luta justa? Dessa vez, você com suas espadas e eu com as roupas adequadas. – proponho. Ele assente.
– Claro. Quem ganhar tem alguma recompensa? – pergunta ele, com um sorriso malicioso.
– Honestamente, estou com preguiça de pensar agora. Mas sim, é uma boa ideia. – concordo. Ele sorri e termina de limpar minha barriga.
Tento me sentar, mas fracasso miseravelmente e caio de costas.
– Ah, meu corpo... – gemo, sentindo meus músculos latejarem de dor.
– É por isso que eu pedi desculpas.
– Zoro, me ajude a ir até o banheiro. Preciso de um banho também. – peço. Ele dobre a toalha ao contrario e coloca meu braço atrás de seu pescoço, ajudando-me a ficar de pé. – Meu Deus. Minha bunda está doendo muito. Sério... Porque você tem que ter um pau tão grande? Que droga, Zoro...
– Você reclama agora, mas há poucos minutos estava todo envergonhado, dizendo que eu sou “vigoroso”. – diz ele, fazendo-me corar.
– Eu simplesmente... Ah, deixa. Você é muito sacana. – falo. Ouço sua risada e ele segura meu queixo, beijando-me delicadamente.
– E você gosta desse sacana.
Desvio meu rosto.
– Só me leva até o banheiro. – peço. Rindo mais uma vez, ele me leva até o banheiro devagar. Ao entrar, sinto o cheiro do sabonete.
– Eu vou encher a banheira para você. Precisa relaxar. Enquanto faço isso, você lava suas partes mais interessantes. Aquelas que você tem vergonha que eu lave, sabe? – pergunta. Coro mais uma vez e apenas assinto, ligando o chuveiro.
– Não é que eu tenha vergonha... Eu só sou sensível demais. – confesso, pegando seu sabonete e começando a ensaboar as partes mais importantes. Quando Zoro termina de encher e preparar a banheira, já me ensaboei inteiro.
– Já? – pergunta. Entro embaixo do chuveiro e deixo a água levar todo o sabão embora. – Bom, pelo menos falta o cabelo.
– Quer lavar para mim? – pergunto. Estou tão cansado que não consigo ficar em pé direito.
– Posso? – pergunta. Sorrio.
– Por favor. – peço, sentando-me em seu banquinho. Zoro vem até mim e desliga o chuveiro, para logo em seguida pegar o shampoo e começar a passar em meu cabelo, massageando minha cabeça suavemente.
– Está tudo bem? – pergunta, vendo meus olhos quase se fechando. Encosto minha testa em seu abdômen.
– Você é bom com massagem. – falo, sentindo as pontas de seus dedos em meu couro cabeludo. – Surpreendentemente bom, Marimo.
– Eu sou bom com muitas coisas que você não tem nem ideia. – fala.
– Olha, você até atiçou minha curiosidade, mas estou tão cansado que nem quero perguntar que coisas são essas.
Sua risada gostosa ecoa pelo banheiro, fazendo-me sorrir também.
Zoro liga o chuveiro e, com todo o cuidado do mundo, tira o shampoo de meus cabelos. É realmente muito gostoso.
Então, ele passa um pouco de condicionador e repete a massagem. Eu quase caio no sono ali, sentado e apoiado em sua barriga.
Quando meu cabelo já está devidamente enxaguado, ele me ajuda a levantar e me leva até a banheira. Quando entro, meus músculos ficam instantaneamente menos rígidos.
– Haa... – gemo, aliviado. – Muito bom...
– Que bom. – murmura. Olho para o lado e vejo Zoro ajoelhado do lado de fora da banheira, debruçado sobre a porcelana e me observando.
– Quer entrar? – pergunto. Ele sorri.
– Quero. Mas não vou. Se eu entrar aí, vou querer ter um segundo round. – brinca ele, tirando-me um sorriso. – Mas eu posso massagear suas costas, se você quiser.
– Pode ser.
Viro-me de costas para ele e delicio-me mais uma vez com seu toque cuidadoso e bem localizado, tão bom que me faz sentir uma gelatina, de tão relaxado e sonolento.
Acabo dormindo por alguns segundos, e acordo ainda sentindo seus dedos em minha nuca.
– Zoro, eu estou muito sono. Vou acabar dormindo aqui. – falo. – Preciso me secar, ou vou pegar uma gripe.
– Okay. Eu pego uma toalha pra você. – fala.
Levanto-me com dificuldade e espero a toalha. Zoro vem com ela aberta e me enrola, levantando-me do chão como uma princesa.
– Ei! – protesto. Zoro apenas sorri e tira a tampa da banheira, liberando a água.
– Quer uma calça de moletom? Não tenho cueca nova. – fala, andando até o quarto.
– Quero.
– Termina de se secar. – fala. Assinto e sento-me na beira da cama. Zoro me dá um beijo na testa e some dentro do closet.
Quando estou seco, começo a esfregar meu cabelo.
– Aqui. – diz ele, entregando-me a peça. Visto-a e já me arrasto até o meio da cama, apoiando minha cabeça no travesseiro.
– Finalmente.
Vejo-o abrir o cobertor e me cobrir. Então, ele se deita ao meu lado e se vira para ficar de frente para mim, se cobrindo também.
Seus braços se esticam em minha direção e ele me abraça, deixando-me ainda mais confortável. Em tempos normais eu não deixaria, mas agora... Não me importo.
– Zoro, você foi muito cuidadoso hoje. – observo. – Me senti muito... Amado.
Espero sua resposta brincalhona, mas esta não vem. Zoro apenas me observa.
– Que foi? – pergunto. Pela primeira vez, vejo uma expressão triste em seu rosto.
– Bom sono, Ero-Cook. – sussurra. Sorrio contra seu peito.
– Bons sonhos, Marimo.
No dia seguinte...
Acordo com meu celular tocando. Me desvencilho dos braços de Zoro e levanto-me da cama, procurando por minha calça. Quando a acho, pego meu celular no bolso traseiro e o atendo.
– Sim? – pergunto.
– Sanji!? É você? Ah, eu grande filho da puta... Onde você se meteu!? – ouço, em gritos.
– Asami-san? – pergunto.
– Sim, o Asami-san! Aquele que é o presidente do Host Club que você trabalha! – grita novamente. – Eu estou te ligando há quase duas semanas, sabia? Onde se meteu?
– Ah, me desculpe. Eu fiquei com problemas sérios de saúde. Pneumonia, sabe? – minto. Aquilo parece acalma-lo.
– Pelo menos me avise para eu colocar outro em seu lugar, porra! Tem ideia do quanto perdemos por você estar fora? – pergunta. Eu suspiro.
– Sim, eu sei que o que fiz foi errado. Eu deveria ter avisado. Quer que eu volte hoje? – pergunto.
– Por favor! E arranje um jeito de compensar todos os dias que ficou fora. Não sei como, mas consiga! – fala, e desliga na minha cara.
– Mais essa agora... – murmuro, massageando minhas têmporas.
– Quem era? – ouço. A voz rouca me arrepia, ao contato com a pele de meu pescoço.
– Zoro! Não fique sussurrando no meu pescoço, assim do nada! – falo, corado e me afastando. Ele sorri e cruza os braços na frente do peito.
– Então? Tenho o direito de saber quem era?
– Na verdade não, mas como estou de bom humor, vou te dizer. – falo. Quando abro a boca para falar, Zoro me abraça e fica a centímetros do meu rosto.
– Resposta errada, Ero-Cook. – sussurra, e sinto cheiro de hortelã em seu hálito.
– Por favor, agora não. Ainda estou acabado. – peço. Ele sorri e me dá um selinho, soltando-me.
– Então?
– Era o dono do meu Host Club. – revelo. — Ele está louco, dizendo que eu dei muitas despesas por não estar trabalhando.
– Ah, isso. – diz ele, suspirando. Então, se vira e corre para a cama, dando um pulo e caindo sobre as cobertas. Por fim, coloca as mãos atrás da cabeça. – Que sem graça.
– O que queria que fosse?
– Eu acho que você deveria largar este emprego. – fala, ignorando minha pergunta.
– Por que?
– Não gosto do fato de você ficar por aí beijando outras pessoas, senão eu. – responde. – Mesmo que sejam mulheres.
– Está com ciúmes? – provoco.
– Claro que estou. Você é meu. – diz ele. Mais uma vez, coro de vergonha. Ele é tão espontâneo que me dá raiva.
– Você não precisa se preocupar. Não gosto de levar muitas pessoas para o quarto de lá, você sabe. – falo.
– Eu sei. Mas não gosto de não estar perto para te vigiar. – confessa, sorrindo maliciosamente.
Uma ideia surge em minha mente.
– Zoro... – chamo. Ele me olha de canto de olho.
– Hm?
– Gostaria de trabalhar comigo à noite? – pergunto. – Assim, você me ajuda a quitar minha dívida e ainda me vigia.
– Hm... Interessante. – murmura, se sentando. – Quer dizer que matamos dois coelhos com uma cajadada só, né?
– Exato.
– Começo hoje? – pergunta.
– Quanto antes melhor. – respondo.
– Ótimo. Pode contar comigo. Vai ser muito divertido. – fala. – Então eu vou começar meu dia um pouco mais cedo.
– Vai sair? – pergunto.
– Sim. Vou até a casa do Mihawk treinar um pouco, depois vou até a academia para nadar e fazer minha musculação. – fala. – Mas não se preocupe, eu passo lá no seu restaurante para te ver, na hora do almoço.
– Quem disse que eu quero te ver na hora do almoço? – pergunto.
– Eu disse.
– Você está muito convencido, Marimo. – falo, rindo. – De qualquer forma, a gente se encontra no bar do lado do Host Club às 10:00pm. Esteja lá.
– Estarei.
Zoro começa a se arrumar, enquanto eu coloco as mesmas roupas do dia anterior.
– Vou sair primeiro, Zoro. Vou de ônibus para casa. – aviso, já calçando meu tênis.
– Espera, eu te levo de carro. – diz ele.
– Melhor não. Eu já estou atrasado para o serviço. Se sair com você, vou demorar mais ainda.
Sorrindo para mim mesmo, vou em sua direção e pulo nele, abraçando-o com as pernas. Beijo-o avidamente, segurando seu pescoço.
– Até o almoço.
Solto-o e saio do apartamento com a última visão de sua cara de bobo.
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