Notas iniciais
Primeiro Yaoi!

Era mais um dia normal, na tarde de outono. Casais passam pela rua, meninas com roupas colantes pra fazer academia, estudantes com fones, vizinhos metidos andando com seus cachorros logicamente metidos também, tanta gente se divertia andando e eu fico varrendo meu quarto, pois não posso sair de casa. Às vezes os vizinhos me encaram, porque ficar o dia todo na frente de uma janela usando mascara para não respirar alguma sequer poeira, bem acho que eles acham que sou um médico psicopata que vigia cada um deles até entrar nas suas casas e tortura-los cortando os últimos pedaços de carne que existira.

Eu sou um rapaz bem adorável, sou alto, branco de doer, magro, tá sou meio fortinho. Meu corpo pelo menos dá para o gasto. Minha mãe vive dizendo:

MATT, SEUS OLHOS SÃO LINDOS, PARECEM UM OCEANO DE TÃO AZUL.

Em minha sorte, além de uma franja ridícula feita pelo meu pai, uso óculos de cor azul-marinho que combina com meu cabelo colorido, preto e roxo. Longa história.

Meu nome Matt Miller, eu tenho 17 anos, estudo em casa, moro ainda com pessoas imaturas de cabelo colorido. Nunca senti a grama, ter uma doença rara tem pontos legais, mas não poder respirar direito é algo muito ruim. Por isso depois dos meus cinco anos, meus pais decidiram que eu deveria viver em um lugar mais limpo, então fizeram um esquema que eu nunca saía de lá. Só de respirar um pouco de ar puro, meus pulmões param de funcionar corretamente.

A casa foi toda programada, principalmente pra mim e meu irmão mais velho Nawan. Ele vive saindo com os amigos. Eu não. Minha vida se resume do quarto para o banheiro (ao contrário também), livros só nos celulares, comida certa e remédios em horários corretíssimos, tevê... Tevê e mais tevê. Estou no segundo ando do ensino médio em casa e nunca beijei uma garota.

Eu queria que tudo mudasse.

**** Dias Depois****

— Matt, temos uma surpresa para você! – Mamãe estava com aquele rosto de “Ah ganhei na loteria”.

— Qual? Assim, se for outro Urso Panda plastificado. Agradeço, mas vou ficar trancado no meu quarto por dias.

— Não, não, meu filho! É algo grande e mais humano. – diz meu pai, abrindo um sorriso de orelha ponta orelha.

— Como você se diz solitário, seu irmão já tem um trabalho de grande porte. Pensamos te dar um amigo de presente. Contratamos um tutor para você. – diz ela com a cara mais limpa do mundo.

— Mas, oquê?

Nem tivemos tempo para discutir, eles decidiram uma viagem de última hora com meu irmão numa área do Caribe e precisavam de alguma babá para tomar conta de mim. Aê, palmas, além de ficar trancado, terei que conviver com uma pessoa portadora de outros Germes LOCAIS, minha asma vai piorar.

— Tchau querido. – Meus pais despediram-se rapidamente, correram até o carro.

Bato a porta com força, será que sou mimado de mais? Ou estou com medo da coisa que passar pela porta seja um Zumbi.

Viro de costas para porta, escuto a campainha tocar. Sinto um frio na barriga e uma pontada de fome. Nem quis escutar a voz da pessoa, eu abro a porta e vejo um... Um... Um...

DRAAAAG QUEENN?????

— Oi, cara pálida. – O garoto era só um pouco maior do que eu. Espera, aquilo é uma macaca Chita fantasiada de um humano magro ou um garoto normal Gay? – Ei, porque que não me responde? – Ele pergunta.

Como responder alguém, que tá de saltinho vermelho e um vestido de Peri-guete? Ainda com um batom rosa Pink, cílios postiços e purpurina no cabelo peruca louca. Meus pais exageraram, se queriam uma mulher que mandasse uma.

— Ooh- ie.

— Aqui, tem um banheiro que eu possa usar?

-Cla-cla-ro, suba as escadas, segunda porta a direita.

— Humm, valeu cara. – Ele diz, com uma voz grossa e grosseira.

Meia hora se passou e nada da Chita voltar, eu subo, vejo a porta um pouco aberta. E entro gritando depois que percebi que ele usava a banheira:

-Eiii, oque você está fazendo com meu xampu?

Ele coloca o xampu no chão, pega sua toalha, levanta-se com todas as suas partes descobertas, apenas secava seu cabelo loiro com a toalha.

Fiquei com uma cara de trouxa, nunca vi um negocio como aquele. Fiquei paralisado, ele de olhos fechados sorriu. E disse abrindo devagar os olhos:

— Me chamo Damien.

Pela primeira vez fico corado.

Notas finais
Continuo ?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!