Um Acidente No Tempo
11 Capítulo 11 - Fuga
Notas iniciais
Coisas que vocês não persisam de saber, mas que eu mesmo assim direi. As minhas aulas vao começar dias 14 deste mês. O que significa que eu vou demorar seculos. Vou entrar para o primeiro ano do ensino medio, e apartir daqui as minhas notas contam para entrar na universidade, o que significa que a vossa querida Melanie vai morrer... Bem eu não vou parar de escrever obviamente. Se eu parar de escrever mais vale me enforcar mesmo, mas nao vou ter o tempo que tinha nas férias :C
Outra coisa, eu vou participar num concurso de escrita criativa (palminhas para mim), chama-se Grande C, e é apenas para quem vive em Portugal (pois é, se desse tbm para o brasil eu nem vos contava, já vou ter competição suficiente), tenho que escrever um conto original com o maximo de 30 paginas... Como é que eu vou escrever apenas trinta paginas? Eu ainda não sei.... : Vai ser uma comedia, eheheheehheehe, cheia de sarcasmo, que é bom!
Ehehehehe, eu vou-me calar, mas é.
Este capitulo tem os Pormenores deste e do anterior.
Fui.
Boa Leitura :D
Uma coruja de pelugem castanha clara voava pelas ruelas de Londres. Alguns dos primeiros raios de sol surgiram no horizonte, iluminando um pouco mais as penas desgastadas no animal. O seu bico era muito curto e os olhos negros brilhavam intensamente. Nas suas garras, trazia uma carta presa.
Ela estava cada vez mais próxima do seu destino. 12 Grimmauld Place, trazia escrito na pequena carta. Logo conseguiu a avisar a janela que daria para a suja cozinha da mansão. Nesse local se encontrava uma mulher, era robusta e ruiva, mas possuía um olhar amigável. Como uma típica mãe protetora. Seus olhos castanhos chocolate se abriram ainda mais ao encarar a coruja que batia com o bico no grosso vidro. Abriu a janela, a coruja entrou pousando a carta em cima da bancada e se voltou para a ruiva como quem pedida um doce pela longa viagem. Molly colocou um pouco de água e comida na sua frente e analisou a carta.
“Sr. Pulguento, 12 Grimmauld Place”
Essa era a única informação no exterior da carta. Não havia nenhuma dúvida que ela era a dirigida a Sirius, mas a ruiva estranhou a alcunha. Harry normalmente na correspondência o tratava por “Snuffles” e neste momento tinham informações que as cartas estavam a ser vigiadas.
- Sirius! – Chamou a ruiva, e logo o maroto apareceu na porta. O seu cabelo estava desengonçado, estavam ainda com as roupas de dormir, mas no momento que viu uma carta na mão de Molly, correu na direção da ruiva com os olhos azuis brilhando mais do que nunca. Tirando-a na mão de Molly, rasgou o envelope e correu os olhos pela carta.
“Caro pulguento,
Eu queria apenas avisar, que para variar, você estava certo…O outro pulguento júnior, a cabelos de fogo e eu, o cara mais legal de Hogwarts o cornudo estamos realmente aqui, porque andamos brincando com ampulhetas e a coisa não correu propriamente bem…
Mas o que interessa, é que o doidão barbudo, nos deixou ficar aqui, a inspirar a nova geração a seguir os nossos passos… Sabe, nós fazemos muita falta ao mundo…
Bem, não vou dizer que sinto a sua falta, porque não tenho feito outra coisa se não aturar você. Mas, precisa de saber uma coisa, sabe aquele ser cor-de-rosa feioso, ela anda a tentar pegar você. Portanto quando quiser mandar uma carta, mande para a cabelos de fogo.
Mas não se preocupe, eu e o outro você, andamos a divertir-nos muito com ela.
O meu filho mandou um “obrigada” para você, por os ter ajudado a estragar o plano todo. Sabe era suposto ninguém saber quem nós éramos. Mas você teve que meter as suas patas, não é?
Mas olha, pergunta ao lobão mau qual foi a cara do ranhoso quando colocou as mãos em cima do nosso mapa. O meu filho contou que ele fez você-sabe-o-quê. Eu teria adorado ver…
Do seu melhor amigo,
Cornudo.”
No momento que Sirius terminou de ler a carta, começou a rir como só se lembrava de ter feito nos tempos que frequentava Hogwarts. Se ele tinha alguma dúvida de que o seu melhor amigo estava de volta, se tinha extinguido naquele momento. Aquela carta quase gritava “Tiago Potter” por toda a parte. Menos provavelmente “o cara mais legal de Hogwarts o cornudo”, isso na verdade parecia algo que ele teria escrito. Era extremamente estranho.
Molly curiosa pela reação do maroto, tentou ler o se conteúdo. Mas Sirius dobrou e guardou a carta no bolso, dando um sorriso de desculpas para a ruiva.
- Obrigada, Molly. – Disse ele e abandonou a cozinha com o sorriso de verdadeira felicidade no rosto.
Sirius permaneceu o resto da manhã no quarto, lendo e relendo a carta. Ela estava codificada, mas ele conhecia tão bem Tiago que não havia dificuldade nenhuma em interpretar.
O “outro pulguento júnior” era provavelmente a sua versão mais nova, que estranhamente também tinha voltado. A “cabelos de fogo”, era a alcunha antiga que utilizavam para se referirem a Lily, antes de adotarem a alcunha “ruivinha”. O “cornudo” era Tiago, embora ele sempre tivesse preferido insulta-lo como “veado”. O “andamos brincando com ampulhetas” não dava completa certeza a Sirius. A sua primeira dedução tinha sido que se tratava de um vira-tempo, mas era suposto apenas eles viajarem horas para o passado, e não anos para o futuro. Mas mais nada parecia fazer sentido. O “doidão barbudo” era uma alcunha, que utilizavam nos seus tempos em Hogwarts, para Dumbledore.
Uma coisa que Sirius não entendera por completo foi o que ele queria dizer com o Snape ter sido insultado pelo mapa e o Remo ter visto. Não se lembrara de o amigo alguma vez lhe ter falado disso.
Quando a hora de almoço se aproximava, o maroto ouve algumas batidas na porta. Ele solta um baixo “Entre” e o outro maroto entra. Ele parecia mesmo desgastado naqueles dias, a lua cheia já tinha passado e os arranhões no seu rosto pareciam estar quase sarados.
- Molly disse que você recebeu uma carta estranha. – Sirius apontou para a carta caída em cima da sua cama. O maroto entrou no quarto e pegou também na carta, lendo-a.
Enquanto os seus olhos castanhos iam correndo cada palavra da carta, pareciam se tornar mais luminosos. Um sorriso brotava pelos seus lábios quando chegou ao fim.
- Então é mesmo verdade…?
- Pelos vistos… Eles voltaram, despois de estes anos todos sem aqueles dois, eles voltaram… O Harry deve estar radiante. E assustado. – Concluiu Sirius com um sorriso.
- Claro que deve, Tiago já deve ter começado a ensinar ao miúdo, todas as besteiras que só ele sabe… Eu apenas não acredito que ele continua a insistir com aquela alcunha de “lobão mau”. – Os dois riram sonoramente. – Já respondeste?
- Não estava com esperança que viesse aqui almoçar e me ajudasse. Já agora, que historia é essa do Snape ter encontrado o nosso mapa?
- Ah, isso. – Disse Remo anuindo com a cabeça. – Foi hilário, ele apanhou o Harry com ele e tentou que o mapa revela-se o que escondia. Tenho a certeza que você consegue imaginar o que lá dizia. Depois eu entrevi e disse que cuidaria do mapa. O Tiago teria gostado de ver.
- Gostado? Eu acho que ele dava qualquer coisa para ter visto. Você tem alguma pena com você?
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Os dias continuaram correndo em Hogwarts, um sentimento de uma certa inspiração parecia botar nos peitos dos membros da Armada. Um sentimento de fazerem a coisa certa. Cada um dos membros parecia melhorar a olhos vistos a cada aula, a cada treino, a cada novo feitiço que Harry mostrava. Proporcionado algum sentimento de orgulho e satisfação ao garoto, que agora conseguia assistir as aulas de DCAT, com um sorriso no rosto.
Numa manhã, durante o café da manha, várias corujas invadiram o Salão Principal. A sua maioria trazia pequenas cartas, embora algumas viessem com pequenas caixas anexadas ou algum dinheiro. Elas iam deixando os pertences a cada aluno, quando uma coruja de penugem castanha deixou uma pequena carta ao lado de Lily. A ruiva encarou o pequeno envelope, sem muita dificuldade em deduzir quem seria o remetente.
“Liana Evanne, Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts”
Discretamente a ruiva, abre o envelope e começa a ler o seu conteúdo.
“Cara cabelos de fogo,
Gostaria que dissesse aos senhores pulguento júnior e cornudo que se eles desejam manter a sua identidade em segredo, seria boa ideia pararem de se tratar por “cachorro e veado” á frente dos alunos.
Eu e o lobão mau, estamos muito felizes por estarem de volta. Sentimos imenso a vossa falta, vocês não imagina quanto. O mundo não foi o mesmo depois de nos deixarem. Imagino que o filho do cornudo também esteja muito feliz. Ele sempre sonhou em finalmente por estar com vocês.
Espero que possam estar connosco no natal. O filho do cornudo sabe o local. Conversamos melhor nessa altura.
Nota: O Lobão mau, queria avisar que a cara do ranhoso foi hilaria.
De seu amigo,
Pulguento.“
Assim que a ruiva terminou de ler a carta, empurrou-a na direção de Sirius e Tiago, que logo começaram a ler também. A carta não dizia nada de especial, era mais um aviso para eles pararem de serem idiotas e um convite para passar o natal, num lugar que nem era referido na carta. Assim que eles terminaram, Tiago pegou na varinha, e fez a carta desparecer e surgir no colo de Harry. O garoto ao ver o papel, procurou pelo culpando, percebendo que tinha sido seu pai quando este lhe piscou o olho. Deduzindo que seria provavelmente a resposta de Sirius, guardou a carta para a poder ler noutro lugar. De preferência um onde Umbridge não estivesse pronta a fulmina-lo com aqueles olhos castanhos de sapo.
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Mais dias se seguiram, as reuniões da Armada, se tinham tornado um hábito, e os membros tiveram necessidade de arranjar um método mais eficiente de marcarem as reuniões. Sendo que Hermione distribuiu galerões falsos por todos os membros, uma ideia extremamente elogiada por Lily. Mas naquele momento, surgiu algo ainda mais empolgante que as reuniões ultra secretas da Armada.
Se aproximava a data do primeiro jogo de quadribol do ano. Grifinória contra a Sonserina. Os alunos estavam tão empolgados que as reuniões da AD foram suspensas temporariamente para treino do time da Grifinória, ordens explícitas de Angelina. No ano anterior, devido ao torneio tribruxo, nenhum time tivera a oportunidade de segurar a Taça de Quabribol nas suas mãos. A Lufa-Lufa e Corvinal, apesar de por vezes tentarem disfarçar, estavam também entusiasmadas e apoiavam concretamente a Grifinória neste jogo. Mesmo os professores pareciam entusiasmados, Minerva estava tão empenhada em ter a taça no seu gabinete, que os absteve de dever de casa na semana antes do jogo. Mais agitados, só mesmo Tiago e Sirius, que não escondiam a ninguém que se a Grifinória ganhasse o jogo e desse um pontapé bem dado no time da Sonserina, que não dariam dever de casa por um mês.
Menos partidário não era o Snape, que reservara o campo de quadribol tanta vez, que o time da Grifinória teve dificuldade em conseguir treinar. Ele também fingia que não sabia dos rumores que os Sonserinos andavam a azar os jogadores da Grifinória, mas isso rende-lhe um belo sermão de Lily, que parecia desejar enterrar a cabeça sebosa dele num buraco. Coisa que agradou imenso tanto aos marotos como a Harry. Mas todos pareciam otimistas sobre as hipóteses da Grifinória. Em nenhum momento eles tinham perdido para a Sonserina, desde que o Malfoy entrara no time. O mais problemático era sem dúvida Rony, que apesar de ter algo talento e estar a treinar duramente não apresentava o nível do antigo goleiro, Olivio Wood. Ele tinha tendência para perder toda a confiança depois de cometer um erro, mas ninguém poderia negar que quando a sua confiança estava em cima, ele conseguia fazer algumas defesas realmente espetaculares. De tal forma que os gêmeos estavam seriamente considerando em admitir serem irmãos de Rony, algo que se esforçavam por negar nos últimos quatro anos.
O complicado era realmente manter Rony confiante, quando tinha que suportar uma impiedosa campanha de insultos e zombarias. Muitos Sonserinos do sétimo ano, que eram consideravelmente maiores que ele, murmuravam enquanto passavam por ele nos corredores, "Encomendou a sua cama na ala hospitalar, Weasley?". A tarefa tornava-se realmente complicada, Rony normalmente não ria, apenas ficava num tom esverdeado. Outro dos exemplos eram quando o moleque do Malfoy imitava-o, deixando cair a goles.
Outubro se extinguiu num avanço de grandes ventos e chuva forte e novembro chegou, frio como um ferro gelado, com corrente de ar frio que perfuram as mãos e rostos expostos.
O redor de Hogwarts parecia decorado de branco, com neve cobrindo todo o seu exterior. A temperatura, mesmo dentro do acolhedor castelo, ficara tão baixa, que muitos anos caminhavam pelos corredores com grossas luvas de pelo de dragão. A mãe de Harry, que na anterior visita a Hogsmeade comprara uma pequena coruja castanha clara, comprara um par de luvas também, e obrigara o Harry a usa-las para não gelar nas mãos. Uma atitude que a Harry não estava habituado, mas que acolheu com as delícias de uma criança pequena ao receber um doce.
A manhã do tão esperado jogo chegou muito fria. Harry acordou na sua cama, e encarou a cama de Rony. Ao contrário do que pensara, ele estava sentada, com uma expressão assustada e com os braços em redor dos joelhos, sem fixar nada de muito específico.
- Você está bem? – Rony confirmou, mas não disse nada. — Você apenas precisa de um café da manhã. — Disse Harry, estimulante. — Vamos.
O Salão Principal estava completamente cheio. Os alunos conversam alto, mais bem-humorados que o normal. Enquanto os dois passavam pela mesa da Sonserina, que se encontrava numa total excitação, puderam reparar que esses alunos, usavam além dos habituais cachecóis e chapéus verdes e prateados, uma espécie de distintivo em forma de coroa. Muitos acenaram para Rony, rindo estrondosamente. Harry tentou perceber o que diziam os distintivos, mas estava demasiado ocupada a tentar fazer Rony passar pela mesa rapidamente. Uma coisa tinha a certeza, uma coisa boa não seria.
Na mesa da Grifinória eles receberam estimulantes boas-vindas, prontos a levantar o espirito de Rony. Mas ele desmoronou no banco mais próximo, como se fosse encarar a sua última refeição. Mais tarde Tiago e Sirius surgiram, cumprimentando toda a mesa da Grifinória, com acenos e frases animadas, pedindo para eles darem cabo do couro dos Sonserinos. Até mesmo Lily surgiu pouco depois, mandando os marotos dali para fora, dando um caloroso boa sorte aos Grifinórios e uma piscadela na direção de Harry.
- Eu devo ter sido um idiota para fazer isso. – Disse Rony num sussurro rouco, pouco depois de Lily ir para a mesa dos professores. — Idiota.
- Não seja estúpido — Disse Harry firmemente, passando a ele uma seleção de cereais. -, você vai ficar bem. É normal ficar nervoso.
- Eu sou um lixo Eu sou ruim. Eu não posso jogar para salvar a minha vida. O que eu estava pensando?
- Agarre. — Disse Harry muito severamente. — Olhe para aquela defesa que você fez com o seu pé outro dia, até Fred e Jorge disseram que foi brilhante.
Rony virou o rosto para Harry, ainda mais atormentado.
- Aquilo foi um acidente. Eu não pretendia fazer, eu escorreguei da minha vassoura quando nenhum de vocês estava olhando e quando eu estava tentando voltar chutei a goles por acidente.
- Bem — Disse Harry, recuperando-se rapidamente de sua surpresa desagradável. -, mais alguns acidentes como esse e o jogo está no bolso, não está?
Logo depois, chegaram Hermione e Gina que se sentaram opostas a eles, vestindo cachecol, luvas e rosetas vermelho e dourado.
- Como você está se sentindo? — Gina perguntou a Rony, que estava agora olhando para os pingos de leite no fundo de sua tigela de cereal vazio enquanto seriamente considerava em mergulhar nelas.
- Ele está apenas nervoso. – Respondeu Harry.
- Bem, isso é um bom sinal, eu nunca acho que você se sai tão bem nos exames se você não está um pouco nervoso. — Disse Hermione sinceramente.
- Oi. – Disse uma voz vaga e sonhadora atrás deles. Luna Lovegood, tinha saído da mesa da Corvinal. A maioria das pessoas olhavam para ela, mas apenas poucos apontavam e riam abertamente. Ela trazia na sua cabeça, um chapéu que se parecia com a cabeça de um leão de tamanho natural. Mas isso não a parecia incomodar minimamente.
- Eu estou apoiando a Grifinória. — Disse Luna, apontando desnecessariamente para o seu chapéu. — Olha o que ele faz...
Ela o apanhou e deu uma leve pancada com a sua varinha. Ele abriu sua boca enorme e deu um rugido extremamente real, que fez todos que estavam na vizinhança pularem de susto.
- É bom, não é? — Disse Luna claramente feliz. — Eu queria que ele mastigasse uma serpente para representar a Sonserina, você sabe, mas não deu tempo. De qualquer modo... Boa sorte, Ronald!
Com isso ela foi embora, mas ainda nenhum deles tinha recuperado do choque do bizarro chapéu de Luna, quando Angelina correu na direção deles, acompanhada por Katie e Alicia.
- Quando vocês estiverem prontos – Começou Angelina. -, nós estamos indo para o campo, verificar as condições e alterações.
- Nós estaremos lá em um instante. – Assegurou-lhe Harry. — Rony apenas tem que comer algo.
Terminaram após dez minutos, mesmo que Rony não tenha sido capaz de comer algo mais, Harry pensou que seria melhor levá-lo para o vestiário. Enquanto se levantaram da mesa Hermione levantou também e segurando o braço de Harry, ela o puxou para o seu lado.
- Não deixe Rony ver o que são aqueles distintivos da Sonserina. – Sussurrou ela urgentemente.
Harry olhou interrogativamente para ela mas mesmo assim balançou sua cabeça, chamando a atenção, Rony tinha andado para perto deles, parecendo perdido e desesperado.
- Boa sorte, Rony — Disse Hermione, ficando na ponta do pé e dando nele um beijo na bochecha. — E você, Harry...
Rony parecia um pouco mais leve enquanto caminhavam pelo Salão, ele tocou no lugar onde Hermione o tinha beijado, parecendo bastante desconcertado. Estava de tal forma distraído, que Harry pode ver o que os distintivos em forma de coroa tinham escrito, sem Rony notar.
"Weasley é o nosso rei".
Essa era a mensagem gravada. Isso deu uma sensação desagradável a Harry, com certeza que não significava nada de bom. Ele apressou Rony para ao Saguão de Entrada, desceram as escadas de pedra.
A grama gelada, parecia se desfazer sobre os seus pés, enquanto se apressavam em direção ao estádio. Não havia vento e o seu parecia uniforme, com nuvens brancas cobrindo todo o céu. O que seria bom, significava que nenhum jogador teria os raios solares diretos nos olhos, atrapalhando a vista.
Harry apontou esses fatores animadores para Rony enquanto caminhavam mas não estava certo de que o amigo estava escutando.
Angelina já se tinha trocado e estava conversando com o resto do time quando entraram.
Harry e Rony tiraram as suas vestes, então se sentaram para ouvir a conversa antes do jogo enquanto um murmúrio de vozes lá fora aumentava enquanto a multidão vinha do castelo em direção ao campo.
- Ok, eu já descobri a escalação final da Sonserina. — Disse Angelina, consultando um pedaço de pergaminho. — Os batedores do último ano, Derrick e Bole, foram embora mas parece que Montague os substituiu com gorilas comuns, antes alguém que possa voar particularmente bem. São dois blocos chamados Crabbe e Goyle, eu não sei muito sobre eles...
- Nós sabemos. — Disseram Harry e Rony juntos.
- Bem, eles não parecem ser brilhantes o suficiente para dizer onde fica o fim da vassoura do outro — Disse Angelina, colocando no bolso o pergaminho. — mas também fiquei surpresa que Derrick e Bole encontraram seus caminhos no campo sem guias.
- Crabbe e Goyle são do mesmo modelo. — Harry assegurou.
Eles podiam ouvir centenas de passos subindo nos bancos nas arquibancadas dos espectadores. Algumas pessoas estavam cantando mas Harry não compreendeu as palavras. Estava começando a ficar nervoso mas sabia que seu nervoso não era nada comparado ao que Rony, que estava apertando seu estômago e olhando reto à frente de novo.
- Está na hora. — Disse Angelina numa voz quieta, olhando para o relógio. — Vamos todo mundo... Boa sorte.
O time subiu, levando ao ombro as suas vassouras e marcharam em fila para fora do vestuário. Berros de saudação soaram por todo o campo. Enquanto isso, Lily sentava-se ao lado de Severo, na bancada dos professores e os marotos sentavam-se ao lado desta, encarando o campo entusiasmados.
- VAI GRIFINÓRIA! – Gritaram os dois dos seus lugares.
O time subiu, levaram ao ombro suas vassouras e marcharam em uma fila para fora do vestiário, entraram numa ofuscante luz do sol. Foram saudados por um conjunto de berros, que Harry ainda podia escutar cantando, ainda que estivesse amortecido por aclamações e assobios. A equipa da Grifinória aproximou-se da Sonserina.
- Capitães, apertem as mãos. — Ordenou a juíza Madame Hooch. Angelina e o capitão da Sonserina, Montague, se aproximaram apertando as mãos. — Montem em suas vassouras...
Madame Hooch colocou o apito na boca e apitou, dando inicio ao jogo.
As bolas foram soltas e os quatorze jogadores se dirigiram para cima. Os espetadores podiam ver os goleiros voarem em direção aos arcos, os artilheiros começarem a pegar na goles e lançarem entre si, os batedores a rebaterem balanços, e os últimos membros do time, os apanhadores nomeadamente Harry e Draco buscavam desesperadamente pela bolinha dourada.
- E é Johnson, Johnson está com a goles, que jogadora ela é, eu venho dizendo isso há anos mas ela ainda não quer sair comigo... – Começou Lino Jordan, narrando jogo para o espetadores.
- JORDAN! — Gritou a professora McGonagall.
- Apenas um fato engraçado, professora, acrescenta um pouco de interesse... E ela desvia de Warrington, ela está passando por Montague, ela está... Ai! Foi atingida por de trás por um balaço vindo do Crabbe... Montague pega a goles, Montague descendo no campo e... Bom balaço este foi de Jorge Weasley, que mandou um balaço na cabeça do Montague, ele deixou a goles cair, pega por Katie Bell da Grifinória, passa para Alicia Spinnet e Spinnet logo...
Ele continuava a narrar o jogo, ouvido por todo o estádio, quando um barulho desagradável invadiu todo o estádio. Sonserinos gritavam, vaiavam e cantavam.
- Desviou de Warrington, evitou um balaço, passou perto, Alicia, e a multidão está amando isso, apenas escutem, o que é que eles estão cantando?
E quando Lino parou para ouvir a música, esta tornou-se ainda mais alta. Sonserinos cantavam:
"Weasley não pode salvar nada, ele não pode bloquear um aro, é por isso que todos os Sonserinos cantam: Weasley é o nosso rei."
- E Alicia passa de volta para Angelina! – Gritou Lino, tentando voltar a atenção de todos para o jogo, abafando as palavras dos Sonserinos. — Vamos agora, Angelina, parece que ela só tem o goleiro para ultrapassar! ELA LANÇA... ELA... Aaaah...
Bletchley, o goleiro da Sonserina, tinha salvado o gol; arremessou a goles para Warrington, que correu com ela, fazendo ziguezagues entre Alicia e Katie. A canção vinda de baixo aumentava cada vez mais alto enquanto avançava para cada vez mais perto de Rony.
"Weasley é o nosso rei, Weasley é o nosso rei, ele sempre deixa a goles entrar, Weasley é o nosso rei."
Harry parecia abandonar por alguns momentos a busca pela Pomo, para encarar Rony. Todos os olhos pareciam pousados nele, uma figura solitária no fim do campo.
- E é Warrington que está com a goles, Warrington se dirigindo ao gol, ele está fora da extensão do balaço com apenas o goleiro na frente...
Um grande aumento da música cresceu dos Sonserinos.
"Weasley não pode salvar nada, ele não pode bloquear um único aro..."
- Então esse é o primeiro teste para o novo goleiro da Grifinória, Weasley, irmão dos batedores Fred e Jorge, e um novo talento prometedor no time, vamos, Rony!
- Vai Weasley! – Gritaram Tiago e Sirius, mas os seus incentivos foram abafados pelos gritos de prazer dos Sonserinos. Rony tinha mergulhado, com os braços abertos, mas a goles tinha voado entre eles, atravessando o arco central.
- Sonserina marca! — Disse Lino no meio de gritos de felicidade e de tristeza. — Então está dez a zero para Sonserina, falta de sorte, Rony.
Os Sonserinos cantaram ainda mais alto:
"WEASLEY NASCEU NUMA CESTA, ELE SEMPRE DEIXA A GOLES ENTRAR..."
Tiago e Sirius olhavam um para o outro zangados, por causa do resultado e dos gritos dos Sonserinos, tentando pensar num jeito de os silenciar, enquanto isso Lily encarava Severo, que sorria ironicamente ao ver o resultado. Estreitando um pouco os olhos, ela deu uma cotovelada no braço de Severo.
Logo, ele olhou para ela sem entender.
- Algum problema, senhorita Evanne?
- Tire essa cara de arrogante, Severo. Vocês podem estar a ganhar, mas ainda falta muito para o jogo terminar. – Disse Lily, voltando a prestar atenção ao jogo.
- E a Grifinória volta com a posse e Katie Bell está enchendo o campo. — Gritou Lino corajosamente, mesmo que a canção estivesse agora tão ensurdecedora que dificilmente poderia ouvir o que ele mesmo dizia.
"WEASLEY FARÁ COM QUE NÓS VENÇAMOS, WEASLEY É O NOSSO REI..."
Harry que continuava parado no meio do ar, ao ouvir Angelina gritar com ele, mergulhou e começou a rodar o campo em busca da Pomo. Enquanto fazia isso tentava ao máximo ignorar o refrão que soava pelo estádio:
"WEASLEY É O NOSSO REI, WEASLEY É O NOSSO REI..."
Nas bancados dos professores, Tiago e Sirius olhavam cada vez mais irritados, até uma ideia surgir na mente marota dos dois. Com a varinha, Tiago amplia magicamente e sua voz e levanta-se.
- SIM, O WEASLEY É O REI DA GRIFINÓRIA, PORQUE ELE VAI DEFENDER TODOS OS RESTANTES GOLES! WEASLEY É O REI DA NOSSA CASA E NÃO DA VOSSA. SE MAIS ALGUM MOLEQUE SONSERINO DISSER MAIS UMA ÚNICA PALAVRA PARA DESANIMAR ALGUM JOGADOR DA GRIFINÓRIA EU VOU TIRAR DUZENTOS PONTOS Á SONSERINA. EU NÃO ESTOU A BRINCAR. VAI WEASLEY, HONRA O NOME DA GRIFINÓRIA!
O silêncio parecia reinar o estádio, os jogadores apesar de continuarem o jogo, olhavam para Tiago também, nenhum Sonserino parecia atrever-se a continuar com a canção, até mesmo Lino Jordan tinha parado de narrar o jogo. Apenas voltando á realidade pouco tempo depois.
- É isso mesmo, Professor Ponter. O Weasley é o rei da Grifinória. Agora o jogo… E é Warrington de novo — Berrou Lino -, que passa para Pucey, Pucey à direita, passa Spinnet, vamos agora, Angelina, você pode tomar dele... Vira ao avesso, você pode... Mas um bom balaço de Fred Weasley, eu quero dizer, Jorge Weasley, oh, quem se importa, um deles, de qualquer modo, e Warrington pega a goles e Katie Bell... Er... Pega dela, também... Então é Montague que está com a goles, Montague, o capitão da Sonserina, pega a goles e ele está acima do campo, vamos agora, Grifinória, bloqueia ele! Weasley, você é o nosso rei, defenda a goles!
Os Sonserinos continuavam calados, encarando fulminantes Tiago e ansiosos o jogo.
- E Pucey desvia de Alicia de novo e ele está indo em direção ao gol, pare ele, Rony! Vamos lá, você é o nosso rei!
Harry continuava a tentar não olhar, mas ao ouvir um terrível gemido dos Sonserinos, percebo que Rony tinha conseguido defender o goles. O garoto permitiu-se a um olhar rápido, e pode ver Rony pendurado na vassoura de cabeça para baixo, com a goles nas mãos. O discurso de Tiago tinha restaurado a confiança dele. Toda a Grifinória, começou então a gritar em plenos pulmões.
“WEASLEY É O REI DA GRIFINÓRIA! WEASLEY VAI SALVAR O DIA! WEASLEY É O NOSSO REI!”
As pontuações estavam agora empatadas, e tudo poderia acontecer. Dependia do nível de confiança de Rony e de Harry encontrar o Pomo. Ele rodava o campo todo em busca de algo brilhante e redondo.
Mais dois goles foram lançados na direção dos arcos de Rony, e este apesar de ter deixado passar um, parecia mesmo assim confiante. Harry podia ver que mesmo assim todos os Grifinórios pareciam entoar a canção dos Sonserinos, mas agradecendo a Rony, em vez de o insultando.
- E Katie Bell, da Grifinória, desvia de Pucey, passa por debaixo de Montague, bom desvio, Katie, e ela arremessa para Johnson, Angelina Johnson pega a goles, ela passa por Warrington, ela está indo em direção ao gol, vamos agora, Angelina... GRIFINÓRIA MARCA! Está vinte a dez, vinte a dez para Sonserina e Pucey está com a goles.
Todos podiam ouvir o chapéu de Luna, em forma de leão rugir entre a canção. Mas apesar de ridículo, isso parecia em parte animar ainda mais todos. A Grifinória apenas perdia por dez pontos. Os dois apanhadores continuavam percorrendo o campo em busca da Pomo.
- Pucey arremessa para Warrington, Warrington para Montague, Montague de volta para Pucey, Johnson interfere, Johnson pega a goles, Johnson para Bell, isso parece bom, eu quero dizer, ruim, Bell é acertada por um balaço vindo do Goyle da Sonserina e é Pucey quem está com a posse...
Mas naquele momento, Harry avistou a pomo. Uma bola dourada, com asas, flutuando a poucos centímetros do chão, bem no fim do campo da Sonserina. Sem hesitar, ele mergulhou em direção ao chão. Numa questão de segundos Malfoy estava no lado esquerdo do Harry, procurando pela Pomo também.
Esta estava perto do pé de um dos arcos da baliza, e voava rapidamente em direção ao outro lado das arquibancadas. Harry mudou de direção, acomodando Malfoy, que estava próximo, Harry puxou a sua vassoura bem próximo, ele e Malfoy estavam pescoço a pescoço agora...
A poucos centímetros do chão agora, Harry ergueu sua mão direita de sua vassoura, esticando em direção ao pomo... Para sua direita, o braço do Malfoy se esticou também, estava alcançando, tateando...
Estavam os dois desesperados por conseguir apanhar a pequena bola, quando os dedos de Harry se fecharam em redor da bola minúscula que se contorcia, Harry pode sentir as unhas de Malfoy arranharem as costas da sua mão. De forma desesperada, Harry puxa sua vassoura para cima, com a bola nas suas mãos. Os Grifinórios gritavam sua aprovação, eles tinham ganho o jogo. A Grifinória tinha ganho.
Nesse momento, um balanço atingiu Harry numa parte das costas e ele voou para fora da vassoura. Para sua felicidade não estava muito acima do chão, devido a ter mergulhado para apanhar a Pomo. Mas a exaustação era muita, então ele pousou estendido de costas no campo gelado.
Ouviu o apito da Madame Hooch soar, misturado com muitos gritos, desde raiva a zombeteiros. Havia uma voz que gritava que se destacava. Não era a mesma voz do grito dos pesadelos que os Dementores davam a Harry, o tom de voz era diferente, mas era da mesma pessoa. Sua mãe também gritava, e logo podia senti-la bem perto de si, segurando a sua mão.
- Harry, você está bem? – Mais pessoas, nomeadamente os marotos e Angelina se aproximaram.
- Isso, você esta bem? – Perguntou Angelina.
- Claro que estou — Disse Harry, levantando-se com a ajuda de Lily.
Madame Hooch estava subindo em direção a um dos jogadores da Sonserina acima dele, mas Harry não podia ver quem era.
- Foi aquele assassino do Crabbe — Disse Angelina furiosa -, ele atirou o balaço no momento em que viu que você tinha pegado o pomo, mas nós vencemos, Harry, nós vencemos!
- Quem é Crabbe? – Perguntou Tiago, olhando com fúria para Angelina, que apontou na direção do garoto alto e largo que falava com a Madame Hooch.
Naquele momento, Sirius e Tiago, aproximaram-se do brutamontes, com a varinha erguida na direção dele. Seus rostos mostravam muita raiva.
- Você vai morrer, moleque. Aí se vai. Nós vamos desfazer essa coisa que você chama de corpo.
- Professores, comportem-se. – Disse-lhes a Madame Hooch furiosa, mas nenhum deles ligou para isso.
- Que tipo de covarde atira um balanço na direção de um jogador depois do jogo terminar, e diretamente nas costas? Você acabou de assinar a sua morte. – Tiago ergueu a varinha na direção da cara de Crabbe que o encarava assustado.
- CHEGA. – Gritou Lily, assustando todos, incluindo Tiago. – MENOS CINQUENTA PONTOS DA SONSERINA, E VOCÊS OS DOIS VÃO VOLTAR AQUI IMEDIATAMENTE.
Mesmo contrariados, os dois marotos, viram costas e voltam para perto da Lily, que os encarava como se a única coisa que quisesse era azara-los até implorarem por perdão. Enquanto isso, a ruiva sente uma mão no seu ombro, Severo encarava-a de forma desaprovadora.
- Você nem venha Severo. Eu sou tão professora quanto você. Tenho direito de retirar os pontos que bem entender, pelos motivos que bem entender.
- Senhorita Evanne, no quadribol acidentes como este acontecem. Como deve compreender não deve retirar pontos aos alunos por causa de um sair machucado. O Senhor Potter deveria saber os riscos deste esporte. – Disse Severo calmamente, retirando a mão do ombro de Lily.
- É melhor fechar a boca Severo. Se não eu vou lançar a pior azaração que conheço na sua cara. – Severo não respondeu, apenas abandonou o campo de Quadribol, em direção ao castelo.
Enquanto isso outra briga se desenrolava, entre Malfoy e Harry. O Sonserino que tinha descido ali perto, tinha o rosto branco devida á fúria, e estava indo na direção deles para zombar.
- Salvou o pescoço do Weasley, não salvou? — Ele disse para Harry. – Mesmo assim, eu nunca vi um goleiro pior... Ele afinal nasceu mesmo numa cesta... Você gostou dos nossos versos no início, Potter?
Harry não respondeu. Ele se virou para encontrar o resto do time, que estava agora aterrissavam um por um, gritando e socando o ar em triunfo; seus pais e Sirius encaravam Snape indo embora, e conversam distraidamente. Ele pode ver Rony conversando um pouco animado os outros.
- Nós queríamos escrever outro par de versos! – Disse Malfoy, enquanto Katie e Alicia abraçavam Harry. — Mas nós não encontramos rimas para gorda e feia, nós queríamos cantar sobre a sua mãe, veja...
- Fale sobre uvas azedas — disse Angelina, lançando a Malfoy um olhar de asco.
Draco lançou um olhar na direção dos professores, mas estes ainda não se tinham apercebido da discussão, e estavam um pouco afastados, agora conversando com outros professores.
- ...Nós não pudemos encaixar em perdedor inútil também, para o seu pai, você sabe...
Fred e Jorge apenas perceberam o que Malfoy estava falando, enquanto apertavam a mão de Harry. Eles encararam ele, com cara de poucos amigos.
- Deixe! — Disse Angelina de uma vez, segurando Fred pelo braço. — Deixe, Fred, deixe gritar, ele está apenas furioso que ele perdeu, pouco pretensioso...
- Mas você gosta dos Weasley, não gosta Potter? — Disse Malfoy, zombando. — Passa as férias lá e tudo, não passa? Não posso imaginar como você aguenta o fedor mas eu suponho quando você tem que ser levado para os trouxas, ainda assim a cabana dos Weasley cheira ok...
Harry agarrou Jorge. Entretanto estava levando um esforço juntado de Angelina, Alicia e Katie para impedir Fred de pular em Malfoy, que estava rindo abertamente. Harry olhou em volta para os professores, mas todos estavam demasiado distraídos, para se aperceberem do que estava a acontecer. Pensou em chamar a sua mãe, mas Malfoy interrompeu quando ele pensava fazer isso.
- Ou talvez — Disse Malfoy, olhando com malícia enquanto saía de perto — você pode se lembrar de como a casa da sua mãe fedia, Potter, e o chiqueiro dos Weasley fazem você se lembrar...
Harry soltou Jorge, e no segundo seguinte os dois estavam correndo em direção de Malfoy. Ele tinha esquecido por completo que todos os professores, incluindo os seus pais estavam assistindo, a única coisa que queria era desfazer Malfoy em pedaços. Sem tempo para pegar a sua varinha, ele apenas fechou o punho que ainda segurava a pomo e afundou o punho com toda a sua força no estâmago de Malfoy.
- Harry! HARRY! JORGE! NÃO!
Ele conseguia ouvir as vozes das garotas gritando, a voz da sua mãe mandando-o parar, Malfoy berrando, Jorge xingando e um sopro apitando, mas nada lhe parecia importar. Isto até alguém perto de si gritar "Impedimenta!" e ele foi arremessado para trás pela força do feitiço, abandonando o esforço de socar todo centímetro de Malfoy que pudesse alcançar.
- O que vocês acham que estão fazendo? — Gritou Madame Hooch enquanto Harry ficava de pé. Ele evitou encarar o rosto da mãe, ela estava claramente desiludida com ele, a tristeza parecia invadir o seu rosto.
Malfoy estava torcido no chão, chorando e gemendo, seu nariz sangrando. Jorge estava exibindo um lábio inchado, enquanto Fred ainda estava sendo fortemente segurado pelas três artilheiras. Harry pode ver o que o rosto do seu pai e do seu padrinho parecia mudar de orgulho para ele, e raiva para o Malfoy.
- Eu nunca vi comportamento como esse, voltem para o castelo, os dois, e imediatamente para o escritório do seu Diretor de Casa! Vão! Agora.
Harry e Jorge marcharam para fora do campo, ambos ofegantes, sem nenhum dizer uma palavra ao outro. Os berros e a zombaria do público ficavam cada vez mais fraco até que alcançaram o Saguão de Entrada, onde puderam ouvir nada exceto o som de seus passos. Harry podia sentir os passos suaves e silenciosos de sua mãe atrás de si. Tentou não olhar para trás, em vez disso ficou atento que alguma coisa ainda agitava em sua mão direita, as articulações que tinha socado contra o estomago do Malfoy. Olhando para baixo, viu as asas de prata do pomo saindo para fora de seus dedos, lutando pela libertação.
Eles tinham apenas alcançado a porta do escritório da professora McGonagall quando ela veio marchando pelo corredor. Estava usando um lenço da Grifinória mas arrancou de seu pescoço com as mãos balançando enquanto andava a passos largos em direção a eles, parecendo furiosa.
- Pra dentro! – Disse ela furiosamente, apontando para a porta. Harry e Jorge entraram. Lily entrou também depois deles. Ela andou para atrás de sua mesa e os encarou, tremendo de raiva enquanto atirava o lenço da Grifinória para longe, no chão. — Bem? Eu nunca vi tamanha exibição tão vergonhosa. Dois em um! Expliquem-se!
- Malfoy nos provocou! — Disse Harry firmemente.
- Provocou vocês? — Gritou a professora McGonagall, batendo o punho de sua mesa tão forte que uma lata escorregou de lado e se abriu, espalhando no chão salamandras de gengibre. — Ele apenas tinha perdido, não tinha? É claro que ele queria provocar vocês! Mas o que na Terra ele poderia ter dito que justificasse o que vocês dois...
- Ele insultou meus pais — Rosnou Jorge. — E a mãe do Harry.
Harry sentiu o olhar da sua mãe nas suas costas, olhou por um momento para ela. Seu rosto estava triste e seus olhos mostravam uma mensagem bastante clara “Você não devia ter feito isso. Não por minha causa”
- Mas ao invés de deixar isso para Madame Hooch resolver vocês dois decidiram dar uma exibição de duelo de trouxas, não deram? — Berrou a professora McGonagall. — Vocês tem alguma ideia do que vocês...?
Lily viu que Umbrigde se preparava para intervir, mas ela entreviu antes.
- Minerva. Os garotos não estão certos, mas acho que o Senhor Malfoy não merece sair impune disto. – Minerva olhou para ela, com os olhos estreitos. – Vou falar com Severo para meter o garoto de detenção. Com licença.
Com isso Lily abandona o gabinete de Minerva. Ela sentia-se principalmente triste. Não desejava que o seu filho andasse agredindo ninguém por sua causa. Ela sabia se defender, e estava bastante habituada a ser insultada no seu tempo em Hogwarts. Pelo menos saberia que não seria apenas o seu filho o punido, o Malfoy também levaria detenção.
Se encontrava no corredor das masmorras, a poucos passos do gabinete de Severo, quando ouviu vozes do seu interior. Ela sabia que não era correto escutar atrás das portas. Mas no momento em que entrasse a conversa pararia.
- Você deveria aprender a se controlar. Não poderia continuar a salvar você depois destes comportamentos.
- Salvar? Eu fui o agredido pelo Potter e por aquele traidor de sangue do Weasley.
- O que você lhes disse exatamente?
- Que nós não encontramos versos para a gorda da mãe e para o inútil do pai dos Weasley. E que o Potter deveria adorar viver naquele chiqueiro, porque lhe lembra a casa da mãe dele. – Lily percebeu o tom de zombaria do rapaz. Não era um insulto muito grande, já lhe tinham dito muito pior, mas Lily percebeu que apesar de ela e o Tiago estarem aqui, Harry ainda sentia muita saudade e muita dor da sua falta. Não admitia que ninguém disse-se uma palavra maldosa sobre ela ou Tiago. – Como se fosse de esperar outra coisa, era uma sangue ruim nojenta, disse-me o meu pai uma vez. Só poderia viver mesmo num chiqueiro como o dos Weasley.
Lily não sabia bem o que esperar da reação de Severo àquelas palavras, mas certamente nunca pensou em ouvir aquelas palavras. Não vindas dele.
- Certo. Mas apesar de tudo você tem que se controlar. Não quero ver você metido em mais problemas, se não terei que meter você em detenção. – Disse Severo, sua voz era fria, sem sentimentos como Lily se costumara nos últimos tempos, mas elas magoaram ela mais do que ela pensava. Ele concordara com a atitude do Malfoy, em chamar-lhe de Sangue Ruim, de insultar-lhe. Como se podia ter iludido novamente, Severo seria sempre o mesmo, sempre lhe chamaria de sangue ruim, morta ou viva, e ele tendo quinze ou trinta anos. O seu temperamento descontrolou-se por completo, sem pensar duas vezes, ela abre a porta e encara os dois com uma raiva quase assassina.
- Malfoy, você esta de detenção as próximas duas semanas comigo. Nem experimente em protestar. Insultar parentes de alunos é errado, e você merece ser punido por isso. Agora saia daqui. – Gritou Lily ao garoto. Ele parecia bastante assustado, mas logo acenou com a cabeça e saiu rapidamente do gabinete. – Você! – Lily lançou o seu dedo indicador na direção de Severo. – Como você foi capaz? A sério você é inacreditável. Sempre me iludindo. Sempre me fazendo pensar que você mudou. Mas você não muda. Você vai sempre o mesmo, Sev. Mas concordar com uma miúdo de quinze anos? Aceita que uma criança que mal saiu das fraldas chame-me de sangue ruim? Sabendo que eu estou morta, sem qualquer possibilidade de me defender, e mesmo assim você concorda com o miúdo. Aquela noite, em frente do Salão da Grifinória em que você disse que estava arrependido foi tudo uma mentira não foi? Uma mentira para me iludir muito mais. Não resultou na altura, mas você agora mais uma vez conseguiu enganar-me. Eu pensava que você estava diferente. Dumbledore deu-me a certeza de que você estava diferente, de que você sentia a minha falta. Como você consegue ser tão falso, Sev? – As palavras de Lily saiam, sem parar sequer para respirar. Como se ela precisasse de colocar toda a sua raiva de fora. Severo parecia atordoado com todas elas. – É assim tão te indiferente que eu esteja á quatorze anos enfiada numa cova, morta? Que eu tinha sido morta por o teu amado mestre? Não é Sev? Você será sempre o mesmo, com quinze ou com trinta anos. Sempre me tentando iludir, sempre fazendo-me confiar em você. Sempre sendo insultada da mesma maneira. Bom trabalho, Sev. Você conseguiu mais uma vez. – Lily tentou respirar algumas vezes, tentando acalmar-se. Mas nesse momento ela percebe o que acabou de dizer. Sem saber o que fazer, ela coloca a mão á frente da boca, como impedindo de dizer mais alguma coisa. Mas o mal já se encontrava feito.
Sem pensar duas vezes Lily desata a correr para fora do gabinete de Severo, fugindo para os seus aposentos.
Notas finais
- Reação de Snape, quando a Lily o acusou no inicio desse capitulo de lhe emprestar um livro das trevas, deve-se que no fundo ele tambem gosta da Liana. Não vê a sua Lily por completo nela, mas entende-se muito bem com ela. Criou uma especie de amizade com ela.
- Sobre bem o flashback, e toda essa cena. Eu sinto necessidade de explicar, que essa é a minha visão da Lily. Sempre a imaginei muito poderosa, mais poderosa do que a maioria das pessoas acha. É uma visão um pouco diferente da maioria, mas ela irá aparecer muitas vezes na historia. Percebo se não concordarem com essa forma de ver, mas prontos, é assim que eu imagino as coisas ;D
- Eu acho que o Harry nunca imaginara o pai maroto por completo. Acho que ele sempre o imaginou assim parecido com a Lily, muito corajoso, poderoso e bom. Nunca imaginou que ele seria uma especie de versão de "Jorge e Fred". Daí a surpresa dele.
- Boongo é uma personagem criada por mim. Ele irá aparecer mais no final da historia. A historia dele é basicamnete aquilo que a Lily contou, ele ,assim como Dobby, servia uma familia puro sangue em Hogsmeade, e por ele ter partido uma reliquia antiga da familia, eles explusaram ele. Lily encontrou-o numa das visitas á vila, sentando e encostado a uma parede a chorar desesperado. Ela foi maravilhosa com ele, sentou-se ao lado dele, e perguntou o que se passava. Ele contou á ruiva a sua historia, e ela com imensa pena dele, levou-o até Hogwarts para falar com Dumbledore. Aí o diretor ofereceu a Boongo um lugar nas cozinhas de Hogwarts. Boongo é um elfo livre, mas esconde isso da maioria dos elfos, e sempre disse que sua mestre era a Lily. Morta ou viva. Durante o seu tempo em Hogwarts ele sempre ajudou a ruiva o mais que podia, e sempre lhe deu a sua total lealdade. Ele não gostava nem um pouco de Snape, e muito menos de Tiago. Em parte por ciumes de eles terem muita atenção da sua mestre. Após a morte de Lily, Boongo ficou de luto por semanas, comendo muito pouco e bebendo imenso. Ele esteve no funeral dela, completamente bebedo e com lagrimas nos olhos. Ele tinha um amor e respeito pela sua mestre, incriveis. Depois disso, ele voltou ao normal, e passou a contar a todos os elfos da cozinha a historia da sua amada mestre e do quão poderosa ela era. Uma frase que Boongo sempre lhe dizia enquanto ela era viva, era que nunca se deve confiar num elfo contador de historias, neste caso referia-se a ele, porque eles acabam quase sempre esquecendo que é segredo e contando isso durante um serão.
- Lily consegue fazer alguma magia sem varinha. Não é muita, mas consegue fazer alguma. Como levitar objectos ou produzir fracos escudos. Para ela não é uma coisa muito estranha, porque ela consegue o fazer desde muito cedo.
* Pormenores do capitulo 11 *
- A carta de resposta de Sirius e Remo não é tão idiota como a do Tiago. Porque Tiago tem dezassete anos, e os Sirius e o Remo tem trinta e tal, são portanto muito mais maduro, e não escreveriam obviamente tanta idiotice.
- Tudo o mundo se lembra do chapeu da Luna né? Tipo ainda me lembro de ver isso no filme *.* Cena inesquecivel, mas eu tenho a certeza que teria ficado muito mais legal a mastigar uma serpente. Mesmo aserio... (Sem querer ofender nenhum sonserino.... :)
- Vou derivar novamente, eu ando á seculos a implorar por uma t-shirt a dizer "Weasley is our king" Aserio, eu quero uma a dizer isso... OOOOOOMMMMGGGG, É TAO FOFO.
- Era obvio que o Tiago iria intervir e mandar os Sonserinos calarem-se todos. Mas acima de tudo, aquilo deu confiança a Rony, quer dizer um professor estava ali a gritar a dizer que ele era o rei da Grifinoria e que iria fazer ganharem o jogo. Acho que isso daria animo a qualquer um...
- Eu sou da opiniao que o Crabbe realmente merecia ter levado com uma maldição bem feia na cara. Mas eu acho que a Lily nunca deixaria os marotos fazerem isso, por muita raiva que tivesse do Sonserino.
- Eu acho que mesmo com os pais de Harry de volta, aquele continua a ser um assunto muito sensivel para Harry. De tal forma que por causa das palavras do Malfoy ele partir para a violencia trouxa. O que fez os marotos ficarem orgulhosos dele... Mas tbm desses dois não se podia esperar outra coisa...
- A Lily perde por completo o controlo, primeiro porque já estava com raiva de o seu filho se ter machucado e triste por o seu filho ter sido violento. Depois o Severo concordar com o Malfoy quando ele chamou-lhe de sangue ruim, foi tipo a gota de agua no temperamento dela. Simplesmente explodiu e disse tudo o que achava.
- O Severo apenas concordou com o Malfoy porque seria estranho, estando ele do lado das trevas e odiando o Potter, defender a Lily. Obviamente que a sua vontade era de desfazer o Draco a pó quando ele chamou de sangue ruim á Lily, mas ele sabia que teria que se controlar, se não haveria consequencias. Claro que Lily não pensou nisso nem por um segundo. Simplesmente explodiu.
- Agora a reação do Sev? Bem, só no proximo.
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