Ultraviolence
37 Aviso.
Notas iniciais
Oi, queridos. Há quanto tempo?
Primeiro, venho aqui com toda minha humildade pedir minhas sinceras desculpas por ter abandonado a história de maneira tão abrupta e simplista. Mas peço que continuem lendo e permitam que eu possa me explicar um pouco. Comecei a escrever fanfics com meus treze ou catorze anos, foi escrevendo que eu tive a oportunidade de primeiro, conhecer melhor a língua portuguesa e a estruturação de um texto no geral e em segundo, de lidar com meus próprios sentimentos. Todas as minhas palavras são frutos de experiências da minha vida, já que como autora eu sou incapaz de escrever sobre o que não tenho propriedade ou autoridade.
Certamente que não sou um membro de uma gangue americana como Percy ou engravidei e perdi um filho como Annabeth. Mas eu tive um grande, naquela época, amor que tive que assisti-lo ser feliz com outra pessoa bem na minha frente assim como Silena, amei a distancia alguém que nunca poderia ser meu como Nico, também tive problemas de família como Annabeth e perdi alguém importante como Perseu. A realidade é que durante anos, escrever foi certo refúgio para mim até que em algum momento, virou meu maior tormento.
Mesmo não escrevendo diretamente sobre mim, no final eu estava entre as entrelinhas da história. Eram as minhas ideias, minhas palavras, as minhas histórias para esses personagens e então, eu simplesmente caí na terrível onda adolescente problemática que não conseguiu lidar com toda a carga emocional da vida e precisei me afastar de tudo e infelizmente, Ultraviolence foi uma das afetadas.
A vida é dura com todos, vocês devem saber bem disso. Mas alguns sabem lidar com o fardo de maneira diferente de outros e naquela época, o meu fardo era muito pesado para que eu pudesse carregar e seguir com minha vida normalmente. Escrever me deixou sensível e dolorida, vulnerável de uma maneira que eu não conseguia lidar comigo e com meus sentimentos em relação a isso e então, o processo criativo tornou-se lento, cansativo e nada prazeroso.
Além disso, eu como tantas outras mulheres por aí vivo de fases. Percy Jackson e os Olimpianos foi uma das melhores fases da minha vida. Eu cresci lendo os livros, ansiando por momentos de Percy e Annabeth, por Thalia, Luke e a doce Silena, mas, hoje, tudo ficou para trás junto com a garotinha de treze anos que passava a noite escrevendo uma história de um mafioso manipulador e uma garota doente mentalmente. No fim, tudo passou. Meus problemas ainda não foram solucionados, já que infelizmente a vida é esse eterno ringue de luta e, aparentemente, eu sempre estou perdendo, mas aprendi a lidar melhor com tudo isso.
Ultraviolence foi toda planejada, ainda hoje me lembro de cada plano, cada trama e diálogo que estava planejado. Lembro-me das noites que perdi, a grandiosa história de Annabeth, o que aconteceu com Percy e Silena e a pobre Rebekah. Porém, mais uma vez peço desculpas, mas não posso terminar essa história. Não assim.
A construção da narrativa não me incomoda, mas o modo como eu direcionei a história sim e também a escrita é obviamente um ponto a ser considerado. Acredito que eu não poderia continuar de onde eu parei por uma série de motivos desde amadurecimento pessoal ao meu novo processo de escrita.
Eu voltei a escrever esse ano, apenas. Tentei várias e varias vezes, mas perdi aquela coragem da garotinha de treze anos desinibida que respondia as reviews de vocês. Mas esse ano, eu voltei, escrevendo fanfics, ainda assim.
Novamente, desculpas e sinto muito. Talvez eu consiga editar os capítulos e escreve-los novamente, reestruturando a história e tentando novamente, mas não hoje ou amanhã e também não nessa plataforma. Se quiserem saber do final, estou aqui, falem comigo e ficarei feliz em contar minhas ideias mirabolantes a cada um de vocês.
Espero que possamos nos reencontrar em algum momento.
Mrs Passion.
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