Uke Vs Seme
19 Capítulo 19 - Seu Salvador
Notas iniciais
Sasuke: Ok, a partir de agora está estritamente proibido contar sua primeira vez com seu uke! – O moreno estava irritado.
Kanda: Foi mal... – Sorriu sem graça.
Todos: Foi péssimo.
Kanda não parava de sorrir.
Loki: A gente já tava perdendo de muito, aí você ainda vem e estraga tudo, Kanda!
Sting: Eles só tinham um ponto a mais, cara...
Gray: Deixa, ele não é bom em matemática.
Lyon: Falou o senhor dos números, né.
Dark: Isso não importa agora. – cortou a discussão, sem se mexer da cadeira vermelha do auditório.
Yukio: É verdade, gente, a questão agora é:
Pain: Fodeu.
Zoro: Nós contra-atacamos e quem leva o ponto são eles!
Kou: Algo de errado não está certo.
Shikamaru: Algo de errado está muito errado.
Nezumi: Alguém tem um plano?
Yuki: A gente pode se render. – sugeriu sem tirar os olhos do laptop.
Dino: O que você tanto escreve aí, Yuki?
Yuki: O prazo do livro vence amanhã. Tenho que terminar essa porcaria.
Usagi: Sei como é.
Sebastian: Pelo visto, ninguém tem uma ideia, né?
Todos: Não.
Renji: Gente, alguém viu o Gary?
***
Natsu: Que otários! – Ria histérico, sentado na mesa.
Misaki: Relaxa aí, Natsu.
Kiba: Você anda muito chato, Misaki. – Girava um livro de história na ponta do dedo indicador.
Hiroki: Solta isso, Kiba, livro não é brinquedo. – Tomou o objeto das mãos do garoto.
Ayase: Isso é difícil...
Hibiki: Ficar longe deles?
Ayase: Sim...
Izaya: Isso precisa ir mais rápido, digo, as eliminatórias.
Hibiki: Estamos tentando, né.
Freed: Ainda é pouco, precisamos de uma nova ideia.
Luffy: Podemos pensar nisso depois do almoço?
Choji: Sim!
Todos: Não.
Jellal: Alguém tem alguma sugestão?
Ichigo: Na verdade, eu tenho...
***
Ash: Gary, meu quarto que vai fazer o jantar hoje, não posso ficar muito tempo. – O garoto afastou-se do abraço.
Gary: Só mais um pouquinho... – Fez bico.
Ash: Já já o Shuichi aparece atrás de mim. – Estava apreensivo.
Gary: Um último beijo, então? – Seus olhos fixaram-se aos de Ash.
Ash: Tudo bem. – Deu-se por vencido e juntou os lábios delicadamente aos do outro, num beijo de despedida.
Ash se levantou, mas teve o braço agarrado.
Gary: Podemos nos ver depois do almoço? – Tinha um pedido de súplica no olhar.
Ash: Vou pensar.
Gary: Por favor?
Ash: Gary... Assim vão acabar nos pegando...
Gary: Ah, vamos! Garanto que você vai gostar do que estou pretendendo fazer. – Lançou um olhar malicioso ao moreno.
Ash: Ok, pode ser.
Gary: No mesmo lugar de sempre?
Ash: Te encontro lá. – Deu uma piscadela para o namorado e saiu.
***
Iruka: Tô animado com essa sua ideia, Ichigo. Agora sim eu ganho do Kakashi!
Ichigo: Acho que vai dar certo.
Freed: Ainda bem que eu sou bom em baralho.
Hiroki: A gente vai falar para eles quando?
Byakuya: Amanhã. Assim dá tempo de o Ichigo terminar de organizar tudo.
Iruka: O Beyond tá demorando nesse banheiro.
Hiroki caminhou até a porta de madeira.
Hiroki: Ei, cara, tudo bem aí?
Silêncio.
Freed: Beyond...? – Aproximou-se também.
Beyond: Já vou... – Tinha algo de estranho na voz.
Iruka: Beyond... Tem algo errado?
Ouviram passos e o barulho da fechadura sendo destrancada. A porta se abriu com calma e os cinco arregalaram os olhos.
Beyond: Precisando de mim? – questionou com total tranquilidade, segurando a camisa de manga comprida branca, encharcada, e completamente suja de sangue.
Freed sentiu uma ânsia de vômito ao avistar o chão sujo e melado em vermelho. Pelo espelho grande, disposto na parede, eles viram. Fazia arrepiar todos os pelos do corpo, percorrer um frio na espinha. Os cortes de Beyond eram fundos. A carne arregaçada, exposta e rasgada. O sangue escorria, manchando também a calça jeans preta. Isso enojava, mas não era o pior. A parte mais assustadora era o próprio Beyond. Os olhos calmos não pareciam sentir dor. Ele não tremia, não chorava, apenas estava ali em pé, como se aquilo tudo não fosse nada.
Byakuya: B-Beyond... O que... O que... – Não conseguia concluir a frase, estava apavorado.
Ichigo: O que você fez consigo mesmo...? – Tentava mantere a calma.
Beyond parecia confuso. Depois de alguns segundos entendeu o porquê das expressões assustadas dos amigos.
Beyond: Ah, isso? Não é nada grave. Daqui a pouco eu saio, mas talvez demore mais um tempo, ok? Peguem geleia, eu gosto de geleia. — Sorriu morbidamente e virou-se, fechando a porta atrás de si.
***
Lyon: Agente se deu mal de novo.
Loki: Novidade! Só nos fodemos nessa merda. Vamos perder esse jogo, to prevendo isso...
Mello: Loki virou cartomante agora.
Os outros riram.
Matt: Daqui a pouco pensamos em algo. Já faz um mês e pouco que o jogo começou. Acho que, daqui para frente, as eliminatórias vão ser mais frequentes.
Lyon: Espero que sim, mas por parte deles.
Mello: Quero tanto esse prêmio!
Lyon: Pensar no Hibiki fazendo isso é bem interessante. – Sorriu malicioso.
Matt: Pensar em qualquer uke fazendo isso é bem interessante.
Loki: Falando em uke, deixa eu te fazer uma pergunta, Matt.
Matt: Diga.
Loki: Como caralhos você foi ser seme da sua relação?! – Soltou sem enrolar.
Matt deu uma risadinha.
Matt: Como assim, cara? – Tirou o gameboy do bolso e ligou o mesmo.
Loki: No ensino médio, todo mundo sabe que você era super afim do Mello. Só que ele te chutou.
Mello: Eu posso, né. – Jogou os cabelos loiros para o lado.
Matt revirou os olhos.
Loki: Um dia, do nada, o Beyond apareceu no colégio. Todo mundo tinha pavor dele, ele era muito estranho. Aqueles olhos esbugalhados, a mão sempre suja de geleia e o sorriso de quem matou alguémna cara.
Matt: Vai continuar insultando meu namorado? –perguntou puto.
Loki: Foi mal. Só quero dizer que, no máximo uma semana depois, vocês estavam juntos. Ninguém entendeu nada.
Mello: O mais bizarro nem foi isso. Foi descobrir que ele era idêntico ao L. Ninguém esperava por aquilo.
Lyon: Nem o próprio L. Lembram? Ele não acreditou que o Beyond estava mesmo ali, que era real.
Matt: Já sei de tudo isso, gente. Mas e daí? – Não tirava os olhos da tela.
Matt: Matt, o Beyond é assustador, completamente possuidor e bem mais forte que você. Sem contar com esse seu jeitinho de quem dá o cu, né.
Matt: Vai se foder.
Loki: Como, Matt?
O ruivo soltou um suspiro pesado, pausou o jogo e guardou o aparelho. Era ahora de finalmente contar aquela história.
~flashback Matt x Beyond on~
Estava escuro. Naquele lugar, sempre estava escuro. Fedia a morte, e, por mais que poucos soubessem como de fato era esse odor, ele conhecia bem.
– Beyond... – uma voz chamou no final do corredor.
A respiração ficou mais rápida. Às vezes, ele se perguntava como ainda estava respirando.
Sentiu frio. Quis ouvir alguma coisa, que não o barulho das próprias correntes.
— Voltei. Sentiu saudades, BB?
Não conseguia ver.
Um movimento cortou o ar e lhe acertou as costas. Escutou o som das gotas de sangue pingarem no chão.
Ele não conseguia ver.
– Sabe, BB, acho ótimo você ainda se dar ao trabalho de respirar. Não devia, mas acho ótimo. – A voz do homem era sádica, ele se divertia com aquilo. – Você está inteiro demais para o meu gosto, e acho que nasceram de novo. Melhor tirarmos, não é mesmo?
O corte foi fundo. Beyond não sabia se era possível sentir um arranhado no próprio osso, mas ele sentiu. Quis morrer, ele já estava morto, então por que continuava acordado?
Gritou. Alto, forte, mas ninguém ouvia. Só ele ouvia, e ele gostava.
– Se você não fosse um assasino de merda, talvez estivesse feliz. Isso que dá BB, brincar com bonecos de palha, com geleia. Quem é o boneco agora?! – Cortou com raiva a lateral do corpo de Beyond. – Quem está mergulhado em geleia, seu monstro?! – Ele gargalhava ao ouvir os berros desesperados.
Uma luz. Não era forte, nem quente, mas estava ali. Ele tinha morrido?
Seus olhos se fechavam, mantê-los abertos parecia impossível.
– Achei você. – escutouuma voz irritada. – É melhor correr.
Antes que qualquer resposta fosse dita, Beyond escutou o som de um tiro de pistola e o baque de um corpo e uma faca no chão. O homem estava morto.
– Você? – O garoto da pistola andou devagar até ele. – Não estava nos meus planos. Qual o seu nome?
– B-Beyond...- soltou num sussurro quase inexistente.
– Birthday? Achei que estava morto. – Não pareceu se importar muito, apenas retirou um aparelho do bolso de trás da calça e começou a jogar.
–Por f-favor... Me mata. – implorou.
– Não tenho intenções de te matar. Mas posso te deixar sangrando aí e ir embora. Que tal? – propôs como se sugerisse um sorvete.
Beyond tentou mexer a cabeça em negativa. O ruivo pareceu entender.
– Você não morre, não é mesmo? – adivinho, guardando o gameboy.
– Qualquer coisa... Faço... qualquer coisa... – Não sentia mais frio.
– Eu tive uma ideia. Vou te salvar, mas, em troca, você vai ser meu.
– Seu...? – Estranhou. – Eu nem sei... quem você é...
— Prazer, Matt, seu salvador.
~flashback Matt x Beyond off~
Loki: O que...
Mello: O caso do manicômio. Você o achou lá?! – Mello ligava os pontos.
Matt: É claro que o Beyond é assustador, afinal, história dele também é.
Loki: Por que não matou ele?
Matt: Porque eu sabia que não ia adiantar de nada, ele não ia morrer feliz.
Lyon: Você o salvou.
Matt: Sim, e é o que venho fazendo desde então...
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