Uivo das Sombras
1 Prólogo
Notas iniciais
Ps: Ainda não revisei o capítulo ^ ^

Escuridão.
Para qualquer lugar seja qual fosse que Gretel olhasse só havia uma grande escuridão, ela aquecia seu corpo seus braços longos e magros, sua pele branca estava sendo ricocheteada pela ventania furiosa que por ali passeava fazendo algazarra, sua boca carnuda estava rachada e sangrava, ela usava um vestido branco longo cheio de manchas carmesins, seus pés descalços estavam ardendo como se tivesse valsado em cima de brasas.
O uivo estridente ecoou floresta á dentro, Gretel sentiu seu coração apertar dento de seu peito ofegante, suas mãos trêmulas tentaram alcançar a espada dourada próxima á ela, mas alguém chutou a espada para longe e o uivo ficou próximo demais dela.
Em um movimento Gretel estava deitada de barriga para cima e encarou o par de olhos vermelhos sangue, a boca aberta rosnava, a língua parecia sentir a proximidade dela, a baba escorria batendo no rosto da moça, ele ofegava, estava faminto, mas por algum motivo não conseguia mata-la.
Ele parecia estar lutando consigo mesmo, mas então a espada transpareceu atravessando seu peito, o sangue quente colidia com o corpo gelado de Gretel, as lágrimas quentes deixavam rastros em sua bochecha pálida, o Lobo cambaleou saindo de perto dela, ele parecia chorar, seus olhos vermelhos tornaram em castanhos escuros.
Então ela pôde enxergar um rapaz de estatura alta, porte superior e asas brancas esplendorosas caminhava até ela, ao lado dele um cavaleiro também alto retirava a espada do corpo antes lobo.
Enquanto ele se aproximava ela podia enxergar uma luz azul em seu rosto, mas conseguia ver seus olhos, nem nariz, muito menos sua boca.
– Está tudo bem agora – o tom rouco de sua voz atingiu os ouvidos de Gretel fazendo-a arrepiar – Gretel não tenha medo – pediu chegando perto dela.
– Gretel... Gretel... – a voz soava estridente e assustou a moça.
Ela sentou na cama, Gretel estava com o corpo suado, o coração acelerado, o peito ofegante. Mais uma vez. Nos últimos sete meses a garota é atormentada por sonhos estranhos, anjos, vampiros, sereias, espadas, bruxas e lobos. Tudo sempre tão real e agonizante.
– O pesadelo novamente? – o rapaz loiro estava sentado na cama da menina.
Os fios dourados brilhavam com a luz que emanava da janela, os lábios estavam crispados, os olhos azuis exibiam um brilho alegre, sua testa estava franzida mostrando que ele estava preocupado.
– Ele chegou mais perto de mim dessa vez – Gretel esfregava os olhos com seus dedos compridos e alvos.
Ela suspirou, fechou os olhos, levou as mãos até seu cabelo louro e prendeu-o em um coque no topo da cabeça, seus lábios estavam pálidos, suas mãos tremiam, suas pernas longas de modelo estavam cobertas por um cobertor azul marinho, ela checou o esmalte azul turquesa descascado, mirou o irmão á sua frente e fechou os olhos.
– O anjo, o lobisomem e o cavaleiro segurando a espada dourada – suspirou pesadamente – Consigo sentir o meu dedo queimar no lugar em que há um anel prateado – olhou novamente para ele.
– É só um sonho – ele levantou e colocou as mãos nos bolsos – Você tem aula, levante-se – lembrou-a.
– É tudo tão real – parecia irredutível.
– Seus sonhos medievais sempre são reais – revirou os olhos.
– Lucas Bennett! – repreendeu-o com o olhar azul.
– Luke – corrigiu.
– Seu nome é Lucas e não Luke – cruzou os braços.
– Que se dane! – levantou as mãos em rendição e saiu do quarto da menina.
Gretel sentia seu peito apertar sempre que se lembrava do rapaz de asas.
– Só meu anjo me entende – levantou-se da cama.
Á sua frente havia um painel cheio de desenhos de seu anjo, o rapaz que brincava com sua mente, estava sempre em seus sonhos, aquele anjo que fazia com que ela tivesse a estranha sensação que o conhecia.
Mas o uivo das sombras soava em seus ouvidos insistente e prepotente.
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