Uchiha and Haruno
22 Cinco Segundos
Notas iniciais
Cinco Segundos
5秒
5...
"Solte-se desse cafajeste, você sabe que ele quer apenas uma coisa"
Relutou, os antebraços encostaram no peito forte do homem a sua frente o empurrando, obteve resultado quando os lábios separaram-se e a única coisa que sobrou entre eles foi a respiração ofegante.
4...
"Afaste-se, ele é traiçoeiro e você é frágil, um lobo e um cordeiro"
Deu um passo para trás, o roupão que na verdade era uma Yukata de seda estava com o nó levemente frouxo, desceu os olhos e viu leves marcas vermelhas no corpo de Sasuke, ela involuntariamente o havia marcado.
3...
"Saia de seu campo de visão, você pode acabar cedendo e arrependimento é um sentimento amargo demais"
Encarou a porta do banheiro, depois a porta do quarto, a mente ordenava que se movesse, que fugisse, que corresse, mas as pernas não mexiam-se. Pareciam bem confortáveis ali.
2...
"Faça o que fizer, não olhe naqueles olhos, são lagoas profundas, mares desconhecidos que você não devia aventurar-se"
Quebrou as regras e olhou, olhou profundamente as orbes negras que traziam um sentimento intenso demais para ser ignorado. Gotejavam desejo enquanto vagavam por seu corpo semi coberto, seus punhos apertavam-se, os lábios comprimiam-se, os músculos retesavam-se e percebeu que sua mente tinha razão, não estava preparada para ver isso.
1...
"Você escolheu esse caminho, preferiu arriscar a se preservar, não diga que não avisei, não diga que fui omissa, não diga que não tentei"
Por breves segundos lembrou-se de sua vida até aqui, do cuidado em todos os passos dados, da prudência, da mania de nunca arriscar-se para não sair ferida. Lembrou-se de sua redoma, onde ninguém poderia chegar e ela não desejava sair.
Questionou sua felicidade, até aqui e depois dali. Era feliz? Seria feliz? Arriscar era viável?
Tentou ponderar, mas observando Sasuke notou que ele não se controlaria tão bem se fosse outra pessoa. Sentia-se respeitada, admirada e acima de tudo desejada, fazia bem a seu ego, o coração aquecia, a alma reverenciava o olhar carinhoso do único homem que amou.
Um passo à frente e lembrou que na adolescência ouvia as colegas de faculdade falando de seus namorados, de suas noites, de suas primeiras experiências. Mesmo envergonhada admitiu para si mesma, nessas ocasiões imaginava-se com Sasuke, entre lençóis, sussurros e gemidos, declarações apaixonadas e toques delicados.
Notou quando o moreno mordeu os lábios espantado por sua aproximação, encarou o peito firme, o pescoço alvo, o rosto bonito e arriscou-se levando uma das mãos para sua nuca, torceu para que ele entendesse que isso era um sim, mas ele simplesmente congelou diante ao toque.
Ergueu-se na ponta dos pés e depositou um singelo beijo nos lábios finos dele, sem vê-lo esboçar reação, afastou-se, talvez ele não a desejasse assim, talvez o beijo tivesse matado suas demais expectativas e ela não ficaria ali fazendo papel de palhaçada, não quando ela era uma Haruno.
Virou-se e rumou para o banheiro, o quarto ainda mantinha-se escuro pelas cortinas fechadas, mas leves raios do sol nascente começavam a aparecer e adentrar o recinto por pequenas frestas.
Antes de tocar a maçaneta sentiu o toque agitado do homem que dividia o quarto, virou-se para ele surpresa, seu silêncio anterior não condizia com a agitação atual.
Ele sorriu, de um modo que ela nunca havia visto, um sorriso que pensou jamais ser direcionado a ela.
Sasuke havia entendido, aquele toque, aquele beijo singelo... era a permissão que queria, ela havia aceitado fazer amor com ele, aceitado entregar-se e só Kami sabia o tamanho de sua felicidade.
Pois já havia admitido para si que a amava, agora, gradativamente gostaria de provar isso a ela.
–- O que foi? -- Perguntou ingenuamente, a feição dele não parecia normal, pelo menos não o normal que conhecia. -- Está bem?
–- Para falar a verdade -- Aproximou-se -- Nunca estive melhor -- E em único gesto, a beijou.
O problema de ser Uchiha Sasuke, irmão de Uchiha Itachi eram vários, mas o pior deles consistia no fato de pensarem que ele já havia dormido com metade de Tokyo.
O que definitivamente não estava certo
Na realidade, não havia passado das preliminares com ninguém, era estranho, pois era um rapaz saudável, de boa forma e ótimos genes, mas sempre havia algo que o incomodava.
E a última vez que levou uma mulher para cama, ou tentou, antes de consumar o ato viu a maldita foto da moça rosada na estante.
Pronto!
O clima foi quebrado, o Sasuke Jr. sequer reagiu e mais uma garota foi embora achando que era pouca areia para seu caminhão.
Afinal, ele nunca admitiria que não funcionava, ele sempre dizia que ela não era suficiente para excitá-lo.
Tão cafajeste!
***
DEZESSETE ANOS ATRÁS
–- Venha cá Sakura -- Raiden era um homem jovem, altivo e com grande influência na sociedade, nesses moldes, Sakura desde muito jovem havia aprendido regras preciosas: Não interrompa os mais velhos; Seja sempre gentil e educada; Sorria para os fotógrafos; Respeite seus pais... Mas não sabia exatamente onde estava a regra que lhe obrigava a aproximar-se de pessoas desconhecidas -- Querida, venha logo conhecer um novo amiguinho. -- Seu pai lhe sorriu docemente e puxou sua mão.
–- Tão linda quanto a mãe, sorte dela não é Raiden? -- O homem desconhecido ajoelhou-se em sua frente sorrindo amplamente -- Prazer Sakura, me chamo Uchiha Fugaku -- Ela o reverenciou e ele elogiou sua boa educação.
Segundos depois houve uma confusão nas escadas, um garotinho do seu tamanho descia emburrado enquanto outro maior cantarolava animado.
–- Aqui Raiden, esses são meus meninos -- O senhor os pegou pelo pescoço trazendo-os próximos -- Itachi e Sasuke -- Apresentou -- Musuko, esse é um velho amigo do pai de vocês e sua pequena filha.
Sakura escondia-se atrás das pernas do pai, ela já tinha contato com meninos, afinal, parte de seus vizinhos e amiguinhos eram do sexo oposto, mas nenhum, nenhunzinho sequer causava nela o que aquele pequeno moreno de olhos escuros e emburrados causava.
Naquele momento infantil, não soube precisar a sensação, não sabia o que aquilo significava, mas a medida que os dias passavam crescia, esse sentimento desconhecido crescia e tomava proporções desconhecidas.
Até que um dia, vendo-o receber um bilhete de uma menina ela sentiu ciúmes, e depois disso, dia após dia ela compreendeu o que lhe ocorria.
Ela tinha se apaixonado!
Não, mais que isso...
Ela o amava.
***
Era delicado, Sakura sentia um arrepio confortável e bem vindo a cada beijo depositado em seu pescoço, engoliu em seco quando o viu puxar uma das mangás da Yukata para baixo, deixando seu ombro e lingerie exposto, não sabia se estava preparada para aquilo, para enfrenta-lo dia após dia depois dos acontecimentos, mas estava disposta a seguir em frente.
Sasuke não parecia completamente seguro do que fazia, mas algo lhe guiava muito bem. Voltou sua boca para a dela, sentiu os dedos gentis envolvendo-se em seu cabelo negro, mordiscou seu lábio e sorriu quando ela puxou os fios com mais força.
Tomou-a no colo de supetão, ela riu surpresa e ele agradeceu, pois todo o peso da situação desfez-se de suas costas, pois ali, notou que ela estava confortável e ciente de sua escolha, de seu consentimento. Depositou o corpo bonito e foi prontamente recompensado pela bela visão das pernas descobertas.
Desatou o nó que o impedia de ver o que desejava e a viu ruborizar, como uma mulher podia ser tão linda em todos os mínimos detalhes?
Escorregou para cima do corpo frágil e a beijou, sentiu as caricias dela, leves e delicados, com medo de machuca-lo, arranha-lo.
Desceu as caricias para os seis, viu-a arqueando a cintura quando beijou o vale que os separava minimamente, era uma sensação nova e bem vinda para ela, nova e extremamente desejada para ele.
Ouvindo-a suspirar levou a mão até o fecho, retirando a peça que tanto o atrapalhava. Satisfez-se o quanto pode, ouviu-a gemer e quase perdeu o controle da situação, era fantástico demais para ser colocado em palavras o que ela causava nele, a explosão de emoções, explosão de desejos adormecidos e insaciáveis.
Encarou os olhos verdes nublados, eles mostravam mais do que desejaria ver, qualquer palavra era desnecessária, pois a respiração ofegante dela e nervosa dele eram suficiente para preencher o ambiente. Deslizou a mão pelas costelas e sentiu as costas serem presas pelas unhas de Sakura.
Puxou-a para que sentasse e retirou toda a Yukata jogando-a no chão, era uma visão formidável. Timidamente Sakura deslizou as mãos pelo corpo dele chegando até o elástico da calça de moletom, ele entendeu, e sem dificuldades a auxiliou na retirada da peça, agora, pouca coisa ficava entre eles.
–- Sakura... – Não sabia o que falaria, mas gostaria muito de dizer alguma coisa, todavia, Sakura o calou com um singelo “shii” e o beijou em seguida, foi puxado para baixo e apoiou os cotovelos no colchão, as mãos dela deslizaram para sua nuca, uma das pernas ergueu-se prendendo seu quadril rente ao dela e finalmente sentiu que estavam preparados um para o outro.
Retirar as peças que os incomodavam foi simples, não era nada ensaiado ou ritmado, ia apenas acontecendo lenta e sensualmente como ambos nunca pensaram que ocorreria. Quando finalmente puxou Sakura para si tomando-a como sua reprimiu um gemido engasgado e a beijou para que o grito contido pela dor não saísse de seus lábios rosados.
Não queria vê-la gemer de dor.
Encarou os cabelos rosados espalhados pelo travesseiro, eram longos e coloriam amplamente o conjunto de cama branco, agradava-lhe a visão. Viu também os lábios serem levemente mordidos, fosse aquilo um modo de reprimir a dor era divinamente sexy e por fim, os olhos verdes abriram-se desejosos, assentindo que continuasse.
Investiu sentindo seu interior quente e receptivo, era a primeira vez que provava dessa sensação e confessava, havia subjugado seus efeitos. Seu corpo retesava-se, a mandíbula apertava-se, a respiração tornava-se ofegante e era complicado reprimir os gemidos engasgado que lhes escapavam dos lábios.
Mais um vez, e mais uma...mais uma...
O suor escorria pelas têmporas fazendo com que os cabelos negros prendem-se ali, o corpo de Sakura arqueou-se violentamente quando investiu mais uma vez, os seis ficaram a altura de sua boca e foi impossível não toca-los com a língua.
Tudo parecia ocorrer em uma grande lentidão, o prazer era dado e sentido sem pressa, sem vontade que aquilo acabasse, como em câmera lenta o que agradava a ambos. Quando mordiscou um dos mamilos rosados sentiu suas costas serem amplamente arranhadas e ao pé do ouvido, onde a boca dela mantinha-se ouviu seu nome ser sussurrado.
Mais uma vez e ela gemeu Sasuke-kun apenas para ele, e tê-la dizendo seu nome em um momento como esse era mais do que podia suportar.
Apoiou um dos cotovelos de volta a cama e com a outra mão segurou a coxa macia da mulher, afundou-se nela mais uma vez e a ouviu gritar, sorriria se não estivesse tão envolvido em deter seus próprios sons que insistiam em escorregar-lhe pela língua.
Quanto mais fundo chegava, mais sentia a respiração falhando e seu ápice sendo pressionado até onde não existiria um modo de voltar. As costas ganharam cicatrizes que o fariam lembrar para sempre daquele momento, pois antes que ele chegasse ao mártir do prazer ela lhe escorregou as unhas até o fim da coluna, os olhos fechados, os lábios vermelhos, o sangue correndo mais rápido que qualquer coisa que já ouvira falar.
Sentiu-se alcançando um novo patamar do prazer e a beijou para não gritar aos céus como aquilo era bom, caiu exausto a seu lado, o abdômen subia e descia freneticamente tentando recuperar o folego perdido.
Não havia palavras para descrever o que havia acontecido ali e ao mesmo tempo que era estranho parecia, lhe soava como a coisa mais natural do mundo. Parecia que haviam sido feitos um para o outro, mesmo que ainda relutassem sobre isso.
Sasuke adormeceu primeiro, não por querer, mas sim por não conseguir manter-se acordado depois do que tinham compartilhado.
Sakura levantou em seguida cuidadosamente e dirigiu-se ao banheiro, não passava das 9h da manhã, mas estava esgotada para pensar em colocar a cara para fora do quarto. Tomou um longo e relaxante banho, passava a esponja pelo corpo mas involuntariamente sentia as mãos do noivo deslizando, talvez essa sensação deliciosa passasse logo, mas não queria desapegar-se tão cedo.
Dessa vez havia certificado-se de levar a roupa para o banheiro, vestiu a lingerie de antes e a camisola por cima, os demais pijamas estavam amontoados na mala para serem lavados ainda.
Saiu pé por pé e deitou-se na cama que agora lhe trazia boas lembranças, sorriu quando viu Sasuke jogado abraçando-se a um travesseiro. A box preta lhe salientava a linha do bumbum e cai muito bem.
Deitou-se vendo o sono sereno dele, a franja cai sobre os olhos de um modo sexy e único, a mandíbula com linhas firmes deixava seu rosto tão másculo e incrivelmente bonito. Agora que havia visto o corpo todo de Sasuke podia dizer com certeza, não havia uma parte dele que não fosse divinamente bonita.
Abraçou o travesseiro sorrindo, não queria encara-lo ao mesmo tempo que ansiava pelo dia que ele a desejaria novamente tanto como ela o desejava. Desejou com todo o coração que pudessem ter uma relação normal, que um dia ele conseguisse ama-la e perceber o quanto ela o amava.
Adormeceu com esse pensamento, sorrindo e tão serena quanto ele.
***
Não soube precisar quanto tempo dormiu, mas acordou em um pulo ainda sonolento e zonzo, viu Sakura deitada a seu lado dormindo profundamente, olhou-se apenas de cueca e deu graças por tudo ter sido real, e não apenas mais um sonho do tipo que nutriu enquanto ela esteve fora.
Levantou-se tomando cuidado para não acorda-la, tomou banho e analisou as costas no espelho, algumas daquelas marcas demorariam para sair, teria que tomar o cuidado de não aparecer sem camisa em nenhuma festa familiar.
Saiu do banheiro secando os cabelos e sentou na poltrona de fronte a cama, não havia nada que não gostasse em Sakura, recostou-se e insultou-se por demorar tanto a descobrir isso, talvez se tivesse sido um pouco sincero e sensato no passado, ela não tivesse partido, talvez eles estivessem casados a mais tempo, sem contratos, acordos, dinheiro ou brigas envolvidas.
Se ele tivesse sido menos imbecil, várias coisas não aconteceriam.
Apoiou os cotovelos nos joelhos sorridente, em certo momento temeu que saísse tudo errado, que não funcionasse, que a decepcionasse, que a machucasse, mas por Kami, ali estava ele, louco para que ela acordasse e lhe desse atenção.
Desde quando Uchiha Sasuke ficava tão afoito pela atenção de uma mulher?
Olhou no relógio vendo-o marcar 17h13, haviam dormido muito, talvez o que não dormiam a dias. Preparou-se para descer, mas voltou para trás e deitou, não estava com vontade de ver as empregadas.
Deslizou a mão delicadamente pela cintura dela e sentiu ela ajeitando-se mais em si, deixando ser abraçada e abraçando-o sutilmente.
Não havia sensação melhor no mundo.
***
TOC TOC TOC TOC
Sakura remexeu-se na cama sentando-se em seguida devido as frenéticas batidas na porta, Sasuke fez o mesmo ainda desnorteado a seu lado.
Não tiveram tempo de entender o que acontecia, viram somente seus pais invadindo seu quarto.
–- Mas o que... – Murmurou com a voz baixa e os olhos ainda embaçados
–- Vocês sabiam que as chaves dos outros quartos abrem essa porta? Recomendo que mudem a fechadura – Raiden sorriu balançando uma chave avulsa.
–- Okaasan... – Sasuke esfregou os olhos e procurou o relógio, quase 21h da noite – O que querem? – Sussurrou sonolento
–- Não queremos atrapalhar nada – Mikoto sorriu maliciosamente e alguma parte do consciente da Sakura disse “Uma mulher de camisola, um homem só de calça e cobertas todas bagunçadas, o que você queria?”, todavia a outra parte não estava muito interessada em qualquer conclusão que tirariam. – Viemos apenas comunica-los sobre o casamento de vocês.
–- Tá – Quanto mais rápido eles dessem qualquer comunicado, mas rápido voltariam a ficar sozinhos – Digam!
–- Espero que não engordem no decorrer da semana, pois o casamento de vocês é sábado que vem – Sayuri avisou e acenou retirando-se junto com toda a trupe.
–- Okay! – Sakura assentiu, mas logo peça por peça foi caindo em seu consciente assim como no de Sasuke, e como mágica sentiram-se despertos o suficiente para correrem em tropelos até as escadarias.
–- Como assim nos casamos semana que vem? – Para o inferno se a camisola mal cobria suas coxas.
–- Vocês não protelarão mais e aproveitem, estamos no mês da noiva – Mikoto sorriu feliz
–- Hoje cedo quando soubemos que voltou Sakura enviamos todos os convites, certa de 200 pessoas já confirmaram – Fugaku assentiu contente.
–- Agora voltem a fazer o que estavam fazendo, pois temos compromisso – Raiden lançou um beijo a filha e abriu a porta para que todos saíssem.
Os únicos restantes na sala foi o casal e as irmãos empregadas.
–- Sakura – Sasuke estava sério quando a chamou, ela voltou-se a ele e atraiu a atenção de Yumi e Yuri.
–- O que?
–- Eu engordei? – Perguntou encarando o abdômen e batendo o dedo levemente na barriga
–- Você esta brincando comigo? – Cairia na risada se ele não estivesse tão sério – Não Sasuke, você não engordou.
–- Ótimo! – Sorriu e a puxou escadas à cima -- Vamos voltar para o quarto.
–- Ino vai enlouquecer – Sakura sentou sobre a cama – E me enlouquecer consequentemente.
–- Bom, pelo menos não teremos muito o que fazer, já estava tudo pronto de qualquer forma – Deitou ao lado dela pegando o celular.
–- Hm, amanha ligo para Ino, preciso experimentar o vestido, pois emagreci nesse último mês.
–- Emagreceu mesmo! – Falou pegando-a de surpresa com um beijo no fim da coluna, as mãos rápida agilmente lhe agarraram a coxa fazendo com que ela virasse suavemente em sua direção.
–- Epa – Sorriu travessa – O que quer? Volte a fazer o que estava fazendo, volte a dormir.
–- Hm, não – Puxou-a para cima de si – Já dormi demais, alias, nós dois já dormimos demais e também, há coisas bem mais interessantes para se fazer à dois do que um cochilo.
–- Você acha? – Depositou a mão em sua bochecha passando o indicador levemente na maça de seu rosto.
–- Certeza absoluta!
***
–- Aqui – Estendeu o envelope champanhe na direção do homem sentado à mesa
–- Endereçado a mim? Que privilégio! – Sorriu
–- Como se eles fossem endereçar a você Orochimaru – Riu esganiçada – Dei meu jeito para consegui-lo, talvez esse convidado se sinta ofendido por não ser chamado.
–- Bom, não vão exigir meu documento na porta não é? – Suspirou – Não preciso mais saber se esse casamento é de verdade ou de mentira, a única coisa que preciso é do dinheiro e da vingança.
–- Exigente!
–- Não minha bela Karin, experiente – Sorriu levantando-se – Os Uchiha nunca mais esqueceram do meu nome e claro, nunca mais subiram um degrau nessa vida, pois depois de fazer o que farei, Uchihas e Harunos serão como Capuletos e Montecchios de Romeu e Julieta
–- Mas faremos tudo sozinhos? – Perguntou curiosa
–- Claro que não, inclusive – Olhou no relógio e viu a porta de carvalho abrindo – Pontual como sempre meu caro.
–- Não poderia faltar a um compromisso desse, não é?
–- Hey, você me é familiar... – Karin encarou o recém chegado com receio.
–- Talvez tenha visto minha foto nos jornais esses últimos tempos – Pontuou alegre – Você deve me conhecer como o cara que acertou Haruno Sakura, mas como vamos trabalhar juntos, devo me apresentar – Puxou a mão da ruiva e com um sorriso maldoso e más intenções, beijou sua mão apresentando-se em seguida – Hozuki Suigetsu, a seu dispor.
–- Já que estão devidamente apresentados – Orochimaru retirou um canivete do bolso e o rodou no dedo, cravando em seguida na mesa de madeira – Vamos aos negócios!
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