U.P.I: histórias e descobertas
1 Não tem mais volta..
Notas iniciais
Mais um dia se inicia, Amane está sentada na mesa, se perguntando se realmente deveria sair da casa onde cresceu. Aconteceu várias coisas ali, momento bons, e principalmente, momentos horríveis. Mas eles não eram o bastante para ela se desfazer dos bons.-" Mas...fazer novas memórias também é importante, e com meu irmão por perto, talvez eu faça mais..do que sozinha nessa casa.". Amane se questionava se deveria avisar seu irmão ou fazer uma surpresa.
Amane pisca e...Inama se levantou e pegou sua carteira, ele passa por um espelho e percebe que está só de regata e está frio lá fora. Ele se vira e vai para o quarto e pega uma blusa preta e sai de casa com mascara e boné.
Ele vaga pelas ruas, escondendo seu rosto até que ele olha para o céu, tem algo caindo.-" Um pássaro atingido talvez?" . Ele fica parado, serra os olhos para ver melhor.-" Um animal..mas não sei qual...". Ele corre em direção a ele e o pega em um pulo, rolando no chão escondendo o bicho em seus braços. Ele senta no chão e abre um pouco os braços para ver o tal "animal".-" O que raios é você? Um urso bebê? Um rato?". O "rato grande" olha para ele e..-"rato? Eu pareço um rato?". Inama se assusta e o joga longe.- " você fala?". Diz o homem assustado com o bicho falante. O bicho para no ar e responde.-" me pergunta o que eu sou e se assusta quando respondo? Eu não só falo, eu vôo e sou muito inteligente e bonito!".-Ele fala com um tom de superioridade.
Um tempo depois, quando Inama finalmente se acostuma, ele volta a andar com o bicho no ombro.-" deixa eu ver se entendi. Você é um pokiepaker albino?"- ele pergunta ainda processando as informações.- sim eu sou uma espécie extinta, mas, os cientistas tinham meu corpo congelado em um laboratório polo, e ai, por uma falha na energia, eu descongelei e saí voando, mas cansei e minhas orelhas pararam de mexer.."- ele diz ainda meio superior, mas de uma forma mais gentil.
Inama ainda um pouco confuso decide voltar para casa com o pequeno animal.-"você tem um nome?"-ele pergunta sentando no sofá. -"não, nossa espécie vivia isolada, então não tínhamos essa necessidade"- ele dizia se sentando na mesa de centro, de frente para o homem. Inama pensou por uns segundos e finalmente se pronunciou:-"que tal Poki? Você não é um pokiepaker?"- ele dizia sem certeza, ainda um pouco atordoado pela mudança drástica que teria na sua vida como esse "urso roedor de orelhas enormes".-"Pode ser"- Poki fala interessado no apelido — "e como eu devo te chamar?"- ele pergunta deitando na mesa cansado. -"Inama, ou Amane, depende da hora"- ele fala neutro. -"como assim?"- Poki fica sem entender nada. Inama dá um suspiro cansado e começa a explicação -"eu sou um mutante afetado pela radiação das bombas atômicas da guerra. Então eu de tempos em tempos mudo de forma, de Amane para Inama, e de Inama para Amane. Quando eu fico cansado eu mudo, por isso, se ver uma mulher na casa, provavelmente é eu..falando nisso, você vai morar comigo ou vai embora?"- ele pergunta se levantando do sofá e indo para a cozinha. -" eu posso ficar?"- Poki pergunta com uma voz carinhosa e esperançosa.
Inama pega uma banana e começa a cortar em um pratinho.-"claro, mas eu vou me mudar amanhã"- ele fala colocando o prato na frente do pequeno que estava sentado em cima da mesa.-"posso ir com você? Você parece uma pessoa boa, não acho que vá me entregar as autoridades."- ele fala pegando uma rodela de banana e colocando na boca.
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