Two Worlds (Somewhere Only We Know) -The Scientist
29 Segunda Temporada - You shine brigter
Notas iniciais
*Desculpe-me eu sei que demorou MUITO, mas estou eu aqui de novo... O porque da demora? Bom a escola, curso, lição de casa e etc estão tomando muito o meu tempo, então os capítulos vão demorar, mas como eu já tinha avisado, os capítulos vão ser postados na segunda, ou na sexta, ou quando der, ok?
*Finalmente, mais um capítulo para vocês
*Boa leitura!
“Então é assim que rola
Bem eu, eu nunca saberia
E se acabar hoje
Bem, eu ainda direi que você brilha mais que qualquer pessoa”
-Brigther, Paramore
POV EDWARD
Depois de uma pequena briga (de brincadeira, é claro) sobre quem iria dirigir a BMW dela, Anna conseguiu me convencer a dirigir (mas também, eu queria muito dirigir aquele carrão), seguimos para o hospital.
Quando chegamos, fizemos todos os procedimentos (nos identificamos, etc), Anna teve que fazer uma apresentação rápida para a ala de leucemia infanto-juvenil. Ela ainda tinha que fazer trabalhos voluntários, por conta de ter sido presa. Depois que ela voltou, fomos para o quarto onde fica a Taylor.
-Você acha que ela vai gostar de mim? Sabe? Ela vai gostar de ver a gente juntos? -Mordeu o lábio inferior.
-Claro que vai -Dei um beijo na testa dela.
Abri a porta do quarto. Taylor estava intertida com um livro, sentada na cama, sozinha enquanto as outras meninas brincavam no outro canto do quarto.
-Nisso a Taylor é parecida comigo -Disse Anna -Sempre gostei de ficar sozinha lendo um livro.
-Então, somos dois -Sorri.
Quando entramos no quarto, todas as garotas ficaram olhando para Anna e Taylor continuava intertida com livro.
Me sentei ao lado de Taylor que se assustou e olhou para mim, e logo sorriu.
-Papai! -Me abraçou.
-Oi, pequena -A abracei forte.
Se afastou e olhou para Anna, que sorriu. Taylor arregalou os olhos, surpresa.
-Oi, Taylor -Disse Anna, meiga.
-Er... Oi, Anna -Sorriu sem jeito -Mas... O que ela está fazendo aqui, papai?
-Bom...
-Eu vim te visitar -Anna me interrompeu, percebendo que eu não sabia o que falar.
-Serio?! -Disse Taylor animada, sorrindo largamente.
-Claro!
-Mas... Como você conhece o meu pai? -Perguntou confusa.
Eu e Anna nos entre olhamos, respirei fundo... “Eh! Agora!”.
-È uma longa historia, Taylor -Disse calmamente -Nós nos conhecemos na escola, e acabamos nos aproximando e agora...
-Você estão namorando! -Gritou Taylor, animada.
Eu e Anna nos entre olhamos, corados, e nos olhos de Anna dava para ver que ela estava perguntando “estamos namorando?”.
-Sim -Disse confiante -Estamos namorando -Disse olhando para Anna, que sorriu envergonhado.
-Puxa! Isso é tão legal! -Disse Taylor, quase pulando na cama -Mas... -Disse pensativa -Quer dizer... -Balançou a cabeça -Esquece -Sorriu de lado.
-O que foi, Taylor -Eu e Anna perguntamos ao mesmo tempo.
-È que... -Mordeu o lábio inferior -Eu nunca perguntei isso antes... Por que eu tinha esperanças... Mas... Não se sinta ofendida Anna -Anna me olhou confusa -Er... -Respirei fundo e me olhou triste -Papai, onde está a minha mãe?
Engoli seco. Taylor nunca me perguntou isso, nunca quis saber sobre Jane, eu também nunca fiz questão de abordar esse assunto, pois como eu vou dizer que a mãe que ela nunca conheceu morreu? Pior! Como eu vou dizer isso agora?
-Você conheceu a minha mamãe, Anna? -Perguntou com a voz chorosa.
Ver o desespero de Taylor me machuca por dentro.
Não aguentei, sai correndo do quarto e me sentei no chão do corredor . Depois de alguns minutos, Anna apareceu e agachou na minha frente.
-Me fala -Disse sorrindo meigamente -Me fala sobre a mãe dela, e assim, eu te ajudo a contar para ela.
-Eu não gosto de falar sobre isso -Virei o rosto.
-Ed, meu amor -A encarei e ela sorriu -Você se lembra? Nada de segredos.
Respirei fundo... Isso é verdade, prometi a ela e a mim mesmo que não teríamos segredos.
-Como eu vou contar para ela?
-Conta primeiro pra mim, depois eu te ajudo a contar pra ela.
Respirei fundo.
-Quando eu tinha 14 anos eu era mais da turma do Jacob, sabe? Existe aquela historia de que quando se é pobre tem que ser marginal... -Ri ironicamente -Pior que eu acreditava nisso -Revirei os olhos -Eu e Jacob eramos amigos inseparáveis, os melhores, fazíamos tudo juntos, até que Jane entrou para turma. -Jane era a típica “pobre menina rica”, de todos do nosso bairro, a família dela era a que tinha mais dinheiro. Sinceramente não entendo o porque dela ter sido tão rebelde -Dei de ombros -A família dela era igual aqueles comerciais de margarina, tudo que ela queria ela tinha.
-Talvez ela não tinha uma coisa -Disse Anna pensativa.
-Tipo?
-Tipo, amor -Deu de ombros -Nem todo o dinheiro do mundo compra isso.
-Pode ser... -Suspirei -Ela reclamava que o pai dela era ausente.
-Mas então, o que aconteceu quando ela chegou?
-Jacob pirou... Ele já tinha a mania de usar as garotas, com Jane foi quase a mesma coisa. Jacob até tentou, mas eu não deixei, Por que sabia que Jane gostava de mim e eu...
-Você gostava dela?
-Sim -Disse suspirando, Anna assentiu compreensiva -E por causa disso que eu e Jacob brigamos, pois ele também gostava dela. Mas, eu continei no grupo e Jane também.
-Ela foi a sua primeira?
-Foi -Ela mordeu o lábio inferior -Bom... A gente participava do trafico de drogas... e também usávamos drogas -Disse envergonhado.
-O que você usava?
-Maconha -Abaixei a cabeça.
A ouvi suspirando.
-E ela?
-Cocaína -Suspiramos ao mesmo tempo -Por causa disso que a gravidez de Jane foi de risco. Bem, não foi a maior felicidade saber que Jane estava gravida. Jane ficou desesperada, e eu também, mas eu era egoísta naquela época, eu fiquei desesperado não por ela, mas por mim. A família de Jane a expulsou de casa, meu pai brigou muito comigo, mas acabou acolhendo Jane em casa. Foi difícil aquela época... Pois, ao mesmo empo que Jane ficou gravida, minha mãe descobriu o câncer -Meus olhos marejaram -Foi quando eu amadureci, forçadamente, deixei de ser “o garoto inconsequente” pata virar um homem responsável.
Sorri timidamente.
-Quando Taylor nasceu... -Sorri com a lembrança -Eu não cabia em mim de tanta felicidade -Anna sorriu -Uma semana depois Jane fugiu de casa... Um mês depois minha mãe morreu. Enquanto eu e Jane estávamos juntos, depois de ter descobrido a gravidez dela, nós paramos com as drogas, mas depois de um ano... Descobri que Jane voltou com as drogas e o trafico. Por ter atrapalhado outros traficantes foi morta a mando de um, especificamente, a mando de Jacob.
-Aconteceu mais alguma coisa? -Perguntou acariciando o meu rosto.
-Bom daí pra frente, eu descobri que a Taylor tem leucemia e que ninguém é compatível com ela e etc -Dei de ombros.
-Mais alguma coisa? Você sabe que pode contar tudo pra mim -Sorriu.
Respirei fundo e sorri, também.
Acho que se eu procurasse não encontraria pessoa mais perfeita que ela.
-Não. Já te disse tudo -Coloquei uma mecha do cabelo dela atrás da orelha -Exorcizei todos os meus demônios -Soltei o ar.
Ela sorriu e me beijou com calma, carinho e paixão.
-Saiba que eu estou sempre ao seu lado, não importa o que for -Disse entre o beijo.
-Não está com raiva, ódio, ou nojo de mim? -Perguntei inseguro.
-Não -Abrimos os olhos lentamente e nos encaramos, ela com um sorriso lindo e eu com uma cara confusa -Meu amor... -è muito bom ouvir isso, não pude conter o sorriso -Eu sei que as coisas que você fez no passado são erradas, não podemos negar isso -Assenti -Mas, você mudou -Sorriu -Sei disso. Eu eu conheço... Acho que até mais que você mesmo. Sei que você é bom, gentil, responsável, apaixonante e um ótimo pai, e não a qualidade melhor que essa, você tem caráter e uma personalidade incrível, então por que eu sentiria essas coisas de você?
-Por causa do meu passado -Disse tristonho.
-Eu não ligo, pois o nós vivemos? O presente. O que nós esperamos? O futuro, então porque ficar se preocupando com o passado? È claro que o passado é importante! Pois, sem ele você não seria o que é hoje, mas o você é hoje define o que você será amanha... Mesmo que o passado tenha sido maravilhoso e perfeito, ou horrível e errado, ela te faz ser o que você é hoje -Sorriu.
Fiquei sem reação, nunca tinha ouvido algo tão profundo antes. Algo tão verdadeiro... D´pra ela ser mais perfeita?
-Você é perfeita, sabia? -Sorri envergonhada.
-Perfeição não existe.
-Mas, existe o nosso conceito de perfeição. E você é o meu... Você é perfeita pra mim -Os olhos dela se encheram de lágrimas, ela sorriu e me beijou.
Contamos tudo para Taylor... Quer dizer quase tudo, pois omitimos algumas partes, mas sem sair do foco principal, Jane a mãe de Taylor.
-Desculpa não ter te contado antes, Tay. È que você nunca me perguntou antes, então eu achei que você não queria saber -Ela assentiu.
Taylor estava com os olhos cheios de lágrimas, com a carinha triste, o que me matava por dentro.
-Olha Tay, eu sei o que você está passando -Taylor olhou para Anna como se dissesse “duvido que você saiba” -Eu também perdi minha mãe, ela morreu durante o meu parto... As vezes eu acho que foi culpa minha -Sorriu sem humor -Eu sei que é horrível não ter uma mãe, mas você tem alguem que te ama muito e está sempre ao seu lado você sabe quem é? -Sorriu.
Taylor olhou para mim e sorriu tímida, abaixou os olhos.
-O papai -Mordeu o lábio inferior.
-Isso! O seu pai, ele te ama e só quis te proteger.
Olhei para Anna impressionado, o modo como ela lidou com a situação, bem diferente que eu, só mostra que é bem diferente de mim... Mostra que é perfeita.
Perfeita pra mim.
(...)
Taylor estava dormindo tranquilamente, Anna conseguiu fazer com que Taylor não ficasse com raiva de mim.
-Obrigado -Ela me olhou e sorriu.
-Não foi nada... Só fiz o que devia fazer.
-Mas... Sei lá... Não é sua obrigação... -Dei de ombros -Quem devia arrumar a situação... Sou eu? -Saiu mais como um pergunta, do que uma afirmação.
-Edward é difícil ser pai, sabe? Ser o certo o tempo todo, o que sempre sabe o fazer, que sabe lidar com a situação... Hoje você mostrou que precisa de ajuda, pois como todo ser humano normal tem suas fraquezas -Sorriu -E eu estou aqui para te ajudar.
Como eu ainda não estava preparado para dizer as “três palavras”, resolvi dizer outra coisa, mas que resume o que as “três palavras” significam.
-Te adoro... A cada dia te adoro ainda mais -Mordeu o lábio inferior, envergonhada.
Nos aproximamos e nos beijamos. E depois desse momento que tivemos, não era um simples beijo, era um com vários significados, que nem nos sabíamos direito.
Quando nos afastamos, olhamos para o lado e vimos Taylor envergonhada e um pouco assustada, mas achando graça a situação.
-Que foi, pequena?
-Não consigo dormir -Sorriu envergonhada.
-Minha vô cantava pra mim quando eu não conseguia dormir -Disse Anna -Quer que eu cante para você?
Taylor olhou para mim hesitante, sei que mesmo ela aceitando o meu namoro com Anna, ainda era estranho essa relação de “madrasta e enteada” para ela.
-Quero sim -Disse Sorrindo largamente.
-Ótimo! -Sorriu -Sei uma música que se encaixa perfeitamente nesse momento que estamos passando.
-Serio?! -Disse Taylor animada.
-Uhum -Assentiu.
Então, ela pegou o celular e colocou para tocar a gravação da base da música e começou a cantar.
“Lá estava eu novamente está noite forçando o riso, fingindo sorrisos
Mesmo velho lugar, cansado e solitário
Paredes de insinceridade
Olhares perdidos e vazios
Sumiram quando eu ví o seu rosto
Tudo o que posso dizer é que foi encantador conhecê-lo”
“Seus olhos sussurram 'já nos conhecemos?'
Do outro lado da sala sua silhuete começa a fazer sentido pra mim
A conversa brincalhona começa
Contra todas as suas observações rápidas como passar bilhetinhos
E foi encantado conhecê-lo
Tudo que posso dizer é que eu estava
Encantada em conhecê-lo”
Fiquei quieto, não queria atrapalhar o momento que era só das duas.
“A pergunta persistente me manteve acordada 02:00, quem você ama?
Pergunto-me até que eu esteja bem acordada
Agora estou para lá e para cá
Querendo você á mina porta
Eu abriria e você diria
Hey, fiquei encantado em conhecê=la
Tudo o que sei é que eu estava encantada em conhecê-lo”
“Está noite estava vibrante,
Não deixe-a fugir
Estou maravilhada, corando todo o caminho até em casa
Vou passar a eternidade me perguntando
Se você sabia
Está noite está perfeita,
Não deixe-a fugir
Estou maravilhada, dançando sozinha
Vou passar a eternidade me perguntando
Se você sabia
Que eu estava encantada em conhecê-lo”
Concordo com Anna, o refrão da música falava sobre o que as duas estão passando... E consequentemente o que eu e Anna passamos, pois cada um ficamos encantados um com o outro quando nos conhecemos.
“Está sou rezando para que essa seja a primeira página
Não onde a historia termina
Meus pensamentos vão ecoar o seu nome até eu te ver de novo
Estas são as palavras que segurei ao ir embora cedo demais
Eu estava encantada em conhecê-lo
Por favor, não se apaixone por outra pessoa
Por favor, não tenha ninguém esperando por você
Por favor, não se apaixone por outra pessoa
Por favor, não tenha ninguém esperando por você”
Uma parte do refrão falava, outra vez, sobre o que passamos... Bom pelo menos eu, pois ao conhecê-la (mesmo que eu, naquela época, estava enrolado com a Tanya) eu quase implorei que ela não tivesse ninguém esperando por ela.
“Esta noite está vibrante,
Não deixe-a fugir
Estou maravilhada, corando todo o caminho até em casa
Vou passar a eternidade me perguntando
Se você sabia
Está noite está perfeita,
Não deixe-a fugir
Estou maravilhada, dançando sozinha
Vou passar a eternidade me perguntando
Se você sabia
Que eu estava encantada em conhecê-lo”
“Por favor, não se apaixone por outra pessoalmente
Por favor, não tenha ninguém esperando por você”
Quando a música acabou, Taylor já estava dormindo com um pequeno sorriso nos lábios. Então, Anna desligou o celula, cobriu direito Taylor e deu um beijo na bochecha dela. E eu fiz o mesmo.
-Essa música é para você também -Disse sorrindo.
-Eh! Eu percebi -Sorriu.
-Eu também te adoro -Sorri e a beijei.
Notas finais
*Bom, espero que tenham gostado!
Bjokas, LilizIris^^
Fale com o autor